Bandeira da República Cooperativa da Guiana

PRINCIPAL QUEM SOMOS P&D IN ENGLISH SERVIÇOS ARTIGOS IMPRENSA PESQUISAS AMÉRICA DO SUL OPIM FESP VIDEOS LINKS

MENU


REPÚBLICA COOPERATIVA DA GUIANA


JORNAIS DA GUIANA

INDICADORES GERAIS

Acompanhe os indicadores gerais do país


Fronteiras da Guiana




REPÚBLICA COOPERATIVA DA GUIANA


GUIANA-BRASIL: PRESIDENTE ALI RECEBE BOLSONARO DO BRASIL


Nesta sexta-feira, 6 de maio de 202, em Georgetown, o presidente da República Cooperativa da Guiana Mohamed IRFAAN ALI (42) (PPP/C) recebeu em visita oficial do seu colega brasileiro presidente JAIR Messias BOLSONARO (67) (PL), pela segunda (2a) vez no corrente ano, conquanto da primeira (1a) a visita tenha sido interrompida em seu transcorrer devido a morte da progenitora do chefe de estado do Brasil. Os dois (2) mandatários assinaram acordos de cooperação em assistência jurídica mútua em assuntos civis e penais, mas o encontro também serviou para que também examinassem temas relavantes de interesse de ambos os países, tais como comércio e investimentos, infraestrutura, energia e cooperação em defesa e segurança, além de questões das pautas regional e mundial. Em pronunciamento à imprensa, o presidente guianense Mohamed Ali declarou que ele e o presidente brasileiro trataram dos avanços nos planos de ação envolvendo segurança alimentar, não só entre Brasil e Guiana, mas englobando toda a comunidade do Caribe, além de segurança energética, integração em infraestrutura, segurança nacional e defesa, bem como acordos comerciais. Mohamed também destacou projetos envolvendo o desenvolvimento do porto do país e a conexão entre as duas nações por meio de rodovias, ferrovias e fibra ótica, ainda que não pareça haver nehum horizonte de curto e médio prazo no qual isso possa vir a ocorrer. De seu lado, o presidente Bolsonaro afirmou que a reunião foi bastante produtiva e que a Petrobras está pronta para cooperar com a Guiana na área de petróleo e gás, sem esquecer de dizer que os empresários brasileiros estão interessados em investir no país vizinho. No tocante a agricultura, o mandatário brasileiro disse que o Brasil tem muito o que cooperar e que em breve será autossuficiente na produção de trigo e ainda vai exportar o produto. O Ministério das Relações Exteriores (MRE) distribuiu nota na qual informou que intercâmbio bilateral mais do que dobrou nos dois últimos anos, passando de aproximadamente USD 58 milhões, em 2020, para USD 118,6 milhões, em 2021. Processo & Decisão (P&D apresenta três (3) momentos da história do comércio bilateral a partir de 1997, o qual registra o significativo crescimento desta relação conquanto deva ser dito que parte do mesmo se explica por ter partido de um nível quase inexistente.

O jornal Guyana Chronicle, um dos três (3) mais relevantes da Guiana, dedicou um longo editorial nesta segunda-feira, 9 de maio de 2022, para tratar da visita com o título Strategic Partnership (Parceria Estratégica), o qual afirma entre outras coisas que a Guiana, como único país de língua inglesa do Continente sul-americano apresenta um único e distinto rol de vantagens, tanto da perspectiva estratégica quanto de comércio. Devido a sua localização, o país é considerado porta de entrada da região latino-americana e por esta razão, do hemisfério ocidental como um todo". Em outra passagem, o editorial menciona que a ponte Takutu ligando a municipalidade guianaense de Lethem à brasileira de Bonfim, já resultou em um grande impulso para o comércio entre os dois países, o qual será incrementado com de uma rodovia pavimentada ligando Linden a Lethem e mais à frente sendo completada para ligar desde "Georgetown à Boa Vista, capital do estado de Roraima no Brasil".

O cientista político brasileiro Rui Tavares Maluf (63), professor da Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo, entende que o editorial do jornal guianense traz "uma exposição que tem muito de verdade, ainda que com alguma dose de exagero". Tavares Maluf acrescenta que do lado do Brasil, "por mais que este possa fazer muito pela Guiana, bem como ter retornos devido ao crescimento da exploração de petróleo no país vizinho, entre outros segmentos, há sérias dúvidas quanto a capacidade do governo Bolsonaro implementar isso naquilo que dependa do estado brasileiro e não do empresariado".


PALAVRAS-CHAVES (TAGs):-Acordos de cooperação assinados; América do Sul, Brasil, cientista político; Guiana; jornal Guyana Chronicle; presidente Jair Bolsonaro; Escola de Humanidades; Ministério das Relações Exteriores do Brasil; MRE; presidente Mohamed Ali; professor Rui da Faculdade de Sociologia e Política; Relações bilaterais; Relações Brasil-Guiana


Página inicial



Países da América do Sul



COMÉRCIO EXTERIOR GUIANA-BRASIL EM 3 MOMENTOS


Guiana e Brasil são dois (2) países bem diferentes quanto aos tamanhos físico e populacionais, bem como quanto aos idiomas falados, mas que são vizinhos entre si, e tem procurado se conhecer mais em tempos mais recentes. Um indicador importante para se aferir o grau de relacionamento entre estes passa pelo comércio exterior bilateral. Acompanhe aqui como se deu e se dá a relação comercial entre Guiana e Brasil em um espaço de tempo 23 anos, ou seja, 1997, 2010 e 2020. Os dados apresentados foram extraídos e trabalhados por Processo & Decisão (P&D) partir das estatísticas do governo na referida matéria secretaria de Comércio Exterior do Brasil, considerando exportações, importações, saldo e fluxo de comércio.

Comércio Exterior bilateral Brasil-Guiana nos anos de 1997 e 2020, considerando valores em US$ e kilogramas líquidos
ANO EXPORTAÇÕES IMPORTAÇÕES SALDO DA GUIANA CORRENTE DE COMÉRCIO
1997 8.088.195 - (8.088.195) 8.088.195
2010 28.293.693 66.515 (28.227.178) 28.360.208
2020 41.053.785 16.999.761 (24.054.024) 58.053.546

Como a tabela acima se apresenta em valores absolutos, é fácil constatar a diferença a favor do Brasil a qual se explica pelo tamanho do primeiro em relação à Guiana. Com a aprentação dos dados percentuais de variação nos três anos aqui registrados constata-se, ainda assim, vantagens a favor do Brasil, mas também de aumento da corrente de comércio. Em 2020 as exportações do Brasil para a Guiana representaram 0,78% dos valores exportados para toda a América do Sul e as importações 0,39%. Tanto uma quanto outra já haviam sido melhores em anos anteriores, tanto nos aqui registrados quanto nos demais. A mais provável explicação para esta diminuição terá sido a pandemia da covid-19 pelo lado do Brasil (principalmente) e a crise político-eleitoral da Guiana que abalou a confiança dos empresários.



PALAVRAS-CHAVES (TAGs):América do Sul; Brasil; Comércio bilateral; Comércio Exterior; corrente de comércio; Exportação; fluxo de comércio; Guiana; Importação; ranking


Página inicial


Países da América do Sul


RELAÇÕES GUIANA-BRASIL


Nesta quinta-feira, 26 de novembro de 2020, em Georgetown, o presidente da República Cooperativa da Guiana, Mohamed IRFAAN ALI (40) (PPP/C), acompanhado de seu ministro das Relações Exteriores HUGH TODD, recebeu o ministro das Relações Exteriores do Brasil ERNESTO Henrique Fraga ARAUJO (53) que chefiou missão a este país, acompanhado do diretor da Polícia Federal (PF) a fim de retomarem o projeto de construção da rodovia entre os dois países, bem como tratar de assuntos relacionados à segurança fronteiriça e, ainda, de comércio, agricultura e investimentos por parte do Brasil. Ao final do encontro, documento conjunto com nove (9) pontos foi assinado e divulgado à imprensa, os quais P&D reproduz a seguir.



Não há como negar a importância deste encontro, mas algumas ironias não podem passar desapercebidas. Nas fotos oficiais do encontro, a única pessoa a aparecer sem máscara no meio das duas comitivas era o chanceler brasileiro Ernesto Araújo, ao mesmo tempo que o item III do documento das decisões conjuntas menciona os esforços comuns no combate à covid-19 e o item IX destaque a promoção da democracia. Rui Tavares Maluf (61), cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP) explica que o novo governo da Guiana "vem fazendo um esforço para melhorar as relações internacionais de seu país na América do Sul, vide visita feita anteontem ao Suriname nas comemorações do 45o aniversário da independência daquele país, e os itens assinados no presente documento, os quais se constituem na retomada de uma iniciativa anterior que havia se frustrado, merecem ser entendidos como interesses de estado".



PALAVRAS-CHAVES (TAGs):-América do Sul, Brasil, Guiana, Memorando de entendimento, ministro das Relações Exteriores da Guiana, ministro das Relações Exteriores do Brasil, Professor Rui, Relações bilaterais, reunião biltareal em Georgetown, Rui Tavares Maluf



Retornar ao Menu



SURINAME-GUIANA


PRESIDENTE SANTOKI RECEBE COLEGA DA GUIANA



Retornar ao Menu


Página inicial


IRFAAN FINALMENTE ELEITO


Nota atualizada em 16 de maio de 2022


Se preferir assista ao vídeo


Agora é para valer. Finalmente, a Comissão Eleitoral da Guiana (GECOM) na pessoa de sua presidente CLAUDETTE SINGH anunciou o resultado oficial da eleição presidencial no 153o dia após sua realização (em 2 de março passado) designando a Mohamed IRFAAN ALI (40) (PPP/C), da oposição, como próximo presidente da República Cooperativa da Guiana, ou seja, o nono (9o) chefe de estado desde a independência do país, e MARK PHILLIP como o próximo primeiro-ministro. O vice-presidente será o ex-presidente da República e líder do PPP/C, BHARRAT JAGDEO (56). A declaração da presidente do GECOM se deu em documento elaborado em sete (7) parágrafos os quais justificaram a medida tendo por base a Constituição da Guiana em seus artigos 89, 91, 177, 177 (1) e 177 (2). O atual presidente DAVID Arthur GRANGER (74) (ANPU), embora não tenha feito uma concessão real de aceitação do resultado, admitiu que a GECOM tinha que fazer uma declaração oficial a esta altura dos acontecimentos. Aparentemente Granjer era o menos enfático na resistência aos resultados, mas sim vários dos líderes de sua coalizão, e, ainda o CEO do GECOM, KEITH LOWENFIELD, quem parece ter agido mais como militante político do que um homem representante de uma instituição pública. Segundo o cientista político Rui Tavares Maluf (61), parte desta situação única na história se deve "a descoberta e exploração das enormes reservas de petróleo no mar da Guiana que levou as forças políticas a um nível de embate desconhecido até então. Por outro lado, depois da decisão da Corte de Justiça do Caricom, não havia mais autoridade moral para o partido do presidente Granjer continuar resistindo a aceitar que foi derrotado. Do ponto de vista rigorosamente institucional, e pensando no desenvolvimento mais harmônico da Guiana, será muito importante que o novo governo se disponha a promover uma reforma eleitoral e constitucional, como já vinha assinalando havia algum tempo o Centro Carter, que já contribuiu muito com o regime democrático desta e de outras nações.".

Acompanhe a seguir os resultados das eleições com os números atualizados pela recontagem dos votos, destacando que os votos são dados para os partidos devido às características do sistema eleitoral.


Resultados oficiais (recontagem dos votos) das eleições para presidente e Assembleia Nacional de 2020
PARTIDO VOTOS % VÁLIDOS % COMPARECIMENTO %¨ELEITORADO
People's Progressive Party (PPP) 233.336 50,94 50,22 35,28
APNU-AFC 217.920 47,58 46,90 32,95
Liberty and Justice Party (LJP) 2.657 0,57 0,57 0,40
New and United Guyana 2.313 0,58 0,57 0,35
Change Guyana 1.953 0,46 0,42 0,30
People's Republic Party (PRP) 889 0,19 0,19 0,13
The Citizenship Initiative 680 0,15 0,15 0,10
United Republican Party (URP) 360 0,08 0,08 0,05
The New Movement 244 0,05 0,05 0,04
VOTOS VÁLIDOS 458.039 100 98,57 69,25
VOTOS BRANCOS E NULOS 4.211 - 0,92 0,64
VOTOS EMITIDOS (COMPARECIMENTO) 464.563 100 70,26
ABSTENÇÃO - 29,74
ELEITORADO 661.378 100

Assim, o partido do presidente eleito PPP ficará com 33 assentos na Assembleia Nacional (AN) e a ANPU-AC do ainda presidente Granjer com 31 e uma única cadeira (1) do total de 65 para o Liberty and Justice Party.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs):-ANPU, Ex-presidente Bharrat Jagdeo, Gecom, Gecom confirma vitória, PPP/C, presidente eleito, presidente David Granjer, presidente Irfaan Ali, Professor Rui, Resultados finais das eleições de 2020; Rui Tavares Maluf



Página inicial



Página inicial


OEA COBRA RESULTADO NA GUIANA


Nesta quarta-feira, 22 de julho de 2020, a Organização dos Estados Americanos (OEA), com a participação do secretário-geral LUIS Leonardo ALMAGRO Mendes (57), realizou audiência para ouvir as considerações e exposições de informações sobre as eleições gerais e presidenciais de 2 de março de 2020, que completam 142 dias sem que o resultado oficial tenha sido divulgado a despeito da comunidade internacional já ter conhecimento de todo o processo uma vez que observadores da Comunidade dos Países do Caribe (CARICOM) acompanharam as eleições de a mesma entidade ter sido instada a se posicionar a respeito por meio de sua Corte de Justiça (CCJ) em 8 de julho. Nesta quarta-feira, o candidato a primeiro-ministro do Partido Progressista do Povo (PPP/C), MARK PHILLIP, quem efetivamente venceu as eleições a partir da recontagem dos votos efetuada pela Comissão Eleitoral da Guiana (GECOM), e não consegue que o presidente DAVID Arthur GRANJER (74) (ANPU), que se candidatou à reeleição, admita a derrota. Ademais, o país está sem o funcionamento do Parlamento há vários meses. O advogado-geral da Guiana, BASIL WILLIAMS e a ministra de Relações Internacionais, KAREM CUMMINGS,em defesa do governo, procuraram argumentar em contrário, mas sem qualquer argumento novo. Ao final, o secretário-geral Luis Almagro reafirmou que a GECOM deve simplesmente declarar os resultados pois os mesmos estão claros e os dados são públicos. E foi contundente: "A Guiana deve escolher se quer a democracia ou o abismo". Lembrou que fora do campo democrático, a Guiana arcará com muitas "consequências". Almagro lembrou ainda que o processo de recontagem dos votos foi transparente e acusações contra a organização são infundadas. Neste mesmo dia, a porta-voz da União Européia para assuntos internacionais, NABILA MASSRALI foi na mesma direção e reafirmou que a partir do posicionamento da CCJ do CARICOM só resta a GECOM fazer a declaração oficial.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs):-Advogado-geral da Guiana, Basil Williams, Candidato a primeiro-ministro da Guiana, Karem Cummings, Luis Almagro, Mark Phillips, Ministra das Relações Exteriores da Guiana, Nabila Massrali, OEA, Organizaçao dos Estados Americanos, Porta-voz para assuntos externos da União Européia, Secretário-geral da OEA.



Retornar ao Menu



SECRETÁRIO DA ONU DEMANDA GECOM


A ANUNCIAR VENCEDOR DAS ELEIÇÕES DE 2 DE MARÇO



Nesta sexta-feira, 10 de julho de 2020, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), ANTONIO Manoel de Oliveira GUTERRES (71), ex-primeiro-ministro de Portugal (1995-2002), cobrou da Comissão Eleitoral da Guiana (GECOM) a urgente proclamação dos resultados das eleições gerais de 2 de março de 2020, destacando ter acompanhado a decisão da Corte de Justiça da Comunidade do Caribe CCJ tomada na última quarta-feira, 8 de julho. A demanda de Guterres se deu por meio de seu porta-voz, STEPHANE DUJARRIC, quem reproduzindo as palavras do secretário afirmou: "O secretário-geral tomou ciência da decisão da corte caribenha de Justiça, que se trata da última instância. Ele enfatiza a importância de anunciar os resultados finais ao povo guianense tão logo seja possível para botar fim a um impasse que leva mais de quatro meses. O secretário-geral conclama os líderes políticos e seus apoiadores a reconhecer e aceitar os resultados e refrear qualquer ato ou declaração que possa aumentar as tensões ou a violência". A ser obedecida a decisão da CCJ, o anúncio já poderia ter ocorrido ontem, quinta-feira, 9 de julho. Em termos formais, o encarregado de formalizar o resultado é o chefe Eleitoral Oficial (CEO), KEITH LOWENFIELD, que vem sendo acusado pela oposição de manipular os resultados em favor do partido da situação. E mesmo já tendo ficado claro a rejeição da CCJ ao relatório que Lowenfield havia feito, ele endereçou carta à presidente da GECOM (a qual foi publicada pelos jornais Stabroek News e Kaieteur News), CLAUDETTE SINGH informando necessitar desta autoridade instruções sobre qual resultado anunciar e aproveitando para salientar artigos da Constituição da Guiana. Singh responde que o prazo máximo para a divulgação do relatório permanece sendo neste sábado, dia 11 de julho. No entanto, para tornar o processo mais complicado, Lowenfiel declarou ter sido ameaçado de morte e deixou a sede do GECOM. Lowenfiel, um ex-oficial do Exército, está à frente do cargo desde março de 2014 e se encontra na GECOM desde 2001. Quando indicado para o atual posto, ele foi efusivamente saudado pelo então maior partido de oposição no Parlament, o Parceria pela Unidade Nacional (APNU), atual partido da situação. De acordo com o cientista político Rui Tavares Maluf (61), professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), "não parece haver qualquer razão formal para o CEO não anunciar o partido vencedor, o qual, a partir da decisão da última quarta-feira, é claramente o PPC/C". Ainda assim, na opinião de Tavares Maluf, toda a conduta de Lowenfield não traz muita segurança para o que vem pela frente, ao menos neste final de semana".



PALAVRAS-CHAVES (TAGs):-ANPU; Antonio Guterres; CEO; Claudette Singh; GECOM; Kaieteur News; ONU; Organização das Nações Unidas; PPP/C; Presidente da GECOM; Secretário-geral da ONU; Stabroek News;


Retornar ao Menu



CORTE DE JUSTIÇA DO CARICOM


REJEITA RELATÓRIO DAS ELEIÇÕES


Nesta quarta-feira, 8 de julho de 2020, ADRIAN Dudley SAUNDERS (66), Presidente da Corte de Justiça dos Países do Caribe (CCJ), rejeitou relatório do chefe do Escritório de Eleições da Guiana, KEITH LOWENFIELD quem havia comunicado no dia 23 de junho a Comissão ELeitoral da Guiana (GECOM) que invalidaria 115.884 votos da eleição geral e presidencial do dia 2 de março do corrente ano por recomendação da Corte de Apelação. Caso a medida fosse adiante, isso prejudicaria nitidamente a oposição, pois no cômputo geral estes eram favoráveis em sua larga maioria ao candidato Mohamed IFRAAN ALI (41), pertencente ao Partido Progressista do Povo (PPC/C), liderado pelo ex-presidente da República, BHARRAT JAGDEO (56). A decisão da CCJ foi possível pelo fato da corte ter jurisdição sobre os processos eleitorais nacionais quando esta é convocada por uma das partes devido a impasse que vai além da capacidade da instituição nacional encarregada de resolvê-la. Antes disso, o relatório de Lowenfield que havia se baseado na Corte de Apelação da Guiana carecia de respaldo constitucional por esta instituição não poder interpretar o artigo 177 (2) da Constituição da Guiana, que é bem claro sobre o que se entende por "votos válidos". Aquele órgão de justiça havia sido mobilizado pela força da situação em um expediente que não encontra respaldo constitucional. Assim, o PPP/C recorreu imediatamente e a pendência seguiu para a CCJ. Com tal decisão, a Comissão Geral de Eleição (GECOM), por meio de sua presidente CLAUDETTE SINGH estará em condições de declarar que o PPP/C é o partido vencedor e, consequentemente o partido majoritário elege o presidente. Os membros do GEGOCM estarão em condições de ler a decisão da CCJ amanhã, quinta-feira, e poderão declarar o resultado final e oficial das eleições. Não é demais lembrar que nesta quarta-feira completava-se o 128o dia de impasse sem que o país saiba quem será sua autoridade máxima para o próximo período e nem quais são as forças políticas com mais ou menos cadeiras na Assmebleia Nacional. A despeito da clareza da decisão, há temor de que a atual força governante não respeite a decisão do tribunal.


Se preferir, assista ao vídeocom Rui Tavares Maluf

PALAVRAS-CHAVES (TAGs):- Adrian Saunders; CCJ; Claudette Singh; Comissão Geral de Eleição da Guiana; Corte de Justiça dos países do Caribe; GECOM, presidente da CCJ;



Retornar ao Menu



ELEIÇÕES 2020


O IMPASSE CONTINUA


Nesta sexta-feira, 19 de junho de 2020 e quase dez 10 dias depois do prazo fatal estipulado, o impasse sobre o resultado das eleições gerais e presidenciais de 2 de março de 2020 continua, a despeito de vários indícios indicarem que o Partido Político do Povo (PPP), de oposição, teria vencido o pleito com facilidade. Segundo os resultados apresentados ainda oficiosamente por parte da Comissão Geral de Eleição (GECOM), os quais revelam que a força oposicionista amealhou 233.336 votos contra 217.920 dados à força da situação, a qual se organiza em torno da coalização APNU-AFC tendo o atual presidente da República, DAVID Arthur GRANJDER (74) como seu líder e candidato à reeleição. Contudo, a força situacionista procura postergar a declaração oficial dirigida por meio de uma medida ousada a doutora CLAUDETTE SINGH, atual presidente da GECOM, solicitando a anulação das eleições por entender que o próprio processo de recontagem de votos, que foi solicitado pela oposição, está eivado de irregularidades. Ontem, quinta-feira, 18 de junho, era a nova data esperada para que KEITH LOWENFIELD, chefe do escritório eleitoral da GECOM apresentasse aos membros da Comissão. De acordo com o jornal Kaieteur News, tal compromisso tem por base o artigo 177, inciso 2, letra b da Constituição da Guiana e da seção 96 do capítulo 1:03 da Lei de Representação Popular. Caso se confirme a tendência, o novo presidente da Guiana, é Mohamed IRFAAN ALI (40), cuja candidatura tem o empenho todo especial do ex-presidente da República e líder maior do PPP, BHARRAT JAGDEO (56). Apesar de jovem Irfaan Ali já conta com experiência política tendo sido eleito aos 26 anos para o Parlamento da Guiana em 2006 e mais tarde nomeado ministro de Habitação e Águas, e, também de Turismo, Indústria e Comércio.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): APNU-AFC; Candidato Irfaan Ali; Coalizão de partidos do governo; CEO do GECOM; Claudete Singh; Eleições de 2 de março de 2020; Eleições gerais e presidenciais da Guiana; Ex-ministro de Habitação e Águas; Ex-ministro de Turismo, Indústria e Comércio; Ex-presidente Bharrat Jagdeo; Jornal Kaietewr News; Keith Lowenfield; Partido Progressista do Povo; PPP; presidente David Granjer; presidente da GECOM



Retornar ao Menu



PRESIDENTE GRANJER FALA À NAÇÃO


No sábado, 6 de junho de 2020, o presidente da República, DAVID Arthur GRANJER (74) falou à nação por vários meios de comunicação a fim de fazer um relato de sua conduta a respeito do processo eleitoral ocorrido em 2 de março, o qual se encontra sob recontagem dos votos e com prazo de divulgação final, fixado em princípio até a próxima quarta-feira, dia 10. Isso se deve ao pedido feito pelo partido de oposição Partido Progressivo do Povo (PPP), liderado pelo ex-presidente BHARRAT JAGDEO (56) quem governou o pais por dois (2) mandatos consecutivos (2001-2006 e 2007-2011). Jagdeo fundamentou seu pleito alegando que inúmeras urnas em Georgetown e outras localidades haviam sido fraudadas. A Suprema Corte aceitou a reclamação e a presidente da Guyanese Electoral Comission GECOM), CLAUDETTE SINGH vem conduzindo a recontagem geral com a participação dos observadores da Comunidade do Caribe (CARICOM), reunindo os países da região. A nomeação de Singh para o cargo, a primeira mulher na história a dirigir o GECOM foi acordada entre o presidente Granjer e o ex-presidente Jagdeo. Durante sua alocução, o presidente enfatizou o que já havia dito anteriormente, que respeitará o resultado definitivo que está prestes a ser divulgado, mas pediu calma a todos e também o fim de acusações infundadas e ofensas. Ao final, as palavras do presidente foram as seguintes: "Eu encorajo todos a respeitarem a presidente da GECOM e os demais participantes desta apuração e a desistirem de perseguições, vulgaridade, assassinato de reputações. O Tribunal tem de ser respeitado no desempenho de suas funções de acordo com a Constituição. Eu encorajo todos a esperar a conclusão dos quatro estágios, a recontagem em curso, o relatório do chefe do pessoal encarregado da recontagem, e e os observadores do Caricom, a revisão pela comissão eleitoral e a declaração dos resultados finais pela presidente da Comissão".


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - David Granjer; Comunicado ao país; Ex-presidente Bharrat Jagdeo; Fala à Nação; Partido Progressivo do Povo; PPP; Recontagem de votos das eleições de 2 de março de 2020;



Retornar ao Menu



ELEITORES VÃO ÀS URNAS


Nesta segunda-feira, 2 de março de 2020, os 480.061 de eleitores guianenses foram às urnas a fim de eleger o novo presidente da República e renovar a Assembleia Nacional. O atual presidente da República, DAVID Arthur GRANJER (74) concorre à reeleição em um ano muito especial para o país do Norte da América do Sul, pois em janeiro teve início a exportação em grande escala de petróleo descoberto na costa da nação. Por isso, e pela forte desconfiança existente entre os principais partidos devido às clivagens étnico raciais entre descendentes de negros africanos e de indianos, o processo eleitoral ocorre sob elevada tensão. Granjer, que é oficial general do exército (e já reformado), foi eleito em 2015 pela primeira vez. No decorrer do seu mandato, em 2018, ele anunciou que estava com câncer e foi se tratar em Cuba. Quando da descoberta de enormes reservas de petróleo marítimas, as informações preliminares (atualmente confirmadas) é de que o país teria uma riqueza enorme em suas mãos de forma a poder desenvolver-se de forma independente. A população total da República Cooperativa da Guiana de acordo com estimativas de 2019 é de 782.775, o que significa que o eleitorado do país corresponde a 61,38% ao total de habitantes. A superfície total da Guaiana é de 214.969 km2, um pouco menor que o estado de São Paulo (248.222,36 km2). Por sua vez, a densidade demográfica, isto é, o número de habitantes por quilômetro quadrado é de apenas 3,64. Tal foi o impacto da descoberta do petróleo, que a data das eleições originalmente marcada para ocorrer em 2019, só veio a se dar agora, uma vez que houve várias contendas judiciais alegando incapacidade do órgão eleitoral da Guiana realizar eleição segura.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - David Granjer; Densidade demográfica; Eleição Geral na Guiana; Eleição 2020; Eleitorado de 2020; Exportação de Petróleo; Petróleo; População da Guiana, Presidente da Guiana



INDICADORES GERAIS


POPULAÇÃO

782.775 é a população estimada da Guiana para o ano de 2019 segundo a Divisão de População da Organização das Nações Unidas (ONU) em sua publicação World Prospects. Este é, portanto, o número aqui empregado para as taxas apresentadas nas informações sobre a covid-19 e outros indicadores eventualmente apresentados.


COVID-19

As informações diárias sobre a covid-19 são baseadas preferencialmente no sítio eletrônico do escritório da Organização Mundial de Saúde (OMS) na Guiana.



FRONTEIRAS DA GUIANA


A República Cooperativa da Guiana faz fronteira com três (3) países, ou seja, Brasil ao Sul, Suriname a Leste e Venezuela a Oeste, tendo questões pendentes de demarcação com os dois (2) últimos com médio para alto nível de conflituosidade a ponto de não existir corretamente a divulgação de kilômetros de fronteira e praticamente dos marcos. Talvez o conflito mais explosivo se dê com a Venezuela na região do Essequibo, nome do rio que envolve ambos os países e vindo desde o mar para o interior do país. Sua fronteira com o Brasil, ao Sul, tem a extensão de 1.605,8 km, sendo, provavelmente, a maior do país, dos quais 809,9 km são de rios, isto é, 50,4% e 223,2 km por divisor de águas 13,9%. O restante é por terra. Toda a extensão com o Brasil se dá com dois (2) estados a saber: 1) Roraima (RR); e, 2) Pará (PA). O município da Guiana pelo qual se entra oficialmente no Brasil é do Lethem, ou melhor, trata-se mais de uma vila uma vez que demograficamente o país é muito rarefeito em termos de população. Lethem tinha apenas 1.702 habitantes no censo de 2012 (o próximo será em 2022), tendo já do lado brasileiro o municipio de Bonfim no estado de Roraima (RR). A ligação é feita por uma ponte sobre o rio Tacutu e está asfaltada, mas até a capital Georgetown a rodovia é de terra em quase todo o trajeto. O acesso ao Suriname por terra (fluvial) se dá por balsa (ferry) entre Moleson Creek em Corenthine e South Drain (Suriname).



Retornar ao Menu














GUIANA FRANCESA


Bandeira da França

AGORA A GUIANA ACOMPANHOU O GERAL, MAS...


Ou assista em vídeo


***Nota revisada em 26 de abril de 2022***


Neste domingo, 24 de abril de 2022, parte dos eleitores da Guiana voltou às urnas para decidir quem seria o próximo presidente da França para o próximo quinquênio e se decidiu por reeleger EMMANUEL Jean-Michel Frederic MACRON (44) (República em Marcha), contra a candidata da extrema-direita Marion Anne MARINE Perrine LE PEN (53), (Reagrupamento Nacional), quem disputou a presidência pela terceira (3a) vez consecutiva. Destaque-se que o eleitorado deste departamento ultramarino corresponde a 0,21% do total do eleitorado francês o qual atinge a cifra de 48.752.500, conquanto não seja tão diferente da maioria dos 105 departamentos eleitorais do país. No primeiro turno, realizado em 11 de abril, o vencedor na Guiana havia sido o candidato comunista JEAN-LUC MELÉNCHON (70) (França Imssubmissa), quem também havia sido o vencedor no primeiro (1o) turno de 2017. Le-Pen havia obtido a segunda (2a) colocação e Macron apenas a terceira (3a). Tais posições foram as mesmas do primeiro (1o) turno de 2017. Um aspecto chama a atenção no comportamento do eleitorado deste departamento ultramarino, em sentido diverso dos resultados agregados nacionais: o eleitorado compareceu em maior número no segundo (2o) turno do que no primeiro (1o), tanto agora em 2022 quanto em 2017, embora o tamanho da abstenção em 2022 tenha sido maior do que na eleição anterior nos dois turnos.

A seguir você acompanha os resultados desse segundo turno em comparação ao primeiro turno do corrente ano:

Resultados oficiais do segundo turno da eleição presidencial na Guiana Francesa, em 24 de abril de 2022
CANDIDATO PARTIDO VOTOS % NOMINAIS % COMPARECIMENTO % ELEITORADO
EMMANUEL MACRON Em Marcha 21.734 60,70 54,22 21,09
MARINE LE PEN Reagrupamento Nacional 14.073 39,30 35,11 13,66
VOTOS NOMINAIS - 35.807 100 89,32 34,74
VOTOS EM BRANCO - 3.064 7,64 2,97
VOTOS NULOS - 1.217 3,04 1,18
COMPARECIMENTO - 40.078 38,90
ABSTENÇÃO - 62.970 - - 61,10
ELEITORADO - 103.058 - - 100

Ao se comparar a evolução do comportamento do eleitor da Guiana entre os dois turnos, é fácil constatar que a grande variação foi a votação dada a Emmanuel Macron que amealhou mais 16.633 votos, ou seja, apresentou crescimento de 326,07%, obtendo mais do que o dobro dado a sua advesária Le-Pen. Há que se levar em conta o destino dos 24.426 votos dados aos nove (9) outros candidatos no primeiro turno, sendo que 18.143, isto é, 74,28%, destes foram dados a Melenchón. É bem provável que do montante dos votos atribuídos aos demais candidatos, Macron tenha amealhado nada menos que 68,04%, pois dificilmente alguém que se absteve, ou votou em branco, ou ainda, anulou no primeiro (1o) turno se posicionaria por um dos dois (2) finalistas. Bem, em relação aos abstencionistas, até se verifica ligeira inversão de comportamento. No entanto, como o crescimento dos votos em branco e dos nulos foi muito forte, é pouquíssimo provável que estes eleitores tivessem dados votos a Macron ou Le-Pen. Por sua vez, a candidata da extrema-direita deve ter obtido a quase totalidade dos 1.573 dados ao seu novo concorrente da extrema-direita ERIC ZEMMOUR (63), pois a somatória do seu crescimento absoluto no segundo (2o) turno foi de 7.739 votos contra os 7.907 votos somados dos que foram dados a ela (6.334), e os dados a Zemmour (1.573).

E agora observe a evolução dos candidatos e do resumo geral em relação ao primeiro turno:


Evolução dos votos no departamento da Guiana entre os dois turnos da eleição presidencial de 2022
CANDIDATO EVOLUÇÃO ABSOLUTA EVOLUÇÃO EM %
EMANUEL MACRON 16.633 326,07
MARINE LE-PEN 7.739 122,18
VOTOS NOMINAIS -54 -0,15
VOTOS EM BRANCO 2.239 271,39
VOTOS NULOS 664 120,07
COMPARECIMENTO 2.784 7,65
ABSTENÇÃO -2.784 -4,23
ELEITORADO APTO 65

Quando se compara os dois segundos (2os) turnos, ou seja, o atual, 2022, com o de 2017, alcança-se um outro entendimento. Neste caso, o presidente reeleito Emmanuel Macron teve perda absoluta de votos, embora de apenas 35 enquanto sua adversária Marine Le-Pen apresentou abstenção eleitoral apresentou forte evolução.

E, a seguir, veja a comparação entre a evolução do comportamento eleitoral entre os segundos (2os) turnos de 2022 e 2017:


Evolução do comportamento eleitoral entre os segundos turnos das eleições presidenciais de 2017 e 2022
CANDIDATO EVOLUÇÃO ABSOLUTA EVOLUÇÃO EM %
EMANUEL MACRON -35 -0,16
LE-PEN 2.296 19,50
VOTOS NOMINAIS 2.261 6,74
VOTOS EM BRANCO -506 -14,17
VOTOS NULOS -352 -22,43
COMPARECIMENTO 1.043 3,63
ABSTENÇÃO 9.054 16,79
ELEITORADO APTO 10.457 11,29

Ou seja, o eleitorado da Guiana neste segundo (2o) turno acompanhou o resultado geral da eleição presidencial, mas, ainda assim, a ordem de grandeza relativa, bem como o sentido da evolução de votos seja em relação ao primeiro (1o) turno do corrente ano, bem como ao comparar com o segundo (2o) turno de 2017, tem particularidades que não coincidem com o resultado agregado do país.

"E também não coincidem com o de alguns outros departamentos ultramarinos" afirma o cientista político Rui Tavares Maluf (63) que destaca o fato de tanto em Guadalupe como na Martinica a candidata da direita "Marine Le-Pen venceu Macron por larga margem de votos". Tavares Maluf, que é professor da Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo explica que parte deste resultado se deve de os eleitorados da esquerda e da direita terem tido comportamentos muito misturados e parecidos mais recentemente, bem como no caso destas duas circunscrições eleitorais, por exemplo, "as regiões terem se sentido muito desamparadas no governo Macron, ainda que em termos objetivos isso seja um tanto discutível"


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): América do Sul; cientista político Rui Tavares Maluf; Comparação com a eleição presidencial de 2017; desempenho de Emmanuel Macron no segundo turno; desempenho de Marine Le-Pen no segundo turno; Eleição presidencial da França 2022; Professor Rui Maluf da Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo; República em Marcha; Reunião Nacional; Segundo turno; Variação de votos entre os turnos


Retornar ao Menu


Página inicial


Outros países da América do Sul


PRESIDENCIAIS 2022: GUIANA VOTA DIFERENTE


Neste domingo, 11 de abril de 2022, os eleitores da Guiana que se constitui no departamento n. 973, tal como todos os demais eleitores da França e de todos departamentos ultramarinos, foram convocados às urnas a fim de votar no primeiro turno da eleição presidencial que escolherá o sucessor do atual presidente EMMANUEL Jean-Michel Frederic MACRON (44) Em Marche, que disputa a reeleição. Mas, diferentemente do resultado geral que confirmou Macron na primeira (1a) colocação, o da Guiana deu a primeira (1a) posição para o candidato comunista da sigla França Insubmissa, JEAN-LUC Antoine Pierre MELENCHÓN (70), além de bem robusta, relegando Macron à terceira (3a) colocação e bem distante. Aliás, a vitória do comunista já havia ocorrido em 2017, mas por pequena diferença sobre Marion Anne MARINE Perrine LE PEN (53), Reagrupamento Nacional, candidata da extrema-direita e que foi mantida em segunda (2a) colocação na presente eleição. Também se comportando de forma própria, os eleitores da Guiana em sua maioria se abstiveram de ir às urnas, enquanto o resultado geral da eleição francesa demonstrou que a maioria compareceu a despeito dos temores que existiam no decorrer do dia com o baixo comparecimento até o meio dia aproximadamente. Acompanhe os resultados oficiais da Guiana Francesa:


Resultados oficiais da eleição presidencial de 2022, 1o Turno, na Guiana Francesa
CANDIDATO PARTIDO VOTOS % NOMINAIS % COMPARECIMENTO % ELEITORADO
>"JLM1ot22">JEAN-LUC MENCHELÓN França Insubmissa 18.143 50,59 48,72 17,62
MARINE LE PEN Reagrupamento Nacional 6.334 17,66 17,01 6,15
EMMANUEL MACRON Em Marcha 5.101 14,22 13,70 4,95
ÉRIC ZEMMOUR Reconquista 1.573 4,39 4,22 1,53
VALERIE PÉCRESSE Vamos ser Livres 997 2,78 2,68 0,97
YANNICK JADOT Grupo dos Verdes 940 2,62 2,52 0,91
NICOLAS DUPONT-AIGNAN Levante-se França 717 2,00 1,93 0,70
ANNE HIDALGO Partido Socialista 535 1,49 1,44 0,52
JEAN LASSALLE Vamos Resistir 516 1,44 1,39 0,50
PHILIPPE POUTOU Novo Partido Anticapitalista 462 1,29 1,24 0,45
NATHALIE ARTHAUD Luta Operária 297 0,83 0,80 0,29
FABIEN ROUSSELL Partido Comunista 246 0,69 0,66 0,24
VOTOS NOMINAIS - 35.861 100 96,30 34,82
VOTOS BRANCOS - 825 - 2,22 0,80
VOTOS NULOS - 553 - 1,49 0,54
COMPARECIMENTO - 37.239 - 100 36,16
ABSTENÇÃO - 65.754 - - 63,84
ELEITORADO APTO - 102.993 - - 100

De certa forma, os resultados eleitorais nos departamentos de ultramar (fora do Continente) apresentaram diferenças sensíveis e muitos deles colocaram Melénchon na primeira (1a) posição. O cientista político Rui Tavares Maluf (63), professor da Faculdade de Sociologia e Política de São Paulo, afirma que o candidato Mélenchon "teve em 2022 sua melhor votação geral, ele que disputa pela terceira vez consecutiva a eleição presidencial, e, também venceu em vários departamentos além da Guiana". Tavares Maluf chama a atenção para outro aspecto do desempenho do postulante comunista: "na Guiana, tal como em Guadalupe e na Martinica, além de ter sido o primeiro colocado, ele alcançou 50% ou mais dos votos nominais, um feito muito próprio, no qual superou a si próprio em 2017". E, por último, o professor Rui Maluf afirma que: "Melénchon dedicou muita atenção eleitoral à Guiana, Guadalupe e Martinica".


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): América do Sul; Eleição presidencial da França 2022; França Insubmissa; Guiana Francesa; Jean-Luc Mélenchon; presidente Emmanuel Macron; primeiro turno da eleição presidencial de 2022; Resultados da Guiana; Resultados nos departamentos; Resultados oficiais; Rui Tavares Maluf


Retornar ao Menu


Página inicial


Outros países da América do Sul


FRONTEIRA: ASSINATURA DE PROTOCOLO COM SURINAME


Segunda-feira, 15 de março de 2021, foi um dia especial para quem vive na fronteira entre a Guiana Francesa e o Suriname, uma vez que os dois (2) países (Suriname-França) assinaram um protocolo que sacramentou a demarcação exata da fronteira, assunto pendente e angustiante havia muito tempo, para ambos, e que tornou a demarcação mais urgente a partir de 2018 quando o exército francês desencadeou uma operação contra os garimpeiros ilegais, mas sem saber (aparentemente) que os mesmos se encontravam em território surinamês. A cerimônia diplomática se deu por video-conferência, contando pelo lado francês com a assinatura do ministro de Ultramar, SEBASTIEN LECORNU, pelo governador (prefet) da Guiana, THIERRY QUEFFELEC (58) e por RODOLPHE ALEXANDRE. Do lado do Suriname, o documento contou com a assinatura do ministro das Relações Exteriores do Suriname, ALBERT RANDIM e do ministro da Justiça e Polícia, KENETH Johan AMOSKI. De acordo com informações oficiais do governo da Guiana, a delimitação se fez totalmente digital valendo-se de dados de satélite determinando a fronteira em três (3) segmentos a partir da foz do rio Maroni até a junção com os rios Lawa, Litani e Maroni. Falando para a imprensa local, o governador (prefet) Queffelec afirmou que a regulamentação permitirá o intercâmbio entre as populações e, em certos aspectos, melhorará a economia fluvial. O presente protocolo foi anexado à convenção assinada em Paris no ano de 1915, quando o Suriname ainda era Guina Holandesa e parte da Holanda, sendo que um quarto (4o) trecho, entre os rios Itany e Marouny, com cerca de 6000 m2 ainda está em discussão. Neste mesmo encontro, as autoridades assniaram um acordo de auxílio judiciário mútuo em matéria penal. O professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), cientista político Rui Tavares Maluf (62), sublinha que para a Guiana este protocolo é da maior importância porque o "território sofre com a pressão demográfica, comércio irregular, e mesm de tráfico vindo do Suriname e também do Brasil. Afinal, a Guina é porta de entrada para França e União Européia". Não é coincidência destaca Tavares Maluf que "a imprensa francesa deu grande destaque ao evento".


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Albert Randim; Convenção de Paris de 1915; Demarcação da fronteira; FESP; FESPSP; Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo; Guiana Francesa-Suriname; 15 de março de 2021; Rui Tavares Maluf; Thierry Queffelec



Retornar para o início

Países da América do Sul


NOVO PREFET TOMA POSSE


Nesta segunda-feira, 28 de dezembro de 2020, tomou posse o novo prefet da Guiana Francesa, THIERRY QUEFFELEC (58) que é a autoridade máxima do estado francês no departamento ultramarino, respondendo diretamente ao primeiro-ministro da França e diretamente nomeado por Paris, com base no decreto 374 de 29 de abril de 2004. Na cerimônia de posse, em substituição a MARC DEL GRANDE (55) (quem permaneceu um ano no cargo), ele fez questão de afirmar que sua grande missão a partir deste momento será trabalhar junto com os representantes eleitos pela população e a sociedade guaianense para enfrentar os efeitos da pandemia da covid-19. Queffelec é oficia militar paraquedista formado pela Escola Militar de San Cyr na turma de 1987. O novo prefet já assumiu estas funções em outros departamentos ultramarinos. Na administração pública francesa o cargo de prefet é ocupado por oficiais militares e se destina quase invariavelmente as regiões ultramarinas a despeito de grande parte de suas responsabilidades funcionais serem de caráter administrativo. Mesmo assim, a Guiana Francesa conta com representantação política na Assembleia Nacional Francesa e suas autoridades municipais, maire (equivalente ao prefeito no Brasil) são eleitas pelo voto popular. As forças armadas francesas contam com presença efetiva na Guiana conquanto não haja números de militares presentes.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Departamento ultramarino da Guiana, ex-prefet Marc Del Grande, prefet, posse do novo prefet, Thierry Queffelec



Voltar ao Menu


Página principal


ELEIÇÃO PARA O SENADO EM UM MÊS


Em 27 de setembro de 2020, o colégio eleitoral do departamento ultramarino da Guiana, oficialmente denominado de Grande Eleitor, vai eleger os dois (2) senadores que representarão as coletividades do departamento no Senado em Paris o qual é formado por 348 membros. Os grandes eleitores são efetivamente um colégio eleitoral das circunscrições eleitorais e o mandato dos mesmos é de seis (6) anos. Na Guiana o colégio eleitoral é formado pelos deputados, senadores, conselheiros territoriais e os delegados dos vereadores, totalizando 533 grandes eleitores e a escolha se dá na forma de escrutínio majoritário uninominal e em dois (2) turnos. As candidaturas poderão ser formalizadas até 11 de setembro próximo mediante inscrição na Prefeitura da Região da Guiana, que é o nome oficial do governo departamental. A despeito de até a sexta-feira, 28 de agosto de 2020, ainda não havia nomes oficialmente registrados, a imprensa local já trabalhava alguns prováveis postulantes, tais como GEORGES PATIENT (71), que já é senador desde o ano de 2008 deverá disputar a reeleição. Patient é do Partido Socialista (PS) e deu início a sua militância política mediante cargos públicos em 1983 quando se tornou primeiro assistente do prefeito de Mana. Ele próprio se tornaria prefeito tendo sido eleito em 1989.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Departamento ultramarino da Guiana, Dois senadores pelo departamento da Guiana, Eleição para o senado, Prefeitura da Região da Guiana


Retornar para o início


FRONTEIRAS DA GUIANA FRANCESA


A Guiana Francesa, que se constitui em Departmamento Ultramarino da França, faz fronteiras com o Suriname a oeste e com o Brasil, ao sul. Com o Suriname, a Guiana tem uma fronteira de 510 km e um protocolo assinado bilateralmente em 15 de março de 2021 permitirá maior precisão nesta demarcação. Com o Brasil faz fronteira especificamente na altura do estado do Amapá (AP) e a extensão é de 730,4 km assim divididos: 427,2 km são por rios e 303,3 km por divisor de águas. Duas (2) unidades territoriais da Guiana Francesa fazem a fronteira com o Brasil, 1) Caiena, a capital, e 2) Saint-Laurent du Maroni. Tais unidades agregam quatro (4) municípios ou comunas, a saber: 1) Ounari, 2) Saint-Georges-de-l'Oyapock; 3) Camopi; e, 4) Maripasoula. Já os municípios brasileiros do AP que estão nesta fronteira são dois (2) a saber: 1) Oiapoque, onde se encontra a ponte internacional e o posto oficial, e 2) Laranjal do Jari. Importante destacar que dos municípios ou comunas francesa mencionados, todos tem rarefeita população, sendo que o único que ultrapassa cinco 5 mil habitantes é Maripsoula com cerca de 5.545 pelo censo de 2012.


Retornar para o início


Países da América do Sul


INDICADORES GERAIS


Grande parte dos indicadores aqui disponibilizados reproduzem os dados extraídos do Instituto Nacional de Estatísticas e Estudos Econômicos (INSEE) órgão oficial do governo da França e equivalente ao IBGE no Brasil.


DIVISÃO POLÍTICO-ADMINISTRATIVA


O departamento da Guiana Francesa está dividido em duas (2) grandes unidades político-administrativas que na França são denominadas de arrondissement. Um é o de Caiena, onde se encontra a capital do departamento e o outro é do de Saint Laurent du Maroni. Abaixo destas unidades encontram-se as comunas que são aproximadamente equivalentes aos nossos municípios. A comuna, ou município, que se encontra

A tabela a seguir apresenta dados demográficos gerais sobre a Guiana. É bem claro a queda contínua das faixas etárias na Guiana Francesa na medida em que há envelhecimento da população. Somando os dois grupos mais jovens, até 29 anos de idade, encontra-se mais da metade da população local. Há ainda a se considerar que é muito provável a existência de um largo contingente populacional não aferido por ser ilegal e viver clandestinamente, grande parte proveniente do Brasil e outra do Suriname.


População da Guiana Francesa por Grandes Grupos Etários, segundo o Censo Nacional de 2018
Faixa Etária População na faixa Participação em %
0-14 anos 90.797 32,9
15-29 anos 64.500 23,4
30-34 anos 56.575 20,5
45-59 anos 40.149 14,5
60-74 anos 18.904 06,8
75-ou mais 5.202 01,9
TOTAL 276.128 100

Ainda em termos gerais em nível do departamento da Guiana, observe agora os dados da faixa etária sendo abertos segundo o sexo da população que revelam com nitidez a superioridade da população feminina em termos absolutos nos resultados totalizados e em seis (6) das sete (7) faixas etárias, ficando inferior à masculina apenas na mais jovem. No entanto, a tabela foi organizada percentualmente a fim de se verificar internamente os grupos etários, isto é, a faixa etária masculina contra si mesma o mesmo valendo para a feminina. Isto posto, verifica-se que a tendência de queda significativa das faixas mais jovens para as mais velhas é parecida em ambos sexos.


População da Guiana Francesa por sexo e faixa etária segundo o censo de 2018
Faixa Etária Homens Em % Mulheres Em %
0-14 anos 45.693 33,8 45.104 32,0
15-29 anos 31.296 23,2 33.204 23,6
30-44 anos 26.809 19,8 29.766 21,1
45-59 anos 19.778 14,6 20.371 14,4
60-74 anos 9.381 06,9 9.523 06,8
75-89 anos 2.053 01,5 2.674 01,9
90 ou mais anos 136 0,1 340 0,2
TOTAL 135.146 100 140.982 100

E a seguir, conheça os dados do município (comuna) de Saint Georges, que integra o arrondissement de Caiena, o qual está situado à beira do rio Oiapoque e localizado praticamente na frente do município brasileiro do Oiapoque. Os dados em sua quase totalidade se referem ao ano de 2018 e mostram que sua população é menos do que a metadade da sua contraparte brasileira.


  • POPULAÇÃO - 4.188;
  • ÁREA EM KM2 - 2.320,0;
  • DENSIDADE POPULACIONAL - 1,8 hab por km2;
  • EMPREGADOS NOS LOCAIS DE TRABALHO - 636;
  • NÚMERO DE DOMICÍLIOS - 1.390
  • NÚMERO DE ESTABELECIMENTOS ATIVOS - 49

Ir para página principal


Países da América do Sul