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PARAGUAI

Bandeira da República do Paraguai


SENADO INVESTIGARÁ ATA BILATERAL FRUSTRADA


Na sexta-feira, 2 de agosto de 2019, o presidente do Senado da República do Paraguai, senador BLAS Antonio LHANO Ramos (PLRA) designou os cinco 5 senadores membros que comporão a Comissão Bicameral de Investigação (CBI) criada no dia 26 de julho pela resolução 789 com a finalidade de investigar e acompanhar a Ata Bilateral relativa a contratação de potência da usina hidrelétrica binacional de Itaipu, e de questões relacionadas ao Tratado de Itaipu", a qual acabou ficando sem efeito. Os integrantes da CBI são os seguintes parlamentares por ordem alfabética: ABEL Alcides GONZÁLEZ Ramirez (PLRA), EUSEBIO RAMON AYALA Gimenez (PLRA), MIGUEL FULGENCIO RODRIGUEZ Romero (ANR, Partido Colorado), SERGIO Daniel GODOY Codas (ANR, Partido Colorado) e SILVIO Adalberto OLVELAR Rodriguez (ANR, Partido Colorado). Apesar de a maioria dos membros da comissão pertencer ao Partido Colorado, da situação, grande parte da bancada repudiou fortemente os termos da Ata Bilateral, bem como as condições em que a mesma foi encaminhada pelo lado paraguaio, e poderá tornar as condições do presidente da República bem difíceis. Até o momento em que este registro era concluído, a Câmara dos Deputados (CD) ainda não havia indicado os membros que comporão a CBI, o que poderá ocorrer no início da próxima semana. Por outro lado declaração do presidente da CD, deputado PEDRO ALLIANA (ANR, Partido Colorado) informou no início da tarde da quinta-feira, 1 de agosto de 2019, que uma vez cancelada a Ata este órgão legislativo não tem mais a "intenção de levar adiante o 'juizo político'" do presidente da República, MARIO ABDO Benítez (47) (ANR, Partido Colorado), e do vice-presidente da República, HORÁCIO Adalberto VELAZQUEZ Moreno (51). Desse modo, é possível que os deputados repensem a designação de membros para reduzir a tensão política no país. Finalmente, a razão de o nome do vice-presidente ser incluído se deve ao mesmo ter supostamente tido grande interesse na aprovação da Ata Bilateral e de ter ascendência sobre os membros do governo paraguaio que a negociaram com o lado brasilerio. Velazquez foi assessor jurídico da Itaipu Binacional e conheceria melhor que o presidente vários aspectos relativos à empresa. Na medida em que o nome do vice-presidente ganhou maior destaque na mídia nas últimas horas, parece haver uma fricção com o presidente da República quem não teria sido devidamente consultado pelo companheiro.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - ANR, Associação Nacional Republicana, CBI, Comissão Bicameral de Investigação; deputado Pedro Alliana, Partido Colorado, PLRA, Partido Liberal Radical Autêntico, Senado da República; senador Blas Llano;



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ACORDO DE ENERGIA ANULADO POR ENQUANTO


Na quinta-feira, 1 de agosto de 2019, o acordo de revisão de venda de energia elétrica excedente do Paraguai para o Brasil, negociado pelo lado paraguaio por meio do órgão de energia do Paraguai, ANDE, é formalmente "deixado sem efeito" por iniciativa formal do lado paraguaio, porém por concordância básica do presidente do Brasil, JAIR Messias BOLSONARO (64) (PSL) depois que o mesmo veio a público no Paraguai e foi considerado "entreguista" por grande parte do Congresso Nacional do Paraguai e em várias meios da sociedade. Do lado da autoridade máxima do Brasil, a decisão se deu para contribuir com o presidente da República do Paraguai, MARIO ABDO Benitez (47) (Partido Colorado), que passou a ser objeto de pedido de juízo político (impeachment) no Congresso Nacional. Embora ainda haja certas dúvidas, o acordo fora assinado sem conhecimento público no dia 24 de maio passado por meio de representantes dos dois governos, e previa a venda de energia excedente gerada pela empresa Itaipu Binacional a um valor para o Brasil que teria sido considerado muito baixo. No texto divulgado pelo sítio eletrônico do Ministério das Relações Exteriores do Paraguai, a justificativa é a seguinte: "A Alta Parte Contratante paraguaia anunciou sua decisão unilateral e soberana de deixar sem efeito a Ata Bilateral de 24 de maio de 2019. Ambas as partes contratantes instruíram as instâncias técnicas no âmbito da Itaipu Binacional a retomar as reuniões com o propósito de definir o cronograma de potencia a ser contratada pela Eletrobras e pela ANDE, no período 2019-2022. As Altas Partes Contratantes coincidiram em que a falta de acordo sobre o cronograma de potência a ser contratada de Itaipu afeta negativamente a faturação (Sic) dos serviços de eletricidade da entidade binacional, e, em tal sentido, destacaram a importância de encontrar uma solução para o problema no curto prazo". Embora não tenha sido mencionado no texto conjunto com a assinatura do novo ministro das Relações Exteriores do Paraguai, ANTONIO RIVAS Palacio, a razão passa por valores monetários e volume e dentre as dúvidas estariam alegações de que o acordo seria desconhecido pela própria empresa estatal brasileira Eletrobras, o que não corresponde aos dados que puderam ser apurados por Processo & Decisão. Pelo lado da chancelaria brasileira, a nota divulgada à imprensa com o título Situação no Paraguai no mesmo dia, conquanto não assinada pelo ministro brasileiro, declara o seguinte: "O Brasil acompanha com grande atenção os acontecimentos no Paraguai que envolvem o processo de "juízo político" contra o Presidente Mario Abdo Benítez. Ao reiterar total respeito ao processo constitucional do Paraguai, o Brasil confia em que o processo seja conduzido sem quebra da ordem democrática, em respeito aos compromissos assumidos pelo Paraguai no âmbito da cláusula democrática do Mercosul - Protocolo de Ushuaia. O Governo brasileiro assinala o excelente nível do relacionamento Brasil-Paraguai atingido entre os Governos dos Presidentes Mario Abdo e Jair Bolsonaro, com iniciativas de grande impacto positivo para o Paraguai nas áreas econômica, de integração física e de segurança pública. Assinala igualmente a inteira convergência de valores que se verifica hoje entre os dois Governos no que concerne à promoção da democracia na região e à proteção dos direitos da família. Essa elevação sem precedentes do relacionamento Brasil-Paraguai se deve, mais do que a qualquer outro fator, à excelente relação pessoal entre os Presidentes Mario Abdo e Jair Bolsonaro, à coincidência de visões estratégicas e à determinação de ambos de agir em conjunto em benefício de seus povos. O Brasil espera que essa cooperação com o Presidente Mario Abdo possa prosseguir, o que permitirá a plena implementação das iniciativas em curso e a consecução de novos avanços, inclusive no que tange à implementação, em benefício mútuo, dos compromissos dos dois países ao amparo do Tratado de Itaipu. O desenvolvimento do Paraguai e sua participação ativa como valioso membro do Mercosul e da comunidade hemisférica é de enorme interesse para o Brasil, e o Governo brasileiro está convencido de que o Presidente Mario Abdo reúne todas as condições para continuar conduzindo esse projeto". Parece claro pelo texto brasileiro que o recuo do presidente brasileiro é de ordem tática com a clara intenção de facilitar a situação política doméstica para o colega paraguaio. A repercussão no lado paraguaio foi tão negativa que houve a iniciativa de determinados senadores de ingressar com pedido de impeachment contra o presidente ABDO Benítez, por traição à pátria. Compreensível o impacto que um acordo como este tem no país guarani haja vista a importância que a empresa binacional tem para a economia desse pais. Conquanto em termos formais a ANDE estivesse envolvida nas tratativas, veio a público áudito em que seu então presidente engenheiro PEDRO FERREIRA alega desconhecimento sobre o texto do acordo. No áudio, objeto de programa na televisão paraguaia no qual participavam três (3) convidados, um dos quais o novo presidente da ANDE, engenheiro, ALCIDES GIMNEZ, e o então diretor técnico da Itaipu Binacional, engenheiro JOSE MARIA SANCHEZ Tilleria, constata-se o desconforto dos negociadores pelo lado brasileiro com o fato das referidas autoridades do lado paraguaio alegarem desconhecimento. Do que se depreende de parte do áudio que veio a público, o lado brasileiro faz questão de ressaltar que não havia qualquer impedimento para que técnicos dos órgãos de energia elétrica e das empresas dos dois países pudessem participar. Portanto, seria uma decisão do lado paraguaio de que os técnicos da ANDE não tomassem parte. Além da própria controvérsia sobre o caráter secreto da assinatura da ata pelo lado paraguaio, há a alegação de que o acordo teria sido motivado por interesse de empresários brasileiros, notadamente o empresário de São Paulo, ALEXANDRE Luiz GIORDANO (46) (PSL), suplente de senador do atual senador pelo estado de São Paulo Sergio OLÍMPIO Gomes (57), vulgo Major Olímpio (PSL). Giordano veio a público para afirmar que primeiramente a utilização de seu nome da forma como foi feita no Paraguai, de que se apresentara valendo-se de sua posição política e de suposta ligação política e pessoal com o presidente Bolsonaro e seus filhos não corresponde à verdade pois ele nem os conhece pessoalmente.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Acordo Secreto, ANDE, Alexandre Giordano, Antonio Rivas Palacio, Brasil, Congresso Nacional, Eletrobras, Empresa Itaipu Binacional, Mario Abdo Benítez, Ministro das Relações Exteriores do Paraguai, Paraguai, Pedro Ferreira, Presidente do Brasil, Presidente do Paraguai, Presidente Jair Bolsonaro, Presidente Mario Abdo, Senador Sergio Olimpio Gomes


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MINISTRO RENUNCIA DEVIDO ACORDO DE ENERGIA

Nesta segunda-feira, 29 de julho de 2019, o ministro das Relações Exteriores do Paraguai, LUIZ ALBERTO CASTIGLIONI Soria (57), renunciou ao cargo em meio a repercussão negativa da ata bilateral assinada entre os governos do Paraguai e do Brasil relativa a contratação de energia pelo lado brasileiro, a qual teria sido secreta pelo lado paraguaio, e assinada no dia 24 de maio do corrente ano. Sua gestão, que teve início com a posse do atual presidente da República, MARIO ABDO Benítez (47), durou menos de um ano. Castiglioni é senador da República e deve voltar a sua atividade parlamentar caso não tenha o mandato cassado uma vez que sua gestão deverá ser investigada em comissão especial do Senado da República.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Luis Alberto Castiglioni, Ministro das Relações Exteriores, Renuncia ao cargo


PRESIDENTE BOLSONARO RECEBE PRESIDENTE DO PARAGUAI



POSSE DO NOVO PRESIDENTE


Na, quarta-feira, 15 de agosto de 2018, Mario ABDO BENITEZ (46), Partido Colorado, e ex-senador, tomou posse como presidente da República do Paraguai em substituição ao colega de agremiação, porém adversário, HORÁCIO Manuel Jara CARTES (62), para governar o país pelos próximos cinco 5 anos (2018-2023). O evento, que teve início pela manhã, contou com a participação dos presidentes da Argentina, MAURÍCIO MACRI (59), Bolívia, EVO MORALES (58), Brasil, MICHEL Miguel TEMER Lulia (77), entre outras autoridades representando governos de países amigos. Um dos principais pilares de seu discurso esteve na defesa do regime democrático e na defesa dos direitos humanos como valores universais, o que foi entendido pela forma em que se deu a abordagem do tema, como um recado para os governos de Cuba, Nicarágua e Venezuela. A despeito das diferenças políticas e de valores que poderiam atingir ao mandatário da Bolívia, que completa 12 anos à frente do governo deste país, as relações parecem ter fluído em bom tom. Aliás, Morales já havia recebido Abdo Benitez como presidente eleito no último mês de julho e a reunião entre os dois parece ter facilitado os desdobramentos. O novo presidente não recebeu formalmente o governo das mãos de seu antecessor haja vista o grau de rivalidade entre as duas personalidades. Abdo Benitez é casado em segunda núpcias SILVANA LOPEZ Moreira Bo com quem tem um filho. Ele já tem dois de seu primeiro matrimônio e ela outros três. Parte da imprensa paraguaia, e muito da imprensa da região, explorou o fato dele ser filho de um ex-secretário do ditador ALFREDO STROESSNER apesar de Abdo Benitez ter uma atuação política que se mostra claramente comprometida com o regime democrático. A posse do presidente guarani foi a segunda em oito (8) dias pois na semana passada IVAN DUQUE Marques (42) tomou posse como novo presidente da Colômbia. Em comum, além da juventude, os dois chefes de estado tem o distanciamento em relação as posições mais conhecidas como "populistas" ou "nacional-desenvolvimentistas", ou ainda, de "esquerda", que estiveram muito disseminadas na América Latina das últimas décadas


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Argentina, Bolívia, Brasil, Ex-presidente Horácio Cartes, Presidente Mário Abdo Benitez, Posse do novo presidente do Paraguai, Presidentes



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ELEIÇÕES NACIONAIS: PARTIDO COLORADO NOVAMENTE


No domingo, 22 de abril de 2018, 2.411.109 eleitores paraguaios (isto é, 60,41% do eleitorado apto) compareceram às urnas para escolher o próximo presidente da República, bem como Governadores departamentais, Senadores, Deputados Nacionais, Regionais e para o Parlamento do Mercosul (PARLASUL). MARIO ABDO Benitez, Partido Colorado, foi eleito com 1.205.310, correspondendo a 46,44% dos que compareceram, ou 28,42% dos inscritos nos registros oficiais.

Veja a seguir os resultados oficiais preliminares divulgados pelo Tribunal Superior de Justicia Electoral (TSJE) para a Presidência da República, cargo este que foi disputado por dez (10) candidatos embora apenas dois 2 deles tivessem efetivamente condições de vencer:


GOVERNADORES ELEITOS

A despeito de muitos candidatos disputarem as eleições para governador nos 17 departamentos no domingo, 22 de abril de 2018, os governadores eleitos são em sua esmagadora maioria do Partido Colorado (nada menos que 13). Apenas dois 2 são do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA) e um 1 do Alianza Ganar, liderado pelo ex-presidente da República, Fernando Lugo.

Leia abaixo a relação dos governadores eleitos, as siglas a que pertencem, bem como a votação recebida e o percentual de votos válidos.

PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Departamentos, Efrain Alegre, Governadores, Governadores departamentais, Eleições Nacionais, Eleições Presidenciais, Mario Abdo Benitez, Presidente da República do Paraguai



PRESIDENTE DECIDE PARTICIPAR DE REUNIÃO DA UNASUL

O presidente Horácio Cartes decidiu que o Paraguai participará da reunião da União das Nações Sul Americanas (UNASUL) no próximo dia 30, a qual terá lugar em Paramaribo, capital do Suriname. De acordo com o jornal ABC Color, em sua edição de segunda-feira, dia 19 de agosto de 2013, a decisão foi anunciada pelo presidente do Tribunal Superior de Justiça Eleitoral (TSJE), Alberto Ramirez Zambonini, após reunião com Cartes, na qual ele o convidou para acompanhá-lo uma vez que haverá debate sobre temas eleitorais no referido evento. Para muitos analistas, este é gesto muito positivo, pois indica a clara disposição do novo governante para retomar a vida nos foruns regionais.

EPP MATA QUATRO TRABALHADORES RURAIS

Sábado, dia 17 de agosto de 2013, dois dias após a posse do presidente Horacio Cartes, o movimento terrorista Exército do Povo Paraguaio (EPP) agiu em Tacuati, área rural do departamento de San Pedro, e matou cinco trabalhadores com tiros de fuzil. De acordo com as forças de segurança, o objetivo do EPP seria matar policiais, e seus membros chegaram a atacar um deles que vinha atender à ocorrência, mas este conseguiu sobreviver apesar de ter seu veículo metralhado e um osso da perna destroçado. Os corpos foram resgatados por um helicóptero da Segurança no domingo, 18. No mesmo dia, o presidente Cartes afirmou, segundo o jornal ABC Color, que não adotará o estado de exceção para lidar com este desafio.

HORACIO CARTES TOMA POSSE

Naquinta-feira, dia 15 de agosto de 2013, Horacio Manuel Cartes Jara (57), Partido Colorado, , cujo nome oficial é Associação Nacional Republicana (ANR) tomou posse em Assunção no cargo de presidente da República para o qual foi eleito em 21 de abril passado, em sucessão a Federico Franco, Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), que governou o país desde 2012, quando assumiu o cargo na condição de vice-presidente devido a cassação do mandato do titular Fernando Lugo. A posse de Horacio Cartes contou com a presença dos presidentes da Argentina, Brasil, e Uruguai, entre outros de fora da América do Sul e de várias delegações estrangeiras. O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, não foi convidado pois seu pais foi o pivô da suspensão do Paraguai do Mercosul. O Congresso paraguaio não aprovou até o hoje o ingresso da Venezuela no bloco, mas mesmo assim este país teve sua solicitação de entrada aprovada quando o Paraguai foi suspenso da entidade por supostamente ter desrespeitado regras do regime democrático na cassação do mandato de Lugo. Mais do que isso, a Venezuela é no momento a presidente do Bloco, com mandato até o final do corrente ano. Em seu discurso, Cartes não citou o Mercosul, mas afirmou que o Paraguai participará de blocos regionais e internacionais. A suspensão paraguaia foi revertida com a posse do novo presidente, mas este parece bem cauteloso em como lidar com a situação, não oferecendo claros indícios de que o país deseja voltar rapidamente. O novo chefe de governo nomeou o diplomata aposentao Eladio Loizaga (64) para o cargo de Ministro das Relações Exteriores. Loizaga é diplomata de larga experiência, já tendo sido embaixador do Paraguai junto a Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização Mundial do Comércio (OMC), bem como assessorado outros titulares da pasta que agora comanda. A nova realidade do pais recomenda mesmo uma pessoa tarimbada para a política exterior. Loizaga teve ainda experiência político-partidária e eleitoral por ter sido deputado nacional (1989-1993) pelo Partido Colorado. Parte da biografia do novo chanceler, entretanto, poderia estar vinculada a antiga Operação Condor, movimento de ditaduras sul-americanas de combate ao comunismo, por intermédio da Confederação Anticomunista da América Latina. O chanceler negou categoricamente, tal como noticiado pelo jornal O Estado de São Paulo, em sua edição de sábado, 17 de agosto, com as seguintes palavras: "Queria saber que operações. Eu não era militar, não era polícia, era funcionário da chancelaria. Não tenho nada que ver com isso absolutamente".A favor de Loizaga dois aspectos merecem ser levados em conta: ele entrou para o Ministério das Relações Exteriores em 1967, aos 18 anos de idade, e até da década de 50 até o final da de 80, o pais viveu sob a ditadura do general Alfredo Stroessner, quem controlou toda a vida do Paraguai, e, ainda particularmente o Partido Colorado, que sob sua direção simulava uma normalidade democrática. Não seria difícil que um jovem funcionário público se visse envolvido com tais práticas. Sobre o futuro do governo de Horacio Cartes há um dado que merece atenção dos analistas, qual seja, o mandatário é novo na vida política, é um empresário, e não parece dispor de grande organicidade dentro da agremiação colorada. Exemplo disso é o descontentamento dos dirigentes de base do partido pois muitos de seus membros que tanto se dedicaram à campanha presidencial não terem sido contemplados com cargos. É o que revelou o principal jornal guarani, ABC Color em sua edição de 17 de agosto. Destaca, que o presidente preferiu escolher tecnocratas.


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ELEIÇÕES PRESIDENCIAIS DE 2013

A VOLTA DO PARTIDO COLORADO AO PODER


No Domingo, dia 21 de abril de 2013, os eleitores do Paraguai foram às urnas para escolher o presidente da República e renovar o Parlamento Nacional e elegeram o candidato do Partido Colorado, Horacio Cartes (56), figura recente na política nacional e no próprio partido, quem venceu seu principal oponente, do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), Efraím Alegre. O partido do presidente eleito também assegurou maioria ampla na Câmara dos Deputados e no Senado da República, o que lhe permitirá, em tese, governar sem grandes dificuldades por não necessitar de alianças para alcançar o número de votos para aprovação de projetos. Isto só não ocorrerá se o Partido Colorado vier a ter alguma dissidência interna.

Apesar de Cartes ser figura nova no cenário político, seu partido é o que tem de mais tradicional, e ficou no poder por quatro décadas e meia consecutivas (1954-2008) grande parte delas com a "ditadura democrática" do general Alfredo Stroessner, ditadura esta que só teve uma fim graças a um golpe militar protagonizado por seu genro, general Andrés Rodriguez, quem assegurou o retorno a uma democracia sem disfarces. Durante estas décadas, o país ficou conhecido pelo alto grau de corrupção atingindo a todas as esferas de sua vida, fazendo muitos analistas afirmarem que a economia do país quase integralmente era ilegal. A projeção do presidente eleito à política se deu a partir de sua atividade empresarial, que o teria tornado um dos homens mais ricos do país, embora acusado de contrabandista de fumo, o que para muitos analistas é um indicador da volta do que pior grassou no Paraguai à época dos colorados.

A eleição de Horácio Cartes se deu em complemento ao mandato presidencial iniciado em 2008, com a vitória inédita de Fernando Lugo, ex-padre, candidato independente e que recebeu o apoio do Partido Liberal Radical Autêntico (PLRA), o qual rompeu com ele no decorrer de seu mandato devido à discordância sobre políticas defendidas. A ironia desse breve período em que o Partido Colorado esteve fora do poder é que Lugo não terminou o mandato tendo sido cassado pelo Congresso Nacional por entender que ele desrespeitou a Constituição. Em seu lugar assumiu o vice-presidente que no mês de agosto próximo entregará o cargo para o vencedor do pleito, Horacio Cartes (56). Como consequência da deposição de Fernando Lugo, os demais sócios do Mercosul, bloco do qual o Paraguai é membro, resolveram suspendê-lo, com a justificativa de que um golpe de estado teria sido praticado contra o presidente constitucional.

Acompanhe os resultados finais das eleições para presidente

NOME DO CANDIDATO PARTIDO POLÍTICO VOTOS RECEBIDOS EM % VOTOS VÁLIDOS EM % COMPARECIMENTO EM % ELEITORADO APTO
HORACIO CARTES ANR - COLORADO 1.094.496 049,6 045,8 031,1
EFRAIM ALEGRE PLRA 0.883.630 040,0 036,9 025,1
MARIO FERREIRO AVANZA PAIS 0122.967 005,6 005,1 003,5
ANIBAL CARRILLO FRENTE GUASU 0.080.049 003,6 003,2 002,3
MIGUEL CARRISOZA PATRIA QUERIDA 0.027.246 001,2 001,1 000,8
VOTOS VÁLIDOS - 2.208.388 100 091,6 062,8
VOTOS EM BRANCO - 0.110.648 - 002,98 003,10
VOTOS NULOS - 0.092.073 - 002,48 002,60
COMPARECIMENTO - 2.411.109 - 100 068,6
ABSTENÇÃO - 1.105.166 - - 031,4
ELEITORADO APTO - 3.516.275 - - 100

O presidente eleito tomará posse em agosto e governará um País que tem um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) de apenas 0,669 (quanto mais próximo de 1 melhor), superando no continente apenas o da Guiana, que é de 0,636. A fim de reverter uma situação muito incômoda com o nível de vida de sua população, o futuro presidente terá de cuidar de sua volta pleno ao Mercosul, bloco do qual está suspenso desde o ano passado


TAGs:Paraguai; presidente da República; Posse no cargo; Associação Nacional Republicana; ANR; Partido Colorado; Partido Liberal Radical Autêntico; PLRA; Horacio Manuel Cartes Jara; Horacio Cartes; Federico Franco; Eládio Loizaga; chanceler; Ministro das Relações Exteriores; Mercosul; Brasil, Argentina, Uruguai, Venezuela, Nicolas Maduro; Votos; 21 de Abril de 2013; 15 de Agosto de 2013; Alfredo Stroessner; ditador; ditadura; general; Jornal; Jornal O Estado de São Paulo; Jornal ABC Color; Exército do Povo Paraguaio, EPP, União das Nações Sul Americanas; UNASUL; Processo & Decisão Consultoria; Rui Tavares Maluf


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