Perfis dos Artistas que compõem o acervo da Ex Galeria Seta do marchand e artista plástico Antonio Maluf
Atualizado em 12 de Agosto de 2024
De autoria do artista plástico Helio Schonmann, o que o torna ainda mais estimulante devido a própria qualidade artística de sua obra e de seu importante trabalho de promoção cultural, embora como ele afirme no texto de introdução que este "foi criado para suprir necessidades minhas, como artista: organizar o pensamento; compartilhar descobertas e reflexões". Nesse número divulgado em 18 de agosto de 2021, Helio traz uma rica crítica a obra de Pedro Tavares Maluf.
Site entrevistou Iur. Leia a entrevista
This site interviewed Iur.Read the interview
Trapézio Galeria de Arte faz bate-papo com artista Lilia Malheiros
Conheça algumas das exposições organizadas e/ou realizadas pela Galeria Seta (incluindo leilões) que tanto marcaram a vida das artes plásticas de São Paulo e do Brasil.
OUTROS ARTISTAS
Conheça outros artistas que são desconhecidos pelo grande público
***
EXPOSIÇÕES
MACAPARANA
Exposição Afinidades no Museu Lasar Segall, de junho a agosto de 2018, à rua Berta, 111, telefone: 2159-0400, Vila Mariana, São Paulo (SP), de 4a à 2a das 11hs às 19hs. Entrada Gratuita. Para maiores informações do artista clique no verbete MACAPARANA
LILIA MALHEIROS
Sábado, 15 de julho de 2017, tem início exposição das obras da artista LILIA MALHEIROS a se realizar no Centro Histórico e Cultural Mackenzie à rua Itambé, 143, ou Maria Antonia, 307 PRÉDIO 1, Higienópolis, São Palo (SP). A exposição Geometria Sutil tem curadoria de RODRIGO NAVES, e vai até o dia 12 de agosto. Telefone: (11) 2114-8661. Edifício acessível
Entrevista com a pintora LILIA MALHEIROS, concedida para a Ex-Galeria Seta, em 2014
***
ENTREVISTA
Lei a entrevista com o tradicional leiloeiro LUIZ CARLOS MOREIRA, fundador da tableau arte & leilões.
***
* Conheça as EXPOSIÇÕES de Lilia
* Admire algumas TELAS de Lilia
* E acompanhe o texto da crítica de arte THAÍSA PALHARES tratando da obra de Lilia Malheiros
SINGULAR E PLURAL
De sexta-feira, 29 de abril de 2016, a domingo, 26 de junho de 2016, o Museu dos Correios, em Brasília (DF), situado na SCS, quadra 4, bloco A, 256, ed. Apolo, Asa Sul, sediou a exposição Antonio Maluf: Singular e Plural na qual se propôs a "resumir a personalidade simples e ao mesmo tempo complexa de Antonio Maluf (...) tendo como característica marcante sua multidisciplinaridade". A exposição contará com mais de 60 obras de um período de meio século de produção (de 1950 a 2000), nas quais fica patente o cuidado com a geometria, revelando o amor e respeito do artista à matemática. De acordo com o curador da mostra Celso Fioravante : "O artista plástico paulistano Antonio Maluf deve ser classificado como um mestre na história da arte brasileira, pois se enquadra na restrita categoria desenvolvida pelo poeta e crítico literário norte americano Ezra Pound (1885-1972), que, em seu clássico 'ABC da Literatura', classifica como 'mestre' aquele artista capaz de fazer várias combinações de um processo criado anteriormente e que se sai tão bem ou até melhor do que os próprios inventores desse processo. Antonio Maluf não inventou o concretismo, mas fez dele o seu universo".
O movimento do público durante a exposição foi considerado muito positivo pelos organizadores.
CONSTRUÇÕES DE UMA EQUAÇÃO
De 29 de março de 2016 ao início de junho, a Galeria Frente, do marchand Acácio Lisboa, apresentou a exposição Construções de uma Equação sobre a obra do artista ANTONIO MALUF (1926-2005), contando com mais de 100 trabalhos os quais abarcam as diferentes fases de sua produção. A exposição contou com a coordenadoria do consultor e produtor cultural Fábio Magalhães e ofereceu aos visitantes um catálogo muito bem documentado para registrar a biografia e produção do artista.
MESA REDONDA EM PETRÓPOLIS
Acompanhe a participação do artista plástico Antonio Maluf em mesa redonda no Museu de Petrópolis pouco tempo antes de seu falecimento. Importante depoimento sobre sua trajetória.
SUMÁRIO GERAL
Seja bem vindo à página da antiga EDITORA, LIVRARIA E GALERIA SETA, que marcou a vida das artes plásticas de São Paulo ao longo de três décadas.
Aqui você poderá consultar informações sobre o acervo constituído ao longo de muitos anos pelo marchand e artista plástico ANTONIO MALUF (1926-2005). Ele foi seu proprietário e diretor a partir de meados dos anos 60 até sua morte em 2005, embora a galeria tenha deixado de realizar exposições no final da década de 80. A inserção dos artistas na presente página, bem como a modificação e atualização das informações de cada um dos que estão presentes, ocorrerá paulatinamente e, espera-se a médio prazo contribuir para uma sólida documentação dos artistas que aqui se encontram. São mais de 700 obras de mais de 150 artistas, compostas por finas gravuras, serigrafias, óleos sobre telas e esculturas. Há um interessante paradaxo no olhar de Antonio Maluf, uma vez que em sua trajetória artística ele foi um homem fiel ao concretismo, porém este segmento ficou de fora de suas escolhas pessoais na formação do acervo, com algumas exceções momentâneas as quais estiveram circunscritas à algumas transações comerciais. O abstracionismo não concreto (não geométrico) conta com pequena participação no conjunto das obras, as quais são fortemente marcadas pelo figurativismo, seja um figurativismo de observação seja de imaginação. Maluf sempre pautou a formação de seu acervo com base primeiramente no que considerava a qualidade artistica dos autores das obras que adquiria para depois levar em conta o aspecto comercial. Nem sempre estes autores se transformaram em figuras conhecidas pelo mercado de arte a despeito de seus indiscutíveis méritos artísticos uma vez que Maluf tinha grande preocupação de não expor trabalhos que em sua avaliação corriam risco de aviltamento de preços. Porém, quem é contemporâneo de Antonio Maluf sabe da sua importância seja na consagração e/ou no suporte a nomes como Adevaldo Marajó, Agostinho Batista de Freitas, Dicinho, Elgul Samad, Elza Oliveira Souza (Elza O. S.), Evandro Carlos Jardim, Felisberto Ranzini, Gladys Maldaun, Inácio da Nega, Jesuíno Ribeiro, Luiz Ventura, Elyzito, Macaparana, entre tantos outros. Alguns desses artistas já faleceram, o que só aumenta a relevância da preservação da memória de seus trabalhos artísticos.
O acervo da Galeria Seta também se constituiu de uma vastíssima biblioteca formada tanto por obras individuais dos diferentes campos das artes plásticas e visuais, bem como de importantes enciclopédias e coleções (incluindo catálogos de exposições, convites para inagurações de exposições etc.).
Em caso de interesse comercial por algum dos artistas, bem assim desejo de tirar dúvidas sobre a obra de algum deles, dispor de alguma informação complementar, ou apontar eventuais equívocos ou dar sugestões, basta entar em em contato com os responsáveis pelo acervo, a saber: Rui Tavares Maluf, Thiago Lupo Maluf e Pedro Tavares Maluf. Para facilitar a identificação, solicita-se que no campo ASSUNTO da mensagem eletrônica seja escrito EX GALERIA SETA, em letra de forma.
Adevaldo Rodrigues
Adevaldo, Adevaldo Rodrigues, Adevaldo Rodrigues Marajó
Ilha do Marajó, Estado do Pará
1942
Pintor ativo
A obra de Adevaldo, quase integralmente alicerçada em gravuras e xilogravuras, apresenta uma linguagem predominantemente figurativa de temas populares de seu estado natal, o Pará.
Larga parte da vida profissional de Adevaldo se deu no estúdio do artista Mário Gruber para quem trabalhou.
- Acervo da Galeria Seta;
- Catálogo da Tableau Leilões, Março de 2017;
- Enciclopédia ItauCultural
Rui Tavares Maluf
18 de Dezembro de 2017
8 de Maio de 2017
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Adevaldo, Adevaldo Marajó, Galeria Seta, Mostra Anual de Gravura, Pará
Agostinho Batista de Freitas
1927
Campinas (SP)
1997, aos 70 anos
São Paulo (SP)
De acordo com AYALA (1986), Agostinho passou toda sua infância e adolescência no campo, tendo deixado a lavoura para vir trabalhar em São Paulo, capital, em uma fábrica de brinquedos, acabando por ser despedido por desenhar durante o expediente. Começou, então, a trabalhar como ajudante de eletricista. Em 1952, com 27 anos. Em 1951, foi descoberto pelo diretor geral do Museu de Arte de São Paulo (MASP), Pietro Maria Bardi , quem realizou uma exposição do artista no ano seguinte, 1952, quando Agostinho já vendia seus quadros nas ruas da capital. Em 1966, ele faz uma exposição em Veneza, Itália. Nesses anos, seus trabalhos começam a ser tornar mais maduros e o convívio com a metrópole o leva a elaborar trabalhos com motivos urbanos, os quais prevalecerão por praticamente todos esses anos.
Pintor Inativo (Falecido)
Figurativa, prevalecendo paisagens urbanas de São Paulo, ainda que em sua fase inicial os motivos predominantes, fossem rurais, e classificada por muitos críticos como Arte Naif.
Pietro Maria Bardi, ex-diretor do MASP (falecido) - "Ainda tenho nítido na memória aquela tarde, no início dos anos 50, quando passava pelo Viaduto do Chá. Minha atenção foi despertada por uma figura que fazia, muito compenetrada, desenhos em frente ao prédio da Light. Ao bater os olhos no que ele desenhava, vi imediatamente que ali estava um artista de verdade, alguém que conhecia profundamente composição e perspectiva(negrito nosso). Para mim não importa se a gente encontra uma artista numa galeria, na rua, ou num museu. Puxei conversa e ele me disse ser eletricista de profissão. E eu lhe respondi: 'na minha opinião você pode perfeitamente dedicar-se somente à pintura'. Tanto assim que lhe encomendei imediatamente um trabalho. Propus que ele subisse ao Bando do Estado e lá de cima registrasse uma vista panorâmica de São Paulo. Ele topou com toda simplicidade. Reuni com uns amigos tela, pincéis e tinta que lhe entreguei. Esse quadro - que hoje está no meu quarto de dormir, mesmo decorridos tantos anos, eu reputo como a mais bela paisagem de São Paulo que alguém já pintou. É um quadro belíssimo e está reproduzido no meu livro 'The Arts in Brazil'. Nunca um artista havia feito por aqui nada parecido. E desafio qualquer pintor a fazê-lo. Desafio mesmo. Esse quadro - um dia pertencerá ao Museu de Arte de São Paulo - eu apresentei na Bienal de Veneza de 1961, onde os trabalhos de Agostinho estiveram ao lado dos de José Antonio da Silva, de Arthur Piza e Sergio Camargo. Lá ele causou uma enorme impressão e muita gente quis comprá-lo. Foi nessa ocasião que apelidei Agostinho de 'Utrillo de São Paulo', porque nenhum pintor conseguiu expressar de uma forma tão comovente o seu amor por São Paulo" (AYALA: 1986, página 323) .
Fernando Oliva e Rodrigo Moura, curador do MASP e curador adjunto de arte brasileira do MASP, comentando a mostra do artista, já falecido, no MASP (2016-2017), a qual reuniu 74 obras: "Esta exposição reúne 74 pinturas realizadas entre as décadas de 1950 e 1990, incluindo cinco telas recentemente doadas ao acervo do MASP, fazendo com que, pela primeira vez, a obra de Agostinho Batista de Freitas (1927-1997) esteja presente na coleção do Museu, corrigindo uma lacuna histórica."
"O foco aqui são as representações de São Paulo, assunto de que Batista de Freitas se ocupou durante toda sua trajetória. Nesse caso não se trata apenas de uma extraordinária quantidade de pinturas sobre a cidade, algo singular para São Paulo, mas da qualidade e da variedade desses trabalhos, diversificados e surpreendentes em suas composições, coloridos, pontos de vista e enquadramentos".
Nesta mostra a relação de Batista de Freitas com a cidade se faz presente mediante diversos agrupamentos de obras, organizados em fileiras que vão desde a representação do edifício do Museu, na avenida Paulista, até as vistas aéreas do centro de São Paulo, passando por cenas do cotidiano na Zona Norte, onde o artista vivia, e situações coletivas de diferentes naturezas, que incluem as viagens, as festas, os divertimentos e as manifestações religiosas".
(....)
As histórias de Batista de Freitas e do MASP se misturam. O diretor fundador do MASP, Pietro Maria Bardi (1900-1999), introduziu o trabalho do artista no circuito de arte ao realizar sua primeira individual, em 1952. Ele tinha apenas 25 anos de idade, morava no bairro do Imirim, na Zona Norte de São Paulo, pintava e mostrava suas obras nas ruas do centro de São Paulo, onde Bardi o conheceu."
(...)
Praticamente toda sua obra conhecida do público é de óleos e acrílica sobre tela.
A tela abaixo não deixa dúvida para quem conhece São Paulo, até mesmo por fotografia. Trata-se da Praça da Sé. Sua dimensão é de 100 cm de largura por 70 cm de altura. Está assinada e datada de 1983
Com o olhar e a iniciativa de Pietro Maria Bardi falecido diretor do MASP e ex-proprietário da Galeria Mirante das Artes, a obra de Agostinho tornou-se conhecida do grande público a partir da década de 50 para firmar-se na década de 60. A partir do momento que Antonio Maluf começa a atuar como marchand em meados da década de 60, ele também dedica boa dose de atenção e entusiasmo aos trabalhos de Agostinho. Os anos seguintes até praticamente sua morte, em 1997, consolidaram seu mercado e tornaram suas telas muito disputadas. Contudo, alguns anos após sua morte, suas pinturas tiveram ligeiro declínio em parte do mercado (casa de leilões) pela diminuição de aquisições e, consequentemente, de valores. Mais recentemente, a partir de 2012, observa-se uma revalorização das obras do artista, que nunca deixou de ter boa aceitação nas transações diretas e há uma boa expectativa de que em breve voltem a ter boa valorização. Bom termômetro desta recuperação foi o Leilão realizado pelo Escritório de Arte de James Lisboa, em março de 2015, quando várias telas de Agostinho foram arrematadas por preços variando entre R$ 4.500 e R$ 7.000.
Rui Tavares Maluf
10 de Janeiro de 2017, penúltima em 17 de Abril de 2015
28 de Janeiro de 2014
TAGs: Agostinho; Agostinho Batista de Freitas; Antonio Maluf; Bairro; Bairro do Imirim; Imirim; Periferia; Pietro Maria Bardi; Museu de Arte de São Paulo; MASP; Galeria Mirante das Artes; Galeria Seta; Pintor; Rui Tavares Maluf; São Paulo; (SP)
***
Alberto Cedron
Buenos Aires (Argentina)
9 de maio de 1937
Buenos Aires (Argentina)
1 de março de 2007, aos 69 anos
Argentina, Brasil (São Paulo - SP, Búzios - RJ, Porto Alegre - RS), Venezuela e Portugal
Inativo por falecimento
Realizou diversas exposições individuais e coletivas desde 1959.
Póstuma
2013. Palais de Glace, Buenos Aires, Argentina.
Rui Tavares Maluf
21 de junho de 2021
TAGs:Alberto Cedrón, Argentina, Buenos Aires, Cedrón, Galeria Seta, Portugal, Venezuela
***
Alex Flemming
São Paulo (SP)
1954
Artista ativo
Rui Tavares Maluf
15 de Agosto de 2022
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Alex Flemming; Artista plástico Alex Flemming; Galeria Seta;
***
Alfredo Norfini
Florença (Itália)
23 de dezembo de 1867
Rio de Janeiro (RJ)
23 de dezembro de 1944 (dia de seu aniversário)
77 anos
Real Academia de Belas Artes, de Lucca (Itália), no ano de 1892
Florença (Itália), Lucca (Itália), Buenos Aires (Argentina) (1893-1898), Campinas (São Paulo, Brasil), São Paulo (SP) (1904-1937), e Rio de Janeiro (RJ) (1937-1944)
Inativo
Figurativa focada em documentação de paisagens urbana e rural, especialmente colonial
Eis uma aquarela de Alfredo Norfini. A etiqueta no verso da obra informa o ano de 1937 (com dimensões de 23cm por 29cm), trazendo inscrições do próprio artista na parte da frente identificando a igreja retratada como de São João del Rey (MG). Porém um olhar atento ao lado da assinatura do artista sugere que a obra está datada de 1921.
"A aquarela é mais difícil que outras técnicas, pois exige segurança e firmeza por parte do artista. Não aceita retoques, senão a obra perde logo a leveza, que é uma de suas maiores qualidades. Norfini conseguiu sempre grande transparência e um colorido vivo em suas composições, qualidades que merecem a admiração do público e dos colegas (...) quando estudava uma igreja, ele a colocava em seu ambiente e estudava as montanhas atrás dela, o céu, a vegetação vizinha, procurando conseguir uma harmonia com o todo" (Ruth Sprung Tarasantchi, Pintores Paisagistas - São Paulo 1890-1920, Edusp e IMESP, São Paulo, 2002).
Paisagistas da qualidade de Norfini sempre contam com mercado, mesmo quando os preços se depreciam em decorrência deste gênero de trabalho ter se tornado razoavelmente declinante. As aquarelas deste artista quase sempre encontram demanda em casas de leilão, podendo atingir bons preços especialmente se partem de ofertas iniciais modestas. Enfrentam maior dificuldade quando partem de um piso mais alto, mas tendem a ser arrematadas desde que a paisagem ou retrato seja convidativo e esteja em bom estado. Preços de aquarelas de Norfini entre 2016 e 2017 variaram de R$ 350,00 a R$ 1.100,00 nos leilões de São Paulo.
Rui Tavares Maluf
3 de Janeiro de 2018. Penúltima em 27 de Maio de 2016
23 de Maio de 2016
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Alfredo Norfini, Aquarela, Florença, Itália, Norfini, Ruth Sprung Tarasantchi, São Paulo, , SP, RJ, Rio de Janeiro
***
Voltar para o início da página
Le Harvre, Normandia, França
10 de dezembro de 1844
11 de maio de 1914
Inativo por falecimento
Figurativa valendo-se predominantemente da Gravura.
Lamotte foi aluno de artes de Louis-Pierre Henrique-Dupont e deu início a sua carreira artística no Salão de 1869. No decorrer de sua vida artística, Lamotte produziu inúmeros retratos por meio de gravurs de intepretação. Em 1877 ele obteve a medalha de terceira classe, três anos depois (1880) a de segunda e de primeira classe em 1883, ano em que se filiou a Sociedade dos Artistas Franceses. No mesmo ano, Lamotte obteve a medalha de ouro na Exposição Internacional de Amsterdam, bem como homenagem dada aos artistas franceses na exposição de Londres, Grã-Bretanha em 1887.
Rui Tavares Maluf
17 de Maio de 2018
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Alfonse Lamote, Alphonse Lamotte, Amesterdam, França, Gravura, Gravurista, Le Harvre, Londres, Medalhas, Normandia
***
Voltar para o início da página
Amelia Amorim Toledo
7 de dezembro de 1926
São Paulo (SP)
7 de novembro de 2017
Cotia (SP)
90 anos
Inativa por falecimento, tendo produzido até pouco antes de sua morte
Abstrata, mas expressando-se em uma pluralidade de técnicas e suportes
Rui Tavares Maluf
17 de abril de 2018
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Abstração, Amelia Toledo, Ex-Galeria Seta
***
Voltar para o início da página
Antonio Hélio Cabral
Antonio Cabral, Cabral
1948
Marília (SP)
Artista Ativo
No início da década de 1960, no final da adolescência, em São Paulo (SP), Cabral frequentou a oficina de Fausto Boghi, com quem aprendeu técnicas de cinzel, realizou relevos em cobre. Cursou arquitetura na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo - FAU/USP (1970-1974). Em 1973, lecionou desenho no Arstudium, em São Paulo (SP). Também na década de 1970, freqüentou sessões de modelo vivo no ateliê de Antônio Carelli (1926) e estudou modelagem e fundição em gesso no ateliê de Raphael Galvez (1907-1998). De setembro a outubro de 1980, realizou exposição individual de pinturas na Galeria Seta, do marchand Antonio Maluf. Entre 1974 e 1984, foi professor e coordenador dos ateliês de arte do Museu Lasar Segall e, de 1981 a 1984, lecionou desenho e pintura na Pinacoteca do Estado de São Paulo - PESP. Fez a curadoria da exposição Raphael Galvez: A Cidade à Sombra dos 40 de pinturas do referido artista (1994). Em 1995, a Editora da Universidade de São Paulo lançou o livro Hélio Cabral, sobre sua trajetória artística, de autoria de Leon Kossovitch. Cabral dedica-se principalmente à pintura, mas trabalha também com desenho, gravura e escultura.
Rui Tavares Maluf
30 de janeiro de 2023
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Antonio Cabral; Cabral; Faculdade de Arquitetura e Urbanismo; FAU-USP; Fausto Borghi; Figurativo; Galeria Seta; Raphael Galvez
Voltar para o início da página
Antonio THYRSO Pereira de Souza
NOME ARTÍSTICO
A. Thyrso, ou Antonio Thyrso, ou somente Thyrso
14 de março de 1943
Sarutaia (SP)
Thyrso estudou arte como bolsista na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo (SP). Foi aluno de Eduardo Sued, Nelson Nóbrega em desenho. Na pintura teve aulas com Mário Gruber. Em gravura contou com as aulas de Marcelo Grassmann e Darel Valença Lins.
"Thyrso é um bom pintor? Thyrso é um artista, é o que posso asseverar com a consciência mais do que tranquila. Artista porque não realizou em sua vida nada com maior entusiasmo do que o ato de criar um universo tão unicamente seu que eu poderia reconhecer um quadro de sua autoria em meio a centenas de outros, sem ser, todavia, nenhum especialista."
"Thyrso é um artista e um artista plenamente maduro, totalmente consciente de sua missão, da amplitude de seu trabalho e da dificuldade de vê-lo compreendido. Thyrso é um artista, persistente e coerente que nunca se permitiu infiltrar por nenhum 'ismo' sequer, por nada a não ser seu propósito de criar, pintar, desenhar e gravar".
(...)Thyrso adora discutir, e faz isso com a ansia da necessidade. E assim é com seus quadros. Há neles o debate pronto, o elemento inusitado que aparece ali, num ponto azul a tirar o vermelho de sua condição de soberano. Há sempre um detalhe e uma surpresa que nos arrancam da posição de observadores estáticos e aí tudo pode acontecer." Carlos Motta, in apresentação da exposição na Galeria Seta, 1977.
A seguir apresenta-se um resumo das exposições e carreira de Antonio Thyrso nas décadas de 1960 e 1970
- Galeria do Banco Nacional, em parceria com o artista Stival Forti, em Curitiba (PR);
- Galeria de Arte "4 de Setembro", D A C, em Teresina (PI);
- Leciona gravura na Escola de Cultura Contemporânea, em São Paulo (SP);
Cartaz da exposição da Galeria Seta, maio e junho de 1977
Itaú Enciclopédia Cultural
Rui Tavares Maluf
24 de março de 2017. Penúltima em 19 de Junho de 2015
19 de Junho de 2015
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Agostinho; Agostinho Batista de Freitas; Antonio Maluf; Pietro Maria Bardi; Museu de Arte de São Paulo; MASP; Galeria Mirante das Artes; Galeria Seta; Pintor; Rui Tavares Maluf
Voltar para o início da página
Ricardo APRIGIO FONSECA Ferreira
Aprigio, ou Aprigio Fonseca
1954
Recife (PE)
Graduado em Comunicação Visual pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) (1978), e mestre em Artes Plásticas pela Universidade de São Paulo (USP) (2003), tendo iniciado seus estudos de desenho e pintura com Noêmia Victor, Vera Victor e Rubens Sacramento.
Ativo
Aprigio realizou exposições individuais em diversas cidades, tais como Olinda e Recife (PE), Madri (Espanha), São Paulo (SP), além de muitas exposições coletivas em quase todas as capitais brasileiras, bem como nos seguintes países: Alemanha, Espanha, Estados Unidos, França e Portugal. Recebeu diversos prêmios, tais como da FUNARTE, em 1978.
Rui Tavares Maluf
29 de agosto de 2019
PALAVRAS-CHAVES (TAGs):Noemia Victor, Pernambuco, Recife, Rubens Sacramento, UFPE, Universidade Federal de Pernambuco, Universidade de São Paulo, USP, Vera Victor
Voltar para o início da página
Maciej Antoni BABINSKI
Babinski
Varsóvia (Polônia)
1931
Casado com Lídia Epifanio Babinski
Sítio Exu, Várzea Alegre (CE)
1949, com 18 anos, deixa a Polônia e muda-se com a família para o Canadá
1953, aos 22 anos, deixa o Canadá e muda-se para o Brasil, fixando-se no Rio de Janeiro, onde reside até 1965
1966, aos 35 anos, muda-se para São Paulo (SP) onde permanece até 1974
1974, aos 43 anos, muda-se para Minas Gerais (MG), morando inicialmente em Araguari, depois em Uberlândia até 1987
1988, aos 57 anos, muda-se para Brasília (DF), lá residindo até 1991
1991, aos 60 anos, muda-se para Várzea Alegre, interio do Ceará (CE)
Artista ativo
Figurativa, com grande concentração de trabalhos em gravuras e ilustrações.
De 1964 a 1965 lecionou no Instituto Central de Artes de Brasília (IAC-UNB), experiência breve devido a instalação do regime militar brasileiro. De 1979 a 1987, Babinski lecionou na Universidade Federal de Uberlândia (UFU), em Minas Gerais (MG). Volta a lecionar na Universidade Nacional de Brasília (UNB) em 1988 e lá permanece até 1991 quando se aposenta.
No verbete sobre Babinski apresentado pela Enciclopedia Itaú Cultural, o Comentário Crítico ressalta a importância das viagens pelos vários países em sua juventude e pelo próprio Brasil como marcas importantes em seu trabalho: "A experiência de viagem define os contornos da produção de Babinski, e a combinação de tradições e modelos aprendidos ao longo dos sucessivos desolcamentos que realiza confere feições particulares a sua obra. Os períodos inglês e canadense se caracterizam pela iniciação em diferentes técnicas (aquarela, pintura e gravura) e pelo contato com a arte figurativa e com as pinturas 'automáticas' do grupo abstrato reunido em torno de Paul Emile-Borduas. O Brasil da década de 1950, por sua vez, possibilita o encontro com novas figurações na pintura e com a produção gráfica de Darel, Augusto Rodrigues e Oswaldo Goeldi. A inspiração retirada do universo de Goeldi é perceptível no Album Gravuras de Babinski, publicado em 1967, repleto de elementos oníricos, figuras deformadas, por vezes, grotescas. Ai também é possível notar marcas da obra de Alfred Kubin, referência para o próprio Goeldi. Se nas gravuras as incisões precisas e a profusão de traços colocam-se a serviço de composições fantásticas e alegóricas - e das temáticas de conteúdo social, Êxodo, 1967, por exemplo, - nas paisagens (aquarelas e pinturas) observa-se o gesto solto a definir planos superpostos, construídos em base em ampla gama cromática. A liberdade evidente da mão combina-se ao cuidado, quase geométrico, com a composição: 'Eu creio que a minha paisagem toda é re-estruturada (sic) sempre em relação à horizontal e à vertical', diz ele".
As influências artísticas que marcam Babinski não significam, necessariamente, que tenham marcado o conjunto de sua obra.
Antes de se mudar para o Brasil, o grupo abstrato reunido em torno de Paul Emile-Borduas. Já vivendo no Brasil, mas particularmente na década de 1950, focando especialmente artistas, ele interessa-se muito pela produção gráfica de Darel, Augusto Rodrigues e Oswaldo Goeldi.
Em relação ao território brasileiro, ele se deixou levar muito pelas paisagens luminosas de Arguari (MG) e as panorâmicas do Triângulo Mineiro (MG), as quais marcarão fortemente sua obra nas décadas de 1970 e 1980.
Antonio Maluf teve o descortínio de apostar em gravuras de Maciej Babinski no final da década de 1960 e início de 1970, adquirindo do artista várias séries maravilhosas de tiragens de 25. Apresenta-se abaixo uma destas de dimensões de 12 cm x 16 cm.
Babinski ofereceu importante depoimento oral no painel O Poder da Arte integrando a exposição A Persistência da Memória, organizado pelo Banco Central do Brasil, publicado no Youtube em 25 de março de 2015, no qual ele faz um apanhado histórico do mercado de arte no Brasil nas décadas de 1960 e 1970, particulammente, em São Paulo (SP), a partir, também, de sua experiência de artista plástico. Ele conta, por exemplo, o impacto ambíguo e (majoritariamente negativo) no mercado da agressiva e brevíssima experiência de José Paulo Domingues, nome falso do italiano Paolo Businco, foragido da justiça de seu país, na comercialização de obras de arte. Com grande franqueza, Babinski destaca que a vida é feita de "Luz e Sombra" e destaca que deve em parte sua sobrevivência a Domingues, que adquiriu grande parte de sua produção, e, assim, pertmitiu-lhe, por exemplo, adquirir um ateliê na rua Antonia de Queiroz, em São Paulo (SP). E ironia das ironias, parte desta produção de Babinski é hoje do acervo do Banco Central.
Rui Tavares Maluf
4 de Junho de 2020
26 de Dezembro de 2016
TAGs: Araguari, Augusto Rodrigues, Babinski, Brasília, CE, Ceará, Darel, DF, Exposição Retratos Eriçados; Galeria Seta, Lidia Babinski; Maciej Antoni Babinski, Oswaldo Goeldi, Uberlândia, UNB, Universidade Nacional de Brasília, Varzea Alegre; Vista Alegre
Voltar para o início da página
Beatriz Berman
Buenos Aires (Argentina)
1948
Rio de Janeiro (RJ), Brasil
Ativa
Figurativa, concentrada em pessoas e mulheres, atuando como ilustradora, aquarelista, e pintora.
.Beatriz Berman teve seus primeiros contatos com a pintura com uma professora particular, durante a infância. Em 1962 deu inicio a estudos na Escola Nacional de Belas Artes Manuel Belgrano, em Buenos Aires, e montou seu primeiro atelier e oficina de gravura num quarto nos fundos da casa dos pais. Em 1969, aos 19 anos, viajou para Israel onde realizou várias exposições em Tel Aviv, Jerusalém e Haifa, patrocinadas pela Embaixada Argentina no país. No ano 1976 deixou a Argentina devido ao golpe militar que implantou uma ditadura por quase oito anos e fixou residência no Brasil. Nessa época Pietro Maria Bardi, então diretor do Masp, conheceu sua obra e a convidou para a fazer uma exposição individual no museu em agosto de 1978. Antes de deixar a Argentina, ela já começara a trabalhar como ilustradora (1975). Em 1980, fez as capas dos livros Maldição a todos que leiam estas páginas e O Beijo da Mulher Aranha, de Manuel Puig, edições de Bolso da Editora Record. Em 1985, lançou o livro Las viudas de Carlos Gardel. Também ilustrou o livro Ou isto ou aquilo de Cecília Meireles, publicado pela editora Nova Fronteira, em 1989. A partir de 1988, realizou figurinos e cenografia de peças teatrais, em São Paulo e no Rio de Janeiro, e nos anos de 1994 e 1995 fez os cartazes do 10º e 11º Rio Cine Festival - Festival Internacional de Cinema, Televisão e Vídeo.
"As facetas da humanidade estão na artista, que não aceita a aceitação, mas olha com os sentidos despertos e pinta com o mesmo carimbo dois mundos: o normal e o anormal, o cômico e o trágico. Suas personagens estão num palco no qual não atuam: vivem". Lisetta Levy 18 CONTEMPORÂNEOS. Apresentação de J. Peter Cohn. São Paulo: Dan Galeria, 1987.
"A artista plástica Beatriz Berman é daquelas que gosta de juntar quinquilharias. Quando viu uma tábua de passar roupa daquelas antigas na casa de um casal amigo gerou pânico na dupla. Beatriz é conhecida por não sossegar enquanto não tem o que gosta. (...) A pintora até agora trabalhava em aquarela sobre a tela e se encantou tanto pelas tábuas que mudou de suporte. Mesmo assim elas aparecem em posições heterodoxas. (...) Todas as peças da exposição são um bricabraque de santinhos e bonequinhas misturados a uma grande pintura em acrílico. (...) Cada um dos objetos que usa nas colagens é fruto do trabalho de uma vida". Denise Schittine SCHITTINE, Denise. "Tábuas de passar tinta". Jornal do Brasil, Rio de Janeiro: 18 ago. 1998.
COLETIVAS
INDIVIDUAIS
Rui Tavares Maluf
26 de Fevereiro de 2016
TAGsPALAVRAS-CHAVES - Argentina, Beatriz Berman, Buenos Aires, Galeria Seta, Galeria O Passado me Condena, Israel, MASP, Museu de Arte de São Paulo, Pietro Maria Bardi,
Voltar para o início da página
***
Rio de Janeiro (RJ)
1905
Começa a pintar regularmente na maturidade, aos 51 anos (1956), tomando parte de algumas exposições coletivas. Em 1962, ele enviou seus trabalhos para o Salão Nacional de Arte Moderna (SNAM), por sugestão do pintor Ruben Valetin, que desde 1958 conhecia seus trabalhos e o aconselhava.
Para o crítico de arte José Roberto Teixeira Leite comentando sua evolução ao longo de cinco anos o comentário é o seguinte: "É uma fase caracterizada por uma nova concepção espacial - um espaço beirando as raias do surreal e do nonsense, de subjetivas implicações oníricas em escadarias que se sucedem, levando a parte alguma e a toda parte".
De acordo com o pintor Rubem Valentim:"Hoje parece que ele tem, mais acentuada, a preocupação de estruturar os quadros no sentido de criar múltiplas perspectivas, espaços, ambientes contraditórios onde as coisas e seres se interpenetram (gentes, casas, interiores, escadas, janelas, objetos, aspectos urbanos, etc.) - paradoxos, fantasias que o aproximam do surreal, do onírico".
A tela abaixo, com as dimensões de 43 cm x 35 cm, que está assinada e datada no verso (1957), refere-se a uma temática ainda anterior ao ano provável do contato com o pintor Rubem Valentim.
-AYALA, Walmir - Dicionário de Pintores Brasileiros, Volume I, Rio de Janeiro (RJ), 1986.
-ACERVO da antiga Galeria Seta
21 de Maio de 2014
TAGs: Carlos Lousada; Lousada; Rio de Janeiro; (RJ); Rui Tavares Maluf
***
CARLOS Haraldo SÖRENSEN
3 de novembro de 1928
Bauru (SP)
29 de fevereiro de 2008
Rio de Janeiro (RJ)
Difícil falar em uma linguagem predominante, ou técnica, à não ser por períodos. Não obstatne, sobretudo em sua fase final, Sörensen concentrou-se muito na linguagem figurativa em grande número de telas à óleo, valorizando paleta com diversas cores e exaltando a paisagem brasileira.
Estudou arquitetura no Rio de Janeiro para onde se mudou em 1946. Em pouco tempo passou a conviver com artistas do porte de Cândido Portinari e Di Cavalcanti, com quem teve longo convívio, aprendizado e mesmo participação em alguns trabalhos. No ano de 1952, Sörensen obteve uma bolsa de estudos do governo da França, tendo frequentado os atelier de artistas como André Lothe, onde conheceu e conviveu com Pablo Picasso, Fernando Legér e Sonia Delanunay. Mas a formação artística de Sörensen, que se deu também de forma auto-didata, envolveu outros campos como o da poesia, cenografia e figurinos, tendo sido criador visual do programa Fantástico da TV Globo.
"A primeira vez que vi um dos seus quadros em Paris, sem o conhecer, tinha certeza de estar diante de um quadro ou mexicano ou brasileiro. Só um ou outro poderiam ter a audácia de aliar um tão alto significado a um desenho tão depurado. O que vale em Sörensen é que ele já descobriu que não é necessário dizer muito para dizer. Seus marrons e cinzas são esplêndidos", por GLEIZES, 1953.
"Sörensen é precisamente um colorista. O que não significa que precise usar muitas cores, pois seus desenhos em branco e preto são plenos de cor e sensibilidade", por André Lothe.
"Os trabalhos de Sörensen não tem arte. Têm muita arte. E tanta originalidade, beleza e sensibilidade que a gente se espanta. O poder da criação e uma técnica apurada fizeram de Sörensen um dos nossos melhores artistas plásticos". Por Alvim Barbosa, 1957
9 de Outubro de 2020
Rui Tavares Maluf
TAGs: - Bauru, Carlos Harald Sörensen, Editora Livraria e Galeria Seta, Rio de Janeiro, São Paulo, TV Globo
***
Carmélio Rodrigues Cruz
Carmélio Cruz, ou simplesmente Carmélio
Canindé (CE)
1924
Figurativa, com grande ênfase em indivíduos e cenas do cotidiano, por meio do desenho, gravura, e pintura. Também atuou com cenografia e como figurinista.
O texto abaixo é uma reprodução parcial e já se encontrava desta maneira na fonte secundária (citada ao final).
Falar em Carmélio é como caminhar por um imenso labirinto onde se apresentam surpresas, onde os corredores se perdem uns dos outros, nos levando ora ao topo de uma escada, ora ao começo de um precipício. Mas, mesmo assim, todos querem sabe, falar em Carmélio. Todos procuram, no homem, o pintor… O artista. Há quem se contente em saber notícias, tais como: Carmélio participou da Bienal em 1951; 2° Bienal em 1953; – 1° prêmio em desenho, e Menção Honrosa em pintura – 1957; tendo já em 1956 a Medalha de Bronze no Salão Paulista de Arte Moderna; Carmélio fazendo cinema e televisão; expondo em vários lugares do Brasil e participando VII Bienal em São Paulo em 1963; já enviando seus quadros para a Bienal deste ano. Hoje Carmélio trabalha, cria e vive mais do que nunca: “Continuo trabalhando muito para a Bienal; exposição na Galeria Goeldi no Rio, Salão Paulista de Arte Moderna e ainda uma novidade: COMPANHIA RHODIA – criar novos padrões para tecidos – coleção 1965.” Carmélio é um cearense que carrega todo um mundo com ele. Mundo mágico, onde já existiu tristeza, lágrimas, dor. Nele está o encontro da alegria e da mágoa. É a imagem do cearense que leva o coração, ora aberto, ora fechado. É o “Carmélio-bandeirante”. (…) Explica sua cidades: “ Neste século de velocidade, do tempo-ouro, a cidade se agiganta e se transforma num bloco frio, cruel, constrangedor, apequenando o homem. Se o sol ilumina ou não a cidade ou não a cidade, se chove, isso nenhuma importância tem nessa pintura. O que importa, e muito, é o que acontece dentro da própria cidade. É o seu íntimo pungente, sofrido, vivido.” É este Carmélio que mais se aproxima de nós. Um elo entre o mundo particular, feito de mistério, e grande compreensão do artista para com o homem – o homem simplesmente – sedento em contemplação, diante de profundo e gigantesco poço. Assim são os homens diante da arte, do belo, do horrendo da vida. (…) Enfim, Carmélio volta para mais uma vez nos abrir novas janelas, e, quem sabe, alguma porta…
Revista do Globo, número 905, segunda quinzena,agosto de 1965, texto de Elizabeth Menna Barreto Mattos".
10 de Janeiro de 2016
Rui Tavares Maluf
TAGs: Bienal Internacional de São Paulo, Canindé, Carmélio Rodrigues Cruz, Ceará, Cenógrafo, Desenhista, Galeria Seta, Gravador, Elizabeth Menna Barreto Mattos, Pintor
***
Maria Helena Chartuni
Chartuni, ou M. H. Chartuni, ou ainda Maria Helena Chartuni
São Palo
7 de Dezembro de 1942
Artista ativa
Estudou pintura com Luigi Zanotto em São Paulo (SP)
Figurativa mas heterogênea, com um toque de pop-art, nova figuração, expressionismo e ligeiramente surrealista, tendo lançado mão de variadas técnicas e suportes como o desenho, escultura, ilustração e pintura.
Restauradora. Ex-chefe do Departamento de Restauro do Museu de Arte de Sâo Paulo (MASP) por 23 anos (1965-1988). Como restauradora e nesta época, Chartuni foi responsável pela restauração da imagem em terracota de Nossa Senhora de Aparecida, retirada das águas do rio Paraíba, a qual havia sido fragmentada em 175 pedaços em um atentado ocorrido na Basílica de Aparecida (SP), em 1978. Já fora do MASP, em 1993, ela restaurou os painéis do artista Samsom Flexor que decoram a Igreja de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro do Jardim Paulistano em São Paulo (SP).
Uma obra Óleo sobre Tela (OST) de Chartuni do acervo da Editora, Livraria e Galeria Seta.
Acervo da Editora, Livraria e Galeria Seta
Enciclopédia ItauCultural, verbete Maria Helena Chartuni
Portal A12 - 300 Anos.
13 de Julho de 2017
4 de Julho de 2017
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Basilica de Aparecida, Desenhista, Escultora, Ilustradora, Maria Helena Chartuni, Pietro Maria Bardi, Pintora, MAM-RJ, MAM-SP, MASP, Museu de Arte de São Paulo, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Museu de Arte Moderna de Sâo Paulo, Luigi Zanotto, Nossa Senhora de Aparecida, Restauradora
***
Maria Christina Grassmann Dantas
São Paulo (SP)
1951
Pintora na Ativa.
Figurativa
TÉCNICAS
No início de sua vida artística, Christina trabalhou com pintura a óleo. Algum tempo depois passou para acrílica e se especializou com esta técnica. E mais tarde, até os presentes dias, começou a trabalhar com colagem e técnica mista sobre papel, valendo-se da aquarela, pastel e tinta acrílica.
ESTUDOS
Estudou gravura com Marcelo Grassmann
-1986 (setembro) - Galeria Seta
É perfeitamente compreensível que um artista com a felicidade de dispor de uma longa vida ativa apresente mais de uma fase em sua produção. Dentre as várias razões do por que isso pode ocorrer se encontra a curiosidade de experimentar outra técnicas e temas, verificar até que ponto sua criatividade e habilidades podem chegar. Raramente, porém, encontra-se um artista que consiga evoluir por este caminho mantendo uma sólida ligação com o que produziu até quase duas décadas atrás. Christina Dantas consegue ter a qualidade de mudar se mantendo fiel à qualidade, mas igualmente guardando uma clara ligação com o que já se passou e evoluindo de forma nítida. Para os que admiram e sabem que ela, certamente, ainda terá muitos anos de vida ativa pela frente, é gratificante e estimulante acompanhar seu percurso.
O gênero das obras de Christina se dá no âmbito figurativo, destacando fragmentos de arquiteturas interiores e exteriores e, eventualmente de paisagens, com objetos de pessoas, mas sem a presença de humanos nem animais
A tela abaixo integra um grupo de trabalhos de uma fase anterior de Christina Dantas, datada de 1987, com dimensões de 45 cm Larg x 35 cm Alt.
Vale a pena conhecer
Os preços dos trabalhos de Christina vão de R$ 3.000,00 (os de menores dimensões) à R$ 6.000,00 (os de maiores dimensões)
As obras mais recentes de Christina Dantas são trabalhadas pela Trapézio Galeria
4 de Dezembro de 2017. Penúltima atualização em 23 de Julho de 2013
23 de Maio de 2013
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Chapel Art Show, Galeria Seta, Marcelo Grassmann, Trapezio Galeria
***
Voltar para o início da página
Cildo Campos Meireles
Cildo Meireles, ou apenas Cildo
Rio de Janeiro (RJ)
1948
Artista ativo
Cildo é um artista multimídia. Porém, é frequente encontrar pinturas e fotografias do artista nas coleções particulares abstratas ou figurativas abstratizadas.
A obra a seguir pertence a série Fósforos da década de 1980:
Cildo vai morar em Brasília (DF) aos 10 anos de idade. Na Capital Federal ele toma contato com a arte moderna e contemporânea e com 15 anos aproximadamente (1968), começa a estudar com o pintor e ceramista peruano Felix Alejandro Barrenechea Avilez e também a acompanhar a produção artística internacional por meio de livros e revistas. No ano de 1967, com 19 anos, volta a residir em sua cidade natal, o Rio de Janeiro (RJ), quando tem a oportunidade de se dedicar a obras tridimensionais. De 1971 até 1973, Cildo reside nos Estados Unidos retornando a seguir para o Brasil. Em 1977, mora mais uma vez em Brasília para "matar a saudade" como disse em entrevista para o apresentador Cadão Volpato, da TV Cultura, no Programa Metrópolis. Durante o regime autoritário militar, muitas de suas obras tiveram claramente um tom crítico à situação política pela qual o Brasil passava.
Relaciona-se abaixo algumas das obras e exposições de Cildo Meireles:
Rui Tavares Maluf
14 de Julho de 2017
13 de Julho de 2017
PALAVRAS-CHAVES (TAGs) - Aracy Amaral, Artista Multimidia, Cadão Volpato, Cildo Meireles, Editora Livraria e Galeria Seta, Felix Alejandro Barrenechea Avilez
***
Voltar para o início da página
Concessa Colaço
1929
Lisboa, Portugal
Filha de Thomaz Robeiro Colaço e de Madaleine Colaço, veio para o Brasil com seus pais em 1940 que se fixaram em Maricá (RJ) e Concessa seguiu sua mãe na produção da tapeçaria. Concessa iniciou-se na tapeçaria já no fim da década de 1960 e antes disso produzia gravuras que não deixou de fazer, mas serviram de base para seus tapetes.
Rui Tavares Maluf
23 de maio de 2021
PALAVRAS-CHAVES (TAGs) - Gravuras; Estado do Rio de Janeiro; Madaleine Colaço; Maricá, Portugal; RJ; Tapeçaria; Tapetes; Thomas Robeiro Colaço
Voltar para o início da página
Luigi Crosio
1835
Turin, Itália
1915
Turin, Itália
Figurativa, recorrendo tanto a pinturas a óleo quanto gravuras com muitos assuntos mundanos e em menor medida religiosos
Accademia Albertina di Belle Arte (Turin)
L. Crosio com maior frequência e menor Luigi Crosio
Sua obra Refugium Peccatorum Madonna foi pintada em 1898 e tornou-se uma celebridade em toda Itália e grande parte da Europa
Rui Tavares Maluf
10 de abril de 2018
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Accademia Albertina di Belle Arte, Luigi Crosio, Turin,
***
Voltar para o início da página
Cybèle Varela
Petrópolis (RJ)
1943
Ativa em 2018
É difícil falar em uma linguagem predominante para Cybele uma vez que a artista mobiliza múltiplas técnicas e meios, embora pareça haver ligeiramente na atualidade uma vantagem para o figurativismo
De acordo com texto produzido pela própria artista, ela recebeu "seu primeiro prêmio aos 16 anos, no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), Rio de Janeiro". Depois disso, Cybèle estou por cinco (5) anos no Museu de Arte Moderna (MAM) do RJ, onde completou "sua formação com cursos sobre história da arte na Ecole du Louvre e de antropologia social na Ecole Pratique des Hautes Etudes-Sorbonne, tendo este empreendimento sido possível por receber duas bolsas de estudo do governo francês nos anos de 1968 e em 1971.
Vivendo no Brasil nos anos 1960, Cybèle pintou e criou objetos, sendo que mais tarde incluiu no seu repertório fotografia e vídeo. Nesta primeira fase, a então jovem artista desenvolveu "um olhar critico e muitas vezes irônico sobre a vida urbana, influenciada pelo movimento Pop americano, ligado ao Tropicalismo carioca". A pesquisa por ela desenvolvida despertou amplo interesse e suscitou um apoio particular da parte dos mais atuantes críticos de arte, incluindo "Jayme Mauricio, Walmir Ayala, Frederico Morais, José Roberto Teixeira Leite e Francisco Bittencourt"
.Ao mudar-se para Paris, França, ela residiu na Cité Internationale des Arts onde sua obra centrou-se "na representação auto-refletiva da Natureza", temática esta materializada em "suas pinturas, fotografias e vídeos da serie Imagem. Nesta pesquisa estuda a representação ambígua do visível, e se insere na corrente da Figuração narrativa, sendo defendida por importantes críticos franceses, como Pierre Restany, Jean-Luc Chalumeau, Gérald Gassiot-Talabot, Jean-Jacques Lévêque e Jean-Marie Dunoyer"
.O trabalho da artista avançou paulatinamente em direção a "uma construção geométrica do espaço, idéia que desenvolverá depois de sua mudança para a Suíça. Nestes trabalhos, a ambigüidade do real é transcrita através da interposição de elementos fragmentários, como a imagem de uma árvore ou de nuvens, apresentadas em fotografias ou vídeos. A realidade, ultra-manipulada, torna-se irreal, como descrito por Sylvio Acatos e Monique Priscille."
Rui Tavares Maluf
11 de Setembro de 2018, às 12hs14ms
11 de Setembro de 2018
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Alemanha, Basileia, Cibele Varela, Cybele Varela, Fotografia, França, Frankfurt, Frederico Morais, Galeria Seta, Genebra, José Roberto Teixeira Leite, Natureza, Paris, Pintura, Suiça, Walmir Ayala, Video
***
Voltar para o início da página
José Silveira D'Avila
D'Avila
1924
Florianópolis (SC)
1985
Rio de Janeiro (RJ)
Inativo por morte
D'Avila valeu-se de diferentes técnicas e linguagens. Desenhista, designer têxtil, escultor, gravador, serígrafo, pintor e vidreiro.
No ano de 1950, no Rio de Janeiro, D'Avila cria o Atelier de Arte ao lado de Carlos Oswald. O objetivo dos dois era de desenvolver a técnica da gravura no Brasil. Cinco anos mais tarde (1955), colabora na Formiplac para o desenvolvimento de laminados decorativos como consequência de seu grande interesse em novos materiais e na integração entre a arte e a indústria. Em 1965, D'Avila recebeu o prêmio de viagem ao exterior outorgado pelo Salão Nacional de Arte Moderna, o que lhe permitiu estudar na Europa de 1966 a 1968. Sem prejuízo de sua produção artística, ele foi um dos fundadores e dirigentes de muitas entidades, entre as quais a Escolinha de Arte do Brasil e a Associação dos Artistas Plásticos Contemporâneos, dirigiu o Museu de Arte de Santa Catarina (MASC) e muito mais.
COLETIVAS
1953 - II Bienal Internacional de São Paulo, em São Paulo (SP)
1983 - VI Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro (RJ)
1985 - VIII Salão Nacional de Artes Plásticas, Rio de Janeiro (RJ)
Rui Tavares Maluf
24 de Março de 2017
TAGs (Palavras-chaves): - D'Avila, Carlos Oswald, Escultor, Florianópolis, Formiplac, Gravador, José Silveira D'Avila, Pintor, Rio de Janeiro, RJ, Santa Catarina, SC.
***
Voltar para o início da página
Roland Delcol
Saint-Gilles, Bruxelas (Bélgica)
24 de janeiro de 1942
Figurativa, por meio da pinturas a óleo e acrílica, bem como gravuras, nas quais valoriza muito o corpo feminino e também imagens surrealistas
Quase invariavelmente a assinatura de Roland Delcol nas obras aparece como DELCOL. R
Estudou na Academie de Beux-Arts de Saint-Gilles (1965-1971) e litografia em Milão (1975).
Rui Tavares Maluf
3 de Maio de 2018
12 de abril de 2018
PALAVRAS-CHAVES (TAGs) - Hiperrealismo, Pos-modernismo, Roland Delcol, Surrealismo, Museu Real de Belas Artes da Bélgica, TV japonesa
***
Voltar para o início da página
Dileuza Diniz Rodrigues
Dila
Humberto de Campos (MA)
26 de Abril de 1939
Artista ativa
Figurativa com base na cultura popular
De acordo com a artista, sua iniciação no campo da arte se deu pela restauração de peças em um convento. No final da década de 1960, quando estava com aproximadamente 20 anos, Dila expôs pela primeira vez no Instituto Cultural Brasil-Argentina, tendo sido patrocinada pelo consulado da Argentina. Este evento é um ponto de inflexão importante, pois a partir de então sua produção passa a ser mais regular e intensiva por meio de pinturas a óleo e também litografias. Sua produçã passou a ser conhecida além de seu estado natal, o Maranhão. Circulou pelo Brasil e também no exterior. Suas obras podem ser encontradas no Museu de Arte de Bariloche (Argentina) e no Museu de Arte Naif de Max Fourny em Paris (França) e em variadas coleções particulares.
INDIVIDUAIS
No seu estado Maranhão, suas obras encontram-se nas seguintes instituições (não incluidas as coleções pessoais):
Rui Tavares Maluf
25 de junho de 2021. Penúltima em 13 de Fevereiro de 2017
10 de Fevereiro de 2017
PALAVRAS-CHAVE: - Arte primitiva, Dila, Dileuza Diniz Rodrigues, estado do Maranhão, Humberto de Campos, MA, Maranhão, Naif; NE; Nordeste
***
Voltar para o início da página
Elmo DIDIER de Almeida
Didier
1936
Araguari, estado de Minas Gerais
Pintor ativo
Elmo Didier tem experimentado linguagens com leve toque surrealista, apresentando suas obras sob um figurativismo tênue.
Assina somente Didier quase invariavelmente
"...é absolutamente autodidatada, extremamente curioso, observador, captando e conseguindo executar as mais difíceis tarefas de ordem técnica, chegando mesmo a resultados surpreendentes no trato do óleo em particular. Sua obra tende para o surreal dentro de um acabamento impecável" Fernando Lemos, citado em Julio Louzada, Artes Plásticas Brasil 1987
Catálogo da Exposição da GaleriaEucatexpo
Galeria Seta, acervo
LOUZADA , Julio - Artes Plásticas Brasil 1987, páginas 350 e 351
Rui Tavares Maluf
19 de Novembro de 2015. Penúltima atualização em 19 de Maio de 2015
21 de Julho de 2014
TAGs:Araguari; Auto-didata; Elmo Didier de Almeida; Didier; Fernando Lemos; Galeria Seta; Minas Gerais; MG
***
Adilson Costa Carvalho
1945
Jequié (BA)
Artista ativo
Rui Tavares Maluf
13 de Novembro de 2015
TAGs: Adilson Ferreira Costa; Bahia; Dicinho; Galeria Seta; Album Proveitosa Degustação; Jalber Veloso; Jequié; Reynivaldo Brito Artes Visuais
***
DORITA de Castel'Branco
13 de setembro de 1936
Lisboa, Portugal
23 de setembro de 1996, aos 60 anos de idade
Lisboa, Portugal
Escultura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa (1964-1965)
Escola Superior de Belas Artes de Paris, França, como Bolsista da Fundação Calouste Gulbenkian
Professora de Artes e escultora
Inativa por falecimento
Escultórica com predominância do abstrato, mas também se notabilizou por figurativos.
A escultura de Dorita rejeita todos os elementos vinculados à escultura tradicional. Num trajecto que parte da figuração para a essencialidade da forma, o seu projecto artístico baseia-se num processo de simplificação gradual da figura, esquematizada e descaracterizada, até atingir uma síntese plástica não figurativa, inserindo-se numa tendência cada vez mais forte para a forma pura, perceptível e abstracta”, PEREIRA, José Fernandes, In Dicionário de Escultura Portuguesa, 2005
.Além de constar em diversas condições de particulares em Portugal, Brasil, Angola, Moçambique e Espanha, Dorita está em espaços instituicionais, a saber:
Mais de um jardim em Lisboa
Palácio da Justiça, Lisboa, Portugal
Embaixada de Portugal em Brasília (DF), Brasil
Embaixada de Portugal em Caracas, Venezuela
Suas obras também fazem parte dos acervos do Museu Nacional de Arte Moderna e no Antoniano, ambos em Lisboa.
Integra, ainda, os acervos da Fundação Calouste Gubelnkian de Lisboa e Paris, França, como da Biblioteca Nacional de Lisboa e do Museu Regional de Aveiro.
Em 1981 uma de suas esculturas foi instalada e inagurada na estação Santa Apolónia, em Lisboa, em homenagem aos Emigrantes. No mesmo ano, em Seia, a estátua em memória de Afonso Costa foi inaugurada em Seia, municipalidade do homenageado com a presença do então presidente da República, Ramalho Eanes.
- Acervo da Editora, Livraria e Galeria Seta
- FACEBOOK - https://www.facebook.com/Escultora-Dorita-Castel-Branco-1082192145163494/
Numismatas - www.numismatas.com
- Porta da Estrela - www.portadaestrela.com
- RTP - Rádio e Televisão Portuguesa. www.rtp.pt
Rui Tavares Maluf
TAGs
: Antonio Maluf; Dorita; Dorita de Castel'Branco; Escultura, Escultora; Galeria Seta; Lisboa; Portugal***
Alfredo ELGUL SAMAD
ELGUL SAMAD
INATIVO. Samad nasceu e faleceu no século XX
Natural de Navarro na Província de Buenos Aires, Argentina, mudou-se para o Brasil em 1954, radicando-se em São Paulo (SP) onde faleceu. Não foi encontrado no acervo da Editora, Livraria e Galeria dados precisos sobre data de nascimento e morte e nem mesmo em outras fontes.
A obra de Elgul Samad é quase toda concentrada em uma linguagem figurativa de imaginação, destacando indivíduos com paisagens exteriores e interiores.
A linguagem de Samad tem como suporte a TELA, recorrendo ao ÓLEO e a tinta ACRÍLICA como técnicas.
A obra de Elgul Samad é resultado de um olhar especial do marchand Antonio Maluf pois o artista era pessoa introspectiva quanto ao seu trabalho artístico. Maluf procurou incentivá-lo por acreditar muito em seus atributos artisticos e em sua disciplina de produção.
"Elgul Samad tem uma curiosa maneira de concretizar uma imagem: ele sincretiza uma formação erudita com uma emoção e um olhar quase selvagem (...) Desta maneira, sua pintura tem uma grande força expressiva, uma natural expressividade, como se tratasse de um primitivo. E tem, ao mesmo tempo, uma estruturação e uma composição bem organizadas, uma maneira de colocar a imagem e de controle sobre o espaço pictórico certamente produto de um aprendizado acadêmico. A aproximação de seu trabalho com os artistas fauves é evidente. Ele também se deixa fascinar pela beleza das cores, pela vibração da palheta, pela primeira qualidade do pigmento (...) Com tudo isso, Elgul Samad apresenta um trabalho onde é possível encontrar uma pintura solidamente construída e com um frescor e uma espontaneidade criativa que tornam sua pintura numa clara e inequívoca visão pessoal (...)". Jacob Klintowitz Jornal da Tarde 11 de setembro de 1979.
Abaixo uma das telas de Elgul Samad retrata em nu feminino deitado, com dimensões de 40 cm x 30 cm, assinada no canto inferior direito e datada de 1980.
Tela do artista Samad intitulada "Aquela casa" (Lote 548) com dimensões de 30 x 40 cm foi arrematada pelo valor de R$ 1.000,00 no leilão da Tableau de fevereiro de 2018. Muitas outras obras foram disponibilizadas na mesma casa de leilão, a maioria das quais vendidas pelo preço médio de R$ 400,00. Anos antes, a obra "Esperando" (figura de mulher em sofrimento) de dimensões 40 cm x 30 cm, cuja foto se encontrava disponível no presente perfil, esteve presente no leilão da Tableau sob o lote número 547 e arrematada no pregão da noite de 5 dezembro de 2013 pelo lance de R$ 450,00. Os preços podem ser considerados bem modestos para a qualidade de sua obra. Depois disso, em setembro de 2015, na mesma casa de leilão, outra tela do artista (lote 239), intitulada "No Bar" foi arrematada por R$ 650,00. Inegavelmente as obras de Samad tem sido paulatinamente reconhecidas (e relembradas) pelo mercado de arte e, provavelmente, terão ainda maior valorização.
Rui Tavares Maluf, com apoio de Pedro Tavares Maluf
- Acervo da Ex-Galeria Seta
- Folha de São Paulo, 27 de agosto de 1979
- Folha da Tarde, 22 de junho de 1981
- SILVA, Paula Rafaela - Ladies no Batente: a representação do trabalho feminino na revista "Lady - A Companheira da Mulher" (1956-1959). Programa de Pos Graduação em História apresentado na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). 2010. Observação do responsável pelo perfil: a referência a Elgul Samad na página 107
-TABLEAU - Leilão de Arte Tableau. Catálogo de Dezembro de 2013
8 de Janeiro de 2019. Penúltima em 26 de Julho de 2016.
5 de Novembro de 2013
TAGs: Alfredo Elgul Samad; Antonio Maluf; Elgul Samad, Samad; Pintor, Figurativo, Editora, Livraria e Galeria Seta, Jacob Klintowitz; Jornal da Tarde; Navarro; Província de Buenos Aires
***
Stephan Cleobules ELEUTHERIADES
Mangalia, Romênia
1922
Arquiteto, formado pela Universidade de Bucareste, Romênia, em 1948
1944, e expôs pela primeira vez em 1947 no Salão da Juventude Artística de Bucareste, Romênia
Em 1951 vem para o Brasil e fixa residência no Rio de Janeiro
Ativo
Pintor de linguagem figurativa
A seguir reproduzimos os comentários formulados por diversos críticos à obra de Eleutheríades formuladas em diferentes momentos de sua carreira e de suas exposições individuais, críticas estas que foram reproduzidas no cartaz e convite da exposição que o artista realizou na Editora, Livraria e Galeria Seta em outubro de 1986.
- "...numa sociedade onde a arte se caracteriza hoje, ou pela escravidão, ou pela extravagância, apareça (sic) um artista que não quer 'cartaz' por querer trabalhar sem obedecer a outra coisa, senão sua vocação" Stephan Baciu,1956
- Suas casas, seus campos, suas ruas, suas pessoas, por uma síntese muito sofrida existencialmente e intelectualmente repensada, são as esquinas, os horizontes, os vultos e contornos da memória, adestrados ao tema da solidão (...) Vozes romenas por algum esquisito acento, por uma circunstância geográfica, mas universais por uma qualidade maior / que lhes empresta a chave de todos os sotaques e latitudes do mundo, exatamente como ocorre na pintura de Eleutheriades". Ruy Sampaio CRÍTICA, Julho de 1975
- "ELEUTHERIADES não revive o passado como saudosista avarento mas, como Gauguin pintando "Paysage breton sous le neige" em pleno exagero tropical, por ter se reencontrado com ele na espontaneidade e no lirismo. Com suas telas, tão equilibradas e pensadas, ele nos convida para uma viagem através do tempo abolido até o país de nossa renegada adolescência; o país de sua arte madura". H.V. STAHL, cartaz para a exposição de Eleutheriades na Galeira Seta em 1986.
- "Dono da matemática combinatória das cores, poeta das modalidades colorísticas, Eleutheríades surpreende e devolve a sabedoria originária dos objetos que penetram em nós como formas e cores" George Ciorãnesco: APOZITIA, número 08, setembro 1984
- "Mangália, pérola do Mar Negro, despareceu que nem uma cidade submersa, como também afundou o brinquedo-cruzador nas águas rasas do banheiro, fragmentos da infância, nos azulejos da memória. Mangália - Rimini ? - Mangália - Rio Comprido? Ainda que seja por breves instantes na ribalta dessa exposição, ela emerge na superfície das telas; Stephan nos fala de suas ruas, seus encantos, nem em grego, romeno, troiano ou português, mas no universal idioma que se chama pintura. Vamos vê-lo?" Jean Boghici, 1984, marchand e colecionador falecido em 2015
É pouco comum encontrar obras de Stephan Eleutheriades no mercado a despeito de sua grande qualidade artística e refinamento na produção e acabamento dos trabalhos. Em setembro de 2015, um óleo sobre tela do artista, com dimensões de 60 cm x 73 cm, intitulado "Falézia com girassóis", que pertenceu a Galeria Seta, foi comercializado pela casa de leilões Tableau por R$ 450,00. No mesmo local, em novembro de 2016, um desenho a lápis de cor, com dimensões de 16cm x 17 cm, foi arrematado por R$ 200,00.
A seguir uma relação de algumas das exposições de Stephan Eleutheriades
Rui Tavares Maluf
23 de Novembro de 2016
12 de Agosto de 2015
TAGs: Arquiteto; Bucareste; Galeria Seta; George Ciorãnesco; H.V. Stahl; Jean Boghici; Mangalia; Pintor; Romênia; Ruy Sampaio; Stephan Baciu; Stephan Eleutheriades
***
Não há registro de dados pessoais. Tanto a Galeria Seta quanto o artista preferiram não divulgar informações pessoais do artista
Figurativo
Da segunda metade da década de 70 até final da de 80, o mundo das artes plásticas no eixo Rio-São Paulo pôde apreciar os trabalhos de Elysito, considerados como 'Naif'. O artista retratou paisagens de jardins, rurais, arquitetônicas e de animais, com grande simplicidade e beleza. Grande parte de suas pinturas foi feita sobre caixa de maçãs, conferindo aos seus trabalhos um charme especial. A boa aceitação de seu trabalho no mercado gerou a expectativa de que o artista viesse ser conhecido pessoalmente por meio de alguma exposição de suas pinturas, mas ele permaneceu desconhecido. O marchand Antonio Maluf foi basicamente a pessoa que teve acesso aos seus quadros durante muitos anos e tal feito deu margem à especulação de que seria ele o verdadeiro autor. Maluf sempre negou (e falava a verdade), mas no final de sua vida um pequeno círculo de pessoas próximas ao marchand já sabia que o responsável por estes trabalhos se tratava de uma pessoa de sólida formação artística reunindo técnica sofisticada como grande conhecimento de história da arte. Além disso, Elysito, ou o artista que usava este pseudônimo, partiu para uma carreira assumida com trabalhos sem nada a ver com o 'Naif' e com alto reconhecimento artístico.
Como consequência da escolha da pessoa que assinava Elysito a produção estancou e nada mais foi feito para a sustentação da obra do artista no mercado. De forma geral seus trabalhos deixaram de ser vistos nos leilões de obras de arte e em galerias. No entanto, muitas pessoas que conviveram com o auge da produção de Elysito tiveram a felicidade de disporem de várias de suas telas e ainda as possuem em suas paredes.
O acervo da antiga galeria Seta possui muitas e belas telas de Elysito, as quais, começam a ser disponibilizadas para o público interessado e, também, em algumas casas de leilão
Rui Tavares Maluf
23 de Julho de 2013
29 de maio de 2013
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Galeria Seta; Elysito; Naif; Primitivo
***
Voltar para o início da página
19 de Fevereiro de 1943
Piracicaba (SP)
Estudou na Escola de Belas Artes em São Paulo entre 1957 e 1962. No mesmo período, Nardin cursou história da arte com Wolfang Pfeiffer, desenho e pintura com Augusto Barbosa e história da estética com Renato Cirel Czerna
Dedicou-se a carreira de professor de Artes Plásticas na UNICAMP, mas antes disso lecionou (1961-1962) lecionou xilogravura na Escola de Belas Artes em São Paulo, onde se formou.
Ativo
Desenhista, Gravador e Pintor, possui uma linguagem figurativa, com pessoas, embora em uma abordagem que se aproxima da abstração e da fantasia.
Leia a seguir matéria do jornal da USP de 2008 que reproduz entrevista realizada por Mayra Laudanna com o artista:
O tempo passa pela obra de Ermelindo Nardin, transformando dias e noites em imagens que são fragmentos de paisagens e figuras. “Uma simbiose”, como define o artista. “Um processo lento”, mas pontuado pela inquietação. Nardin pinta, desenha, grava. Trabalha simultaneamente em várias pinturas. É essa temporalidade – presente, passado e futuro – impressa em uma arte sem limites que pode ser observada no livro Ermelindo Nardin, o 18º volume da coleção Artistas da USP, da Editora da USP (Edusp). A edição apresenta uma seleção de obras de toda a sua produção. A trajetória do artista, desde 1958, é analisada nos ensaios de Mayra Laudanna e Leon Kossovitch, críticos, historiadores de arte e professores da Universidade de São Paulo. A reflexão de Nardin sobre o seu próprio trabalho abre o livro. Em uma entrevista concedida a Mayra, o artista fala sobre o seu cotidiano na pintura e a forma como vai criando. Lembra que começou pela gravura, era garoto quando fez a sua primeira xilo. “Depois, eu quis entender o que estava fazendo, por isso fui estudar. Nessa época, eu já pintava e desenhava. O que me deixava muito interessado na gravura era a possibilidade de ter uma placa que pudesse ser reproduzida. Fui estudar gravura com Francesc Domingo, um gravador catalão que ensinava aqui em São Paulo, na Escola de Belas Artes.” Em 1974, Octávio Pereira viu o desenho de Nardin e o convidou para fazer lito. “Nessa época, eu fazia o metal, pintava, desenhava, mas acho que só de 1989 para cá é que passei a integrar os meios, no sentido de pensá-los juntos. Antes, eu parava de gravar para pintar, parava de pintar para desenhar. Hoje é tudo junto: você acorda de manhã e vai tomar café, vai gravar, vai pintar.”
Conversa com o leitor – Mayra Laudanna deixa o artista à vontade. E reproduz a entrevista como se fosse uma conversa descontraída com o leitor. “Hoje estou mais à vontade com a pintura, mas houve períodos de grandes dificuldades: a gente vive num país em que a tradição da pintura é complicada, descontinuada. Por isso, se busca o conhecimento pictórico, ele se oferece como uma colcha de retalhos” Nardin fala do seu questionamento na pintura, na discussão do aprendizado técnico. “Concluí então que isto é um problema técnico e existe um outro problema que não é técnico, que é meu, interior. Mas você precisa da técnica para organizar isso na tela.”
Apesar dessa preocupação, o artista salienta que não é escravo da técnica. “As técnicas são possibilidades para resolver trabalhos e não engessamentos pelos quais obtém-se uma gravura de altíssima qualidade, às vezes, mas sem nenhum sentido.”
Enquanto vai folheando o livro e apreciando trabalhos desde 1968, o leitor percebe a inquietação do artista, o seu processo de criação perseguindo a cor, fundindo fragmentos de paisagens e figuras. “Penso que faço uma pintura para fazer a outra. Trabalho em várias pinturas, umas oito ou dez ao mesmo tempo, e todo dia interfiro nelas. Claro está que, num primeiro momento, quando pego a tela em branco, há um processo rápido de manchá-la toda, assim como às outras, como se fosse uma catarse. Depois, vou voltando a isso, vou repintando, vou somando pintura sobre pintura e deixando aparecer o que há por baixo, com os sinais dos meus rastros, das minhas passagens.”
As passagens de Nardin, 67 anos, são apresentadas por Mayra. Em um ensaio que explicita as pesquisas enunciadas na entrevista, a historiadora destaca a formação do artista, suas atividades em Piracicaba, onde nasceu, como diretor do Departamento de Cultura. Organizou o Primeiro Salão de Arte Moderna, o Primeiro Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba e participou na formação do Salão de Humor. “É também a partir de sua participação em projetos culturais que Nardin organiza cursos de arte, encontros artísticos e mostras”, explica Mayra. “Essas atividades ligam-se à movimentação artística surgida no final dos anos 60 no Museu de Arte Contemporânea da USP.”
Nardin começou a dar aulas de xilo em 1960, foi professor no Instituto de Artes da Universidade de Campinas e doutorou-se na Escola de Comunicações e Artes da USP em 2002. “O ensinar é a extensão do meu próprio trabalho. Eu não conseguiria ficar só pintando, só desenhando ou só gravando sem ensinar. Acho que é um vício que vem desde a juventude” (Fonte: REPORTAGEM SOBRE ENTREVISTA COM O ARTISTA, jornal da USP, novembro 2008).
1968 - realizou sua primeira exposição individual no Museu de Arte Contemporânea de Campinas - MAC
1980 - Melhor desenhista outorgado pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).
2001 - Expôs no Instituo de Estudos Brasileiros (IEB) no primeiro semestre quando doou algumas gravuras para a instituição.
Rui Tavares Maluf
3 de Agosto de 2018
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - APCA; Associação Paulista de Críticos de Arte; Galeria Seta; Historiadora da Arte; Mayra Laudanna; Melhor Desenhista; Piracicaba; MAC-Campinas; Museu de Arte Contemporânea de Campinas; Professor da Unicamp; Professor de Artes Plásticas
***
Voltar para o início da página
José Esteban Granero
Buenos Aires, Argentina
1950
Atualmente o abstrato figuratizado em esculturas. Mas iniciou com o figurativo quando ainda residia na Argentina, passou ao abstrato ao mudar-se para o Brasil, inspirado na exuberância da Floresta Amazônica, conquanto sua obra faça alusão tênue a figuras
Rui Tavares Maluf
7 de Dezembro de 2015
22 de Outubro de 2015
TAGs: Argentina; Buenos Aires; José Esteban Granero; Galeria Grondona; Galeria Seta
***
Voltar para o início da página
Evandro Carlos Frascá Poyares Jardim
Evandro Carlos Jardim, ou apenas Evandro Jardim
15 de Abril de 1935
São Paulo (SP)
Figurativo
Gravura em Metal; desenhos
Ativo
O mercado de Evandro tem se ampliado nos últimos anos e nota-se neste processo o interesse crescente de um público mais jovem. Suas obras são comercializadas tanto no mercado primário quanto no secundário. Gravuras de amplas tiragens dos anos 70 não tem saído por menos de R$ 350,00.
Ao longo de quase cinco décadas de produção artística, Evandro Carlos Jardim, realizou muitas exposições individuais e coletivas, tendo recebido muitos prêmios por sua obra. No presente espaço, reproduzimos somente algumas das exposições e prêmios.
Dentre as galerias que trabalham sua obra encontra-se a Trapezio Galeria, que tem como proposta de trabalho ampliar o público das artes visuais, especialmente entre os mais jovens. Mais interessante ainda levando-se em conta que Evandro já é um artista consagrado e tendo sido professor durante muitos anos conviveu com um público muito jovem.
A Noite no quarto de cima, o cruzeiro do sul, lat. sul 23'32'16'', long. w. gr. 43',37'59, trata-se de importantíssima obra de Evandro Carlos Jardim do início da década de 70 a qual foi publicada pela Editora Livraria e Galeria Seta em parceria com o Museu de Arte de São Paulo (MASP).
A seguir um resumo do texto escrito por Pietro Maria Bardi, então diretor do MASP, apresentando o trabalho de Evandro na referida publicação:
A primeira vez que apresentei Evandro Carlos Jardim foi na antiga sede do Museu, há dez anos (SIC). Hoje ele se acha de volta fazendo desfiar para nós o conjunto de gravuras que compõe a sua história.
Trabalhou com constância em um isolamento voluntário, fiel a tradição da arte do buril, sem responder às sugestões decorrentes das muitas intervenções ocorridas no campo das artes plásticas. Em um certo sentido, o respeito ortodoxo à tradição o condicionou aos limites da comunicação impostos pela execução e pelo tema.
A pintura e a gravura, neste século, foram atingidas - beneficamente, é claro - pelos movimentos de reformulação do conceito de arte. Tentou-se a destruição do academicismo dos salões pariesienses, atitude logo disseminada pelo mundo todo. Do Expressionismo ao Abstracionismo, do Concretismo ao Conceitualismo (Arte Conceitual), a plástica andou desfigurando sua face, provocando a confusão das linguagens e dos dialetos, de tal forma que nenhum glotólogo da estética é hoje capaz de classificar a enorme variedade de traços distintivos. Será difícil no futuro a distinção entre o autêntico e o não-autêntico. É viável supor que o não autêntico prevaleça.
O autor deste album (...) é alguém que se isolou (...) por vontade própria: não censura os criadores de confusão (talvez por que representam a situação moral da época?), mas prefere estar antes ao lado dos que gostam de Dürer e Rembrandt que dos exaltadores de Kandinsky e de Piza (deve todavia ficar claro: os quatros são valores, personalidades autênticas).
(...)
Jardim parece persuadido de que o que vale realmente é a técnica, o ser 'virtuose' da expressão: busca alcançá-la através de um atento preciosismo de traços, de consideração pelas provas, pela escolha dos papéis, pesquisa e seleciona até se dar por satisfeito.
O gravador quando prefere a própria chapa de cobre à pedra e pouco desenha para concentrar sua ideia no buril, revela-se um tipo de artista bem diferente dos plásticos em geral: é meticuloso, ciumento, ordeiro. Tenho na mente a imagem de vários gravadores amigos, mas a de Jardim é a que serve para definir o caráter desta categoria, espécie de aristocracia da arte do desenho. Jardim maneja os instrumentos com amor, pressentindo a construção que deseja, revela muito amor próprio no comportamento, traduz emoção contínua até terminar algum metal, sentimentos e anotações: um processo laboriosíssimo.
Valem as palavras? Penso que cada observador destas páginas, se tem alguma iniciação para com as obras do espírito, irá descobrir o sentimento manifestado pelo caro Jardim neste seu modo de manipular figuras da realidade, reconsideradas à sua maneira e apresentadas dentro de uma objetividade em que o melancólico se choca com as estranhezas do inconsciente."
31 de agosto de 2020. Penúltima em 14 de Fevereiro de 2019.
23 de Julho de 2013
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Antonio Maluf, ECA-USP, Escola de Comunicação e Artes de São Paulo, Galeria Seta, Evandro Jardim, Gravurista, Julio Pacello, Walmir Ayala, Universidade de Sâo Paulo
***
Farnese de Andrade Neto
Araguari (MG)
1926
Rio de Janeiro
1996
Foi aluno de Alberto da Veiga Guignard em Belo Horizonte (MG), tornando-se um de seus destacados alunos por sua criatividade. Tempos depois mudou-se para o Rio de Janeiro (RJ), onde teve a oportunidade de aperfeiçoar sua técnica no curso ministrado por Friedlander no Museu de Arte Moderna (MAM)
Inicialmente suas obras eram compostas de objetos que eram devolvidos pelo mar, como bonecos mutilados e corroídos, madeiras e imagens de gesso. Com o passar do tempo, desenvolveu seu processo de criação, voltando-se para suas raízes, memórias, tabus familiares e morais, chegando, assim, aos "brics e bracs", antiquários, o kitsch e o sacral. De acordo com Louzada (vol 4), seu estilo esteve ligado às apreciações "barroco-religiosas da cultura popular brasileira". No ano de 1988, ele foi convidado a participar, juntamente com outros seis artistas, de uma exposição realizada no Equador.
"Apesar de não se identificar com o grosso da produção latino-americana, que prima por uma configuração explícita, uma pintura temática e nacionalista, é mantida uma latinidade ainda bem evidente, estando em sintonia com o que os nossos modernistas teriam chamado de 'brasilidade'" Ligia Canongia, Jornal O Globo, 29 de setembro de 1988, citado in Louzada, Julio, Volume 4
Rui Tavares Maluf
10 de Janeiro de 2017
15 de Julho de 2015
Alberto da Veiga Guignard; Araguari; Belo Horizonte; Friedlander; Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro; MAM-RJ; Minas Gerais
***
Felisberto Ranzini
A grafia de seu nome também aparece regularmente com a letra Z em lugar de S
Mântua, Itália
1881
De acordo com Tarasantchi (2002), Ranzini chega ao Brasil em 1888 (aos 7 anos de idade) e mais tarde estudará no Liceu de Artes e Oficios, sendo aluno de Demétrio Flackman.
São Paulo (SP)
1976
95 anos
Ranzini era arquiteto e trabalhou para o escritório do renomado arquiteto Ramos de Azevedo
O trabalho artístico e catalogado de Felisberto Ranzini se concentra em óleos sobre telas divididos em paisagens, as quais podem ser subdivididas em paisagens do litoral paulista e fluminense, das serras da Mantiqueira (SP) e dos Órgãos (RJ), das cidades de São Paulo (grande parte delas) e do Rio de Janeiro. Suas pinturas vão do primeiro quartel do século 20 até início dos anos 60. Ranzini também pintou vários retratos, a maioria dos quais femininos e muitos nus femininos.
As telas de Felisberto Ranzini encontram boa receptividade no mercado de São Paulo, ao menos em termos de liquidez. Nos leilões de arte é possível adquirir telas importantes do artista por preços módicos. De 20 obras leiloadas entre setembro de 2012 e fevereiro de 2013, foram arrematados trabalhos variando de R$ 200,00 a R$ 10.000,00, mas com boa disputa por parte dos interessados. A média de preços foi de R$ 1.633,00. Importante destacar que as telas do autor costuma ter dimensões pequenas e médias, como 11 cm X 16 cm e 46 cm X 64 cm.
Na maioria de seus trabalhos, a assinatura é F. Ranzini e em alguns somente Ranzini
TARASANTCHI, Ruth Sprung - Pintores do Litoral Paulista, SOCIARTE, São Paulo, 2003
TARASANTCHI, Ruth Sprung - Pintores Paisagistas (S. Paulo 1890-1920), EDUSP-IMESP, São Paulo, 2002
ACERVO DA GALERIA SETA
RANZINI, Felisberto e AFRANIO PEIXOTO - Terras e Águas da Guanabara, Indústrias Graphicars F Lanzars - São Paulo (SP), 1945.
REVISTA SEMANA. Obra de Ranzini ilustra a capa com pintura da Ponta da Praia, em Santos (SP). Edição de 27 de Junho de 1940
26 de Maio de 2015. Penúltima em 18 de Julho de 2013
16 de Julho de 2013
Rui Tavares Maluf
***
Francesco Antonio Gallotti
Francisco Gallotti, ou simplesmente Gallotti
Soriano Calabro, Calábria, Itália
24 de março de 1916
São Paulo (SP)
1 de dezembro de 1983, aos 67 anos
Inativo por falecimento
Pintura figurativa de paisagem
A assinatura mais comum do artista em suas obras era F. Gallotti
Rui Tavares Maluf
5 de Setembro de 2018
4 de Setembro de 2018
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Escultor, Itália, Paisagista, Pintor, F. Gallotti
***
NOME COMPLETO
Francisco Coculilo
NOME PELO QUAL ERA MAIS CONHECIDO
Coculilo
ASSINATURA MAIS FREQUENTE
F. Coculilo
LOCAL DE NASCIMENTO
Rio de Janeiro (RJ)
ANO DE NASCIMENTO
13 de Fevereiro 1895
Esclarecimento: O portal eletrônico http://www.coculilo.com/francisco/ informa o ano de 1993, mas opotu-se aqui por manter a data constante na maioria das fontes impressas
LOCAL DE FALECIMENTO
Niterói (RJ)
ANO DO FALECIMENTO
8 de Julho de 1971
Esclarecimento:Em várias fontes consta o ano de sua morte como sendo 1945, mas a informação do portal eletrônico é aqui mantida. Nesse caso pela confirmação de outras fontes críveis. A explicação é que teria se tornado inativo a partir daquela data devido aos problemas mentais, os quais também são registrados no portal. 45De acordo com MEDEIROS (1988) e AYALA (1986), Francisco Coculilo foi um "exímio e ativo paisagista" (Ayala: 1986), sendo "muito apreciado por suas belas paisagens acadêmicas. Estudou no Liceu de Artes e Ofícios, no Rio de Janeiro, com Luis Garner, e sob sua influência especializou-se em cenas cariocas" (Medeiros: 1988). A tela assinada em Santos, do acervo da Ex Galeria Seta, é uma das poucas pintadas fora do cidade e do estado do Rio de Janeiro. Várias das obras do artista se encontram em acervos públicos oficiais como o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) nor Rio de Janeiro.
Eis uma das poucas telas de Francisco Coculilo retratando uma paisagem fora do Rio de Janeiro
Coletivas
Coculilo participou de exposições coletivas em 1936 e 1941 na SNBAFigurativa, com ênfase quase exclusiva em paisagens marinhas e serranas
AYALA, Walmir - Dicionário de Pintores. Bozano Simonsen. Rio de Janeiro (RJ);
LOUZADA, Maria Alice & Julio - Artes Plásticas - Brasil. Volume 12. São Paulo (SP)
MEDEIROS, João - Dicionário de Pintores. Irradiação Cultural. Rio de Janeiro (RJ).
www.coculilo.com/francisco/
23 de Janeiro de 2014, às 14:43
23 de Janeiro de 2014
Rui Tavares Maluf
TAGs Francisco Coculilo; F. Coculilo; Coculilo; Figurativo; Paisagens; Acadêmico; Museu Nacional de Belas Artes; MNBA; Rio de Janeiro; Niterói; SNBA; Rui Tavares Maluf
***
Gaetano Miani
1920
Troina (comuna situada na região da Sicilia, Italia)
2009, aos 89 anos
Roma (Itália)
Embora tenha nascido e falecido na Itália, Miani viveu boa parte de sua vida no Brasil aqui chegando a partir de 1947 (quando contava 27 anos) até praticamente sua morte os primeiros anos da década de 70 quando retornou à Itália, supostamente em consequência do regime militar brasileiro. No Brasil, ele lecionou pintura no Museu de Arte de São Paulo (MASP) e também na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), ambas em São Paulo (SP). Atuou como galerista possuindo duas galerias de arte, uma em São Paulo (SP), no Conjunto Nacional à avenida Paulista (1957-1964), e outra em Nova York, EUA (1979). De acordo com a articulista da FSP Talita Bedinelli, ele estudou arte em Palermo e Milão apesar de ter sofrido séria repressão familiar antes disso devido à condição de pobreza na qual nasceu que o obriga a trabalhar na colheita de amêndoas.
Embora tenha sido desenhista, escultor, gravador e pintor, revelando-se competente nas várias técnicas e linguagens, Miani tornou-se mais conhecido por suas pinturas tanto em telas quanto em imóveis expressivos como de igrejas e instituições importantes
Rui Tavares Maluf
30 de Maio de 2018
TAGs Editora, Livraria e Galeria Seta, Folha de São Paulo, Gaetano Giani, Italia, Talita Bedinelli, Scicilia, Troina
***
Gladys Maldaum
São Paulo (SP)
29 de Setembro de 1943
Figurativo
Ativa em 2018
O início da carreira de Gladys Maldaum se dá em 1961 quando começou a frequentar os cursos de Desenho e Modelo Vivo sob a orientação do Professor Lubra.
De 1965 a 1969, a artista aperfeiçou-se na figura: Anatomia e Retrato com o Professor Amedeo Scavone, sendo que em 1970 ela concluiu sua formação tomando parte dos cursos de Composição e Sumiê com o pintogr chinês Chen Kong Fang
E fora do Brasil nos anos de 1974, 1975 e 1976, realizou os cursos de Pintura Mural com o Professor Manuel Villaseñor, e o de Modelado com o Professor Juan Luis vassalo Paradi, na Escola de San Fernando, em Madri, Espanha. E nas palavras de Enock Sacramento Gladys "mostra-se interessada por aspectos particulares da paisagem e da figura humana. Sua obra é uma forma particular de registrar a natureza e uma recriação da figura humana".
1- "A obra de Gladys Maldaun recompõe a finalidade da arte como objetivadora do universo, o que vai além da mera concepção contemplativa, para expressar nexos e correlações que a vista rotinizada não consegue mais captar. Com isso afronta as manifestações ditadas pelas oportunidades e pela leitura superficial das revistas contemporâneas afirmando, sim, a concepção de que o artista, através da forma, qualifica a visível, devolvendo ao espectador seu próprio universo e atualidade, porém ampliados"
"(...)
"O espelho, esse aliado dos artistas desde os primórdios renascentistas, não é utilizado aqui como revelador da face oculta dos retratados ou ampliador do espaço, como propusera Jan Van Eyck, na célebre tela 'Casal Arnolfini', de 1435, mantida pela National Gallery, de Londres, em que os apresenta nos seus aposentos, com um espelho entre os dois, a refletir o que de outra maneira estaria inacessível ao espectador".
(...)
"A atração de Gladys pelo espelho, diferentemente de seus predecessores mencionados, começa pela própria escolha que faz desse objeto. Este é marcado pelo tempo, desgastado e permeado de manchas, dados estes que faz questão de ressaltar. Parece mesmo querer recuperar as imagens que já perpassaram seu brilho, de forma a resgatar a emoção que o espelho partilhou. Com a segurança de um viver fiel a princípios singulares, o artista projeta no espelho seu próprio universo, na certeza de que este se insere nos debates humanos relevantes". Maria Cecília França Lourenço 1992, Catálogo da Exposição Individual de Gladys Maldaun, na Galeria SESC Paulista
2- "Quando Bacaro me mostrou duas telas a óleo de Gladys Maldaum, com paisagens olindenses, de cores fortes e tropicais, quis conhecê-la pessoalmente. Mas ela andava por Itamaracá, pintando pescadores, mulheres e crianças do povo, e o encontro foi adiado. Ontem, afinal, jantamos juntos na Choparia Mirante e tive o prazer de ouvir dela as chamadas verdades eternas sobre a arte. Aquelas mesmas verdades que o poeta Tomás Seixas vem repetindo há anos, sem cansar a ele ou a mim".
"Gladys (...) Logo cedo descobriu que a pintura como qualquer setor da arte, exige do artista, além do talento, iniciação, aprendizado, trabalho, tenacidade, sangue, suor e lágrimas. (...) e como não queria ser apenas uma diletante, tratou de aperfeiçoar-se de 65 a 69 em anatomia e retrato, com o professor Amadeo Scavone, completando seus conhecimentos em Composição e Sumiê, com o pintor chinês Fang (...) Neste momento, tenho diante de mim alguns de seus quadros, onde moleques se espreguiçam e mulheres humildes penteiam os cabelos de suas amigas (...) uma hábil paisagista e uma pintora social, honesta e bendita. Uma pintora bendidta". Por Arthur Carvalho, Diário de Pernambuco, 25 de maio de 1981, página A-7
Pintura óleo sobre tela, assinada no canto inferior direito, dimensões de 70 cm X 50 cm, datada de 1991
- Associação Brasileira de Aquarela e Arte sobre Papel (ABA) - http:www.aba-nucleo.art.br
- GRANADA, 26 de Junho de 1976, jornal da Espanha, La pintora brasileña Gladys Maldaun expone entre nosotros
- REFLEXOS, Catálogo da Exposição da Galeria Sesc Paulista
- TABLEAU, Catálogo do Leilão de Dezembro de 2013, lote 599
1 de Junho de 2018. Penúltima em 13 de Outubro de 2015.
19 de Julho de 2013
Rui Tavares Maluf
TAGs: Arthur Carvalho; Diário de Pernambuco; Gladys Maldaum; No Espelho; Mulher retirando Maquiagem; Amadeo Scavone; Chen Kong Fan; Enock Sacramento
***
Glória Pecego, ou Glória
Maria da Glória Carvalho Pecego
Rio de Janeiro (RJ)
9 de agosto de 1954
Licenciatura em Artes Plásticas pelas Faculdades Integradas Bennett (julho de 1977)
Artista em atividade
Figurativa com inclinação abstrata na forma de Esculturas (até os anos 80 e sem registro posterior)
A obra de Glória Pecego se encontra em diversas coleções. Apresentamos algumas destas a seguir:
- Acervo da Editora, Livraria e Galeria Seta
- Catálogo da exposição na Galerie d'eendt
Rui Tavares Maluf
28 de Outubro de 2015
27 de Outubro de 2015
TAGs: Áustria; Galeria Artoteek; Galerie d'eendt; Galeria Maison d's Arts; Galeria Seta; Glória Pecego; Holanda; Maria da Glória Carvalho Pecego.
***
***
Guilherme Motta
Guilherme Lemke Motta
1949
Ativo
Arquiteto, formado pela Universidade Braz Cubas (1976)
Professor da FAU-Mackenzie (desde 1993) e Belas Artes (desde 1992). Ex-professor da UEL-PR (1984/1992). Membro fundador da Escola da Cidade, São Paulo (SP). Fundador do Estúdio América de Arquitetura (2010), em São Paulo (SP). Ex-membro do Corpo Técnico do Conselho do Patrimônio Histórico, Artístico, Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo (1981/1986).
Figurativa, explorando temas ligados às condições de vida das pessoas e o meio ambiente, concentrando suas técnicas no desenho e na aquarela.
Coletiva na Galeria do SESC Paulista, em 1982, com a participação de outros artistas como Beatriz Berman
Rui Tavares Maluf
1 de Dezembro de 2017
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Arquiteto, Estudio América, Guilherme Lemk Motta, Professor de Arquietura, Universidade Braz Cubas, São Paulo, SP
***
José GUYER SALLES
São Paulo (SP)
1942
Pintor na Ativa
Em sua formação artística, Guyer Salles tomou aulas no curso de iniciação ao desenho da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP). Neste período (abrangendo os anos de 1962 a 1964), ele foi orientado por Nelson Nóbrega e Marcelo Grassmann em pintura e gravura. Na Universidade de Brasília, no ano seguinte, 1965, estudou pintura com Glênio Bianchetti e gravura com Babinski. De 1970 a 1974 viveu em Nova York (EUA) na condição de bolsista da Pratt Graphics Center, quando teve a oportunidade de atuar como professor assistente. E, além disso, foi professor na Art Barn, em Conecticut. Retornou ao Brasil no ano de 1976, quando fundou e passou a dirigir a Oficina de Gravura 76, que se constituiu em um núcleo de artistas comprometidos com o ensino da gravura. Em 1991, participu do Projeto Cidadania - 200 Anos da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão na Secretaria de Governo do Estado de São Paulo. Em 1995, ilustrou o livro Estações de Flora Figueiredo
- "Ao optar como meio expressivo hoje predileto pela técnica da aquarela,
que assim suplantou a da gravura em metal - em que tanto soubera distinguir-se -,
José Guyer Salles confessou implicitamente a prioridade que tem concedido em anos recentes ao incorpóreo sobre o palpável
e ao imaterial sobre o concreto, como atmosfera ideal de consubstanciação de suas grandes naturezas-mortas,
de suas sensíveis paisagens, de suas visões ora líricas, ora fantásticas de artista inventivo.
Fugiu, ao mesmo tempo, à claridade relativa proporcionada pela alternância entre luzes e sombras para mergulhar na claridade absoluta,
na pura luz solar de um processo do qual é privilégio o poético jogo de nuances e transparências delicadas. (...)
Se tal tendência ao imaterial é marcante na obra atual de Guyer, não menos óbvia é a maneira pessoal com que enfrenta e resolve o espaço pictórico,
desdobrando-o em esquemas composicionais que nos evocam,
de imediato, certos mestres chineses. Esse amálgama entre elementos ocidentais e orientais parece-nos,
de resto, um dos peculiares encantos da arte de nosso expositor, cuja fixação nos Estados Unidos da América propiciou-lhe,
com o amadurecimento de seus recursos expressivos, o enriquecimento de seu mundo-de-idéias (...)". José Roberto Teixeira Leite
GUYER Salles. Apresentação de José Roberto Teixeira Leite. São Paulo: Renato Magalhães Gouvêa Galeria de Arte, 1980.
- "Embora nos últimos anos venha desenvolvendo um trabalho constante de pintura em telas de grande formato, Guyer Salles é um artista plástico que sempre teve a obra centrada na gravura em metal, na litografia e na aquarela. A aparente simplicidade que decorre da atribuição do imaginário de Guyer a um gênero, à natureza-morta dos cânones, se desvanece ao exame mais atento. Construído a partir da observação direta, o objeto concretiza-se na gravação como recusa iconográfica. Pois, matéria-prima, esse campo de observação deflagra o gravado sem subordiná-lo a si, de modo que não é impositiva a fidelidade a atributos, como cor local, luz e sombra ou contorno. Flores e frutas não são pretextos, nem modelos, mas doadores de visibilidades. A relação, em que não existe um primeiro a ser representado, mas sim um ponto interessantíssimo de partida, explicita os processos de constituição da obra de Guyer Salles. A figura, muitas vezes apenas um fragmento, aparece quase sempre hiperbolizada. Ampliada, contraditoriamente melhor se escamoteia nos sinais gráficos que mais se mostram. A pequena violeta em engrandecimento que não é o da lupa minuciosa, mera apresentadora de detalhes, configura-se como evento estranho. Desprezando assim os significados, não é metáfora, nem metonímia, tampouco representação naturalista ou ainda realização da imaginação ou da memória. Barrada a interpretação, negada a relação exterior, é nas articulações dos sinais gráficos que se devem buscar os sentidos na gravura. O uso de pinceladas de ácido diretamente sobre a chapa coberta de resina, sem as amarras do verniz, demarcador feroz de fronteiras, é o procedimento destacado pelo artista. Desse modo, podem ser conseguidas sutilezas de manchas, transparências e extensos matizes, trazendo para a estampa características marcantes da aquarela. Se é possível, claramente, perceber a contaminação mútua dessas técnicas, isso se deve às suas similaridades, de que servilismos ou hierarquias estão excluídos. As aguadas gravadas, variando em conformidade com a sua construção por ácidos diversos ou diferentes grãos de resina, distinguem-se das aquareladas. O vigor do traço produzido por água-forte ou ponta-seca, recurso historicamente primeiro e básico da gravura em metal, ou está ausente ou é usado com parcimônia. Quando hachura, ele se apresenta menos em seu uso comum de constituinte de meios-tons e mais como produtor de matéria gráfica. Quando linha, é circunscrição freqüentemente transgredida pelas manchas da água-tinta e do lavis. A transgressão, impedindo a redução constrangedora do espaço pela linha, também a desinveste de função privilegiada na construção do desenho. Nessa sintaxe econômica de procedimentos, a cor, muitas vezes vista como deslocada na calcografia - na qual por muito tempo predominou a monocromia com o preto preponderando -, tem posição relevante. Desmembrada em diversas chapas, sendo mesmo fracionada numa mesma placa, no final da impressão a cor revela a riqueza de somatórias e justaposições que apenas desta maneira podem acontecer. Elegendo parcos meios, dominando-os finamente, Guyer grava suas estampas refinadas". Nori Figueiredo - junho de 2000 GRAVURA: arte brasileira do século XX. Apresentação Ricardo Ribenboim; texto Leon Kossovitch, Mayra Laudanna, Ricardo Resende; design Rodney Schunck, Ricardo Ribenboim; fotografia da capa Romulo Fialdini. São Paulo: Itaú Cultural: Cosac & Naify, 2000, p. 168.
Individuais
Exposições Coletivas
2 de Outubro de 2017
30 de Setembro de 2015
Rui Tavares Maluf
TAGs: BNDES, EUA, José Guyer Salles, José Roberto Teixeira Leite, Gravador, Museu de Arte Contemporânea (MAC-SP), Museu de Arte Moderna (MAM-SP), Nori Figueiredo, Pintor, Professor, Nova York
***
Helio Holanda Melo
Vila Antimari, Boca do Acre (AM)
20 de Julho de 1926
Goiânia (GO)
20 de Julho de 2001
Helio Melo
Artista plástico, barbeiro, músico, compositor e seringueiro.
Helio Melo valeu-se de diferentes formas de expressão no mundo das artes, tendo sido músico e escritor, além de artista plástico. Nas artes plásticas sua linguagem predominante concentrando-se na figuração em temas ligados à sua vida na floresta e nos seringais da Amazônia, onde ele trabalhou como seringueiro.
Eis a seguir algumas das exposições nacionais e internacionais das quais tomou parte, entre individuais e coletivas.
No Carnaval de 2017, a SAMBASE, bloco de samba tradicional do bairro Base da cidade de Rio Branco (AC), criado em 1978, prestou homenagem póstuma a Hélio Melo com o enredo "Sou vermelho do amor, sou branco da paz: Sambase canta Helio Melo, maestro da arte". O presidente do bloco Isliano de Lima, também conhecido como Sandrinho da Base, explicou ao repórter Iryà Rodrigues da Rede Amazônica, associada à G1: " O enredo conta toda a história de Melo, que nasceu no Amazonas e veio para o Acre trabalhar. Foi seringueiro, barbeiro, mas aí, como ele tinha uma visão à frente, viu que estavam acabando com a floresta e começou a pintar. As artes que ele fazia retratavam a destruição da floresta. Então, estamos contando toda essa história. Desde quando ele saiu de seringueiro, a músico, compositor e maestro da arte"
Acompanhe, abaixo, a letra do samba-enredo de autoria de Dida Oliveira e Neizão do Cavaco a qual contou com a aprovação de Fatima Melo, filha do artista:
Sou vermelho do amor…sou folia
Sou o branco da paz…que contagia
Hoje o céu avermelhou pra ver a Sambase passar
Hélio melo nós vamos cantar
Orgulho é viajar em sua história
Amazonense que o Acre adotou
Hélio melo seringueiro, foi barbeiro, catraieiro
Vigia, músico e compositor
Autodidata a sua arte imita a vida
Nosso pintor da selva nunca teve professor
Da rabeca, cavaquinho e o violão
Foi o violino que ele se apaixonou
Toca hélio …pra gente ouvir
Teu violino divinal.... Todo mundo quer te ver
Como solista nesse carnaval
Suas obras estão espalhadas
Por todo Brasil até o exterior
Seus livros estão na memória
Seu nome gravado como escritor
Fez parte Hoje é nosso carnaval, Sambase vem homenagear Hélio Melo o maestro da arte Rui Tavares Maluf 1 de Novembro de 2021 6 de Julho de 2017 PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Amazônia, Artista Plástico; Bloco Sambase; Boca do Acre; Destruição da floresta amazônica;
Estado do Acre; Estado do Amazonas; Homenagem póstuma a Helio Melo; Goiânia; Goiás; Helio Holanda Melo; Helio Melo; Músico, Sambase; Selva Amazônica; Seringueiro *** Hélio Oscar Schonmann São Paulo (SP), Brasil 1 de Julho de 1960 Artista Ativo O trabalho principal de Hélio é na pintura, embora também trabalhe com, desenhos, gravuras, intervenções de rua,
fazendo um mix de atividades plásticas. Além de vasta produção artística de altíssima qualidade e grande volume, Hélio é um grande animador das artes congregando
vários artistas em torno de sua liderança e contribuindo para promover muitos deles em diferentes exposições Raphael Galvez - Catálogo de apresentação da exposição individual realizada
na Galeria Seta, em 1986: "Helio Oscar Schommann nasceu no dia 1 de julho de 1960 em São Paulo, Brasil e,
como o seu ideal foi sempre o de estudar artes plásticas, começou dedicando-se de corpo e alma ao desenho e à pintura, mesmo
sendo o nosso meio muito agreste e refratário para conseguir esse seu intento. No entanto, com a sua perseverança e
a sua ousadia conseguiu desbaratar esses difíceis obstáculos e realizar-se como bom pintor e artista que é, pois ele
penetrou nesse grande segredo o misterioso comportamento do artista que quer alcançar e trazer a grande mensagem pessoal
da pintura sincera que em do intimo do seu "eu"". "Hélio, como todo rapaz desta época, sentiu no começo uma lacuna, a falta de um local onde pudesse estudar a arte da pintura,
pois aqui em São Paulo e em nosso País somos muito pobres em escolas de arte." "Porém, como a sua inclinação pela pintura era patente e seu temperamento não é de se acomodar, procurou logo arranjar um
ambiente em que tivesse a oportunidade de fazer os seus primeiros estudos, começando pelo desenho." "E o local escolhido foi o Museu Lasar Segall, local que estava mais aparelhado para esse fim e, além disso, contava com um
jovem orientador, o pintor Antonio Hélio Cabral, o qual tinha uma certa experiência como pesquisador e analisador do comportamento
de como se deve iniciar os estudos da pintura." "Desse forma o nosso Hélio começou, sem perda de tempo, a enfronhar-se nessas pesquisas, fazendo "naturezas mortas", "paisagens",
"retratos", e "figuras" do natural, além de estudos de escultura." "Passado algum tempo, começou a analisar o máximo possível as obras dos grandes Mestres Pintores e Escultores internacionais, iniciando por
Segall, Cezanne, De Fiori, Corot, Van Gogh, Matisse, Renoir, Rembrandt e muitos outros e, além disso, procurou também conhecer de perto os
artistas nacionais como Zanini, Volpi, Figueira, Galvez, Bonadei, Carnicelli e Carelli, bem como todo o movimento de arte plástica e nacional. "E como Hélio tem um instinto analisador, procura desvendar em cada artista a sua obra, sua personalidade e seu comportamento estético da arte. É
mais ou menos nessa época que ele passou no Museu Lasar Segall, a ser ao mesmo tempo estudante e orientador das novas turmas que começavam a
frequentar seu atelier." "Mas, ao passar alguns anos nesse mister, percebeu que essa dedicação tomava muito do seu tempo e de sua atividade no estudo da própria pintura,
decidindo então largar completamente tal tarefa." "E é por isso que agora sua pintura está liberta de todo escolismo da fase inicial e se apresenta forte, expressiva, de uma plástica livre e com
com grande conteúdo pictórico, representando bem seu caráter inquisidor e sua originalidade autêntica de um pintor amadurecido." "A presente exposição de seus trabalhos bem prova esta minha afirmação." Acompanhe alguma das exposições de Hélio. A relação das mais recentes estará disponível em breve. A obra se Helio se encontra bem distribuída, além do acervo da antiga Galeria Seta, como na Pinacoteca do Estado de São Paulo,
com "Autoretrato", obra de 2012, e adquirida pela instituição em 2014, procedente de Maria Pinto, e Maura Andrade. 18 de agosto de 2021. Penúltima em 14 de Julho de 2017. 21 de Janeiro de 2015 Rui Tavares Maluf TAGs: Antonio Maluf; Editora, Livraria e Galeria Seta; Hélio; Hélio Oscar Schonmann; Raphael Galvez; São Paulo; SP *** Holmes de Magalhães Neves Holmes Neves Lima Duarte (MG) 19 de Junho de 1925 2008 Em Belo Horizonte (MG), foi aluno de Alberto da Veiga Guignard, Edite Behring e Misabel Pedrosa e mais tarde mudou-se
para o Rio de Janeiro (RJ). Desenhista, Gravador e Pintor "Eu gosto muito da pintura de Holmes, de seus quadros de Ouro Preto, motivo insistente e fascinante na sua obra.
Se o tema e certa sutileza de feitura nos lembra o Mestre, há hoje na sua arte uma autonomia indiscutível, as marcas de uma
inconfundível personalidade. Suas cidades mortas não surgem envoltas na melancolia acinzentada que parecia refletir nas paisagens
a alma infantil e ao mesmo tempo infeliz de Guignard. Sobre as pátina do tempo suas casas e igrejas, transfiguradas pela luz montanhesa,
recebem cores festivas, reconquistam a mocidade, revivem" (Henrique Pongetti),Catálogo da mostra Holmes Neves: pinturas
na Galeria de Arte e Pesquisa da UFES, 1978 Acervo da Editora, Livraria e Galeria Seta LOUZADA, Julio e Maria Alice - Volume 12 - Artes Plásticas no Brasil, São Paulo (SP) Rui Tavares Maluf 14 de setembro de 2016 16 de Julho de 2015 Alberto da Veiga Guignard; Edite Behring; Guignard, Henrique Pongetti; Holmes Neves; Holmes de Magalhães Neves; Misael Pedrosa; UFES; 1978 **** HUGO José BENEDETTI 13 de Janeiro de 1913 São Paulo (SP)
20 de Novembro de 1977 Piracicaba (SP) Liceu de Artes e Ofícios em São Paulo (SP) e cursos na Escola de Belas Artes no Rio de Janeiro (DF) onde participou do núcleo dos irmãos Henrique e Rodolfo Bernadelli. Inativo por falecimento Figurativa concentrada em retratos e paisagens De acordo com o Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba (IHGP),
Benedetti viveu em São Paulo (SP), onde nasceu, no Rio de Janeiro, Buenos Aires (Argentina) e
definitivamente em Piracicaba (SP) a partir de 1956. Rui Tavares Maluf 17 de setembro de 2021 Iaponi Araújo São Vicente, estado do Rio Grande do Norte (RN) 1942 Rio de Janeiro 1996, aos 54 anos Inativo por falecimento
FONTES DE INFORMAÇÃO
RESPONSÁVEL PELA PESQUISA:
DATA DE ATUALIZAÇÃO:
DATA DE ELABORAÇÃO:
HELIO SCHONMANN
SUMARIO
DADOS PESSOAIS
NOME COMPLETO
LOCAL DE NASCIMENTO
DATA DE NASCIMENTO
CONDIÇÃO DO ATUAL
LINGUAGEM PREDOMINANTE
ATUAÇÃO DE HÉLIO
CURADORIAS:
QUEM ESCREVEU SOBRE HELIO
ACERVOS
FONTES DE INFORMAÇÃO:
DATA DE ATUALIZAÇÃO
DATA DE ELABORAÇÃO
RESPONSÁVEL PELA ELABORAÇÃO:
HOLMES NEVES
SUMÁRIO
DADOS PESSOAIS
NOME COMPLETO
NOME ARTÍSTICO
LOCAL DE NASCIMENTO
DATA DE NASCIMENTO
ANO DE FALECIMENTO
FORMAÇÃO ARTÍSTICA
CARACTERÍSTICAS DA FORMAÇÃO ARTÍSTICA
O QUE SE FALA DE HOLMES NEVES
FONTES DE INFORMAÇÃO
RESPONSÁVEL PELA PESQUISA
DATA DE ATUALIZAÇÃO
DATA DE ELABORAÇÃO
TAGS
HUGO BENEDETTI
SUMÁRIO
DADOS PESSOAIS
NOME COMPLETO
DATA DE NASCIMENTO:
LOCAL DE NASCIMENTO:
DATA DE FALECIMENTO:
LOCAL DE FALECIMENTO:
FORMAÇÃO
STATUS DO ARTISTA:
LINGUAGEM PREDOMINANTE:
LOCAIS ONDE RESIDIU
EXPOSIÇÕES
FONTES DE INFORMAÇÃO:
RESPONSÁVEL PELA PESQUISA
DATA DE ELABORAÇÃO:
PALAVRAS-CHAVES (TAGs) - estado de São Paulo; José Hugo Benedetti; Hugo Benedetti; Piracicaba; professor Hugo Benedetti;
IAPONI ARAUJO
SUMÁRIO
DADOS PESSOAIS
NOME COMPLETO
LOCAL DE NASCIMENTO
ANO DE NASCIMENTO
LOCAL DE FALECIMENTO
ANO DE FALECIMENTO
STATUS DO ARTISTA
VIDA PROFISSIONAL
Proveniente de Natal no Rio Grande do Norte (onde residia desde 1950), Iaponi fixou residência no Rio de Janeiro (RJ) em 1967 aos 25 anos de idade. Residiu em Londres, na Grã Bretanha, entre os anos de 1970 e 1972. A partir dos anos 70, Iaponi foi se afastando da produção artística, embora em 1980 tenha ilustrado o livro As Festas Brasileiras pelos Pintores Populares de Geraldo Edson de Andrade
Abaixo a relação de algumas das exposições do artista:
A premência deste exposição não permite fazer o estudo que sempre pretendi para IAPONI ARAÚJO. Acompanho-o há quinze anos, pelo menos, e lhe admiro a coerência temática que tem mantido por todo esse tempo. Desde cedo aceitou o universo do nordeste (sic) como suficiência para a narrativa. Seu progresso não consistiu em seguir os ismos, mas sim em se aprofundar, cada vez mais, nas próprias raízes. Somente os desprevenidos supõem que as fábulas cessam. Para os que estudam territórios e episódios culturais como o Nordeste brasileiro, as fontes não secam. Trazem sempre a revelação de novas dimensões em sua universalidade e em sua atemporalidade.
IAPONI se põe em pintura como um contador de estória, talvez violeiro destinado a não permitir que o silênciao decomponha os textos. Todos percebem o seu apego à dimensionalidade da xilogravura nordestina. Entretanto, é bem patente a exata noção de pintura multidimensionada que sabe dispor quando coincide com a proposta. Surpreende a sua coragem em usar protótipos de casas, trajes e bichos, advertido do mau gosto que isso possa revelar. Surpreende mais, portanto, o seu domínio sobre a aparente singeleza dos motivos. Seria fastidioso, e certamente pretensioso, lembrar Pieter Brueghel, o jovem, para confrontar o clima poético da narrativa do nordestino IAPONI.
A verdade é que em certo ponto eles se encontram quando assumem o mesmo compromisso e idêntica atitude de contador de estória. Leia-se, ao lado, o texto que lhe dedica Luiz Câmara Cascudo. Ninguém melhor e mais autorizado para reconhecer a autenticidade temária de IAPONI.
Nossa preocupação limitou-se a advertir contra o equívoco de imaginá-lo como um ingênuo, primitivo ou primitivista. Ele é, sim, pesquisador bem dotado e equipado para a compreensão do que analisa e reflete. Seria pouco e aventureiro entendê-lo como folclorista. Será mais próprio, embora com o risco de parecer sofisticação, vê-lo como um estudioso da fabulação nordestina naturalmente vinculada às origens medievais e até mais remotas, insondáveis.
Será, assim, favorável a IAPONI não confundi-lo com os insitas de seiva parca.
Poucas vezes tempos deparado com artista mais esclarecido para as atitudes coerentes de suas proposições. IAPONI traz para os seus quadros os títulos da literatura de cordel que é a matéria narrativa de sua obra. Transformar esta matéria de densa historicidade em novo texto plasmado pelas cores e formas é o seu grave compromisso e é também a sua poética. Por Clarival do Prado Valadares, texto do convite para exposição das pinturas do artista na Galeria B-75 Concorde, 1978.
Rui Tavares Maluf
3 de Janeiro de 2017
2 de Setembro de 2016
NOME COMPLETO:
Inácio Ramos da SILVA
NOME ARTÍSTICO:
Ignácio da Nega, ou Inácio da Nega
LOCAL E DATA DE NASCIMENTO:
Surubim, estado de Pernambuco, em 3 de Novembro de 1945
SITUAÇÃO ATUAL:
Pintor ativo
Coletivas
Individuais
- Cássio M’Boy e Iracema Arditi
- Boite de Dondinha – (Dimensões de 121 x 90), assinado no canto inferior direito;
-HTTPS://WWW.YOUTUBE.COM/WATCH?v=4l8AD9kAqAI
-HTTP://OFRONTISPICIO.BLOGSPOT.COM – Biografia de Artistas NAIF, Inácio da Nega, 18 de Fevereiro de 2013, texto de Enzo Ferrara, acessado em 4 de abril de 2013, às 16:40ms;
INÁCIO DA NEGA, currículo manuscrito e afixado no verso da tela tamanho de 40 cm x 30 cm, assinada e datada de 1980, tendo como motivo paisagem urbana com igreja matriz em destaque;MERCADO LIVRE - http://lista.mercadolivre.com.br (acessado em 27 de abril de 2013, às 16hs30ms);
-LOUZADA, Júlio – Artes Plásticas 92, São Paulo (SP)
LOUZADA, Júlio e Maria Alice – Artes Plásticas, Volume 12, São Paulo (SP), ano provável 2000.
27 de Abril de 2013.
27 de Abril de 2013
Rui Tavares Maluf
TAGS: Perfil; Inácio da Nega; Inácio Ramos da Silva, Surubim, Pernambuco, Acervo; Artista; Artes Plásticas; Telas; Exposições Individuais; Exposições Coletivas; Galeria Seta.
Ivani Fortunato Ranieri De Castilho
Ivani Raniri
Ivani Fortunato, Ivani de Castilho
6 de Outubro de 1960
São Paulo (SP)
Educação Artística, com habilitação em Artes Plásticas pela Faculdade Santa Marcelina (1981), tem pos graduação pela mesma instituição onde também lecionou por 17 anos gravura e aquarela.
Artista ativa
Predominantemente figurativa, valendo-se de diferentes meios de expressão mas com grande frequência por meio de aquarelas e gravuras.
28 de Junho de 2021, mas revisado em 12 de janeiro de 2024
22 de Janeiro de 2021
Rui Tavares Maluf
(PALAVRAS-CHAVES) TAGS:Ex-galeria Seta, Gravuras, Ivani Fortunato, Ranieri de Castilho, Ivani Ranieri
Ivone Couto
Ivone Couto, e, também (assinatura) Yvone Couto
Morada Nova Minas (MG)
1959
Ivone Couto realizou o curso de Belas Artes, Artes Gráficas e Gravura em Metal na Fundação Guignard, em Belo Horizonte (MG). Cursou Desenho Arquitetônico na Escola Politécnica de Minas Gerais, Belo Horizonte (MG). Fez especialização em Litografia em Ouro Preto (MG), sob a responsabilidade de João Quaglia e no mesmo município Escultura sob a direção de Décio Lima. Depois fez novo curso de Litografia com Luis Lobo e de Criatividade com Sara Ávila.
Artista ativa
Figurativa, mas valendo-se de várias técnicas e suportes.
A seguir lista de algumas das muitas exposições coletivas que contaram com a participação da artista Ivone Couto
16 de dezembro de 2020
Rui Tavares Maluf
TAGS:Acervo da ex-galeria Seta, Escola Politécnica de Minas Gerais, Fundação Guignard, Gravura de Ivone Couto, Luis Lobo, Sara Ávila
***
Voltar para o início da página
Jesuíno Leite Ribeiro (conhecido carinhosamente na família como Zino)
Guaxupé, estado de Minas Gerais
1935
Julho de 2012
Guaxupé, estado de Minas Gerais
Individuais
Coletivas
Suas telas dos anos 60 pautam-se por experiências diversas no campo figurativo e por ambientes internos como bares. Suas obras da década de 70 e 80, que parecem consolidar e afirmar seu trabalho se concentram em paisagens que podem ou não contar com figuras humanas. As pinceladas em geral aparentam ser rápidas e as cores vivas, especialmente as dos trabalhos do final da década de 70 e primeira metade da de 80.
- “A pintura de Jesuíno Leite Ribeiro trata exatamente disto: a possibilidade da marca humana em tudo que é tocado pela civilização. Ainda que o seu exemplo de civilização seja o da pequena comunidade. A cor e o desenho desta pintura estão a serviço desta verdade que o artista institui. Ele vai organizando as imagens da vida humana. E o nível de maturidade deste trabalho torna até difícil entender por que este artista ainda é tão desconhecido, já que pressupõe uma longa meditação e um profundo engajamento pessoal, uma dedicação absoluta ao ofício da linguagem e expressão” (Jacob Klintowitz, Jornal da Tarde, 1983);
- “(..) imaginação, fantasia, desabusada liberdade técnica, jogo rambranesco de luzes, tormento e sexo, angústia e revolta, tudo emerge desse mundo de traços onde se vislumbram um Modigliani, um Rouault, um Derambez, um Daumier (...) Nada de influência, de cópia, de escola: o assunto – o mundo louco de hoje – é que traz à baila a evocação desses criadores, porquanto Jesuíno Ribeiro o vê como uma soma de posições passadas” (Menotti Del Picchia, Apresentação da Exposição na Galeria Seta, 1980).
- “Jesuíno consegue uma notável vibração gráfica, deixando o lápis de cor caminhar nervosamente sobre o papel, superpondo rabiscos, traços curtos num ritmo espasmódico que impedem qualquer definição precisa de situações ou personagens” (Frederico Morais, O Globo, Rio de Janeiro –RJ, 1979);
- “O que vale, além da generosidade de sentimentos, é que ele encontrou uma linguagem para a sua arte, um traço nítido, ainda em estruturação formal, mas com prenúncios de bom entendimento entre idéia (sic) e manifestação. Tudo legível, sem esconderijos e sem partipris: uma arte da tradição de gente como Stenlein” (Pietro Maria Bardi, 1963, Apresentação da exposição do artista no Museu de Arte de São Paulo – MASP);
- “(...) enfileirando-se entre Wilfredo Lam e Maurício Lasansky. Pois não faço por menos, situo-o entre esses dois ases. Sendo um dos nossos melhores figurativos, chegou, porém, a uma deformação tal da imagem, que ora a metamorfoseia em símbolos oníricos, ora a submete a rodopios centrífugos de pesadelo surrealista. É mestre na linguagem visual”. (José Geraldo Vieira, Folha de São Paulo, São Paulo -SP, 1963);
- “Os desenhos de Jesuíno sempre se caracterizaram pela autenticidade da vivência humana subjacente, comoviam, mesmo quando apresentavam deficiências de expressão, pelo fascínio de um mundo interior, de sensibilidade dolorosamente aguçada, flutuando numa atmosfera de melancolia silenciosamente dramática. “Agora, êle já adquiriu um domínio notável dos meios de expressão do desenho, ao mesmo tempo que ampliou o seu horizonte do mundo humano circundante. (...) A arte de Jesuíno transmite uma experiência de vida atraída pela voracidade do nada. Em seus desenhos perambulava a figura da morte, quase como fosse a existência omnipresente (sic) da vida, de uma vida exangue, desprovida de sentido maior (...) parece que a arte de Jesuíno tende a um existencialismo, de tipo diferente das várias modalidades europeias. Talvez um existencialismo mineiro. Por vezes parece expressionista, sem sê-lo realmente. Há umas notas de surrealismo e de arte fantástica, que não constituem porém a sua essência, de qualquer modo, possui uma personalidade artística muito marcada e bastante enigmática, que fascina e intriga” (Mário Schemberg, apresentando exposição individual do artista na Galeria Seta, em maio de 1966);
- “(...) embora seus trabalhos revelem um homem dotado de intensa vida interior, imaginação e fábula. Tudo isso à parte da segurança com que realiza seu traço, da limpeza de sua composição, da inteligência na captação de uma atmosfera que cinge o homem num plano de solidão, exaltação e espanto” (Walmir Ayala, 1960, Jornal do Comércio, Rio de Janeiro, RJ).
"La qualité generále de cette exposition est nettement audessus de la moyenne, et nous voulons felicitér à la fois le maitre qui sait si bien guider ses disciples, et les élèves qui tirent tout le profit des leçons qui'ils reçoivent".
"A vrai dire, chácun d'eux mériterait éloges ou encouragenmets. Pour éviter, cependant, une enumération qui serait fastidieuse, nous nous bornerons à signaler la puisance du trait de Newton Cavalcanti (..) et, surtout, la ha haute technique de Jesuino Ribeiro*, qui sait mettre toutes les ressources de la gravure au service de son âme d'artiste" (Henri Kauffmann, Journal Français du Bresil, 1o de Mai de 1958. *Negrito nosso
Ex-professor do Instituto Central da Universidade de Brasília (DF), demitido com seus companheiros durante o regime militar de 1964.
Praticamente toda a produção artística de Jesuíno em sua fase profissional esteve ligada a pintura à óleo e acrílica sobre tela, tendo realizado alguns deles no início de sua carreira dos quais não se tem notícia de que o autor tenha autorizado a circulação e/ou comercialização. Na década de 60, quando morou no Rio de Janeiro, algumas de suas pinturas são claramente figurativas algumas das quais em ambientes fechados. com o passar dos anos, mais claramente a partir da década de 70 quando voltou a morar em sua terra natal, Guaxupé (MG), ele passa a pintar paisagens inspiradas na cidade nas quais as figuras humanas podem ou não estar presentes, conquanto em uma presença em forma pouco experessiva
ANDANDO DE BICICLETA, 1984, Assinado no Canto Inferior Direito (CID), Óleo sobre Tela, 78 cm (Largura) Xr 68cm (Altura), Coleção Antonio Maluf (Ex Galeria Seta)
NATUREZA MORTA, 1974, Assinado no Canto Inferior Esquerdo (CIE), Óleo sobre Tela, 67 cm (Largura) X 48 cm (Altura), Coleção Antonio Maluf (Ex Galeria Seta)
No ano de 2016, três (3) óleos sobre tela (OST) de Jesuíno, dois (2) dos quais pertencentes ao acervo da ex-galeria Seta, foram arrematados pelos valores de R$ 700 e R$ 750,00, com dimensões de 50 cm x 60 cm, 71 cm x 52 cm e 80 cm x 60 cm, com os títulos/descrições de Embaixo da Árvore, Paisagem, e Linha Férrea.
No decorrer de 2015, óleos sobre telas de Jesuíno que pertenciam ou pertenceram a Galeria Seta foram comercializadas em leilões por valores que oscilaram entre R$ 250,00 e R$ 500,00 com dimensões que variaram de 1300 cm2 até 4800 cm2. Não é exagero afirmar que os preços desta quase sempre excelentes obras estão muito baixos. A única explicação factível é o pouco conhecimento sobre o artista para os públicos mais jovens. Antes disso, em janeiro de 2015, quando de uma das atualizações do presente verbete, o texto do corrente item abria-se com as seguintes palavras: "Não há registro de comercialização das obras de Jesuíno em leilões ao menos desde o final dos anos 80. As transações comerciais de suas obras em São Paulo e Rio de Janeiro se deram basicamente entre as décadas de 60 e 80 circulando pelas mãos de alguns amantes de seu trabalho e mesmo colecionadores/investidores. Na publicação de Júlio Louzada, Artes Plásticas, seu mercado, seus leilões, do ano de 1985, uma tela do artista (lote 47), com técnica Óleo sobre Madeira, colocada à venda na então Luis Carlos Moreira Artes e Leilões Limitadas (Atual Tableau) realizado em 23 de janeiro de 1981, uma paisagem datada de 1968, com dimensões de 51 cm X 63 cm, estava sendo oferecida a U$ 511,39. A última década de vida do artista foi quase integralmente vivida em Guaxupé não circulando pelos dois principais centros do País e nem por Belo Horizonte ou Brasília. Ainda assim, a produção desta época é de grande valor e por base comparativa com trabalhos com temas e motivos semelhantes de colegas de sua geração poderia colocar os preços em valores oscilando de R$ 2.000,00 a R$ 10.000,00". Todavia, graças ao esforço dos responsáveis pelo acervo da Galeria Seta, bem como da casa de leilões Tableau, e de alguns antigos colecionadoares, as telas de Jesuíno voltam a estar à disposição do mercado (e para conhecimento das novas gerações), começando a reencontrar sua demanda, com preços extremamente atraentes. No leilão de fevereiro de 2015, o lote 227, óleo sobre tela identificado como Fazenda, com dimensões de 42cm x 52cm foi arrematado por R$ 250,00. Dois meses mais tarde, em abril de 2015, o lote 299, óleo sobre tela denominado como No Bar saiu pelo valor de R$ 300,00, enquanto no leilão de junho do mesmo ano, sob o lote 179, um óleo sobre tela denominado Fundo de Quintal foi comprado por R$ 500,00.
JORNAL DE GUAXUPÉ – 06/07/12
“Morre Zino, o pintor que tornou a cena guaxupeana universal"
Aos 77 anos, logo após uma bem-sucedida mostra acontecida recentemente, Jesuíno Leite Ribeiro faleceu na noite de quinta-feira (5) e deixa uma orfandade em Guaxupé que não será jamais superada. “Por Sílvia Matos de Sá, do Guaxupé Hoje “Falar da morte de Zino é missão ingrata e dolorida, pois esta morte leva um dos mais expressivos guaxupeanos que este século teve. E Zino vai exatamente em meio às comemorações de cem anos da cidade, numa despedida que não era para ser feita tão cedo, já que o grande pintor, em seus 77 anos, havia de retratar ainda muito desta cidade que sempre amou e que esteve na ponta de seus pincéis em várias cenas e em uma única história: uma história de amor entre ela e o pintor. “A biografia de Zino fica marcada no expressionismo de sua obra que corre mundo e que ele mesmo correu também este mesmo mundo para forjá-la em uma riqueza extraordinária . Ela se inicia em 1953, na Escola de Belas Artes de Belo Horizonte, passa pela Escola Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, onde aprende xilogravura com Oswaldo Goeldi, num feliz encontro que vai marcar toda a obra do pintor dali em diante. “Zino foi professor no Instituto Central da Universidade de Brasília (ICA), de onde vai se demitir junto com seus companheiros na época da repressão da Ditadura Militar. “Logo segue para a Europa, radicando-se na Itália, de onde tira mais subsídios para emprestar à sua natural genialidade de artista que se emociona a cada trabalho, numa emoção que é sempre aprendizado e uma “conversa” com o aprimoramento . “Na volta ao Brasil, Zino resolve morar definitivamente em Guaxupé, onde continuou uma rica produção que só foi abalada nos últimos tempos por debilidade em sua saúde, que acabou por levá-lo definitivamente na noite passada. Zino deixa irmãos, cunhados e sobrinhos em Guaxupé. Seu sepultamento foi realizado às 17 horas desta sexta-feira (6) no Cemitério local.
Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO DE 27 DE MARÇO DE 1986
Galeria Seta – No próximo dia 7 de abril, o pintor mineiro, de Guaxupé, Jesuíno Leite Ribeiro, inaugura sua mostra na Galeria Seta (rua Antonio Carlos, 282, São Paulo. A mostra se prolongará até o dia 20 de abril, e inclui os mais recentes trabalhos do renomado pintor.
TV SUL EDUCATIVA EXIBIDA DE 6 DE JULHO DE 2012
MORRE O ARTISTA GUAXUPEANO JESUINO
A reportagem da TV Sul Educativa é de 6 de julho de 2012. http://www.tvsul.tv.br/?p=14937 .
TV SUL EDUCATIVA EXIBIDA EM 22 DE NOVEMBRO DE 2010
Reportagem televisiva de 2010 relata a exposição do artista apresentando as 23 telas expostas no teatro Elias José e fazendo uma entrevista com Jesuíno. A repórter informa que o artista produziu mais de 2000 obras de arte ao longo de sua vida até então. O endereço no Youtube é http://www.youtube.com/watch?v=mzswA5-1ndI
23 de dezembro de 2016. Penúltima em 29 de Março de 2016.
11 de Janeiro de 2013
Rui Tavares Maluf
TAGS: Perfil; Henri Kauffmann; Jesuíno; Jesuíno Leite Ribeiro; Artista; Artes Plásticas; Telas; Exposições Individuais; Exposições Coletivas; Galeria Seta.
***
Voltar para o início da página
João Batista Calixto de Jesus
São Paulo
1922
1994
Três importantes telas do artista (duas das quais do acervo da Galeria Seta) foram cedidas em 1984 para a publicação do volume VII do livro Arte e Cultura organizado por Pietro Maria Bardi, e patrocinado pelo Banco Sudameris. As telas, cujas fotografias foram reproduzidas à página 70, são Carnaval, de 1982, e Mulheres. O mesmo ocorrendo com Futebol, uma litografia do álbum Hiperfutebol, editado por Isaac Krasilchik.
Eis Uma aquarela do pintor João Calixto, do acervo da antiga Galeria Seta, retratando uma porta bandeira do Carnaval Paulistano
ACERVO DA GALERIA SETA
BRASIL ARTES ENCICLOPÉDIAS - http://www.brasilartesenciclopedias.com.br
COMUNICAÇÃO NOTÍCIAS DE CABRAL À INFORMAÁTICA. Vol VII. - Organizado por Pietro Maria Bardi. Banco Sudameris. São Paulo. 1984
ITAU CULTURAL - http://www.itaucultural.org.br
TABLEAU -Catálogo de Leilão de Dezembro de 2015
TRIBUNA DE SANTOS 08.11.1979João Calixto, João Augusto e Manezinho em evidência
23 de Dezembro de 2016. Penúltima em 14 de Dezembro de 2016.
3 de Abril de 2014
Rui Tavares Maluf
TAGs: Galeria Seta, Isaac Krasilchik, João Calixto, Pietro Maria Bardi
***
Voltar para o início da página
João Pereira Oliveira
Rua Cinco de Setembro, bairro de São Raimundo, Manaus (AM)
Primitiva, focada nos temas amazônicos, particularmente da selva e de seu folclore
Devido as adversidades enfrentadas pelo artista em sua trajetória na periferia de Manaus (AM), suas obras tiveram dificuldade de circulação. Mesmo assim, o artista conta com algumas telas importantes retratando a exuberância da selva Amazônica, bem como sua gente, integrando o acervo da Pinacoteca do Estado, situada no centro da capital do Amazonas e regularmente estão à mostra do público visitante. A então Editora, Livraria e Galeria Seta, procurou promover os trabalhos do artista manauara no decorrer do final da década de 70 e início de 80 adquirindo vários trabalhos e o apresentando a diversos grupos artísticos da capital paulista.
20 de Junho de 2019
Rui Tavares Maluf
PALAVRAS-CHAVES(TAGs): Bairro São Raimundo, Galeria Seta, João Pereira Oliveira, Manaus, Naif, Pinacoteca do Estado do Amazonas, Primitivo
***
Voltar para o início da página
João Pilarski
Teixeira Soares, estado do Paraná
1929
Ponta Grossa, estado do Paraná
2004
Pintor inativo por falecimento
Figurativa de paisagens paranaenses e com a presença regular de indivíduos
O conhecimento público da arte de João Pilarski veio tarde devido a dois fatores pelo menos: tratar-se de uma pessoa com forte deficiência física decorrente da paralisia infantil (agravada em 1952) e de se tratar de um pintor auto-didata. Sua condição física limitou sua produção artística em quantidade, mas não em qualidade. Apesar da pouca produção sua obra foi reconhecida muito além de Ponta Grossa (PR), onde passou a viver a partir da década de 50, e o município o homenageou com a abertura da Galeria João Pilarski no Centro de Cultura da Cidade de Ponta Grossa.
A tela abaixo é um óleo sobre tela (OST), com dimensões de 85 cm de largura por 56 cm de altura e assegura ao espectador toda a precisão que um artista como João Pilarski pode oferecer.
Acervo da Galeria Seta
ARTE PONTA GROSSA - http://www.artepg.com/2013/02/acervo-de-obras-de-joao-pilarski-da.html ;
JOÃO PILARSKI - Verbete do Wikipedia em português - http:/pt.wikipedia.org/wiki/João_Pilarski ;
JOÃO PILARSKI, o Pássaro Pontagrossense, filme de Almir Correia e Luiziania Pelizzari;
Tableau, Catálogo do Leilão de Julho de 2014
19 de Julho de 2014
15 de Julho de 2014
Rui Tavares Maluf
***
Voltar para o início da página
Figurativa, centrada na questão ambiental e especificamente na Floresta Amazônica
Levi Ciobatariu
Rui Tavares Maluf
12 de Setembro de 2017
***
Voltar para o início da página
José LOURENÇO, ou apenas LOURENÇO
José Toledo Pizza LOURENÇO Jr.
1945 (26/05)
São Paulo (SP)
1997 (03/09), aos 52 anos
São Paulo (SP)
52 anos
Inativo por falecimento
Fez curso de desenho com Nelson Nóbrega na Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo (SP), de 1962 a 1965. Em 1987, Lourenço foi escolhido o melhor pintor do ano pelos alunos da Chapel Scholl em São Paulo (SP).
Desenhista, Designer Gráfico e Pintor, com linguagem figurativa, centrada em pessoas, especialmente o gênero feminino (nus, mas também mulheres no circo). Em geral, seus trabalhos tem forte brilho de forma a destacar que a vida pode ser uma festa.
Entre os anos de 1965 e 1967, Lourenço trabalhou como diagramador das publicações Realidade e Conhecer da Editora Abril.
A seguir uma obra de José Lourenço, Nu Feminino de costas, com dimensões de 30 cm x 60 cm, datada de 1985.
É comum encontrar obras de José Lourenço em circulação nos leilões, ainda que em quantidade modesta, embora seus preços estejam muito baixos para a qualidade do artista e o reconhecimento que tinha à época de sua morte. No ano de 2015, a obra do artista de melhor desempenho dentre as que foram monitoradas por este site foi um Nu que foi arrematado por R$ 600,00
"com sua riqueza de recursos, demonstra a transcendência das coisas aparentemente ilimitadas" (Renato Magalhães Gouvea), in Revista Vida e Arte, Dezembro de 1975
"Há cinco anos que a obra do pintor paulista Lourenço vem despertando o interesse do público e da crítica mais qualificados. As figuras de Lourenço enfrentam desassobradamente o desafio do realismo em pintura para ultrapassá-lo. Traço, cor, textura, delineiam a peculiar morfologia de um Brasíl lúdico, nostálgico, de acentos circenses onde o ângulo de visão da infância negra centraliza - na condição de matriz temática - todo o complexo figurativo desse amplo imaginário".(Antonio Maluf, Galeria Seta), in Catálogo da Exposição na Galeria Seta de maio de 1973
Coletivas e Individuais
Rui Tavares Maluf
29 de Novembro de 2019. Penúltima em 19 de Dezembro de 2017.
19 de Maio de 2015
Rui Tavares Maluf
TAGs: Chapel School; FAAP; Fundação Armando Álvares Penteado; Galeria Seta; José Lourenço; Lourenço; Nelson Nóbrega; Renato Magalhães Gouvea; São Paulo; SP
***
Voltar para o início da página
Luciano LO RÉ
17 de Maio de 1945
São Paulo (SP)
Ativo
Luciano Lo Re cria suas metáforas plásticas numa linha de questionamento, diria eu, sadio, portanto, penso, construtivo, sem ser piegas, e sem fazer reprise cansativa da história da pintura. O artista trabalha ao nível da ambiguidade, podendo ela ser considerada, no caso, como suporte para a empatia, suporte sem o QUAL não se estabeleceria a fruição artística. (...)" Rahda Abramo In. Luciano Lo Ré. Apresentação da crítica na Galeria Paulo Prado, 1982. Informação reproduzida no catálogo de leilões da Tableau de outubro de 2017.
17 de Outubro de 2017
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Galeria Paulo Prado, Luciano Lo Ré, Rahda Abramo
***
Voltar para o início da página
Luis Fernando Penteado Guimarães
Luis Fernando Penteado
1942
Pintura e desenhos figurativos centrado em pessoas com tendência surrealista
O Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP) possui duas obras do artista do início dos anos 70
16 de Janeiro de 2018
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Luis Fernando Penteado Guimarães, Edifício Itália, MAM-SP, Pintor
***
Voltar para o início da página
Luiz Enjolras Ventura
Luiz Ventura, Luis Ventura, ou somente Ventura
São Paulo (SP)
1930
Artista ativo
"Sou ficcionista, pintor, desenhista, gravador e mosaicista. Nasci em São Paulo, onde me iniciei na profissão de artista plástico aos 17 anos como auxiliar de cenografia no Teatro Brasileiro de Comédia. Venho defendendo postura independente em relação a tendências importadas dos convencionais centros internacionais de arte, centros difusores do colonialismo cultural, por considerá-los um obstáculo aos movimentos autônomos e realmente criadores. Resido no Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Acredito na força autônoma e na excelência da arte brasileira" (Fonte de informação: Blog do Artista).
Luiz Ventura realizou algumas exposições individuais ao longo de sua vida e a Galeria Seta sentiu-se honrada em poder realizar uma destas em novembro e dezembro de 1985 chamada "Ventura: temas bíblicos", pois na oportunidade ele dispunha de rica produção com o referido tema. Ainda na década de 80, Ventura realizou individuais nas Marques Galeria e no Gabinete das Artes (1982), ambas em São Paulo (SP); Já na década de 90 fez exposição no Paço das Artes (1991), em São Paulo
EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
Esta é uma das muitas telas de Luiz Ventura pertencentes ao acervo da antiga Galeria Seta. Há um número bem grande de retratos por ele pintados de pessoas de seu núcleo afetivo.
Apesar das telas de Luiz Ventura serem muito apreciadas por um grupo de amantes da arte, ainda é pouco comum encontrá-las em leilões, os quais se constituem por excelência no lado mais visível do mercado de arte. Seus trabalhos dispõem de preços variados como é comum para os demais artistas, porém tais variações devem ser entendidas como modestas e em patamares convidativos. É raro encontrar informações de trabalhos (excelentes) que tenham sido vendidos por mais de R$ 5.000,00.
16 de Janeiro de 2017. Penúltima em 3 de Junho de 2016
10 de Julho de 2013
Rui Tavares Maluf
***
Voltar para o início da página
José de Souza Oliveira Filho
Macaparana, ou José Macaparana
Macaparana, estado de Pernambuco
1 de Dezembro de 1952
Artista ativo
Em meados da década de 80 a linguagem predominante de Macaparana passou a ser o abstrato geométrico, com vários trabalhos tendo o cartão e papel como suporte. Até então, grande parte de sua obra tinha como linguagem uma espécie de figurativo de paisagem agreste nordestina.
A carreira artística de Macaparana é de grande solidez devido a sua dedicação e indiscutível talento, com forte visibilidade tanto no Brasil quanto internacionalmente. Nos EUA seus trabalhos tem estado sob os cuidados do marchand Francisco Arévalo. O artista também tem realizado exposições na França. A fase anterior do artista é de grande valor e tem o agreste nordestino como tema de inspiração.
Segundo Macaparana, o artista uruguaio "Torres-Garcia foi o artista que adotei como referência na passagem da figuração para a geometria" Em relação a sua independência do movimento neoconcreto ao qual muitos o inseriram, ele afirma: [Hans] Arp também era artista da galeria de Denise René e, ao visitar sua fundação, fiquei fascinado pela poética libertária do dadaísmo em contraponto à rigidez que vivemos hoje" E sobre sua relação com a música, observada na exposição atual na Dan Galeria, ele afirma: "Minha relação com a música é intensa, vital".(In, OESP , página C-4, 12.06.16, matéria de Antonio Gonçalves Filho,
Matéria escrita pelo jornalista e crítico de arte Antonio Gonçalves Filho para o jornal O Estado de São Paulo (19 de junho de 2018) sobre a exposição do artista no Museu
Lasar Segall, explica que o evento reúne obras de "mestres que o marcaram", tais como Alfredo Volpi, Hércules Barsotti, Jean Arp, Joseph Albers, Max Bill, Torres Garcia,
e
Willis de Castro, todos representados por obras expostas na sala anexa à mostra de seus trabalhos inéditos. Não poderia, portanto, ser outro o nome da exposição:
Galeria Denise René, Paris, França
É apropriado dizer que o mercado atual de Macaparana encontra-se proporcional a sua solidez artística, dispondo de um bom nível de maturação. Suas obras das duas fases circulam bem pelas mãos de compradores e estão regularmente presentes nas principais casas de leilão de São Paulo e Rio de Janeiro, entre outras praças. Tendo como exemplo os meses que vão de setembro de 2012 a maio de 2013, ao menos oito obras suas de pequenas e médias dimensões (fase das décadas 70-80)foram arrematadas em leilões por valores não inferiores a R$ 1.400,00, alcançando R$ 5.000,00. Fora dos leilões, e especialmente fora do Brasil, algumas telas estão sendo comercializadas a preços de R$ 15.000,00
Se a linguagem do passado de Macaparana é realmente passado, há que se reconhecer que seu tema continua sendo atual, contemporâneo, de altíssima qualidade. A foto abaixo é um atestado que fala por si só.
A página de Macaparana na Web é de alta qualidade e se trata de uma fonte de dados relevante de seu trabalho atual.
Rui Tavares Maluf
27 de Junho de 2018. Penúltima em 15 de Junho de 2016.
30 de Julho de 2013
TAGs: Curador francês Franck-James Marlot, Dan Galeria, Galeria Seta, Galerie Denise René, Macaparana, José de Oliveira Macaparana; Museu Lasar Segall, Nordeste; Pernambuco; Abstrato; Geométrico; Agreste;
***
Voltar para o início da página
MAGDALENA ROZANSKA ZAWADKSA
MAGDALENA ZAWADSKA
1937
Gdansk, Polônia
Vive em Nova York (EUA) desde 1977, tendo vivido em São Paulo de 1975 a 1977
Academia de Belas Artes de Gdansk (Polônia)
Pintora ativa
Depois de formada na Academia de Belas Artes de Gdansk (Polônia), mudou-se para a capital, Varsóvia onde se concentrou na pintura e temas decorativos. Em seguida mudou-se para Roma (Itália) onde se juntou ao grupo de artistas da Cento Pittori. Vivendo na capital italiana, Magdalena desenvolveu seu estilo de pintura considerado "Naif". Ainda na Itália, ela deixou Roma para viver algum tempo em Gênova e em 1975 mudou-se para São Paulo, Brasil, dedicando-se à pintura da natureza brasileira. Em 1977, ela mudou-se para Nova York (EUA) onde fixou residência.
Figurativa para temas considerados da linguagem primitiva com grande foco na natureza e posteriormente também dividindo com o espaço urbano. Em uns e outros pode ou não haver a presença de pessoas e animais. Mesmo vivendo dem Nova York desde o final dos anos 70, Zawadzka mantém viva em sua obra a natureza brasileira. Em algumas de suas obras mais recentes, ela mistura a natureza brasileira com temas nova yorkinos.
Apesar de Magdalena ter se mudado para Nova York (EUA) ainda na década de 1970, e ter mantido contato mais rarefeito com o Brasil depois de sua partida, sua obra continua contando com boa aceitação entre colecionadores das obras tidas como Naif, ingênua, seja a classificação que se empregar para este tipo de trabalho e técnica.
Rui Tavares Maluf
22 de maio de 2021
1 de Junho de 2018
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Artista primitiva, Artista Naif, Brasil, Embu das Artes, Estados Unidos, EUA, Galeria Seta, Gdansk, Janus Skowron, Nova York, Polônia, São Paulo, Varsóvia
***
Voltar para o início da página
Maninha Cavalcante
Estado do Amazonas
São Paulo (SP)
Figurativa com ênfase no surrealismo, valendo-se muito de técnica mista
- "Há uma constante nos quadros de Maninha: quer representem eles rostos humanos, cenas ou colagens, se faz presente a tematização da transgressão, seja a transgressão da forma pela recusa do acabamento, ou a transgressão do comportamento, dos valores e ideologias pela sugestão da arte como prática perversa", CLAUDIO WILLER, crítico de arte
- "O desenho de Maninha é mais vigoroso do que propriamente sensível. (...) Podemos ver a marca de uma artista que sabe compor seus quadros, imprimindo-lhes uma tectônica, aprofundando planos, situando seus personagens em meio a uma atmosfera, envelopando-os em um estranho clima a meio caminho entre o primevo e a science-fiction.", JOSÉ ROBERTO TEIXEIRA LEITE, crítico de arte
- "Maninha é indiscutivelmente uma das grandes figuras artísticas brasileiras de sua geração, podendo ainda atingir pontos mais elevados e inesperados em sua obra, pela contínua transformação criativa de sua arte, que atualmente tende para um tipo notável de realismo mágico." MARIO SCHEMBERG, crítico de arte
Rui Tavares Maluf
11 de Maio de 2018
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Artista Plástica, Maninha, Maninha Cavalcante, Mario Schemberg, Revista Zunai
***
Voltar para o início da página
Marcelo Grassmann
23 de setembro de 1925
São Simão (SP)
21 de junho de 2013, aos 87 anos
São Paulo (SP)
Estudou mecânica, entalhe e fundição na Escola Profissional Masculina, no bairro do Brás, em São Paulo (SP).
1947-1948 - Ilustrador do Suplemento Literário do jornal Diário de São Paulo. Também trabalhou como ilustrador do jornal O Estado de São Paulo em 1948. Em 1949 trabalha na mesma atividade para o jornal do Estado da Guanabara, residindo no Rio de Janeiro (DF) até 1952 quando se muda para Salvador (BA). Em 1953, Grassmann viveu em Viena (Áustria) com o prêmio obtido neste ano do Salão Nacional de Arte Moderna - (SNBA), estudando na Academia de Artes Aplicadas
Marcelo Grassmann tem um rol muito vasto de exposições ao longo de sua trajetória artística. A seguir, acompanhe as que pudram ser registradas por este sítio.
Rui Tavares Maluf
22 de Novembro de 2016
28 de Outubro de 2016
TAGs: Áustria, Bahia, BA, Galeria Grifo, Gravuras, Marcelo Grassmann, RJ, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, SNBA, SP, Viena
***
Voltar para o início da página
Margot de Mattos Delgado
Margot Delgado
1945
Casada em segundas núpcias, tem quatro filhos e duas netas
Artes plásticas e psicoterapia
Margot Delgado é gravurista e mobiliza fortemente a linguagem figurativa
Margot Delgado fez o curso de Licenciatura em Desenho e Plástica na Faculdade de Belas Artes, em São Paulo (SP) de forma inconclusiva em 1970 e no ano de 1976 participou do ateliê do artista plástico e gravurista Evandro Carlos Jardim com quem dividiu participação no atelie de gravura de Francesc Domingues no Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) no biênio 1993-1994. Ainda na década de 1990, mais precisamente 1998, Delgado cursou história da arte com o crítico Rodrigo Naves e sobre Giotto com Luis Martins no Museu de Arte de São Paulo (MASP). No ano de 2001, ela cursou photo-etching com Ernesto Bonato no Atelier Piratininga e realizou diversas mostras individuais (vide abaixo).
Eis, a seguir, algumas das exposições de Margot Delgado no decorrer de sua sólida trajetória de artista plástica, gravurista, a qual conta também com diversas exposições internacionais.
22 de agosto de 2020
TAGs: - Exposição de Margot Delgado na Galeria Seta, Galeria Seta, Maria Villares
***
Voltar para o início da página
MARTHA Cavalcanti POPPE
16 de abril de 1940
Rio de Janeiro (RJ)
26 de Junho de 2019
Não identificado
Martha Poppe foi funcionária da Empresa de Correios e Telégrados (ECT) a partir de 1962 trabalhando como desenhista no setor de Engenharia e anos depois no setor de Filatelia como artista plástica até se aposentar em 1995.
Tanto Figurativista quanto Abstrata, com forte atuação no filateísmo devido a seu trabalho na ECT, mas explorando outras formas e mais de um suporte.
Faculdade de Belas Artes no Rio de Janeiro
Quatro (4) painéis para a fachada do Museu dos Correios em Brasília (DF) executados em pastilha de vidro na forma de mosaico
Rui Tavares Maluf
14 de Novembro de 2022
PALAVRAS-CHAVES (TAGs) - ECT; Correios; Funcionária dos Correios; Galeria Seta; Martha Cavalcanti Poppe; Martha Poppe;
***
Voltar para o início da página
Miguel dos Santos é natural de Caruaru, município do Estado de Pernambuco, onde nasceu em 1944. Em 1960 transferiu-se para João Pessoa, capital da Paraíba, município no qual vive até hoje
Os trabalhos de Miguel do Santos se manifestam por intermédio de pinturas em cerâmicas e mármore em diferentes tipos de objetos, como esculturas e até cinzeiros, e, também em óleos e acrícilicas sobre tela e madeira. Na cerâmica observa-se mais nitidamente a presença do figurativo, enquanto seus óleos parecem estar situados em uma fase intermediário do figurativo e do abstrato. Seus quadros apresentam cores fortes.
ARIANO SUASSUNA, escritor:
"Os nordestinos vão levando adiante o seu trabalho criador de modo cada vez mais atuante, mais profundo, mais ligado às raízes da Cultura Brasileira. O melhor, porém, é que escritores ou artistas como Miguel dos Santos, para ficar só no seu caso, não se contentam em repetir o que os Regionalistas e Modernistas fizeram: vão adiante, abrindo novos caminhos ou levando outros num sentido diferente. Como se pode ver pelo trabalho de Miguel dos Santos, a diferença principal entre nós escritores e artistas atuais do Nordeste - e os anteriores - o que nos caracteriza e distingue mais, é a ligação com o Realismo mágico, brasileiro, nordestino e de raiz popular - e não surrealismo. Veja-se bem que existe uma diferença bastante acentuada entre os pintores surrealistas ou ligados aos precurssores do surrealismo e um pintor como Miguel dos Santos, cuja garra popular e cuja força brasileira são as mesmas dos folhetos e xilogravuras do Romanceiro popular nordestino (...) só sei falar com entusiasmo daquilo que realmente me toca - e a pintura de Miguels dos Santos é algo que me entusiasma, povoando seus quadros a óleo, ou cerâmicas, de bichos estranhos: dragões, metamorfoses, cachorros endemoninhados, santos, mitos e demônios - uma obra tão ligada ao Romanceiro e por isso mesmo tão expressiva da visão tragicamente fatalista, cruelmente alegre e miticamente verdadeira que o povo tem do real".(Trecho extraído do verbete SANTOS, Miguel dos do Dicionário de Pintores Brasileiros, Volume II, de Walmir Ayala).
JACOB KLINTOWITZ, crítico de arte, jornalista, professor:
"Em João Pessoa, Paraíba, existe um artista de nome Miguel dos Santos. Pintor e ceramista, o seu universo é miticamente terrível. Animais e seres fantásticos, numa linha que se aproxima da arte primitiva africana. Na verdade, Miguel dos Santos, é um dos mais contemporâneos dos artistas nacionais. As implicações entre arte primitiva e a moderna são de tal ordem que, como neste caso, restam sempre dúvidas sobre as proximidades. Africano ou cubismo. O que é importante destacar, contudo, é a originalidade do imaginário, a serveridade do tratamento e a sólida construção. Certamente Miguel dos Santos é um dos mais importantes ceramistas surgidos no Brasil nos últimos anos" (trecho do livro Artistas da Cerâmica Brasileira)
WALMIR AYALA, crítico de arte, jornalista:
"(...) Miguel dos Santos, da Paraíba, hoje ocupando galhardamente a sala de exposições mais importante do Rio de Janeiro, a Galeria Bonino (Barata Ribeiro, 578), onde deve ser visto por todos. Miguel dos Santos da cerâmica e da pintura, há alguns anos atrás registrava seus seres toscamente - com o tempo, sensível ao exercício e a elaboração, nos traz um formulário mágico, onde a expressão está intacta, mas o tratamento se cultivou. As mãos que hoje amoldam o barro ou pintam a convulsão sensual de um animal impossível, transmitem o prazer e o domínio de uma vocação consciente e auto-dirigida. Com ele (...) com alguns outros jovens mestres da pintura enraizada no sonho (ou no pesadelo) do povo, se faz a grande pintura brasileira de hoje em seu momento de mais inquietante resistência (...) Mais importante do que tudo é ver o surgimento de um Miguel dos Santos, paraibano puro e sorridente, cheio de malícia e resistência, fazendo uma pintura que é uma mistura sábia de tudo, de malefício e benção, de erotismo e unção, de coisa inventada e realidade, tudo dentro da mais estrita tradição, com a luz da mais intata poesia". (trecho extraído da crítica de Walmir Ayala, Fabulário Mágico, publicada no Jornal do Brasil em 14 de dezembro de 1972)
A alta qualidade do trabalho artistico de Miguel dos Santos se reflete em bons preços obtidos por suas obras no mercado ao longo do tempo. De maneira geral, seus trabalhos encontram alta receptividade no mercado, especialmente as cerâmicas e as pinturas. Acompanhe a seguir o comportamento dos compradores nas casas de leilões:
1-Placa de cerâmica retratando um Bicho, com dimensões de 27 cm por 35 cm, assinado no centro inferior e no dorso, foi arrematada por R$ 750,00, em leilão da Tableau de 8 de março de 2016
2-Prato em cerâmica com dimensão de 33 cm de diâmetro, datado de 1974 e assinado, foi vendido por R$ 500,00 em leilão da Tableau realizado em agosto de 2016;
3-Escultura em cerâmica de 55cm da base, intitulada Carcará Azul, datada de 2007, foi arrematada por R$ 4.800,00 no leilão de 11 de dezembro de 2012 na casa Lordello & Gobbi, em São Paulo (SP)
4-Escultura em cerâmica de 45cm da base, intitulada Águia, foi arrematada por R$ 5.000,00 no leilão de 27 de fevereiro de 2013 na Tableau, em São Paulo (SP).
5-Desenho a Nanquin e Aquarela, descrito como Totem, e datado de 1973, assinado no canto inferior, foi arrematado por R$ 200,00 no leilão de 27 de fevereiro de 2013 na Tableau, em São Paulo (SP). Pela a qualidade do desenho, é correto afirmar que a obra foi dada de presente para o comprador e ainda sugere desconhecimento do proprietário sobre o trabalho do artista.
Rui Tavares Maluf
14 de Dezembro de 2016. Penúltima em 3 de Novembro de 2016
14 de Março de 2013
TAGS: Ariano Suassuna, Jacob Klintowitz, Miguel dos Santos, Artista, Ceramista, Lordello & Gobbi, Nordestino, Escultor, Pintor, Tela, Leilão, Tableau, Acervo, Galeria Seta
***
São Paulo (SP)
1949
Arquitetura, formado em 1977 pela FAUBC/Mogi das Cruzes (SP), tendo trabalhado na área. Estudou piano clássico até o sétimo ano.
Pintor e Escultor Ativo
Figurativo, com temas predominantemente urbanos, e com grande foco em São Paulo (SP). Usa muito tinta acrílica e suas telas são quase invariavelmente grandes.
INÍCIO - Newton Mesquita afirma que sempre pintou e desenhou, mas foi a partir de uma exposição conjunta em Guarulhos (SP), em 1974, que resolveu "entrar de sola no negócio da arte. Antigamente eu pintava, sempre pintei, mas não tinha uma continuidade, não tinha nenhuma intenção, o que acho importante". De acordo com que afirmou em entrevista para Carlos Von Schimidt, ele ganhou um jogo de tinta a óleo do tio.
MERCADO DE ARTE BRASILEIRO - Na década de 70, ao conceder entrevista para Artes Visuais, declarou que acredita muito em si próprio e que cabe ao "próprio artista trabalhar as Galerias". Disse ainda que o artista tem de saber "girar os quadros que estão em acervos".
SUA OBRA E SÃO PAULO - Disse que tem preocupação de pintar São Paulo é "um jeito de mostrar São Paulo para as pessoas, para verem umas coisas que elas vêm todos os dias". Disse mais: que está vendo São Paulo e quer que todo mundo veja. Que "as pessoas sempre repudiaram São Paulo plasticamente, nunca curtiram São Paulo como deveria ser curtido. Agora é que ficou 'bem' você ir almoçar no Bexiga, passear aos domingos por lá; isto porque os intelectuais forçaram a barra, porque os teatros se mudaram para o Bexiga.
UMA ARTE URBANA - Afirma que o foco de sua arte é de caráter "Urbano e Suburbano", embora goste também de paisagem.
1974 - Em dupla com Marcos Concilio, Experiência em Conjunto, em Guarulhos (SP)
1975 - Individual na Galeria Paulo Prado, em São Paulo (SP)
1977 - Individual na Projecta Galeria de Arte, Pintura e Objeto, em São Paulo (SP)
1979 - Galeria Sergio Milliet, Funarte, Rio de Janeiro (RJ)
1979 - Paulo Figueiredo Galeria de Arte, São Paulo (SP)
1981 - Individual na Oscar Seraphico Galeria de Arte, em Brasília (DF)
1981 - Individual na Galeria Bonfiglioli, São Paulo (SP)
1983 - Individual na Masson Galeria de Arte, Porto Alegre (RS)
1996 - Individual na Prova do Artista, Salvador (BA)
2002 - Individual na Euroart Casteli, São Paulo (SP)
2008 - Museu Brasileiro da Escultura (MUBE), São Paulo (SP)
Perguntado pelo jornalista e entrevistador Daniel Más sobre o que e quem poderia influenciar sua arte, Newton Mesquita afirmou: "Tudo influencia, por que não? Uma vitrina, um livro, um filme (...) Nas minhas idas à cidade ia guardando imagens, passava pela 7 de Abril onde era o MASP. Depois na Faculdade, é que foi importante: o contato com todo tipo de gente, artistas. Tive contato com Vera Hilce, Maurício Nogueira Lima, Ubirajara Ribeiro, o próprio Cláudio Tozzi, nunca tive aula com ele, mas me influenciou, até hoje me influencia, e vice-versa.." (entrevista concedida a Daniel Más, Revista Casa, 1981).
As obras de Newton Mesquita são muito procuradas e valorizadas. Nos leilões, eventualmente, se conseguem preços atraentes.
Em fevereiro de 2016, na casa de leilões de arte Tableau, em São Paulo (SP), três telas foram oferecidas e arrematadas em duas noites. Uma dessas, denominada Operário, ano 1981, medindo 50cm x 70cm, foi arrematada por R$ 1.100,00 (com preço base de R$ 300,00). Com o mesmo valor de R$ 1.100,00 (preço base de R$ 600,00), a tela denominada Transparente, ano 1982, medindo 70cm x 70cm. Já a tela intitulada Reflexo na Tarde, ano 1985, medindo 90cm x 120cm, saiu por R$ 2.600,00 (tendo preço base de R$ 950,00). As três foram disputadas no pregão com número de lances variando de nove (9) a 15.
- Acervo da Galeria Seta
- Artes Visuais - De sola nesse negócio, depoimento a Carlos Von Schmidt, 1977
- Newton Mesquita - www.newtonmesquita.com.br
- O Cruzeiro, edição de 30 de junho de 1981, página 18
Revista Casa - Newton Mesquisa, o eficiente, reportagem de Daniel Más, páginas 85 a 89, 1981
6 de Maio de 2016
Rui Tavares Maluf
3 de Maio de 2016
TAGS: Brasília, Carlos Von Schimidt, Daniel Más, DF, Galeria Paulo Prado, Galeria Oscar Seraphico, Galeria Seta, Newton Mesquita, Revista Casa, Revista O Cruzeiro, São Paulo, SP
***
Newton de Rezende Silva
1912
São Paulo (SP)
1994
Rio de Janeiro (RJ)
Inativo
Figurativa relacionada a temas do cotidiano, mas variada nas técnicas e suportes (desenhista, escultor, gravador e pintor)
Foi autodidata em pintura. No ano de 1946 viajou a Buenos Aires (Argentin), onde trabalhou como artista publicitário. Ao regressar ao Brasil, fixou residência no Rio de Janeiro (RJ) e realizou sua primeira exposição individual no Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/RJ). Em 1962, aos 50 anos, participou do Concurso Internacional de Publicidade, em Miami (EUA), obtendo menção honrosa. Em 1968, aos 56 anos, recebeu o título de Diretor do Ano, outorgado pelo Clube dos Diretores de Arte do Brasil. O poeta Ferreira Gullar (1930) escreveu livro sobre sua obra, o qual foi editado pela Galeria Bonino, em 1980. A Rede Globo e a Riotur prestaram homenagem: a primeira, em Noite Única em 1983, e a segunda, em 1986.
EXPOSIÇÕES COLETIVAS
"(...) Mas o experimentador que havia aprisionado em Newton Resende, solto para a sua vida, não iria parar. Já agora, liberto dos primeiros recursos instrumentais, outros começaram a repontar, ensaisticamente, na sua pintura: primeiro, certas colagens de fotos antigas, recortadas numa fiel condizência com o tempo da memória, a sugerir uma datação para a matéria desta; logo em seguida, sem o abandono daquelas, colagens de tipos gráficos, cortados a livros e revistas, já agora antigos ou modernos, em pormenores alusivos, por palavras completas, por palavras pulverizadas ou por quase palavras, a obsessões temáticas ideológicas, afetivas e até políticas; enfim, incrustações, de moedas ou medalhas ou pequenos objetos outros - tudo para construir uma permanente presença do passado no homem histórico que cada um de nós é, mesmo quando busca ser totalmente desvinculado do seu antes e mera proposição de um projeto depois ou agora". Antônio HouaissIn PONTUAL, Roberto. Dicionário das artes plásticas no Brasil. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1969.
"Pintor figurativo que não pode a rigor ser reclamado por nenhum movimento ou tendência, Newton Rezende combina em sua obra acentuados dotes de lirismo a uma bem-humorada concepção dos seres e das coisas, inculcando-lhes ligeira nota surrealista. A sua é uma pintura livre, artesanalmente bem articulada, e que brinca, ao mesmo tempo em que mal dissimula a emoção com que enfrenta certos temas: arte verdadeira, descompromissada de teorias e de preconceitos de qualquer espécie, (...)". José Roberto Teixeira Leite In LEITE, José Roberto Teixeira. Dicionário crítico da pintura no Brasil. Rio de Janeiro: Artlivre, 1988.
- Acervo da Editora, Livraria e Galeria Seta
- Enciclopédia Itaú Cultural
- Escritório de Arte - www.escritoriodearte.com/artista/newton-rezende
Rui Tavares Maluf
13 de Maio de 2016
TAGS:Buenos Aires; Clube dos Diretores de Arte; Ferreira Gullar; Galeria Bonino; IAB; Instituto dos Arquitetos do Brasil; Newton de Rezende Silva; Newton Rezende; Rede Globo; Rio de Janeiro; RJ São Paulo; SP
***
Octávio Ferreira de Araújo
Octávio Araújo
22 de março de 1926
Terra Roxa (SP)
26 de junho de 2015
São Paulo (SP)
Pintor inativo
Surrealismo e/ou realismo fantástico, embora o próprio Octávio tenha em um depoimento (vide a seguir) colocando em questão tais enquadramentos.
O depoimento de Octávio Araújo, a seguir (prestado ao poeta Eduardo Alves Costa), é reproduzido parcialmente a partir do texto publicado no Catálogo para a exposição do autor realizada no MASP, em 1972, e patrocinada pelo marchand Antonio Maluf, proprietário e diretor da Editora, Livraria e Galeria Seta. Não deixe de ler, pois sua fala e sua história é tão rica quanto sua obra.
"Não sei porque deram o nome a essas coisas: surrealismo, realismo fantástico. Quando você faz a coisa, você se coloca inteiro nela. Mas na hora de teorizar...Eu vejo o mundo assim porque êle (sic) está desagregado. Eu acho que se você pegar os grandes períodos da História, vai encontrar uma unidade de pensamento, social ou moral. Dighamos, a Grécia. Você podia apresentar aquilo como um todo harmônico. Hoje isso já não é possível. A ciência descobre a cada dia um novo sentido".
Nasci em Terra Roxa, interior de São Paulo, em 1926. Desde garoto me interessava pela pintura. Tenho nove irmãs e um irmão. Uma delas tinha uma caixa de pintura. Desenhei 'A Tempestade'. Eu levava bronca porque vivia riscando as paredes. Meu pai é farmacêutico. Eu ficava ouvindo música porque meu pai tinha muitos discos. Wagner, óperas, Caruso...Era um ponto de encontro. Lia 'O Tesouro da Juventude', biografias de homens ilustres, com reproduções. Ai eu me apaixonei por Carpaccio, especialmente por um detalhe de anjos tocando alaúde".
"Ninguém escolhe um caminho, ninguém diz: vou ser um surrealista. A gente sofre influência de tudo o que a gente vive e estuda. A obrigação do artista é fazer e não discutir. Não defendo o que eu faço. Disseram que meu trabalho é pastiche, que eu estou repetindo os surrealistas. Não quero saber".
"(...) Fiz minha primeira exposição em 47, no Instituto de Arquitetos no Rio de Janeiro. Em 49, juntamente com Nelson P. dos Santos e L. Ventura, viajei para a Europa. Fiquei em Paris um ano, pintando e desenhando, e fui aluno livre da Escola de Belas Artes. Visitei alguns paises e voltei. Fui ator no filme 'O Saci'. Depois, trabalhei com Portinari, de 52 a 56. Recebia ordenado. Era uma espécie de 'faz tudo'. Com Portinari, aprendi a disciplina e a consciência profissional. Durante esse tempo morei em Santa Tereza, o melhor lugar onde morei até hoje. Voltei para São Paulo, fiz exposições no Rio e aqui. Ganhei um prêmio no Salão da Legião Brasileira de Assistência. E outro, no 'Salão Paratodos', de gravura, repartido com Delamonica. O premio era uma viagem à China".
"O pintor não tem obrigação de fazer panfleto no seu trabalho. A História mostra. Guernica é uma obra genial mas não porque se refere à guerra. Se o artista tiver uma inclinação para ser militante, ele o fará".
"Em 1958 viajei para a China, onde fiquei um mês. Então descobri que o premio não era de um ano, como tinha sido anunciado, mas apenas de visita. Tive contato com artistas. Visitei Pequim, Shangai, Hang-Chow. A exposição do salão foi realizada em Pequim e Shangai. Então recebemos convite para expor em Moscou, durante 15 dias. Fui para lá. Depois, levamos a exposição para Bucarest. Em Moscou conheci minha mulher, Clara, que era intérprete".
"Comecei a desenhar na linha atual quando estava em Moscou, em 1966. Sempre me interessei pela figura. Já fui considerado expressionista, surrealista, realista fantástico, sei lá. Eu me sinto mais à vontade quando falo da arte em geral...".
"A figura feminina se repete na minha obra por várias razões. Uma é básica: na Pré-História, a mulher foi despojada de sua condição de ser humano. Ela representava uma força elementar da natureza, em toda a pureza e vigor. Ela perdeu isso. Na minha obra, a figura feminina seria o prenúncio da colocação da mulher em seu lugar antigo, normal. Por isso, às vêzes (sic), a figura aparece fragmentada e distorcida. Quanto aos objetos que a rodeiam, tem um sentido mágico que se perdeu. O ser humano usava a magia para se transformar, para se aperfeiçoar. Intuitivamente eu tento despertar em quem vê uma obra minha esse clima original de mistério e magia, que se perdeu. Daí o afogado, as ruínas, a mulher fragmentada, a escada, a pérola, o pássaro, o raio, a nuvem escura".
"É de anotar que um país por tantos lados surrealista como é o Brasil não tenha produzido adeptos nesta faceta do poliedro da comunicação visual. Por fatalidade de circunstâncias históricas e geográficas, as tendências desenvolvidas em nosso território derivaram do labor europeu através de transferências felizmente não canonicas, dando possibilidade de arranjo, contra propostas, derivações favoráveis à afirmação de um caráter nacional. O Barroco foi, sem dúvida, o mais expressivo estilo aqui reelaborado."
"O desastre estético produzido pela Missão lebretoniana de 1816, desperdiçando o florescer de uma franca manifestação tropical, uma arte levemente bagunçada de participações étnicas naturais da formação social, criou o academismo vitimando os artistas do século: ecléticos, vagantes nos ateliers Julian parisienses, desamparados do ambiente, descarregam no Novecentos a compostura da pintura-bem, apreciada pela classe A, mas sem raízes no espírito do indianismo."
"Chegaram os tempos do Modernismo, e tivemos a bela reação da Semana. Foi o momento do desencaixotamento da liberdade e da fantasia. Esperava-se uma explosão de surrealismo, manifestação congenial de uma terra em que diferente, absurdo, fantástico, caricaturado, lendário, coisas à moda da casa representavam um patrimônio espiritual violento. Explodiram: Oswald, Tarsila, Vicente e Ismael (Alvim Corrêa foi solitário em Bruxelas) mas sem repercussão, tão é verdade que só agora dá-se a justa posição a estes heróis do não conformismo. Vinte anos atrás, quando de pouco o Museu começava a funcionar, o diretor deste estabelecimento recebia a visita de um jovem de olhos de moleque: vinha mostrar seus desenhos de principiante, alegando que queria vendê-los juntando um dinheiro para viajar para a China. Estes desenhos estão no acervo do Museu, foram por mim comprados, pois logo constatei suas qualidades excelentes, e a generosidade dos sentimentos do moço Octávio Araújo".
"Desapareceu da área paulista, sem notícias dele. Vinte anos depois êle (sic) voltou. itinerou na Ásia e na Europa. Mas isto é Octávio (...)".
"A novidade que nos levou quando de volta foi a sua temática surrealista, pode ser em reação ao realismo, ao qual mal se adaptou por bastante tempo sua fantasia pirotécnica de descendência africana. Seu correr nos caminhos do incônscio é guiado pelo amor da mulher, idealizada numa variedade de momentos que vão das gostosas contemplações do nu clássico, à maneira ingresiana, até o sonhado em que os incubos e os desejos do diferente jogam a companheira em desconcertantes atitudes secretas."
"Octavio, um dos tantos jovens que teve a solidariedade do Museu nos seus primeiros passos, é aqui, agora artista de fama não só nacional, na sua plena maturidade. Apresentando-o, estamos certos de encontrar o contente de nossa freguesia popular". Pietro Maria Bardi , apresentação do catálogo da exposição de Octávio Araújo no MASP, 1972, patrocinado por Antonio Maluf
***
"Num desenho preciso e precioso, de texturas opulentas e macias, Otávio Araújo (sic), um dos raros litógrafos brasileiros, dá vazas a uma imaginação sem peias, caracterizando-se pelo requinte da execução. Poucos saberão como êle (sic) traduzir a epiderme de um corpo feminino, ou evocar, em breves traços essenciais, a magia de uma cena qualquer. Sua arte aparenta-se à dos grandes visionários de todos os tempos e lugares, realizando-se numa atmosfera de sonho e de voluntosidade" (Revista Vida e Arte, seção de Exposições).
Rui Tavares Maluf
- Acervo da Galeria Seta
- FSP, Ilustrada, 28.06.15, Artista plástico paulista Octávio Araujo morre aos 89 anos
- OCTÁVIO ARAÚJO 20 Anos Depois - Catálogo da Exposição no MASP patrocinada por Antonio Maluf, Galeria Seta, Outubro de 1972
- OESP - 28.06.15, Morre aos 89 o artista plástico paulista Octávio Araújo
- Revista Vida e Arte, Ano 1, número 6, Dezembro de 1975
19 de Dezembro de 2017. Penúltima em 6 de Outubro de 2015
2 de Outubro de 2015
TAGS:Antonio Maluf; Cândido Portinaria; Clara; Eduardo Alves da Costa ; Luiz Ventura; Nelson Pereira dos Santos; Museu de Arte de São Paulo; MASP; Octávio Araújo; Pietro Maria Bardi; Portinari; Terra Roxa, São Paulo; SP
***
Fulvio PENACCHI
Penacchi, ou Fulvio Penacchi
27 de dezembro de 1905
Villa Collemandina, Toscana, Itália
5 de outubro de 1992
São Paulo (SP)
86 anos
Figurativa, centrada em temas cotidianos e religiosos
Diplomado em pintura pela Academia Real de Pintura de Lucca, Itália. Chega ao Brasil (Porto de Santos) em de Julho de 1929, radicando-se em São Paulo (SP).
Entre os anos de 1930 e 1935, Penacchi realiza os trabalhos a óleo intitulados "Cenas da Vida de São Francisco" e a série das obras "Obras de Caridade Corporais e Espirituais" e é no ano de 1935 que ele realiza sua primeira exposição no Brasil. No período que vai até 1951, Penacchi faz diversos trabalhos com diferentes técnicas e suportes como murais, afrescos, ilustrações e óleo. A partir de 1952 começa a trabalhar com cerâmica.
-Acervo da Editora, Livraria e Galeria Seta
-Pintura Brasileira - http://www.pinturabrasileira.com
-Uma Poética da Paixão - Vídeo divulgado por Ana Paulo Oliveira da Silva, publicado em 13.01.10 no endereço:
Rui Tavares Maluf
11 de agosto de 2017
10 de agosto de 2017
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Itália, Fulvio Penacchi, Lucca, Pintor, Toscana
***
Giuseppe Pascuale Perissinotto
G. Perissinotto, Giuseppi, Perissinotto, Perissinotto
Veneza (Itália)
1881 (17 de abril)
São Paulo (Brasil)
1965 (5 de abril), a poucos dias de completar 84 anos.
Inativo por morte
Figurativa, com grande variedade de paisagens e também nus femininos
Giuseppe Perissinotto veio para o Brasil com sua família quando tinha 10 anos de idade, fixando-se no município de Brotas, estado de São Paulo. Com 18 anos de idade (1899) volta a Itália para estudar no Instituto de Belas Artes de Veneza e depois na Academia de Belas Artes de Florença, onde foi aluno de Giovanni Fattori e Adolfo De Karolis, permanecendo em seu país de nascimento até o ano de 1906. Seis anos mais tarde, em 1912, retorna em definitivo para o Brasil e vai morar em São Paulo (SP). Neste mesmo ano realiza sua primeira mostra no Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo. Em 1914 casa-se com a argentina Emma Paola Perissinotto com quem terá três (3) filhas (Sara, Izelda e Alda). Em 1919, o artista funda no bairro do Brás, São Paulo (SP) a Escola de Desenho e Pintura e dentre seus alunos ensinará um futuro artista de quem se torna amigo Angelo Simenone. No ano seguinte a fundação da escola (1920), Perissinotto passa a conviver com Ataíde Gonçalves, Enrico Manzo, Orlando Tarquínio e Souza Pereira. No ano de 1928 vence um concurso para decorar o teto circular do Cine Teatro Oberdan, o qual será futuramente demolido.
EM VIDA
PÓSTUMAS
Rui Tavares Maluf
29 de Julho de 2019
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Brás, Brasil, Brotas, Adolfo De Karolis, Estado de São Paulo, Estudo de arte na Itália, Florença, Giovanni Fattori, Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, Itália, Pinacoteca, São Paulo, SP, Veneza
***
Isidro Queralt Prat
Queralt Prat
Tarrassa, Barcelona, Espanha
1921
2011
Paulista (PE)
Fundador do Centro de Artes e Comunicação (CAC) da Universidade Federal de Pernambuco (UFFPE).
Tem 14 quadros de sua autoria na Igreja Matriz Nossa Senhora da Conceição, situada no bairro de Iputinga, projetada pelo arquiteto Augusto Reynaldo, considerado um dos responsáveis por implantar a arquitetura moderna no Recife (PE).
- Acervo da Galeria Seta
- Acontece no Recife - http://www.acontecenorecife.com.br/final.asp?secao=4&conteudo=11106
26 de Agosto de 2015
TAGs: Barcelona; Centro de Arte Contemporânea; CAC; Espanha; Paulista; Pernambuco; PE;
Raphael Dazzani Galvez
Raphael Galvez
1907
São Paulo
1998
São Paulo
Figurativa por meio do desenho, escultura, e pintura
Rui Tavares Maluf
9 de Março de 2018
7 de Março de 2018
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Desenho, Escola Livre de Artes Plásticas de São Paulo, Escultura, Faculdade de Belas Artes de São Paulo, Flávio Motta, Grupo Santa Helena, Pintura, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Professor
Renzo Emiliano Ranzini
São Paulo (SP), à rua Santa Luzia (casa de seu avô Felisberto Ranzini) no bairro da Liberdade
1930
Renzo Ranzini, assinando muitas vezes como R. Ranzini.
A linguagem mais conhecida de Renzo Ranzini é a figurativa baseada principalmente em paisagens (muitas marinhas) valendo-se da técnica de aquarelas.
Rui Tavares Maluf
23 de Julho de 2018
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Bairro da Liberdade, Casa Ranzini, Neto de Felisberto Ranzini, Aquarelista, Paisagens, São Paulo, SP
Margarita Delgado Thomaz da Silveira Loureiro
Rita Loureiro, Rita
4 DE Fevereiro de 1952
Manaus (AM)
Figurativa, concentrada nos temas do folclórico amazônico
Rita Loureiro tem um rol de exposições individuais e coletivas grande e abaixo há uma pequena seleção:
- "Quem sabe penetrar na vida popular brasileira, tendo fantasias, pode nos emprestar coreografias pintadas surpreendentes e maravilhosas: é o caso de Rita Loureiro." Pietro Maria Bardi, diretor do Museu de Arte de São Paulo fala reproduzida no livro Boi-Tema da Editora, Livraria e Galeria Seta e Masp
- "Rita Loureiro (...) Autodidata, pesquisadora, começou a pintar regionalismos em 1975, um regionalismo de verdades arquetípicas, amazonenses, telúricas, fiada no índio selvático e na floresta majestática...Hoje, é um nome do universo amazônico de muito relevo na arte brasileira...Pois Rita nos mostra que - como dizia Tolstoi a um jovem ucraniano ao pintar sua aldeia, ai o artista se torna nacional. Uma heroína, uma artista paulizônica, um nome maior das artes em nosso país (sic)", Luiz Ernesto Kawall, jornalista em São Paulo, Catálogo do Museu de Arte Moderna - MAM-SP, abril de 1982
- "Rita Loureiro é um símbolo de alta sensibilidade, que, como num movimento de maré, acaba por devolver em termos de artes plásticas, o que a personalidade riquíssima de Mario de Andrade criou em Macunaíma (...) Quando vi o que Rita fez fiquei boquiaberto, tal a presença de impulsão criativa de Mário de Andrade. Mas, como dizia o nosso Mário, boquifechei-me e deixei que a Comissão de Arte se manifestasse. Considero uma honra para o Museu de Arte Moderna receber esse trabalho criativo que une ainda uma vez São Paulo a Manaus através da visão pura e rara desta artista", Luiz Seraphico, ex-presidente do Museu de Arte Moderna de São Paulo, introdução para o album Rita Loureiro, Interpretação de Macunaíma
- "A cultura brasileira é tão densa e tão rica que, estou convencido, poderia dominar toda a América do Sul, assim como os gregos e os romanos influenciaram a Europa...De todas quem mais se destacou, foi Rita Loureiro, com a lenda de Macunaíma", Horst Troege , Diretor do Brazilian Contemporary Arts, em Londres, 12 de Junho de 1983
- "Autodidata de sangue índio, Rita Loureiro narra estórias (sic) da Amazônia fascinante com sua arte fantástica...Ela parte, com seu estilo naiph (sic), para retratar as fantasias de seu povo...Primitiva e mágica, seus quadros são uma excepcional experiência do folclore, do popular, em composições até surrealistas...Uma vasta amostragem do Brasil na Inglaterra" George Sorley Whittet, crítico do Arts Review, Londres, 26 de setembro de 1983
- "Ela desperta, com seus mitos populares, a quem veja a mostra brasileira no Barbican Center/Conource Gallery, a sensibilidade das mulheres para uma criação mais geral e abrangente" Michael Shepherd Sunday Telgraph, Londres, Maio de 1983
- "Rita Loureiro exalta na pintura as raízes que Mário de Andrade cultivou na literatura: brasilidade" Carl Von Schmidt , crítico de arte editor de Artes-SP, abril de 1982
- Acervo da Editora, Livraria e Galeria Seta;
- Amazônia, 1979, Exposição no Paço das Artes
- ANDRADE, Mário -
Macunaíma
Ilustrações de Rita Loureiro Editora Itatiaia, Belo Horizonte (MG), 198520 de Agosto de 2015
21 de abril de 2015
TAGs: Amazonas, Amazônia, Carlos Von Schmidt, George Sorley Whittet, Luiz Ernesto Kawall, Luiz Seraphico, Manaus, Michael Shepherd, Pietro Maria Bardi, Rita Loureiro
***
Rodolfo Mesquita
1953
Recife (PE)
24 de fevereiro de 2016
Recife (PE)
Inativo por falecimento
Desenho figurativo, embora também tenha pintado com frequência e igualmente centrando-se em figuras. Em mais de uma fonte de informação há a frase do próprio artista sobre a característica principal de seu trabalho: "Eu sou desenhista. Na verdade, não me considero pintor. Eu desenho sempre. Eventualmente, faço pintura. Em meus quadros nunca parto da pintura. Sempre parto do desenho. Eu sou pintor porque pinto. Mas não sou um pintor no sentido em que Ismael Caldas é”.
“Eu trabalho há quarenta anos. O sucesso financeiro é um nó cego. Mas ao mesmo tempo (é um negócio até meio masoquista), eu ficaria muito desconfiado de mim mesmo se o meu trabalho agradasse à burguesia cafona. Se de repente ela começar a gostar do que faço, será por algo circunstancial, e não pelo valor do meu trabalho. O cara pode vender bem, mas é diferente vender bem de ser um bom artista. O sucesso material nada tem a ver com o sucesso artístico. O fato de o meu trabalho ser subterrâneo tem a ver com o teor dele. Se ele fosse decorativo, seria mais vendável. ‘Esse quadro de Rodolfo cai direitinho naquela minha sala’, ia dizer a madame.’ Madame estaria enganada.” (Fonte: Wordpress)
Rui Tavares Maluf
15 de setembro de 2023
TAGs: Desenhista; Desenhos; Galeria Amparo 60; PE; Pernambuco; Recife; Rodolfo Mesquita
RODRIGO Antonio DE HARO
Rodrigo de Haro
6 de Maio de 1939
Paris (França)
1 de Julho de 2021
Florianópolis (SC)
82 anos
Rui Tavares Maluf
12 de agosto de 2024
24 de Julho de 2024
TAGs:Exposição de 1975; Florianópolis; França; Galeria Seta; Paris; Santa Catarina; SC
Armando Moral Sendim
Armando Sendim, ou simplesmente Sendim como assina grande parte de suas telas
1928
Rio de Janeiro
Marbella, Espanha
Armando Sendim é filho de espanhóis. Ainda na infância sua família retornou à Espanha e foi lá que ele deu início ao seu gosto pela arte, a qual manifestou desde muito cedo por meio do desenho. Devido aos acontecimentos políticos que levaram o país à Guerra Civil, seus país voltaram ao Brasil, indo residir em Santos (SP).
Escola de Belas Artes de Priego, Espanha, onde estudou por algum tempo por volta de 1940, segundo registro feito no verbete da Enciclopédia Itau Cultural. Porém, como ele mesmo afirma em entrevista concedida ao jornal Tribuna de Santos, ele se considera um autodidata. Fez também curso de Filosofia na Universidade de São Paulo (USP entre 1940 e 1945. Graças a esta sua ligação com Santos, onde ele começou a desenvolver a pintura, é que Sendim, aos 79 anos, resolveu doar para a Pinacoteca 127 obras de arte de sua autoria. No Chile, ele fez um curso de especialização em estética com Bogumil Jasinowski e curso equivalente na Universidade de Sorbone, França (1950-1953). Vivendo em São Paulo (SP), deu aulas em seu estúdio entre os anos de 1954 e 1964. No Clube dos Artistas, na capital paulista, ele realizou no ano de 1960, sua primeira exposição individual.
Sendim é um artista figurativo complexo apresentando momentos importantes de realismo e hiperrealismo e até mesmo toques surrealistas, dominando várias técnicas como a cerâmica, gravura, escultura, pintura (que concentra grande parte de suas obras no Brasil).
Em 1982, Armando Sendim recebeu o prêmio RIBEIRO COUTO como Destaque do Ano nas Artes Plásticas.
Rui Tavares Maluf
2 de Julho de 2018
TAGs: Doação de obras; Município de Santos; Pinacoteca Benedito Calixto; Pinacoteca de Santos; Santos (SP)
***
Sérgio Bertoni
21 de Setembro de 1926
Niterói (RJ)
19 de Fevereiro de 2019
São Paulo (SP)
Escola de Belas Artes de São Paulo (1944-1950), e Publicitário (direção de arte) (1950-1980)
Artista inativo por falecimento
A tela retrata uma Igreja histórica do centro da cidade de São Paulo. Avinhe qual é?
Figurativo, tendo como temas predominantes a cidade de São Paulo
Certamente a antiga Galeria Seta é um local apropriado, mas uma das mais relevantes obras do artista é o painel da Bolsa de Valores de São Paulo intitulado Pregão da Bolsa, com dimensões de 3,00 m x 8,00 m, fazendo parte do acervo da instituição.
Ao longo de sua trajetória artística Bertoni produziu esculturas e sobretudo pinturas a óleo tendo como motivos cenas urbanas de São Paulo, formando séries importantes, como Carnaval, Jócquei, Arquitetura etc.
A carreira artística de Bertoni se intensifica a partir de 1980, quando deixa de atuar com a Publicidade e não se demora a perceber o quanto a dedicação integral influenciará o aprimoramento de sua obra, bem como a quantidade de novos trabalhos e exposições
“A pintura de Sergio Bertoni é de um realismo imediato. Não que a sua factura ou o seu figurativismo seja de caráter acadêmico, mas porque a sua visão tem um enquadramento de câmera fotográfica. E nesta postura êle (sic) é fiel à lição implantada desde os impressionistas que, também eles (sic), utilizaram a visão da câmera fotográfica, o corte do visor. O instrumento incorporou-se ao nosso cotidiano e faz parte de maneira indissolúvel, até agora, do novo olhar humano. A tecnologia e a percepção” (Jacob Klintowitz, trecho reproduzido da apresentação da exposição do artista no Jóquei Club de São Paulo, em novembro de 1993.)
"São Paulo tem sido o grande tema deste artista apaixonado. Sua primeira declaração pública de amor foi 'Paulicéia Desvairada' em 1982, no MASP. Depois veio São Paulo vida minha" realizada na Galeria Paulo Figueiredo em 84. Com 'Luz e movimento' eternizou as cores do Jockey Club de São Paulo, local onde aconteceu a exposição, em 93. Mais do que os casarões, os monumentos, os edifícios símbolos desta cidade, mais do que sua gente, mais do que suas calçadas, suas esquinas, a pintura de Sérgio Bertoni capta a alma de São Paulo" (Arthur Amorim, apresentação da exposição na Pinacoteca de São Paulol, 2002.
Rui Tavares Maluf
21 de Julho de 2020. Penúltima em 22 de Maio de 2015
28 de Janeiro de 2013
TAGS: Sergio Bertoni; Bertoni; Artista Plástico; São Paulo; SP; Niterói; RJ; Pinacoteca do Estado de São Paulo; Jockey Club de São Paulo; Rui Tavares Maluf; Carnaval
***
Voltar para o início da página
NOME COMPLETO:
Sergio Vidal da Rocha
NOME ARTÍSTICO:
Sergio Vidal
LOCAL DE NASCIMENTO:
Rio de Janeiro (RJ)
DATA DE NASCIMENTO:
15 de janeiro de 1945
Pintor Ativo
Figurativa de observação. Vidal concentra-se nas cenas do cotidiano, seja de ambientes externos como internos do Rio de Janeiro, especialmente dos extratos populares. Não faltam indivíduos de todas as idades e inseridos nas condições de sobrevivência em trabalhos diversos (qualificados ou sem qualificação) e de lazer. Críticos definem sua pintura como a de um Naif purista.
- "Vidal é um artista que usa sua arte, a extrema fidelidade de seu universo vivido: o flagrante realista dos seus companheiros e companheiras, nos bons (e raros e sofridos) instantes de folga." Antonio Houaiss, reproduzido no Correio Popular, Campinas (SP), 18.03.83
- Vidal "é insistente documentarista de aspectos do Rio/Zona Norte. Seus bares, o interior das casas, os ateliers de profissionais". É um "pintor surrealista de grande poder imaginativo". Francisco Luiz de Almeida Salles Correio Popular, Campinas (SP), 16 de Março de 1983
13 de Outubro de 2015. Penúltima em 22 de Maio de 2015
TAGS: Figurativo; Campinas; Galeria Croqui; Fernando Luiz de Almeida Salles; Pinturas; Sergio Vidal Rocha; Sérgio Vidal; Vidal; Rui Tavares Maluf;
***
Voltar para o início da página
Anne Marie Elizabeth Graesse
Sonya Grassmann
1933
Burgas, Bulgária
1997
São Paulo (SP)
A linguagem do trabalho artístico de Sônia Grassmann foi predominantemente figurativo, calcado em figuras femininas e com cores intensas. Com menor frequência há figuras de animais - gatos - e de objetos, como vasos de flores
A vida artística de Sonya Grassmann em sua vertente de pintora está profundamente ligada a do artista Marcelo Grassmann de quem ela se tornou mulher e companheira, até o fim de sua vida. Sonya havia chegado ao Brasil como integrante de um circo (mais especificamente com uma trupe de luta livre) e sua vida até então esta ocupada com a atividade circense, a qual se desenvolveu por intermédio de sua mãe. Ela conheceu Marcelo em Salvador (BA) onde começou a morar, e foi a ele apresentada em 1952 por um amigo em comum, quando começara a trabalhar na Galeria Oxumaré. Ao se tornarem companheiros, passaram a viver em São Paulo onde ela desenvolveu seu talento artístico voltado para as artes plásticas, começando a pintar por volta do ano de 1962. Anos após sua morte, e no mesmo ano que seu companheiro Marcelo faleceu, a empresária Claudia Saad, dona da marca Oma Tees, realizou exposição de suas obras no Shopping Cidade Jardim, nas quais aparecem estamparias. Com isso, Saad lançou uma linha de camisetas com o nome da falecida artista.
“Estilisticamente, a primeira observação possível é que os trabalhos não se enquadram em nenhum dos nichos que organizam a arte moderna. São sofisticados demais para serem naives, são tranqüilos demais para serem surrealistas. São representações realistas, bem-acabadas: mãos finas e suaves, tecidos e tapeçarias encorpadas e cobertas de minúcias decorativas” Gabriela Suzana Wilder
"Existem artistas cuja produção, independem de sua vontade pessoal, desafia as verdades estabelecidas não por serem revolucionários ou inovadores. Às vezes, por parecerem distantes do processo histórico. Sonya Grassmann é uma dessas artistas. O seu trabalho é resultado de um imaginário no qual estão ausentes as referências da época, solicitações do século e, até mesmo, as preocupações típicas da sociedade de massa. O universo de Sonya é vagamente medieval. Estas imagens lembram uma Idade Média passada a limpo, vista de grandes sacadas de castelos idealizados. Tudo é particular, organizado e pesado de atmosfera cheia de intenções. Estas intenções podem ser românticas, mórbidas ou de expectantes. Alguma coisa está prestes a acontecer. Cada um percebe e recria a atmosfera que é mais afim”.Jacob Klintowitz
"Muito reservada, pintou pouco e mostrou menos. Deixou, contudo, obra ponderável, séria e original que um grupo de amigos agora resgata. Não se trata agora de um catálogue raisonné, mas de uma mostra representativa de técnicas e assuntos que preocupam esta artista honrada, competente, e muito querida". Paulo Emílio Vanzolini
É certo que Sonya foi a grande e inseparável companheira de Marcelo Grassmann valorizando sua importante produção artística, mas é igualmente verdade que os trabalhos de Sonya contam com luz própria, o que significa um mercado que responde à qualidade de seu trabalho. A diferença está em que o trabalho de Sonya se deu em menor quantidade e volume que o de Marcelo
A tela abaixo - As Borboletas - uma das que compunham o acervo da Galeria Seta, foi vendida em São Paulo no leilão realizado pela casa de leilões TABLEAU em 17 de julho de 2014 pelo valor imperdível de somente R$ 6.000,00. O público percebeu a qualidade e a oportunidade da oferta e disputou a obra com avidez em uma concorrida e animada noite.
19 de Maio de 2015
1 de Março de 2014
Voltar para o início da página
Sophia Tassinari
1917, embora em algumas publicações conste 1927
São Paulo (SP)
1 de Julho de 2005
20 de Junho de 2018
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Artista Sophia Tassinari, Painel, Bairro de Higienópolis, São Paulo, SP
Voltar para o início da página
José Clóvis STIVAL FORTI
A Linguagem predominante nas obras de Stival Forte, que também é cantor, é figurativa e fortemente concentrada nas relações do cotidiano. Ademais, é a linguagem de alguém que pode ser considerado um auto-didata.
Segundo o próprio artista em entrevista concedida para Jacqueline Durans (2011), ele é "admirador confesso" de José Ferraz de ALMEIDA JUNIOR (1850-1899) dentre os nacionais e REMBRANT entre os internacionais.
BEL GALERIA DE ARTE & LEILÃO - http://www.belgaleria.com.br
BLOG PALAVRAS AO SITIO - http://palavrasaositios.blogspot.com.br/2011/12/cadernos-da-memoria-entrevista-stival.htm , entrevista realizada por Jacqueline Durans
26 de Abril de 2017
22 de Outubro de 2014
PALAVRAS-CHAVES: Almeida Junior, Bel Galeria de Arte, Galeria Seta, Itaugaleria, Jacqueline Durans, José Clóvis Stival Forti, José Ferraz de Almeida Junior, Rembrant, São Carlos, SP
Geraldo Trindade Leal
Trindade Leal
Santana do Livramento (RS)
1927
2013
Porto Alegre (RS)
Figurativo valendo-se de técnicas do Desenho, Gravura e Pintura com muita inspiração na arte africana
De acordo com informação da Enciclopédia Itau Cultural, Trindade "Estuda no curso livre de desenho do Instituto de Belas Artes, em Porto Alegre. Em 1953 foi para a Bahia, onde pesquisou a arte africana e lá desenvolveu estudos sobre Pablo Picasso e o cubismo. Retornou a Porto Alegre em 1954 e se iniciou em xilogravura no ateliê de Francisco Stockinger. Conviveu com artistas da Sociedade Amigos da Arte (SAC), como Rubens Cabral, Joaquim Fonseca, Zorávia Bettiol e outros. Na segunda metade dos anos 50, realizou ilustrações para contos de Edgar Allan Poe e lança um álbum de xilogravuras intitulado O Lobisome".
Rui Tavares Maluf
27 de março de 2018
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Arte africana, Bahia, BA, Cubismo, Francisco Stockinger, Pablo Picasso, Porto Alegre, Rio Grande do Sul, Rubens Cabral, RS, Zorávia Bettiol
João Kozo SUZUKI
João K. Suzuki ou somente Suzuki
1935
Mirandópolis (SP)
6 de Outubro de 2010
Santo André (SP)
Desenhista, Gravador, Ilustrador e Pintor focando principalmente em uma linguagem figurativa surrealista
Rui Tavares Maluf
26 de Abril de 2017
PALAVRAS-CHAVES (TAGs) Desenhista, Galeria Seta, Gravador, Ilustrador, João Kozo Suzuki, Mirandópolis, Pintor, Santo André, SP
UBIRAJARA Motta Lima RIBEIRO
Ubirajara Ribeiro, Ubirajara Lima, Ubirajara Lima Ribeiro
São Paulo (SP)
2 de outubro de 1930
São Paulo (SP)
9 de novembro de 2002
Inativo por falecimento
A obra de Ubirajara se vale de diferentes técnicas as quais parecem obter um equilíbrio entre a linguagem figurativa e asbstrata em razoáve harmonia
Rui Tavares Maluf
29 de maio de 2021. Penúltima em 24 de maio de 2021.
19 de setembro de 2019
PALAVRAS-CHAVES (TAGs) Aquarela, Galeria Seta, Mackenzie, Ubirajara Motta Lima Ribeiro, Ubirajara Ribeiro
José Antonio VAN ACKER
VAN ACKER
1931
São Paulo
2000
São Paulo
Artista Inativo, por falecimento
Figurativa, com grande variedade de motivos
Escola de Belas Artes de São Paulo (1951-1954)
Estudo de escultura com Lazlo Zinner (1954-1956)
A partir de 1969, ministra cursos livres de apreciação artística, história da arte, escultura (modelagem em argila e talha em madeira e pedra), pintura e desenho (em seu ateliê).
Na década de 1970, Van Acker torna-se professor de escultura da Faculdade Santa Marcelina, em São Paulo, e de desenho, escultura, pintura, e apreciação artística no Ateliê Arte Viva, também em São Paulo
Em 1980, começa a fazer parte do grupo Anacrônicos da Madrugada, fundado pelo crítico e historiador de arte Pedro Manuel Gisomondi (1925-1999) o qual realizará várias exposições pelo interior do Estado de São Paulo de artistas como Bernardo Caro (1931-200&, Mario Bueno (1916-2001), Maria Helena Motta Paes (1937-2005), e Raul Porto (1936-1999)
Além do acervo da antiga Galeria Seta, as obras de José Antonio Van Acker se encontram - segundo informação do Itaú Cultural - no Museu de Arte de São Paulo (MASP), Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC-SP), e Pinacoteca do Estado de São Paulo
As exposições dos trabalhos de Van Acker se deram em conjunto com o grupo Anacrônicos da Madrugada passando pelos municípios de Campinas, Catanduva, Ribeirão Preto e São Carlos.
Importantes obras de sua autoria, à época da Galeria Seta, estiveram reunidas no seleto grupo de 10 artistas que integraram a mostra organizada pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil para o Museu de Arte Moderna de Bogotá, Colômbia, quando da visita do então presidente do Brasil, João Batista Figueiredo, àquele país.
O Itau Cultural, no verbete sobre o artista atualizado em agosto de 2013, no item Comentário Crítico registra o seguinte: "Em seus trabalhos, observa-se um cromatismo forte e vibrante, por vezes até mesmo exacerbado, que não pretende ser fiel à realidade. As formas distorcidas e a gestualidade vigorosa unem-se a intenção de projetar na cena uma expressão individual".
A tela ora apresentada pertenceu ao acervo da Antiga Galeria Seta, apresentando dimensões de 70 cm de largura x 60 cm de altura, não está datada e a assinatura se encontra no canto inferior esquerdo (CIE)
2 de Janeiro de 2020. Penúltima em 26 de Abril de 2017.
3 de Setembro de 2014
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Itau Cultural, José Antonio Van Acker, Lazlo Ziner, Van Acker
Uruguaiana (RS)
1914
Porto Alegre (RS)
1998
83 anos
Figurativa tendo por base escultura, embora também tenha sido gravador, desenhista e pintor
Professor do Atelier Livre da Prefeitura Municipal de Porto Alegre em 1966 e da Universidade de Caxias do Sul (RS) por vários anos.
Estudou, durante três meses em 1940, na Escola de Belas Artes de Porto Alegre (RS).
Obteve bolsa de estudos do governo da França, estudando em Paris nos anos de 1947 e 1948, quando foi orientado por Fernand Legér e Etiéne Hadju. À época, ele frequentou o atelier de gravura da Ecóle Nationale Superieure de Beaux-Arts. Nesse período, Vasco Prado fez contato com Leopoldo Mendez, dirigente da Taller de Gráfica Popular do México, que lhe serviu de estímulo, ao voltar ao Brasil, para fundar o Clube da Gravura com Carlos Scliar, em 1950, em Porto Alegre (RS).
Rui Tavares Maluf
ACERVO da Editora, Livraria e Galeria Seta
Galeria Arte Quadros, http://www.galeriaartequadros.com.br
8 de Dezembro de 2015
TAGs: Galeria Seta; Antiga Galeria Seta; Ex Galeria Seta; Antonio Maluf; Desenhos; Gravuras; Esculturas; Jacob Klintowitz; José Oliveira Macaparana; Rui Tavares Maluf; Maria Christina Grassmann Dantas; Elgul Samad; Elysito; Evandro; Evandro Carlos Jardim; Felizberto Ranzini; Gladys Maldaun; Ignácio da Nega; Jesuino Ribeiro de Almeida; José Antonio Van Acker; Luiz Ventura; Macaparana; Marcelo Grassmann; Miguel dos Santos; Preços; Mercado do Artista; Ruth Sprung Tarasantchi; SESC; Sonya Grassmann; Telas; Óleos; Pinturas; Yvoty; Yvoty Macambira; Ivoty de Macedo Pereira Macambira; Sergio Bertoni
Zoravia Augusta Bettiol
Zoravia, Zoravia Bettiol
Porto Alegre (RS)
1935
Ativa
A artista opera várias linguagens a partir de diferentes formas de expressão como o desenho, a pintura, gravação, designer de jóias e tapeçaria
Na década de 1950, mais especificamente entre 1956 e 1957, Zoravia recebeu aulas de desenho e xilogravura no ateliê de seu conterrâneo Vasco Prado, com quem se casou e viveu por 28 anos. Segundo as informações gerais, ela dedica-se principalmente a tapeçaria e gravura, e "tece formas tridimensinais em tapeçaria e reúne formas populares (como é o caso do uso constante das figuras dos Orixás) ao artesanato erudito nas xilogravuras (Enciclopedia Itaucultural). Em 1968, muda-se para Varsóvia (Polônia) a fim de realizar estudos na área têxtil no ateliê de Maria Laskiewics, tendo, antes disso, recebido ao menos três prêmios no Brasil de desenho no 18o Salão Municipal de Belas-Artes de Belo Horizonte (MG), no ano de 1962, o primeiro prêmio de gravura no 2º Salão de Arte Religiosa Brasileira de Londrina em 1966 e o prêmio nacional de gravura na 1ª Bienal Nacional de Artes Plásticas de Salvador (BA), também em 1966.
16 de Julho de 2023
PALAVRAS-CHAVES (TAGs) - Artista Zoravia; Galeria Seta; Porto Alegre; Rio Grande do Sul; Zoravia Betiol
Com a intenção de fazer jus à memória de Antonio Maluf (e do que por ele foi criado na Galeria Seta), é que se procura aqui ir além da mera apresentação das obras que compõem o vasto acervo ainda hoje existente. Por ora, o caminho encontrado se faz por meio do reconhecimento de uma artista que está pouco a pouco se tornando mais conhecida no circuito cultural, mas certamente merecedora de se tornar, brevemente, bem mais conhecida pois seu trabalho é portador de excelência. Maluf sempre apostou na qualidade, no que lhe parecia sólido no campo artístico mesmo que tais obras ainda não tivessem seu lugar assegurado no mercado. Este é o caso da pintora Lilia Malheiros com a qual o responsável por esta página entrevistou a fim de trazer ao público visitante um pouco da história artística da própria pessoa e um olhar sobre sua obra. Se olhássemos o trabalho de Lilia pelo conhecimento público diríamos que está aí uma grande promessa, pois esta carece ainda de uma maior divulgação, embora suas obras estejam disponíveis ao conhecimento público na Casa Contemporânea, galeria de arte situada à rua Capitão Macedo, 370, Vila Mariana, em São Paulo (SP). No entanto, se for pela maturidade de um acervo produzido em mais de uma década de dedicação exclusiva à pintura, o leitor está diante de nós uma artista pronta e que parece sempre em evolução.
Acompanhe a seguir a entrevista feita com a artista no mês de maio de 2014, ocorrida após visita feita ao seu simpático e aconchegante ateliê localizado no bairro de Moema, em São Paulo (SP). Na sequência está um resumo de seu currículo e as fotos de algumas de suas telas.
Ex-Galeria Seta – Você tem formação acadêmica na área de Comunicação e Letras na Universidade de São Paulo (USP). Ao fazer tais cursos, você já tinha claro que seria uma pessoa integralmente dedicada às artes plásticas?
Lilia Malheiros - Não. Desde criança me interessei por desenho e pintura, mas achava distante da minha realidade viver como artista. Também sempre gostei de estudar língua e literatura, o que me levou ao curso de Letras, mesmo sem pensar em me tornar profissional da área. Já no curso de Comunicação acreditei poder conciliar meu interesse pelas artes visuais com uma profissão, e por isso acabei optando pelo curso de Publicidade&Propaganda, campo em que nunca atuei diretamente, mas que me levou a trabalhar por alguns anos com Comunicação Visual e Criação Gráfica. De qualquer forma, uma atividade já muito ligada ao uso da cor e do espaço.
Ex-Galeria Seta – É possível dizer que alguns professores, como Paulo Pasta, Charles Watson e Rodrigo Naves, estimularam, influenciaram, serviram-lhe de referência inspiradora para sua obra?
Lilia Malheiros - Sem dúvida! Foram interlocutores valiosos, muito informados e inteligentes, que me ajudaram a avançar na reflexão sobre o meu trabalho e sobre a Arte. O Paulo Pasta, principalmente, por ser, além de professor experiente e sensível, também pintor.
Ex-Galeria Seta – Você alguma vez hesitou em seguir a carreira artística, considerando as dificuldades que cercam as atividades culturais em geral, especialmente em países como o Brasil?
Lilia Malheiros - Hesitei muito, porque é mesmo muito difícil, e por isso demorei a viabilizar uma dedicação integral às artes plásticas. Por muito tempo elas foram uma atividade paralela, e quando pude deixar meu trabalho como artista gráfica, já um pouco tarde, é que a pintura começou a se desenvolver de fato. Pintura é um meio lento, que demanda tempo e comprometimento. No Brasil não existem formas consistentes de estímulo ao artista em formação, que permitam a ele o tempo necessário para seu amadurecimento como profissional.
Ex-Galeria Seta – Qual a recomendação que faria para um jovem dos dias de hoje que mostra talento para esse campo, mas hesita em consequência de outros campos profissionais que poderiam ser considerados mais “seguros” para sua sobrevivência?
Lilia Malheiros - Eu diria que, se a vontade for muito grande, é melhor ir atrás dela, pois a gente pode adiar, mas não pode fugir infinitamente, então é melhor começar o quanto antes. Sabendo que é preciso ser tolerante às frustrações, pois é um caminho longo, sem certezas nem segurança.
Ex-Galeria Seta – Seria possível dizer que as cores empregadas por você condicionam as formas adotadas na tela?
Lilia Malheiros - As formas são sempre muito simples e as decisões no decorrer da pintura são sempre tomadas em função da cor - nesse sentido poderia dizer que sim.
Ex-Galeria Seta – Você prefere alguma cor em particular, ou a preferência está ligada a cada trabalho desenvolvido?
Lilia Malheiros -A escolha das cores é mais intuitiva, e elas variam conforme o trabalho. Acho que não tenho uma preferência clara, embora retrospectivamente perceba cores que reaparecem. Talvez seja mais fácil falar das que não tenho usado, embora já tenha feito isso antes: marrons e beges.
Ex-Galeria Seta – A experiência com as cores e a relação entre estas parecem ter um papel central em sua produção. Mas é possível dizer que uma ou algumas tem uma importância maior nas suas experiências?
Lilia Malheiros - É difícil dizer, pelo fato de a escolha delas se dar intuitivamente... É algo que depende de cada trabalho e do momento - ultimamente tenho usado cores mais vibrantes, e bastante azul, amarelo e vermelho em todas as suas variações, além de, em menor grau, verdes, laranjas e lilases. Mas acho que cada artista acaba tendo suas preferências e construindo uma palheta própria.
Ex-Galeria Seta – Seu processo de criação obedece a um caminho claramente pré-estabelecido?
Lilia Malheiros - Não faço projetos nem esboços. Tenho uma vaga noção inicial do que penso fazer, mas não imagino o trabalho final, porque o caminho que a pintura vai tomar só aparece durante o trabalho, e nunca sei como ele vai terminar. O trabalho é também a maneira como ele é feito - ele vai se construindo no fazer e parece que só começa a acontecer alguma coisa depois de muitas etapas.
Ex-Galeria Seta – Durante visita a seu ateliê você falou que seus trabalhos tem início e se desenvolvem em um processo de livre criação, sem um planejamento anterior, mas é possível identificar em seus trabalhos características bem marcantes, quase um padrão. Gostaria que você falasse um pouco sobre isso.
Lilia Malheiros - Não consigo trabalhar a partir de um projeto e ao mesmo tempo tenho vontade de colocar a cor num papel central no trabalho. Isso me fez buscar formas bem simples, retilíneas - elas funcionam como um princípio ordenador e estruturador da pintura, e por isso podem dar a impressão de um padrão, embora sejam sempre espontâneas. Essas formas me permitem ir direto para a tela ou o papel sem um estudo prévio e sem saber como o trabalho vai terminar (que é uma coisa que eu gosto); ao mesmo tempo que se prestam às sobreposições e às relações que vão se estabelecendo entre as cores, que é o que mais me interessa.
Ex-Galeria Seta – Boa parte de suas telas apresentam grandes dimensões. Para você o tamanho faz diferença significativa nas soluções encontradas?
Lilia Malheiros - Gosto das grandes dimensões porque a cor adquire uma maior presença física e se torna mais próxima e intensa. As pinturas pequenas muitas vezes são pequenas séries, que gosto de mostrar juntas. Para mim é bem diferente trabalhar numa tela pequena - de 0,30X0,40m - e numa de 1,50X2,00m - por exemplo, tamanhos que eu uso. O espaço é diferente, pede atitudes diferentes - a minha relação física com a pintura muda, o gesto, o tamanho do pincel, o tempo de execução...tudo muda junto.
Ex-Galeria Seta – A percepção que tenho ao olhar para suas telas, especialmente as mais recentes, é de que em um espaço razoavelmente demarcado obtém-se intensidade, agitação e tranquilidade. Como você as sente, ou as enxerga?
Lilia Malheiros - Acho que há mesmo estes dois lados, e preciso deles juntos. Gosto da acumulação que acaba acontecendo em algumas áreas, mas também do despojamento da cor dominante. Não me reconheceria num trabalho minimalista, nem num trabalho só ruidoso. Quando pinto alterno momentos mais impetuosos e decididos com outros mais reflexivos e comedidos, e esses momentos aparecem no resultado final.
Ex-Galeria Seta - Você começou sua trajetória fazendo gravuras e passou a se dedicar integralmente à pintura. Em que medida esta mudança pode ser considerada ruptura definitiva com o modo de expressão?
Lilia Malheiros - Gostava muito de gravura. Mas ela é mais indireta, exige algum planejamento prévio, e isso se tornou um empecilho para o desenvolvimento do meu trabalho. Abandonei a gravura, mas ela influenciou a pintura no início, porque ela começou escura, com muito preto, cheia de sombras, e foi só aos poucos que as cores foram se tornando mais vibrantes e luminosas. A pintura me fez sentir mais livre, porque é mais direta e me permite saber menos o que vou fazer quando começo o trabalho. Mas hoje, depois de 15 anos só pintando, fico curiosa em saber como seria voltar à gravura depois desta experiência - talvez ainda volte a fazer alguma coisa com ela!
_________________________________ * * * _________________________________
1962
São Paulo
- Exposição coletiva Um desassossego, com curadoria de Germana Monte-Mor na Galeria Estação, São Paulo (SP)
- 38o SARP - Salão de Arte de Ribeirão Preto Nacional Contemporâneo - Museu de Arte de Ribeirão Preto Pedro Manuel Gismondi
- Individual na Casa Contemporânea, Galeria de Arte no bairro da Vila Mariana, São Paulo (SP)
Ocupação Casa Contemporânea, São Paulo (SP)
- 37o Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, Santo André (SP)
- Programa Exposições, promovido pela Secretaria Municipal de Cultura de Ribeirão Preto, com Individual simultânea no Museu de Arte de Ribeirão Preto.
39o Salão de Arte Contemporânea de Piracicaba (SP)
- 33o Salão de Arte Contemporânea Luiz Sacilotto, Santo André (SP)
- 29o SARP - Salão de Arte de Ribeirão Preto - Nacional - Contemporâneo - Museu de Arte de Ribeirão Preto, Ribeirão Preto (SP)
- I Salão Aberto Paralelo à XXVI Bienal de São Paulo - Casa das Retortas, São Paulo (SP)
- Primeira Mostra Atelier de Pintura no Museu de Arte Brasileira de Escultura (MUBE), São Paulo (SP)
_________________________________ * * * _________________________________
Pode parecer uma provocação gratuita oferecer ao visitante desta página fotos tão pequenas quando a artista pinta suas telas geralmente com grandes dimensões. Mas esse é o caminho para despertar a curiosidade diante de um trabalho tão importante e que precisa ser conhecido pessoalmente. De maneira geral, estas telas (óleos e acrílicas) foram pintadas em 2012. As duas telas seguintes são pequenas e apresentam dimensões de 33 cm x 40 cm.
O tamanho da tela vermelha é 1,30 m x 1,65 m e a amarela ao lado 1,20 m x 1,50 m.
.
Nos dois quadros tem pequena dimensão, de 33 cm x 40 cm.
.
A tela azul a seguir é a maior com dimensão de 1,65 m x 2,10 m e a próxima (amarela) 1,20 m x 1,50 m.
.
_________________________________ * * * _________________________________
Em sua primeira exposição individual, Lília Malheiros apresenta um conjunto de trabalhos que surpreende pela qualidade e intensidade de suas cores. Na contramão de grande parte do que se tem visto em grandes exposições midiáticas como sinônimo de pintura contemporânea, a artista aposta na capacidade afirmativa, e por que não arriscar, emancipatória, da matéria densa que vibra na superfície de seus quadros. Há neles a inteligência de um olhar que soube condensar de forma reflexiva uma sabedoria pictórica que caracteriza de modo muito particular a pintura brasileira dos últimos 20 anos, sobretudo aquela que vem se realizando em São Paulo. Penso aqui no trabalho de grandes coloristas como Paulo Pasta, Fábio Miguez, Sérgio Sister, Rodrigo Andrade, entre outros, que a despeito das idas e vindas das modas ou tendências artísticas, continuaram durante todos esses anos pintando e acabaram, a meu ver, estabelecendo as bases para uma rica tradição da Pintura Brasileira Contemporânea que já não pode ser mais ignorada.
Lília Malheiros se formou neste solo fértil e é evidente que mantém afinidades com estes artistas. Seus quadros revelam a mesma vontade de expansão por meio de grandes campos de cor que encontramos, por exemplo, nas telas e desenhos de Sister. Por outro lado, há um delicadeza tonal nas suas composições, uma melodia afinada que nos lembra Pasta. Assim como nos quadros de Miguez dos anos 2000, há aqui também uma sobreposição de faixas e outros elementos geométricos que remete ao processo de colagem e sua função de desconstrução do espaço unitário por meio da quebra da grade moderna: espaço contemporâneo que dificilmente aceita de maneira pacificada a ilusão.
No entanto, seu trabalho é isso tudo e outra coisa. O que não é nada simples ou banal. Suas telas apresentam uma tensão entre a vitalidade de cores de alta voltagem expressiva e uma ordenação mínima do espaço. A presença estabilizadora de uma geometria, deduzida à princípio de uma provável linha do horizonte contribui, antes de mais nada, para que nosso olhar não seja nem capturado para o interior da tela, nem vagueie sem rumo por sua superfície. Há um duplo movimento que busca um equilíbrio entre esses grandes campos monocromáticos de cor, que a princípio têm um efeito bastante envolvente, e os descolamentos das faixas, também em cores poderosas, que entram como uma espécie de elemento dissonante, evitando que o campo espacial se dissolva em uma experiência apaziguadora. O trabalho de Lília Malheiros nos lembra da necessidade de mantermos aberta a porta da espontaneidade nos tempos homogêneos que nos cercam, mesmo que a partir de uma estrutura aparentemente repetitiva.
_________________________________ * * * _________________________________
Abaixo apresentamos algumas das exposições promovidas pela Editora, Livraria e Galeria Seta, sob a direção do marchand Antonio Maluf
___________________________________________________________________________________________
IUR SERAVAT FULAM
Pseudônimo do autor. Natural de São Paulo (SP), Iur nasceu em 1959, filho primogênito de um casal ligado à atividade cultural (pai artista gráfico e plástico e mãe escritora). Autodidata neste campo, embora tenha tido grande estímulo para o desenho e a pintura acompanhando a atividade artística de seu pai, que também foi marchand a partir da década de 60, permitindo que tivesse estreito contato e pudesse realizar uma grande experimentação ao longo dos anos tanto para a linguagem figurativa com temas ligados ao cotidiano, como para a geométrica. É professor universitário e consultor na área de assuntos públicos e instituições políticas.
A seguir algumas obras de Iur:
Homenagem a Valentim, Acrílica sobre Madeira, 2016, assinada no verso, com dimensões de 60 cm x 60 cm | |
---|---|
|
SÉRIE AZUL E ROSA
Obra Acrílica sobre Tela, medindo 17,5 x 24 cm. Série Azul e Rosa - Carnaval |
BRASIL-BRASILEIRO
A obra a seguir integra a série Brasil-Brasileiro na qual Iur procura explorar de diferentes perspectivas as formas e cores que integram a bandeira nacional. A presente obra tem 31,5 cm x 31, cm de dimensões e se trata de uma pintura acrílica sobre madeira (compensado naval).
|
|
Denominada De Olho no Batom tem 39 cm de largura por 33 cm de altura, sendo produzida com guache e canetas coloridas especiais sobre cartão. |
O trabalho "E no teu vaso não vai nada?" tem 33 cm de Largura por 39 cm de Altura. Produzida com colagem, canetas coloridas especiais e guache sobre cartão. |
Esta obra, sem título, é um guache com dimensões de 23 cm de Largura por 28 cm de Altura.
|
A que você vê abaixo é um trabalho da série denominada Países. Especificamente é uma Homenagem à Bélgica, destacando dois personagens de um autor belga e bem conhecidos mundialmente.
|
A seguir um guache sobre madeira, com dimensão 30 cm x 30cm, intitulado Disputa por Espaço
|
Esta obra integra a série Sem Repetição. Trata-se de um trabalho feito a caneta gel e caneta stabilo
sobre cartão. Ano 2016 com dimensões de 21 cm por 29 cm.
|
Diálogo com meu pai, parte I, a seguir, é um trabalho com dimensões de 30cm por 21cm feito com canetas especiais do ano de 2014. |
Em dezembro de 2020, este site (ExGS) entrevistou Iur Seravat Fulam. Acompanhe a íntegra da entrevista a seguir.
1-ExGS-Você encara a pintura como um hobby?
IUR- Não. A pintura e o desenho são para mim parte intrínseca do meu ser faz muitos anos. Admito que tenha sido na minha infância e adolescência, pois não tinha frequência alta nem disciplina, desenhava nos momentos que não tinha outras distrações, mas também não confiava no que fazia uma vez que tenho um irmão mais moço que já demonstrava um talento inato, especialmente para formas, e, merecidamente, recebia muitas atenções por isso. Quase tudo que fazíamos era baseado nas histórias em quadrinhos de heróis e super-heróis. Sentia que isso não devia ser para mim. Portanto, eu desenhava menos e quase não pintava e ficava receoso de mostrar o que fazia. Eu tinha uma dificuldade enorme para reproduzir imagens de qualquer coisa da realidade que observasse e estava convencido que não dava para isso. Por outro lado, tinha uma necessidade muito grande de me expressar por estes meios.
2-ExGS-Você quer dizer que seus pais não o incentivavam, e sim a seu irmão?
IUR -De forma alguma. Nosso ambiente familiar estava imerso no mundo da cultura via artes plásticas e gráficas com meu pai e na escrita (literatura ficcional) com minha mãe. Ambos eram muito receptivos para o que desejávamos fazer e procuravam nos incentivar dentro de suas possibilidades. Mas amigos e meu pai e familiares, além de amigos, ficavam muito impressionados com o que meu irmão produzia. Ele continua produzindo obras de alta qualidade hoje, embora não extraia daí o seu sustento. Entre o final de minha adolescência e começo da minha vida adulta diminui muito o ritmo e o pouco que produzia (desenho basicamente) não mostrava para ninguém e destruía tudo quase invariavelmente. Tinha, também, outros interesses, embora eu tenha trabalhado parte de meu tempo com meu pai na galeria de arte dele por alguns anos. Porém, estava envolvido com a política e o jornalismo, entre outras coisas, e isso dispersou de forma geral minha energia em relação à expressão artística.
3-ExGS – Não te parece conflitante obter sua sobrevivência de outro campo profissional o qual demanda muito tempo?
IUR -Bem, meu outro campo profissional na realidade é mais de um. São campos no plural embora estejam interligados; docência, consultoria e pesquisa na esfera da política, e, ainda venho já faz alguns anos cuidando de parte do acervo da ex-galeria de meu pai. Mas acredito que a minha produção na pintura e no desenho atualmente é bem intensa e estou convencido que muitas ideias minhas, a criatividade por assim dizer, venham exatamente destas outras atividades nas quais me ocupo. Quando se tem clareza do que se quer é possível tocar adiante, mas é preciso disciplina sem dúvida alguma para se atingir o objetivo, ou ao menos se aproximar. Gostaria de dizer que não conseguiria atuar de forma diferente.
4-ExGS- Observo que você produz tanto obras figurativas quanto geométricas. Não seria mais importante focar em uma para obter resultados mais consistentes?
IUR – Considero que já estou bem focado, pois se você verificar o trabalho de vários artistas constatará que muitos deles se valem de diferentes meios para expressar-se artisticamente; esculturas, gravuras, etc, ainda que em alguns o desenvolvimento seja mais frequente e satisfatório. Diferentes linguagens, diferentes suportes e por ai vi. Além disso, boa parte do meu figurativo conta com grande penetração do geométrico, para não falarmos de construtivismo ou concretismo.
5-ExGS- Mesmo que você afirme que sua atuação não poderia ser diferente do que é, não te incomoda o fato de que produzindo tanto não seja alguém com obra catalogada, ou não ter sua obra sob os cuidados de algum marchand?
IUR -De certa forma minha é sim catalogada, ainda que não seguindo o caminho convencional. O simples fato de você se interessar em me entrevistar a respeito de meus trabalhos gera um registro que não pode ser desprezado. Alguns de meus trabalhos seguem para leilões e neste mesmo espaço no qual estamos conversando há informações sobre mim e minha produção, e assim caminho adiante. Vou te dizer uma coisa que sempre ouvi de meus pais com palavras diferentes das que direi agora: quando entendemos em nosso íntimo que temos um recado a dar, não devemos recuar jamais a despeito das dificuldades que se apresentam ao longo da vida. E este recado, para usar uma linguagem figurada, segue mais ou menos como na imagem que se faz da mensagem de um náufrago na garrafa na expectativa de que alguém em algum momento a leia. A diferença é que não estou pedindo socorro. Mas se isso não acontecer não me impedirá de continuar fazendo o mesmo que venho fazendo com enorme satisfação.
6-ExGS-Por quê você usa um pseudônimo? Isto não atrapalha a divulgação de sua obra?
IUR- Pensando bem não é um pseudônimo, mas um heterônimo, pois não quero esconder minha identidade. E você há de concordar que o nome artístico que uso não seria apropriado para isso por ser muito fácil para qualquer um que me conheça me identificar. Na realidade é uma coisa comigo mesmo, ou seja, é como se eu usasse um código de mudança entre o momento em que saindo de minhas outras ocupações profissionais para a artística.
7-ExGS-Antes de encerrar esta conversa, conte um pouco mais de sua produção e o que pretende explorar no decorrer deste ano de 2021.
IUR -Organizo minhas obras de duas maneiras; uma é trabalho de forma exploratória que no limite chamaria de estudos para os que viriam a ter maior dedicação e consequente aprofundamento. E a segunda maneira é por meio de várias séries as quais partem de um tema que defino com bom tempo de antecipação e que me permite fazer muitas variações.
7.1-ExGS-Uma das que vi nos últimos meses é “Disputa por Espaço”. Você poderia comentar?
IUR -Talvez seja a série que mais tenho me dedicado nos últimos dois anos e nas quais exploro as cores Amarelo, Azul, Branco, Verde e Vermelho tentando transmitir uma ideia de tensão; de conflito o qual se apresenta em nossa sociedade de forma profunda. Esta série apresenta tanto trabalhos figurativos geometrizados quanto exclusivamente geométricos. Outra que trabalho também com regularidade é “Carroça carroceiros”. Neste segundo exemplo, as obras tem sido mais fortemente figurativas.
8-ExGS-Última questão: a pandemia foi boa para sua produção artística, considerando que nos obrigou ao distanciamento físico social?
IUR -Sim, sob o ponto de vista da criatividade, de ideias para o que desejo produzir, mas nem tanto sob o ângulo da execução.
***
Author’s pseudonym. He was born in São Paulo (SP), Brazil, in 1959. Oldest son of a couple totally oriented to cultural life. His mother is a writer and his father was an art dealer and also a graphic and industrial designer and painter. Although Iur has not a formal education in Arts, he had a great incentive for drawing and painting following the artist activity of his father, mainly from the middle of the sixties. So Iur could experiment through the years the figurative themes linked to day by day life but also the geometric one. Iur is professor at university and consultant at public and political affairs.
December 2020, this site (ExGS) interviewed Iur Seravat Fulam. Bellow you can read the full interview
1-ExGS- Do you see painting as a hobby?
IUR – No. Painting and drawing are indivisible parts of myself since many years ago. I can tell you that in my childhood and adolescence it was, yes, a hobby, because I had no frequency, no high discipline and neither confidence in my potential once I have a younger brother that have a genuine talent, skills that allowed him since very young to draw very well. Almost everything we did was based on comics of heroes and super heroes. He attracted deserved attention to his production from friends of my parents, relatives and friends, and I felt that such kind of expression was not for me. As a result a drew less and was afraid of showing. I had great difficult to reproduce figures of anything I observed. But on other way, I had a great need to express myself by this way.
2-ExGS – You mean your parents did not incentive you, but your brother?
IUR - No in absolute. Our family environment was immerse into the world of culture in plastic arts and graphics (my father) and writing (my mother). They were very receptive for what we want to do within their possibilities. But as I said, friends of my parents, my family and friends were impressed with my brother drawings. He keeps drawing and painting nowadays with very high quality, although his incomes do not come from this area. Between the end of my teenage and beginning of my adult life I diminished my attention too much, but I never stopped. Besides, I often destroyed my production just after finishing. I had basically other interests although I worked part time at the art gallery of my father for some years. However, I was involved in other activities, and this dispersed my energy toward the artistic expression.
3-ExGS- Doesn’t it seem a conflict to obtain your material survive from other professional field that demands a lot of time?
IUR -Well, actually my other professional field is more than one. They are fields in the plural, although are linked with each other; teaching, advise and research in the political area. And I also care in the last few years of part of my father former legacy in art gallery. But I belive that my production in painting and drawing nowadays is really intense and be aware that many of my ideas, creativity in other words, come exactly from these other activities where I am occupied. When one is conscious of what is to be done is possible to keep going, but tough discipline is necessary with no doubt in order to achieve the goal. Or at least to approach the goal. I would like to say that I wouldn’t get to act differently.
4-ExGS- I observe that you produce figuratives and geometrics works. Wouldn’t be more important to focus on just one to get better results, more consistencies?
IUR - I think I am well focused, once you track the work of many artist will face that many of them draft different means to express artistically, like spulpture, etchings, oil on canvas etc; even if some of them are done more often than others or with better outcomes. Different supports, different languages and so on. Besides, a good bunch of my figurative work as I said counts with geometric penetration, to not say constructivism or concretism.
5-ExGS- Although you assure that your acting couldn’t be in other way, doesn’t disturb you the fact that producing so much you have not a catalogued artistic work, neither having your works under care of one art dealer?
IUR- In some way my works are registered, although no following a conventional way. The simple fact that you make an interview on my works generates one register that cann’t be scorned. Some of my works go to art auctions and at this same space where we are talking there are informs on me and my production, and so I go ahead. I tell you something I heard from my parents despite with different words: When we understand in ourselves that we have a message to deliver, we shouldn’t step back ever despite toughs we cope with in the course of life. And this message, to use a figurative language, goes like a message that a shipwreck put in a bottle. The difference is that I’m not asking a s.o.s. But if this not happen doesn’t avoid me to keep doing the same I have been doing with much satisfaction.
6-ExGS- Why do you use a pseudonymous? Don’t it avoid the knowledge of your work?
ExGS- Thinking well it is not a pseudonymous, but a heteronimous, because I don’t want to hide my identity. And you shall agree that this artistic name wouldn’t be appropriate for being very easy to someone to recognize me. It is a thing with myself, it is like I use a code to change beteween the moment I am leaving my other professional doings to the artistics one.
7-ExGS- Before ending this interview, tell me a little more on your work and about you want to explore during this year of 2021.
IUR – I organize my job in two ways; one is a work in an exploratory procceding that I would call studies to those that I would dedicate more involvement and deepening. And the second way is with other series starting from one theme that I define with a good time before and that allow me to make many variations.
8-ExGS-Last question. Did pandemy was good to your artistic production considering it obliged us to keep physical and social distance?
IUR-Yes for the criativity, but not too much for execution.
Perfis dos Artistas que compõem o acervo da Ex Galeria Seta do marchand e artista plástico Antonio Maluf
O site da Ex Galeria Seta (GS) entrevista neste início de 2016 o leiloeiro e ex-marchand Luiz Carlos Moreira (LCM), fundador e proprietário da marca tableau arte & leilões, que completou 41 anos de atividade ininterrupta no mercado de artes prestando importante contribuição para a consolidação do setor e sua profissionalização.
GS - Quando, onde e como você despertou o seu interesse para o mercado de arte?
LCM - Em 1966 no Rio de Janeiro, conheci o marchand Luiz Caetano Santos Queiroz, titular da Galeria da Praça, que me convidou para participar deste mercado.
GS - Qual foi seu primeiro trabalho na área?
LCM - Em 1966 começaram os leilões somente de quadros. Até está data os leilões eram de objetos, pratas, porcelanas, móveis, antiguidades em geral e quadros, organizados por Leiloeiros. Os leilões só de quadros tinham nomes com Leilão de Arte Aquários, Sagitários, etc. Eu trabalhava na Construtora Serrador, e Luiz Caetano tinha um apartamento em construção em prédio que construíamos. Como bom baiano, ele falou "Lula, vou fazer um leilão de quadros e você como é bom de contas poderia me ajudar na exposição e na noite do leilão nos recebimentos. Vou pagar 0,025% do que faturar. O leilão foi um sucesso retumbante. Os 0,025% que tínhamos calculado para meu ganho, seria 1/3 do meu salário da Construtora. Rendeu 3 salários. A construtora perdeu um funcionário e a Galeria da Praça ganhou um até 1974. Quando sai para montar a tableau em São Paulo. .
GS -Por que você saiu da Galeria da Praça e veio para São Paulo?
LCM - Naquela época era o gerente da Galeria da Praça, cuidando de tudo sobre os leilões e exposições no Rio e em São Paulo. Organizei um leilão conjunto em 1974, da Galeria da Praça e da Galeria Vernissage aqui em São Paulo, com patrocínio de uma Financeira chamada Fidelidade. Os donos da Galeria da Praça e da Galeria Vernissage, Luiz Caetano Queiroz e Raul Fernandes, estavam em negociações com os diretores da Financeira para abrir uma galeria e casa de leilões em São Paulo. Após o termino do leilão fui consultado pelos diretores da financeira se não queria me associar a eles para montar esta nova galeria e casa de leilões. Consultei o Luiz Caetano sobre a proposta e ele deu a maior força. Assim em 1975 nasceu a tableau.
GS - Como você explica sua mudança de marchand para leiloeiro? E como ela se deu?
LCM - Na Galeria da Praça, o Leiloeiro contratado foi o maior que conheci, Horacio Ernani Thompson de Mello, o terceiro da dinastia Ernani, meu grande mestre. De 1975 a 1981, usei Leiloeiros contratados, Irineu Ângulo e Roberto Castelli que criei e treinei em 1978, com a condição de ser leiloeiro exclusivo da tableau. Em 1980, começou a pressão para fazer um leilão para um amigo dele chamado Mauricio Pontual, marchand do Rio de Janeiro. Concordei que fizesse apenas um leilão, pois ele apesar de ser genro de Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, morava em apartamento alugado. Com este leilão poderia dar entrada em uma casa, o leilão estourou e ele pagou a vista uma casa no Morumbi. Em 1981 começou a pressão para fazer outro leilão para o mesmo marchand. Naquela época existiam apenas 20 leiloeiros. Comprei uma carta de leiloeiro, deixei o Castelli fazer o 2º leilão do Mauricio Pontual e o despedi, assumindo também os pregões dos meus leilões na tableau.
GS -É possível afirmar que o mercado brasileiro está profissionalizado após 50 anos de atuação neste setor? E o que poderia ser feito (se é que faça sentido a pergunta) a fim de o mercado se tornar mais profissionalizado para todos os agentes envolvidos?
LCM - O mercado, com o inicio dos leilões online, encheu de aventureiros vendendo obras de pouca qualidade, sem conhecimento e sem nenhum compromisso com a autenticidade das obras. Estes aventureiros vão prejudicar muito o mercado, mas como já aconteceu em outras crises que passamos nestes 50 anos, ele será purificado, ficando aqueles que tem tradição e respeito com seu trabalho.
GS - Em relação à pergunta acima, é possível afirmar que há uma relação entre a frequência de questionamentos de autenticidade de obras de autores falecidos e a profissionalização do mercado?
LCM - Conforme expliquei acima, o joio que apareceu no mercado não tem compromisso com nada. Como sabemos que "não tem almoço grátis", os compradores destes leilões Online aprenderão que "Obra barata ou é falsa ou é roubada" cabendo a nós tradicionais do mercado e as famílias dos artistas trabalhar para retirar estes Picaretas do mercado.
GS - Dois de seus bordões são “nada mais barato” e “tá de graça”. Isso quer dizer que o seu foco se dá apenas sobre um segmento de público e de fornecedores?
LCM - Nada a ver com a definição acima "Obra barata ou é falsa ou é roubada" Uso estes bordões que herdei do meu mestre Ernani III, "nada mais barato", "vai se arrepender pelo resto da vida", "tá de graça" "vou mandar no seu dinheiro". Só uso estes bordões quando eu sinto que está realmente acontecendo, sem ser teatro. Inclusive o "nada mais barato" assim como "tableau arte & leilões" são marcas registradas, de minha propriedade..
GS -Você, um veterano, e o mercado de arte brasileiro conviveram com diversas crises econômicas. A partir dos anos 90 passamos a viver um bom período de estabilidade. Atualmente vivemos a conjugação de uma crise econômica e política. Isso tem prejudicado os negócios, ou o mercado de arte se torna um refúgio?
LCM - As crises sempre prejudicam o mercado de arte. Na década de 1990 o mercado parou e só começou a se recuperar no final da década. Mas com sempre as crises servem para limpar o mercado dos aventureiros oriundos de vários setores, que aparecem sempre que o mercado melhora e somem nas crises. A crise atual vai limpar o mercado dos aventureiros que apareceram nos leilões online..
GS - Você gostaria de destacar algum momento (ou momentos) marcantes de sua carreira?
LCM - De 1975 a 1977 e de 1981 a 1985, a Tableau quebrou vários recordes nacionais de artistas como Portinari, Di Cavalcanti, Castagneto, Visconti e Antonio Bandeira.
GS - Continua existindo a crítica de artistas em relação a marchands e leiloeiros em relação a diferença de preços comprados e vendidos ao público final?
LCM - Com relação a tableau, os artistas colocam as obras em lance livre, vendidas pela melhor oferta, cobrando uma comissão de 50%, em uma venda pública. Portanto não temos este tipo de problemas, somos leiloeiros, não compramos nada, alias com manda a legislação de leilões. O leiloeiro não pode ser comerciante, sendo que a falência do mesmo será sempre fraudulenta.
GS -Existe alinhamento entre nomes de artistas consagrados pela crítica e os preços de suas obras praticados pelo mercado?
LCM - Normalmente não. Os preços e atelier e galerias, fora comissões se equivalem. Os preços de leilão são sempre menores que os de galeria e às vezes até mesmo os de atelier. .
PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Ano 1966, Ano 1974, Ano 1975, Construtora Serrador, Década de 1990, Galeria da Praça, Galeria Vernissage, Horacio Ernani Thompson de Mello, Irineu Ângulo, Lalau, Leilão, Leiloeiro, Luiz Caetano Santos Queiroz, Luiz Carlos Moreira, Marchand, Maurício Pontual, Nicolau dos Santos Neto, Raul Fernandes, Rio de Janeiro, Roberto Castelli, São Paulo, Tableau, Tableau Arte & Leilão
***
The homepage of former Galeria Seta (GS) (Seta Gallery) in São Paulo, Brazil, interviewed at the beginning of 2016 the auctioneer and ex art dealer Luiz Carlos Moreira (LCM), founder and owner of brand Tableau Arte & Leilões (Auction’s House). The house achieved 41 years of continuous activity at the art market giving an important contribution to the branch consolidation and professionalization.
GS - When, where and how did you awake your interest to the art market?
LCM - In 1966 in Rio de Janeiro I knew the art dealer Luiz Caetano Santos Queiroz who was the boss of Galeria da Praça (Plaza Gallery) and invited me to take part at this Market.
GS - What was you first work at this area?
LCM - In 1966 started the auctions only of canvas. Till this date the auctions were of several objects like silver, porcelains, furniture, antiquities in general and canvas, organized by auctioneers. The auctions only of canvas had names like Auction of Aquarius, Sagittarius, etc. I worked at Serrador Civil Constructor and Luiz Caetano had a flat being built by Serrador. As a good “baiano” (person who is birth in the state of Bahia), he said: “Lula, I am going to do an auction of canvas and you are good in numbers and could help me at the exposition and at the night of the auction receiving the payments. I am going to pay earns of 0,025%". The auction was a great success. The 0,025% that we calculated to my payment should be around one third of my wage at Serrador. I earned three wages. The civil constructor lost a servant and Galeria da Gallery one till 1974, when I left to create tableau in São Paulo.
GS - Why did you leave Galeria da Praça and come to São Paulo?
LCM - At that time I was the manager of Galeria da Praça leading with all auctions and expositions in Rio and São Paulo. I organized one auction together to Galeria da Praça and Galeria Vernissage here in São Paulo with support of financial enterprise called Fidelidade. The owners of Galeria da Praça and Galeria Vernissage, Luiz Caetano Queiroz and Raul Fernandes, were negotiating with directors of Fidelidade in order to open a gallery and a house of auctions here in São Paulo. At the end of the auction I was contacted by the directors of the financial enterprise to be associated with them to open a gallery and a house of auction. I asked for advice of Luiz Caetano on the proposal and he supported me. So was born tableau in 1975.
GS -How do you explain the change from art dealer to auctioneer? And how did it work?
LCM -At Galeria da Praça, the auctioneer under contract was the greatest I ever known, Horacio Ernani Thompson de Mello, the third of the Ernani dynasty, my great master. From 1975 to 1981, I employed auctioneers, like Irineu Ângulo and Roberto Castelli. I created and trained them in 1978 under the condition to be exclusive of Tableau. In 1980, started pressing to through an auction to a friend of him called Mauricio Pontual, an art dealer of Rio de Janeiro. I agreed that he would through one auction only. Although he was son in law of Nicolau dos Santos Neto, nickname “Lalau”, he lived in a hired flat. Making this auction he was able to pay a parcel to buy a house in Morumbi. In 1981 started pressing on him in order to launch another auction to the same art dealer. At that time there were only 20 auctioneers. I bought a chart (authorization) of auctioneer, allowed Castelli organize the second auction of Mauricio Pontual and fired him off. So I was in charge of my own auctions at Tableau.
GS - Is possible to assure that Brazilian market is professionalized after 50 years of acting at this sector? And what could be done (If this question makes sense) in order improve the market to all agents involved?
LCM - The market, from the beginnings of the online auctions, saw a lot of adventurer, selling works of low quality, without knowledge and without any compromise with the authenticity of the works. They will damage the market too much. However, as already happen in other crises we lived in these 50 years, the market will be purified, and will remain only those with tradition and respect with their work.
GS - Related to last question I ask: is possible to affirm that there is a relation between the frequencies of argues of authenticity of dead artist and the professionalization of the market?
LCM - As I explained before, these people who adventured at the market has no compromise. As we know, “there is no free lunch time”. The buyers of these online auctions will learn that “cheap work is either false or stolen” leaving to us – the traditional auctioneers of the market and the family’s artists - work to remove such adventurers from the market.
GS - Two of your jingles are “nothing cheaply” and “this work is free”. Does it mean that your focus in on a public segment and of suppliers?
LCM - There is nothing to do with “nothing cheaply is either false or stolen”. I use these jingles that I learned with my master Ernani III, “nothing cheaply”, “you will be contrite to the rest of life”, “this work is free”, “I will order your money”. I only employ these jingles when I feel that is really happening, without “making theatre”. The jingle “nothing cheaply” and “tableau art & auctions” are protected brands of mine.
GS -You, a veteran, and the Brazilian art market, lived together several economic crises. From the 90’s we lived a good period of stability. Nowadays we live simultaneous economic and political crises. Is such situation damage to business, or the market is a shelter?
LCM - Crises allways damaged the art market. In the 90’s the market stopped and only started recovering at the end of the decade. But crises are allways good to clean the market of adventurers coming from several branches, those who ever appear with the improvement of the market but disappear in the crises. The crise will protect the market from adventurers that surge at the online auctions.
GS -Would you like to point out a special moment of your career?
LCM - From 1975 to 1977 and from 1981 to 1985, Tableau overcame many national records of artists, like Portinari, Di Cavalcanti, Castagneto, Visconti and Antonio Bandeira.
GS - Does exist yet the critic of artists to art dealers and auctioneers in matters of differences of prices bought and sold to final consumer?
LCM - Considering Tableau, artists put their works in a free bid, sold by the best bid, charging a commission of 50% at a public sale. Therefore, we haven’t such kind of problems, we are auctioneers. We don’t buy anything according to auction legislation. The auctioneer can’t be a merchant. Else, the bankruptcy of an auctioneer shall be always fraudulent.
GS - Is there alignment between artists recognized by critics and prices of their work obtained at market?
LCM -Not usually. Prices at ateliers and galleries are equivalent, but at auctions prices are lower and sometimes even at ateliers.
KEY WORDS (TAGs): Auction, Auctioneer, Gallery, Year 1966, Year 1974, Year 1975, Constructor Serrador, Decade of 1990, Galeria da Praça, Galeria Vernissage, Horacio Ernani Thompson de Mello, Irineu Ângulo, Lalau, Leilão, Leiloeiro, Luiz Caetano Santos Queiroz, Luiz Carlos Moreira, Marchand, Maurício Pontual, Nicolau dos Santos Neto, Raul Fernandes, Rio de Janeiro, Roberto Castelli, São Paulo, Tableau, Tableau Arte & Leilão
***