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GUILLERMO LASSO TOMA POSSE NA PRESIDÊNCIA


Nessa segunda-feira, 24 de maio de 2021, GUILLERMO Alberto Santiago LASSO Mendoza (65) (CREO-PSC) tomou posse como 47o presidente da República do Equador a ser cumprido até 2024, 43 dias após ter vencido o segundo (2o) turno da disputa presidencial, tendo prestado juramento do cargo à presidente da Assembleia Nacional (AN) Esperanza GUADALUPE LLORI Abarca (58) Movimento PACHAKUTIK, substituindo a LENIN MORENO Garces (68) quem concluiu seu período. A marca desse dia extraída de seu discursso de 4.525 palavras e com ampla repercussão na imprensa local é a frase: "Termina a era dos caudilhos (...) e iniciamos a luta para para recuperar a alma democrática de nosso país" em alusão ao ex-presidente RAFAEL Vicente CORREA Delgado (57) (2007-2017), mas que pode ser entendida como uma referência generalizável aos governantes atuais dos países da América do Sul, caso do atual presidente do Brasil JAIR Messias BOLSONARO (66) (Sem partido), quem participou da cerimônia usando máscara, bem como de pretéritos e possíveis futuros candidatos, os quais se valem desse expediente para conquistar eleitores e governar seus países. Para o cientista político Rui Tavares Maluf (62), editor do portal Processo & Decisão (P&D), "apesar do que os críticos do novo presidente possam afirmar quanto a sua origem do setor financeiro e com menos tempo na política, sua prática dos últimos anos, bem como o teor do discursso de posse, mostram claramente um ator político sintonizado com a preocupação de fortalecer a república e a democracia". Tavares Maluf destaca outra parte do discurso de posse que lhe pareceu tão ou mais significativo do que o anteriormente mencionado no qual ele pergunta aos cidadãos se nos 200 anos de independência do país houve o "império da lei e da separação dos poderes? Há o reinado da igualdade de oportunidades?". Arrematando seu comentário, o cientista político afirma que o discurso "é de estadista, sabendo pinçar do passado distante momentos relevantes e estratégicos os quais cabem muito bem neste país contemporâneo. Mas aguardemos para saber se a pratica correspondará ao seu teor, mas estou otimista".

Abaixo P&D reproduz trechos do discurso de Lasso:

"Hoje estamos em 24 de mayo del 2021. Exatamente a un ano do bicentenário de la batalha de Pichincha, a última de varias pugnas que consagraram a independencia de nossa nação, e que deram inicio a nosso trajeto a vida republicana. (...)

Hoje devemos examinar se ao largo destes 200 años temos estado a altura desses ideais republicanos que nos viram nascer. Se temos a honra daqueles patriotas que ao morrer nas encostas do Pichincha deram vida a este país.

(...)

Eu pergunto: o país que hoje recebemos responde a grandeza daquele sacrificio?

Especialmente nos últimos anos, se gozou de liberdade no Equador? Imperaram a lei e a independencia de poderes? Há reinado a igualdade de oportunidades?

(...)

Hoje recebemos um país com históricos niveis de desemprego. Um país que deslumbrou por sua incapacidade para fazer frente a uma pandemia brutal, mas que países em similares condições encararam de forma mais ordenada, eficiente, e livres de corrupção.

(...)

Um país com lacerantes desigualdades entre o mundo rural e o urbano. Um país que falhou com sua juventude em educação e criação de oportunidades. Que mantim no mais humilhnte esquecimento aos seus aposentados. Onde ser mulher não é só um fator de desventagem, mas sim de perigo existencial.

(...)

Os nossos governantes nos tem faltado

(...)

Nunca puderam aceitar que este país nasceu como uma república democrática, e que su destino é viver para siempre como uma república democrática.

(...)

Mas tudo isso muda neste 24 de maio. Neste Governo que hoje nasce, neste novo século de republicanismo que estamos a ponto de arrancar, termina a era de los caudilhos. Hoje reivindicamos este día glorioso e iniciamos a luta para recuperar a alma democrática do nosso país.

E isso começa pelas coisas mais básicas e inclusive óbvias, mas que estamos obrigados a dizer. Começa por não acumular máis poder na figura do presidente. Porque a experiencia nos diz que quem busca todo o poder logo termina buscando clemência pelos crimes que ocorrem quando este poder se vai das mãos.

Outro ponto de encoentro é reconhecer que a luta pela igualdade de gênero não é um problema só das mulheres. É um problema nacional. Um problema equatoriano que deve ser abordado pelo govierno ecuatoriano.

(...)

Como por ejemplo a senhora Presidenta da Asambleia. Quem haveria dito dicho que, algum día, um ex-banqueiro e uma liderança indígena proveniente da Amazonía chegarían a presidir – ao mesmo tiempo – estas duas funções do estado? Quem haveria dito? Quem se atreveria sequer a mencionar? Sem dúvida, aquí estamos os dois. Prontos para servir e, sobretodo, ansiosos por trabalhar em conjunto para o bem do país.

isto é lograr o inimaginável. Isto é fazer história.

Atrevámo-nos, equatorianos, a mudar.

Por último, invocando uma vez mais as palavras de {Jaime} Roldós {ex-presidente}, concluo: Meu poder na Constitución, e meu coração no povo equatoriano!"


PALAVRAS-CHAVES (TAGs) - América do Sul; cientista político Rui Tavares; cientista político Rui Maluf; Equador; Guadalupe Llori; Guillermo Lasso toma posse; Movimento Pachakutik; Presidente do Equador; Presidente Guillermo Lasso; Rui Tavares Maluf;


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GUILLERMO LASSO É O NOVO PRESIDENTE DO EQUADOR

Nota atualizada em 12 de abril de 2021 às 19hs30ms


Neste domingo, 11 de abril de 2021, GUILLERMO Alberto Santiago LASSO Mendoza (65) (CREO-PSC) foi eleito presidente do Equador em segundo turno para o próximo período ao derrotar o jovem ANDRES David ARAUZ Galarza (37) (PAIS), apoiado pelo ex-presidente RAFAEL Vicente CORREA Delgado (57) (2007-2017). Lasso foi eleito em sua terceira (3a) tentativa consecutiva de chegar a presidência e tendo virado a eleição do Resultados primeiro (1o) turno na qual chegou em segundo (2o) lugar, em superioridade ínfima sobre o terceiro (3o) colocado, YAKU Sacha PEREZ Guartembel (57) (PACHAKUTIK), que não aceitou o resultado no qual ficou de fora da disputa final e pregou o voto nulo de seus seguidores como repúdio. Mas a vitória de agora é cristalina e ocorreu em 16 das 24 províncias. Quanto ao voto dos equatorianos que vivem no exterior, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) os dividiu em três (3) blocos, a saber: 1) América Latina, Caribe e África; 2) EUA e Canadá; e, 3)Europa, Ásia e Oceania. É fácil de entender a forte alteração do quadro eleitoral uma vez que o Equador passou por forte polarização com a presidência de Correa, quem imprimiu governos autoritários e persecutórios à imprensa e oposição. Ademais, o ex-presidente se viu envolvido em denúncias de corrupção na qual atualmente é investigado. Assim, a votação dada a Lasso agora decorre muito mais a um claro repúdio a Correa e o que representou ao país. Ao menos, algo parece mudar no comportamento do ex-presidente e de seu afiliado Arauz. Ambos reconheceram oficialmente a vitória de Lasso.


Os resultados abaixo reproduzidos por Processo & Decisão (P&D) são os divulgados às 17hs33ms da segunda-feira, 12 de abril, correspondendo a 99,56% das atas e, assim, não havendo qualquer possibilidade de o resultado oficial e final vir a ser muito diferente. E o atual presidente LENIN MORENO Garcês (66) também reconheceu os resultados e parabenizou o país pela tranquilidade com que se deu a jornada eleitoral.



Resultado do segundo turno na eleição presidencial do Equador em 11 de abril de 2021
CANDIDATO/RESUMO PARTIDO VOTOS % VÁLIDOS % COMPARECIMENTO % ELEITORADO
Guillermo Lasso CREO 4.632.635 52,40 43,03 35,59
Andres Arauz PAIS 4.207.861 47,60 39,08 32,33
VOTOS NOMINAIS NP 8.840.496 100 NP NP
Votos em branco NP 173.260 NP 1,61 1,33
Votos Nulos NP 1.751.359 NP 16,27 13,42
COMPARECIMENTO NP 10.766.213 NP 100 82,71
Abstenção NP 2.250.406 NP 17,29
ELEITORADO NP 13.016.619 NP NP 100

O cientista político Rui Tavares Maluf (62), fundador do site Processo & Decisão (P&), afirma que a vitória de Lasso é claramente um repúdio ao que os significaram os anos do governo de Rafael Correa para o Equador. Sem desmerecer avanços sociais, o governo do ex-presidente acabou se perdendo em autoritarismo, e fortes denúncias de corrupção que acabaram por atingí-lo pessoalmente". Tavares Maluf, também professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESP), destaca ainda que Lasso não terá vida fácil no Parlamento porque nenhuma força política "conseguiu maioria absoluta, ou próxima disso" Ademais, Yaku Perez, o líder do Pachakutik, parece particularmente incomodado com Lasso, seja por sua condição de ex-banqueiro, mas porque foi seu adversário direto na disputa pelo segundo turno". O cientista político acrescenta que Yaku tem qualidades, mas "parece misturar a questão de sua base eleitoral, legítimas reivindicações históricas, com seu orgulho pessoal, sua vaidade, pois parece muito claro o que significava o segundo turno desta eleição e ele preferiu pregar o voto nulo abertamente". E a pregação pelo voto nulo surtiu certo efeito ao crescer significativamente no segundo turno, quando normalmente decresce nestas situações, mas não parece ter ameaçado a distribuição de votos de Lasso.


Assista ao video se preferir


PALAVRAS-CHAVES (TAGs) - candidato Andres Arauz; CREO; eleição de 11 de abril de 2021; presidente eleito Guillermo Lasso; Rui Tavares Maluf; segundo turno no Equador


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CNE PROCLAMA RESULTADO OFICIAL DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL



Finalmente neste domingo, 21 de fevereiro (14 dias depois), o Conselho Nacional Eleitoral(CNE) na pessoa de sua presidente DIANA ATAMIANT (48), proclamou os resultados oficiais do primeiro turno (1o) da eleição presidencial, os quais levam ao segundo turno os candidatos ANDRES David ARAUZ Galarza (36) União pela Esperança e GUILLERMO Alberto Santiago LASSO (65), coligação CREO-Partido Social Cristão (PSC). Como amplamente noticiado, a disputa no primeiro turno (1o) se deu efetivamente pela segunda (2a) colocação a qual girou entre Lasso e o candidato do partido indígena Pachakutik YAKU Sacha PEREZ Guartambel (57) e foi definida por mínima diferença de 32.600 votos o que equival e 0,35 ponto percentual dos votos válidos. Já o primeiro (1o) colocado Andres Arauz abriu diferença de 1.203.708 votos sobre Lasso, ou 12,98 pontos percentuais de vantagem com base nos votos válidos. Apesar da proclamação oficial, e como já era esperado, o candidato do Pachakutik exige a recontagem total dos votos da província de Guayas, cuja capital é a maior cidade do país, Guaiaquil, e, ainda recontagem de 50% de outras 16 províncias de um país que tem um total de 24. Yaku Perez considera que houve roubo e afirmou em registro feito pela rede Ecuavisa que "não estão roubando a Yaku Perez, estão roubando a vocês, a todo um projeto, um futuro, um sonho que saiu desde baixo, do povo e das ruas". Por sua vez, o segundo colocado (2o), Lasso, declarou em nota postada no twitter: "Vamos ao segundo turno com ânimo e otimismo! Comigo sempre haverá espaço para haver um diálogo frontal e sincero que some" . Para aumentar a tensão, há um prazo a partir da proclamação para que os candidatos possam protocolar suas reclamações e tentar a impugnação e, além disso, os movimentos indígenas liderados pelo Pachakutik devem chegar a Quito na próxima quarta-feira, dia 24, a fim de pressionar o CNE.

Acompanhe a seguir os resultados finais e os compare aos do dia 18. Pouca diferença houve, mas chama atenção que alguns candidatos tiveram votos subtraídos (caso, por exemplo, de Marcelo Hervas) e até o final ainda há uma pequena diferença entre o total de votantes quando se soma os vtos de cada candidato e o número total informado pelo CNE. E, ainda, uma redução no total de eleitores que se abstiveram. Nada que pudesse modificar os resultados, mas não houve uma explicação.


Resultados oficiais proclamados pelo CNE em 21 de fevereiro de 2021
CANDIDATO PARTIDO VOTOS % NOMINAIS % COMP % ELEITORADO
ANDRES DAVID ARAUZ GALARZA União pela Esperança 3.033.753 32,72 28,58 23,15
GUILLERMO ALBERTO SANTIAGO LASSO CREIO-PSC 1.830.045 19,74 17,24 13,96
YAKU SACHA PEREZ GUARTAMBEL Pachakutik 1.797.445 19,39 16,93 13,71
MARCELO XAVIER HERVAS MORA Partido Esquerda Democrática 1.453.096 15,67 13,69 11,09
PEDRO JOSE FREILE VALLEJO Amigo 192.764 2,08 1,82 1,47
ISIDRO PERFECTO ROMERO CARBO Partido Político Avança 172.712 1,86 1,63 1,47
LUCIO GUTIERREZ BORBUA EDWIN Sociedade Patriótica 21 de Janeiro 164.801 1,78 1,55 1,26
CARLOS GERSON ALTEMAR ALMEIDA ESPINOZA Movimento Equatoriano Unido 160.568 1,73 1,51 1,23
XIMENA DEL ROCIO PEÑA PACHECO Movimento Aliança País Pátria Altiva 143.165 1,54 1,35 1,09
GUILLERMO ALEJANDRO CELI SANTOS Partido Sociedade Mais Ação 84.677 0,91 0,80 0,65
JUAN FERNANDO VELASCO TORRES Movimento Constrói 76.340 0,82 0,72 0,58
CESAR MONTUFAR MANCHENO Aliança Honestidade 57.760 0,62 0,54 0,44
WILSON GUSTAVO LARREA CABRERA Movimento Democracia Sim 37.095 0,40 0,35 0,28
CARLOS FRANCISCO SAGNAY DE LA BASTIDA Partido Força Equador 26.525 0,29 0,25 0,20
GIOVANNY MARCELO ANDRADE SALVADOR União Equatoriana 20.753 0,22 0,20 0,16
PAUL ERNESTO CARRASCO CARPIO Movimento Nacional Podemos 19.815 0,21 0,19 0,15
VOTOS NOMINAIS 9.271.314 100 87,33 70,73
VOTOS EM BRANCO 329.459 NP 3,10 2,51
VOTOS NULOS 1.013.468 NP 9,55 7,73
DIFERENÇA AINDA A EXPLICAR 2.030 NP NP NP
COMPARECIMENTO 10.616.271 NP 100 80,99
ABSTENÇÃO 2.491.093 NP NP 19,01
ELEITORADO 13.107.364 NP NP 100

NP. Não procede.

Rui Tavares Maluf (62), cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), afirma que mesmo com conflitos ainda em andamento, "existe a expectativa de Guillermo Lasso conseguir o apoio do candidato Marcelo Hervas, Esquerda Democrática, que também foi muito bem votado e, asim, conseguir desfraldar a bandeira de que a democracia só pode ser consolidada com a derrota do candidato apoiado pelo ex-presidente Rafael Correa". Porém, Tavares Maluf reconhece que o discurso de Yaku Perez de apontar irregularidades é em grande sentido para "atacar Guillermo Lasso como candidato das elites uma vez que sua vida profissional foi como banqueiro (tanto como acionista quanto executivo), como se ele, Perez, fosse o único candidato autêntico e capaz de realizar mudanças, assegurando a institucionalidade democrática". Porém, o cientista político destaca que Lasso conta com experiência pública e política muito curta, tendo sido por um ano governador da província de Guayas (1998-1999) e logo depois disso, por um mês, ministro secretário da Economia do Equador, ambos cargos durante a também breve gestão do então presidente Jorge JAMIL MAHUAD Witt (71), que não conseguiu concluir seu governo pois sofreu um golpe de estado perpetrado pelas Forças Armadas e, também, com pressão da Confederação das Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), embora se viram obrigados a transferir o cargo para o vice-presidente constitucional GUSTAVO José Joaquim NOBOA Bejarano. O professor da FESPSP afirma também que a equipe que assessora Lasso terá "de estudar muito bem a geografia do voto de todos os candidatos, mas principalmente as de Arauz, primeiro colocado, e a de Yaku Perez, principalmente, para identificar possível atração de apoios conquanto se constitua em uma missão difícil, porém necessária". Finalmente, será a oportunidade para o candidato favorito, o jovem Andres Arauz, mostrar que "perfil próprio sendo capaz de governar o Equador sem se constituir em uma marionete da Rafael Correa".


PALAVRAS-CHAVES (TAGs) - Candidato Andres Arauz; Candidato Guillermo Lasso; Candidatos a presidente; cientista político Rui Tavares Maluf; CNE, Conselho Nacional Eleitoral; Ecuavisa; Diana Atamiant; FESPSP; Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo; Mês de abril; Presidente do CNE Equador; professor Rui da FESPSP; Resultado oficial do primeiro turno da eleição presidencial; Segundo turno


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ELEIÇÃO PRESIDENCIAL 11 DIAS DEPOIS


No domingo, 7 de fevereiro de 2021, ou onze (11) dias atrás de quando esta nota é redigida, a maior parte do eleitorado equatoriano de cerca de 13 milhões foi às urnas, em meio à pandemia que também atacou duramente o país, para renovar as 137 cadeiras da Assembleia Nacional, Poder Legislativo unicameral, das assembleias provinciais, e do Parlamento Andino, bem como eleger o novo presidente da República que substituirá ao atual LENIN Boltaire MORENO Garcês, eleito em 2017. Nada menos que 16 candidatos se colocaram à disposição do eleitorado. No entanto, o candidato a presidente pela União Esperança ANDRES David ARAUZ Galarza (36) obteve a primeira (1a) colocação com facilidade, alcançando 32,72% dos votos válidos e abrindo boa diferença sobre o segundo colocado, conquanto muito distante de conseguir vencer o pleito ainda no primeiro turno, pois as regras eleitorais exigem a obtenção de 50% mais um dos votos ou ao menos 40% e dez (10) pontos percentuais de vantagem sobre o segundo colocado. Arauz Galarza, que não parece mostrar liderança própria, tornou-se presidenciável exclusivamente por contar com o apoio do ex-presidente do Equador RAFAEL Vicente CORREA Delgado (57) (2007-2017), que vive na Bélgica, terra de sua esposa, e também para escapar às pendências judiciais dentre as quais processos de corrupção. Arauz Galarza, que aniversariou na véspera do pleito, tem como experiência administrativa direta ter sido ministro coordenador do Conhecimento e Talento Humano (2015-2017) durante parte de um dos mandatos do então presidente Correa. Ambos integram força política à esquerda do espectro ideológico, embora em uma vertente acadêmico-tecnocrática e a qual se caracterizou por forte vezo autoritário. Andres Arauz é formado em economia pela Universidade de Michigan (EUA), mestre em Economia do Desenvolvimento pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (FLACSO) (2010) e tem doutorado em andamento pela Faculdade Nacional de Ciências Sociais do México. Dentre as votações quase sem qualquer valor de representatividade se encontram a do ex-presidente da República LÚCIO Edwin GUTIERREZ Borbua (63), destituído pelo Congresso Nacional antes de concluir seu mandato, quem até a apuração no dia 11 de fevereiro tinha somente 164.768 votos situando-se na sétima (7a) posição. Gutierrez candidatou-se ao cargo por quatro (4) vezes sendo esta sua pior performance.

Porém, até o momento da redação desta nota, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) não havia proclamado os resultados finais devido às denúncias proferidas pelo candidato do partido indígena PACHAKUTIK, YAKU Sacha PEREZ Guartambel (57) segundo as quais muitas irregularidades teriam havido e que se estaria tramando retirá-lo do segundo turno. Tudo isso se deu tanto pela forma um tanto desorganizada como o órgão divulgou os resultados preliminares de uma contagem rápida (amostral) ainda no domingo da eleição, colocando-o na segunda colocação (a qual seria posteriormente perdida) quanto pela renhida disputa travada pelo segundo lugar a qual ele lavra contra o candidato da coligação CREO-PSC, GUILLERMO Alberto Santiago LASSO (65). Yaku Perez demandou recontagem quase total dos votos e convidou a Lasso, seu adversário, para que se unissem a fim de que não haja qualquer dúvida. Lasso aceitou, mas advertindo que esta recontagem deveria ocorrer somente nas províncias onde efetivamente o procedimento poderia fazer a diferença dada a pequena margem, destacando, ainda que tudo teria que ocorrer no marco do Constituição e do Código Democrático que regula o processo eleitoral.

Mas a viabilização deste acordo entre os dois (2) postulantes precisaria passar pelo colegiado do CNE e isso não se verificou quando na terça-feira, 16 de feverereiro, a maioria de seus membros não ofereceu o quorum para que tal processo se viabilizasse, deixando em dificuldade a presidente da instituição, DIANA ATAMIANT (48), pois ela havia aceitado a proposta. O caminho possível por ela acenado depois disso é que no momento da proclamação dos resultados a ser feita até o próximo domingo no máximo, dia 21 de fevereiro, qualquer candidato poderá impugná-lo. Contudo, não parece difícil imaginar que isto implicará em aumento do conflito, especialmente depois que Yaku Perez mobilizou as várias etnias indígenas a se mobilizarem para "defenderem os resultados". A polarização maior se verifica pela estratégia adotada pelo candidato do Pachakutik (que se trata de organização de esquerda embora muito diferente dos seguidores do ex-presidente Rafael Correa), contra seu adversário direto, pois este foi banqueiro antes de se aposentar e vir a se dedicar a vida política. Lasso de sua parte apresenta discurso mais cuidadoso e fala em união das forças políticas contrao o Correísmo, conquanto Perez já adianta que não o apoiaria de forma alguma.


Resultados Eleitorais do Primeiro Turno atualizados até 18 de fevereiro de 2021 às 12hs00
CANDIDATO PARTIDO VOTOS % NOMINAIS % COMP % ELEITORADO
ANDRES DAVID ARAUZ GALARZA União pela Esperança 3.032.731 32,72 28,58 23,14
GUILLERMO ALBERTO SANTIAGO LASSO CREIO-PSC 1.829.283 19,74 17,24 13,96
YAKU SACHA PEREZ GUARTAMBEL Pachakutik 1.796.397 19,38 16,93 13,71
MARCELO XAVIER HERVAS MORA Partido Esquerda Democrática 1.453.416 15,68 13,70 11,09
PEDRO JOSE FREILE VALLEJO Amigo 192.646 2,08 1,82 1,47
ISIDRO PERFECTO ROMERO CARBO Partido Político Avança 172.676 1,86 1,63 1,47
LUCIO GUTIERREZ BORBUA EDWIN Sociedade Patriótica 21 de Janeiro 164.768 1,78 1,55 1,26
CARLOS GERSON ALTEMAR ALMEIDA ESPINOZA Movimento Equatoriano Unido 160.559 1,73 1,51 1,23
XIMENA DEL ROCIO PEÑA PACHECO Movimento Aliança País Pátria Altiva 143.096 1,54 1,35 1,09
GUILLERMO ALEJANDRO CELI SANTOS Partido Sociedade Mais Ação 84.736 0,91 0,80 0,65
JUAN FERNANDO VELASCO TORRES Movimento Constrói 76.310 0,82 0,72 0,58
CESAR MONTUFAR MANCHENO Aliança Honestidade 57.909 0,62 0,55 0,44
WILSON GUSTAVO LARREA CABRERA Movimento Democracia Sim 37.249 0,40 0,35 0,28
CARLOS FRANCISCO SAGNAY DE LA BASTIDA Partido Força Equador 26.517 0,29 0,25 0,20
GIOVANNY MARCELO ANDRADE SALVADOR União Equatoriana 20.677 0,22 0,19 0,16
PAUL ERNESTO CARRASCO CARPIO Movimento Nacional Podemos 19.815 0,21 0,19 0,15
VOTOS NOMINAIS 9.268.785 100 87,34 70,73
VOTOS EM BRANCO 329.298 NP 3,10 2,51
VOTOS NULOS 1.031.032 NP 9,72 7,87
DIFERENÇA AINDA A EXPLICAR (16.596) NP NP NP
COMPARECIMENTO 10.612.519 NP 100 80,99
ABSTENÇÃO 2.491.348 NP NP 19,01
ELEITORADO 13.103.867 NP NP 100

NP. Não procede

De forma geral, os resultados para as eleições legislativas reproduziram fielmente os percentuais obtidos pelos principais candidatos a presidente. Exemplo: até a recontagem parcial dos votos no dia 18 de fevereiro (às 15hs30ms), os candidatos MARCELO Xavier HERVAS Mora, Esquerda Democrática, e GUILLERMO Alberto SANTIAGO LASSO, CREO-PSC, haviam recebido respectivamente 1.453.416 e 1.829.283 votos, enquanto seus candidatos ao legislativos totalizavam respectivamente 961.397 e 774.137 votos, montantes muito abaixo dos postulantes ao executivo. No caso do partido de Lasso ainda se poderia dizer que devido à coligação efetuada com o Partido Social Cristão (PSC) que obteve 780.475 a brecha seria reduzida, mas mesmo assim, com um total bem abaixo do candidato majoritário. Em relação ao candidato Yaku Perez, o Pachakutik obteve 1.348.468, quase 400 mil votos a menos. É possível afirmar que a distribuição de cadeiras no Parlamento estará ainda mais fragmentada que a votação presidencial, o que tende a ser um grande desafio para o presidente a ser eleito. O que é certo, porém, é que seja quem vier a ser eleito no segundo turno, não conseguirá governar sem fazer acordo com outras forças partidárias. Portanto, o cenário do Equador com quem vencer a eleição presidencial parece muito incerto e um tanto sombrio.

Segundo Rui Tavares Maluf (62), cientista político e professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), "O Equador tem vivido em sua história recente situação paradoxal. Por um lado, é fato que o país viva em um regime democrático praticamente ininterrupto desde o final dos anos 70. Por outro, é um regime de baixa institucionalização, com grande dificuldade para que seus presidentes consigam governar. Exemplo disso é o fato de três (3) presidentes eleitos com boa votação e que já possuiam razoável popularidade não terem conseguido concluir seus mandatos devido a tropelias decisórias que levaram ao Parlamento a tomar medidas contrárias e mesmo impeachment". Lembra ainda Tavares Maluf que a única (quase) estabilidade do período, "ironicamente se deva ao governo do ex-presidente Rafael Correa, que foi marcado por caracterísicas autoritárias, porém aliadas ao conhecimento técnico sobre necessidades básicas da economia". O cientista político lembra que foram dez (10) anos de governo os quais repercutiram em parte a força do chamado "Bolivarianismo chavista" na região, mas com cuidados próprios. Não obstante, o final mostrou que as características do governo também o imergiram em aspectos comuns aos governos anteriores do Equador quanto na América do Sul; "corrupção junto com declínio de preços de uma comoditie importante; o petróleo".


Relato e comentário disponível em vídeo


PALAVRAS-CHAVES (TAGs) - Assembleia Nacional, Candidatos a presidente da República, cientista político Rui Tavares Maluf, CNE, Conselho Nacional Eleitoral, Eleições gerais de fevereiro de 2021, Presidência da República, professor Rui da FESPSP


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MORRE EX-PRESIDENTE NOBOA


Na terça-feira, 16 de fevereiro de 2021, em Miami (EUA), morreu o ex-presidente do Equador GUSTAVO José Joaquim NOBOA Bejarano (83) que governou o país de 22 de janeiro de 2000 a 15 de janeiro de 2003 em decorrência de um infarto após ter sido operado de um tumor cerebral benigno. Noboa foi vice-presidente do então presidente JAMIL MAHUAD Witt desde agosto de 1998 quando o titular renunciou ao cargo depois da ocorrência de imensas mobilizações populares contra medidas tomadas por seu governo, mobilizações estas que contaram com apoio das Forças Armadas. Seu governo conseguiu adotar políticas públicas econômicas e sociais que minimizaram a situação adversa na qual o presidente renunciante tivera alguma responsabilidade. Mesmo assim, foi acusado pelo ex-presidente LEON FEBRES CORDERO de malversação de recursos quando da renegociação da dívida externa, o que acabou levando a uma ordem judicial de prisão. Noboa se refugiou na República Dominicana lá permanecendo até 2005 quando retornou ao Equador após a Corte Suprema de Justiça CSJ declarar a nulidade do processo judicial. No entanto, pouco tempo depois em revisão do processo, a mesma CSJ anulou a primeira decisão ordenando sua prisão domiciliar. Como o processo jamais conseguiu provar sua culpabilidade, ele foi anistiado quando da Assembleia Constituinte realizada no ano de 2007.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs) - Ex-presidente Gustavo Noboa, morre ex-presidente Noboa, ex-presidente do Equador

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MARIA ALEJANDRA É A VICE-PRESIDENTE


Nesta sexta-feira, 17 de julho de 2020, a Assembleia Nacional (AN) aprovou o nome da próxima vice-presidente da República uma vez que a função havia ficado vaga desde 7 deste mês em decorrência da renúnica do então ocupante da função OTTO SONNENHOLZNER (37). O nome da nova vice MARIA ALEJANDRA MUÑOZ Seminario (41) saiu de uma lista tríplice enviada pelo presidente da República LENIN Boltaire MORENO Garcês (67) ao Parlamento que a escolheu pelo placar de 75 votos pela indicação, 22 contrários a sua escolha e 38 abstenções. Para alguns analistas, a escolha dela foi uma supresa pois muitos apostavam no nome da ministra de Governo MARIA PAULA ROMO. Maria Alejandra é natural de Guayaquil, casada há 20 anos, tem quatro (4) filhos e é católica praticante. Graduou-se em ciências sociais e política (1998), e também é formada em direito com especialização em direito empresarial e tributário da Universidade de Especialidades Espirito Santo do Equador. No mesmo ano em que se formou em direito ela recebeu o título de Advogada dos Tribunais e Juizados da República do Equador. E ainda teve a oportunidade de lecionar nesta mesma universidade durante os anos de 2007 a 2009 na cátedra de direito administrativo. Está no serviço público desde os 23 anos de idade e até ter seu nome colocado na lista presidencial respondia pela diretoria do Serviço Nacional de Aduana (SENAE) desde 2018, além de ter realizado outros breves cursos de especialização. A partir de agora a nova vice-presidente receberá US$ 2.434,50 por mês pelo exercício da função.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs) - Assembleia Nacional, Ex-diretora do Serviço Nacional de Aduana, SENAE, Vice-presidente da República, Maria Alejandra Muñoz


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VICE-PRESIDENTE RENUNCIA AO CARGO


Na manhã de terça-feira, 7 de julho de 2020, o vice-presidente da República OTTO SONNENHOLZNER (37) comunicou a partir da Secretaria Geral da Presidência, valendo-se dos meios de comunicação à disposição, a sua renuncia a função na qual se encontrava desde 11 de dezembro de 2018, tendo como titular o presidente da República LENIN Boltaire MORENO Garcês (67). Sonnenholzner que foi o segundo a ocupar a função, em lugar de MARIA ALENDRA VICUÑA, imprimiu um grande ritmo de trabalho com grande estímulo inicial do presidente Moreno e ganhou destaque a partir deste ano, quando teve início a pandemia da covid-19, e procurou estar presente em todas situações desafiadoras uma vez que o governo passou a ser muito criticado devido ao enorme número de casos com óbitos muito rápidos e incapacidade dos serviços públicos de recolher corpos das vítimas. O então vice-presidente funcionou como espécie de primeiro-ministro do governo Moreno. Em sua fala de despedida, que se constituiu em largo balanço de suas realizações, declarou não se intimidar com as críticas que lhe foram dirigidas e não atua fazendo cálculos políticos. "O único cálculo que faço que sempre fiz é somar ações para multiplicar resultados". No balanço que fez de sua vice-presidência ele aproveitou a oportunidade do comunicado para fazer forte discurso de conteúdo político no qual não poupou críticas ao populismo que vigeu no país durante os anos da presidência de RAFAEL Vicente CORREA Delgado, mas sem citar diretamente a pessoa do ex-mandatário. Destacou que o populismo traz sensação de conforto e segurança por prazo curto, mas alicerçado em bases falsas, e enfatizou ser jovem e ter "apenas 37 anos", algo que tem sinal ambivalente, pois se pode significar inexperiência (não é bem o seu caso), também quer dizer novos hábitos e não ter relação com a "velha política". Fez questão de repetir em diversos momentos de sua fala a palavra "corrupção" como um mal que afligiu o país, conquanto se reportasse ao período anterior ao atual presidente. "Ser honesto no público e no particular será sempre o melhor negócio" declarou. Também deixou claro, mas sem usar a palavra, que deixava a vice-presidência para se ocupar da candidatura a presidência sem que qualquer possa acusá-lo de uso indevido de recursos públicos para sua campanha. Não passou desapercebido a imprensa equatoriana que a mensagem de Otto Sonnenholzner foi muito bem montada como peça inicial de uma candidatura presidencial, tornando-se, assim, o primeiro candidato conhecido a sucessão do presidente Moreno que se realizará apenas em fevereiro de 2021. Otto Sonneholzner, que vem de uma família empresarial ligada ao setor de radiodifusão, é formado em ciências sociais pela Universidade de Munich (Alemanha) com pós-graduação em economia pela Schiller International Universtiy. O próximo vice-presidente da República deverá ser formalizado no sábado, 18 de julho, escolhido de uma lista tríplice preparada pelo presidente da República uma vez que este é o procedimento constitucional.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs) - Anuncia renúncia ao cargo de vice-presidente; Otto Sonneholzner; ex-vice-presidente do Equador; presidente Lenin Moreno; renuncia ao cargo de vice-presidente;


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MORENO NEGOCIA COM INDÍGENAS E RECUA


No domingo, 13 de outubro de 2019, o presidente LENIN MORENO Garcês (65), negociou diretamente com os dirigentes da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE) e decidiu cancelar o decreto 888 pelo qual punha fim aos subsídios dos combustíveis e gerou fortíssima reação política de vários setores da sociedade, levando o presidente a transferir provisoriamente a sede do governo para Guayaquil e adotar o toque de recolher em Quito. O presidente salientou ao final da tratativa que preferiu a paz do que a manutenção de um quadro de conflito social no país, mas enfatizou a grande necessidade de o estado equatoriano proceder a reforma a fim de que possa recuperar a capacidade de investimento e de crescimento da economia. Já pela manhã da segunda-feira, dia 14 de outubro de 2019, por seu twitter oficial, o presidente da República afirmou que Se expedirá um novo decreto que nos assegure que os recurso a quem realmente os necessite. Basicamente o artigo 1o do novo decreto afirma que o 888 de 1 de outubro de 2019 fica "sem efeito", enquanto o artigo 2o determina que se proceda a "elaboração imediata de um novo decreto executivo que permita uma política de subsídios de combustíveis, com um enfoque integral, com critérios de racionalização, focalização, e setorialização, que previna que estes não se destinem ao de pessoas de maiores recursos econômicos, nem a contrabandistas de combustíveis". A pergunta que deve ser feita neste breve texto do decreto, acrescido somente de duas disposições transitórias, é a capacidade que seu governo terá de efetivamente fazer um necessário ajuste do estado e ao mesmo tempo manter a política de subsídios. Até pelo menos três dias antes da negociação, o presidente afirmava peremptoriamente que não recuaria de sua decisão. Com esta rápida mudança, mesmo que afirmando que o fazia para a paz, há o risco de que ele perca sua autoridade.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Cancelamento de decreto, CONAIE, Negociação, presidente Lenin Moreno, Subsidio de combustíveis.


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PRESIDENTE DECRETA TOQUE DE RECOLHER EM QUITO


Neste sábado, 12 de outubro de 2019, o presidente LENIN MORENO Garcês (65), desde a cidade de Guayaquil para onde transferiu a sede do governo enquanto durar o Estado de exceção, determinou o Toque de recolher em Quito, capital do país, devido a continuação e violência dos disturbios que se espalharam pela cidade em protesto contra as medidas econômicas adotadas pelo governo nacional transformando-se em atos de vandalismo. O pretexto do descontentamento das medidas econômicas foi basicamente as que puseram fim ao corte de subsídios ao preço dos combustíveis. Moreno anunciou a decisão por meio de uma mensagem transmitida em cadeia nacional de rádio, televisão, e mídias digitais para todo o pais e na oportunidade acrescentou sua disposição de conversar diretamente com a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), cujo envolvimento direto com os protestos deram aos mesmos a dimensão que alcançou. No entanto, em sua mensagem o presidente da República afirmou que a violência tem a participação direta de narcotraficantes e "correistas", isto é, de adeptos do ex-presidente RAFAEL Vicente CORREA Delgado (55), antigo aliado do presidente e maior responsável por sua eleição, quem se encontra atualmente vivendo na Bélgica, terra de sua esposa. Ao fazer a transmissão de sua mensagem, o presidente estava ladeado por dois ministros civis fato este que parecia revelar uma preocupação deliberada a fim de afastar as críticas de opostiores de que seu governo se tornou refém dos militares uma vez que ao decretar o estado de exceção a garantia da ordem nas áreas públicas está quase integralmente sob a responsabilidade das Forças Armadas, bem como o governo contaria com pouco apoio político. No entendimento do cientista político Rui Tavares Maluf (60), professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo FESPSP, "os próximos dias serão decisivos para se conhecer a real força da institucionalidade democrática no país e do próprio governo uma vez que o presidente Moreno disse enfaticamente mais de uma vez que não recuaria nem um passo de suas medidas. Do lado oposto, a CONAIE e outros setores da oposição afirmaram que não se desmobilizariam enquanto o governo não cancelasse as medidas que tomou. Caso o governo recue das medidas principais, as quais deu tanta ênfase, será um duro golpe para a continuação de seu governo. A favor do presidente, é preciso destacar que seu governo teve início com a consulta popular que aprovou o fim da reeleição dos presidentes da República, fato revelador de seu desapego pessoal ao cargo, o que talvez lhe permita tomar medidas duras que outros relutariam muito ou nem mesmo cogitariam. É preciso aguardar".


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Cientista político Rui Tavares Maluf, Equador, Ex-presidente Rafael Correa, FESPSP, Guayaquil, Mensagem do presidente da República, Presidente Lenin Moreno, Professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Quito, Toque de recolher em Quito



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PRESIDENTE MORENO PÕE FIM A SUBSÍDIO


Na noite de 2 de outubro de 2019, quarta-feira, em Quito, o presidente da República, LENIN MORENO Garcês (65), determinou o fim do subsídio dos combustíveis e outras medidas econômicas (como a demissão de servidores públicos) a fim de recuperar a capacidade do estado ecuatoriano. O novo preço dos combustíveis entra em vigência às 0horas desta quinta-feira, 3 de outubro de 2019, fazendo com que o galão do diesel americano passe de US$ 1,03 para USS$ 2,30 e o da gasolina comum de US$ 1,85 para US$ 2,40 O petróleo se tornou já havia alguns anos um dos principais produtos do país e serviu para financiar vários serviços públicos relacionados à mobilidade da população durante os anos do governo do então presidente RAFAEL Vicente CORREA Delgado (55), embora a partir de 2017 os recursos proventientes desta fonte de divisa começaram a cair signficiativamente abalando as finanças públicas nacionais. De acordo com a previsão do governo, o tesouro poderá arrecadar cerca de US$ 3 milhões com a adoção de tais medidas. Grande parte das medidas deverá ser aprovada pelo Congresso Nacional para permanecer em vigor. Todavia, haverá reação a sua implementação por parte da sociedade. Nesta mesma noite, a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE) já anunciou por meio de seu comitê executivo que se mobilizará para impedir que tal escolha se viabilize. A entidade afirma que realizará grande manifestação sobre a capital do país e se dirigirá ao Poder Legislativo com a intenção de levar seu protesto. Além da queda da arrecadação, o país vem sofrendo o impacto da entrada de milhares de venezuelanos que deixam o país a fim de escapar das agruras do regime do ditador NICOLAS MADURO Morus (55).


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - América do Sul, CONAIE, Confederação de Nacionalidades Indígens do Equador, Equador, Ex-presidente Rafael Correa, Fim do subsídio à gasolina, Presidente Lenin Moreno, Subsídio à gasolina



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VITÓRIA DO 'SIM' NA CONSULTA POPULAR


Neste domingo, 4 de fevereiro de 2018, 74,8% dos eleitores equatorianos compareceram às urnas para se manifestarem sobre consulta popular convocada pelo governo nacional sobre sete (7) questões e assinalarem SIM caso concordadessem ou NÃO caso discordassem. O governo do presidente da República LENIN MORENO Garcês (64) obteve grande vitória com resultados todos positivos para o SIM o que representou a derrota do ex-aliado e ex-presidente da República RAFAEL Vicente CORREA Delgado (54). Correa fez campanha aberta pelo NÃO. As propostas do SIM contaram com o apoio de adversários do atual presidente, tais como o ex-concorrente à presidência da República, GUILLERMO Alberto Santiago LASSO Mendoza (62) (CREO) e o prefeito de Guayaquil, JAIME NEBOT, Partido Social Cristão (PSC). Dentre os itens da consulta, um dos que gerou maior conflito durante a campanha foi o que vedava a reeleição presidencial indefinidamente. Com sua aprovação por mais de 60% dos eleitores, o ex-presidente Rafael Correa não tem mais como se candidatr ao cargo e tal possibilidade constitucional era uma novidade na atual Constituição do Equador. Outro item era muito retórico e dificilmente poderia ter um resultado negativo. Este foi o caso do item sobre estar de acordo em penalizar os atos de corrupção o qual obtinha na apuração parcial mais de 74% da aprovação. Assim, estes itens necessitarão de votação na Assembleia Nacional por meio de modificações constitucionais e legislativas. Ao saber dos resultados oficiais o presidente Moreno fez uma declaração televisiva cumprimentando a todos equatorianos, incluindo os que votaram pelo NÃO, destacando que o ato de votar é em si mesmo uma forma de dialogar e defender a democracia. Em suas palavras, a democracia triunfou nitidamente com este resultado e lembrou que faz muito tempo que o país não contava com uma causa nacional para se posicionar. Por outro lado, será necessário saber como ficará a base congressual do presidente em consequência da perda de parlamentares de seu partido Alianza País que apoiam o ex-presidente Correa. Seu governo contará com o apoio de seus antigos adversários políticos que o apoiaram na consulta popular? Estas respostas ainda não estão dadas e exigirão situações concretas para se possa conhecê-las.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Consulta popular; Sete itens; Ex-presidente Rafael Correa; Presidente Lenin Moreno; Veto à reeleição indefinida



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EX-PRESIDENTE CORREA DEIXA ALIANZA PAIS


Na terça-feira, 16 de janeiro de 2018, o ex-presidente da República RAFAEL Vicente CORREA Delgado (54) se desfiliou do partido ALIANZA PAIS do qual foi um dos principais fundadores por não conseguir retomar seu controle político após o atual presidente da República LENIN MORENO Garcês (64) tomar posse. Sua decisão materializou o rompimento político com o atual mandatário e ex-aliado. Seu gesto ocorreu logo após a ratificação pelo Tribunal Contencioso Eleitoral (TCE) ter ratificado o controle da direção do partido pela ala política que apoia Moreno. O tribunal decidiu a partir de um recurso da deputada GABRIELA RIVADENEIRA que é correligionária de Correa. Outra grande fratura entre os dois líderes é a convocação de uma consulta popular a ser realizada no dia 4 de fevereiro, quando o eleitorado decidirá se apoia ou não a limitação de mandatos presidenciais a dois. Correa havia conseguido incluir na Constituição vigente o direito a reeleição indefinida do presidente da República e Moreno defende a restrição. Nas eleições gerais de 2017, o ALIANZA PAÍS obteve 74 das 137 cadeiras, ou seja 54% do total. Com a dissidência, esta maioria tende a diminuir ligeiramente, mas ainda assim o governo não deverá perder a maioria de acordo com avaliações dos analistas locais.


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LEGISLATIVO ELEGE NOVO VICE-PRESIDENTE


No sábado, 6 de janeiro de 2018, os deputados da Assembleia Nacional, reunidos em sessão extraordinária sob a presidência do deputado JORGE SERRANO Salgado, elegeram a MARIA ALEJANDRA VICUÑA (39) como nova vice-presidente da República em lugar de JORGE GLASS (48), que se encontra preso acusado de corrupção. Vicuña obteve 70 votos a favor de seu nome, 17 nulos e brancos, sendo que 19 parlamentares se abstiveram, totalizando 106 presentes de um total de 137, ou seja 77,4% dos legisladores estiveram presentes. O nome da agora vice-presidente era uma (1) de três (3) possibilidades apresentadas pelo atual presidente da República, LENIN MORENO Garcês (64) à apreciação do Assembleia Nacional. As outras duas (2) propostas eram das ministras das Relações Exteriores, MARIA FERNANDA ESPINOSA e da Justiça, ROSANA ALVARADO. Maria Alejandra é natural de Guayaquil, maior cidade do País, no ano de 1978. No governo do antecessor de Moreno ela foi ministra do Desenvolvimento Urbano e Habitação e também foi deputada nacional por dois mandatos consecutivos, eleita pelo departamento de Guaias. No mesmo dia da eleição de Vicuña, os parlamentares formalizaram a destituição de Glass da vice-presidência.



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VICE JORGE GLAS PRESO


Na terça-feira, 3 de outubro de 2017, o vice-presidente do Equador, JORGE David GLAS Espinel (48) ingressou na prisão ao norte de Quito proveniente de Guayaquil, onde foi detido na segunda-feira, por acusação de comandar uma rede de suborno envolvendo a empresa brasileira Odebrecht, o que ele enfaticamente nega. A prisão foi autorizada pela Corte Nacional de Justiça em forma cautelar. O tio de Glass, Ricardo Rivera também foi preso ao lado do sobrinho suspeito da mesma acusação. Quando ficou sabendo da ordem de prisão contra sua pessoa, o vice-presidente disse que a aceitava embora sob "protesto". A detenção do vice-presidente se dá em meio ao crescimento do conflito entre o atual presidente LENIN MORENO Garcês (64) e o ex-presidente RAFAEL CORREA Delgado.


MORENO ASSUME A PRESIDÊNCIA


Nesta quarta-feira, 24 de maio de 2017, LENIN MORENO Garcês (63) (Alianza País), de esquerda, tomou posse como presidente do Equador para governá-lo pelos próximos cinco (5) anos, substituindo ao presidente RAFAEL CORREA Delgado (54) (Alianza Pais). O ministério do novo presidente é composto de 28 integrantes divididos entre ministros e secretários, sendo que grande parte deles ocupou cargos no governo do ex-presidente Correa. Algumas das pastas mais sensíveis serão ocupadas pelas seguintes pessoas: CARLOS ALBERTO DE LA TORRE Munõz (46), ministro da Economia e Finanças , ex-assessor da gerência geral do Banco Central do Equador (2016-2017) MARIA FERNANDA ESPINOSA Garcês (52), ministra das Relações Exteriores e Mobilidade Humana, que já foi titular da pasta; MIGUEL ANGEL CARVAJAL Aguirre (57), ministro da Defesa, ex-deputado nacional e ex-vice-ministro de Desenvolvimento Rural. Diferentemente de seu antecessor, Moreno encontrará um país com mais dificuldades na atividade econômica as quais se manifestam na redução do preço do petróleo (o país é produtor) e nas receitas do tesouro. Como é esperado em todo e qualquer dia da posse de um presidente, o discurso do novo presidente foi otimista, revelando disposição para que todos os gastos importantes do governo sejam antecipados por amplas consultas à cidadania de sorte a que a administração não faça despesas que não sejam condizentes com as reais necessidades da população. Em relação ao dolar norte-americano, que é a moeda corrente do país, ele afirmou em seu discurso que "vamos sustentar a dolarização. Para isso iremos impulsionar todas as políticas e atividades que permitam somar dolares ao nosso país. Não teremos uma moeda paralela". A razão deste discurso se deveu as críticas recebidas pelo uso da moeda norte-americana e pelo forte mercado paralelo que haveria no Equador. Também no campo da economia, Moreno destacou que "fortalecerá a inserção internacional" do país. Marcando um estilo próprio, Lenin Moreno disse que não manterá a prestação de contas semanal que seu colega e antecessor fazia ao país, exigida pela Constituição, mas que descobrirá uma forma de respeitar a Carta Magna. A cerimônica de posse tinha previsto a presença de 11 presidentes da região, de acordo com o diário Ultimas Notícias, entre os quais o aliado presidente da Venezuela, Nicolas Maduro (55), que desmarcou sua viagem no último momento devido a tensão política vivida no país. Os mandatários que já se encontravam no país para a cerimônia eram os do Bolivia, Chile, Colombia, Costa Rica, Honduras, e Peru. O ex-presidente Rafael Correa viverá por algum tempo na Bélgica, pais de sua esposa, e no discurso de despedida admitiu que poderá voltar a disputar a presidência.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): América do Sul, Diário Últimas Notícias, Equador, Lenin Moreno Garcês, Ministério, Rafael Correa Delgado, presidente da República, ex-presidente da República, posse do novo presidente


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CANDIDATO OFICIAL VENCE SOB CONTESTAÇÃO


No domingo, 2 de abril de 2017, realizou-se o segundo turno da eleição presidencial no Equador 42 dias após a realização do primeiro turno quando o eleitorado também escolheu os membros do Poder Legislativo em nível nacional e provincial. O candidato oficial, LENIN MORENO Garcês (63), apoiado pelo presidente RAFAEL CORREA (53), venceu o candidato da oposição GUILLERMO Alberto Santiago LASSO Mendoza (61). Veja a seguir os resultados oficiais divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) representando em 99,33 :

FONTE: Conselho Nacional Eleitoral do Equador (CNE)

Observação: a soma dos votos nominais, brancos e nulos não coincide com a informação oficial do CNE. A soma seria 10.587.583

Algumas das pesquisas de boca de urna davam vitória de Lasso por 53% dos votos válidos. Pesquisas erram, especialmente quando há grande competição e também flutuação na reta final. Resultados apertados podem ser considerados normais em princípio. Porém, o ambiente no Equador é muito tenso e de baixíssima confiança nas instituições, haja visto a conduta do presidente Rafael Correa sobre a imprensa e seus diretores, aprovando legislação durissima em relação aos orgãos de comunicação. Assim, o candidato da oopsição não reconheceu a derrota e afirmou oficialmente que se valerá de todas as vias políticas e jurídicas para que o voto popular seja respeitado. Disse mais aos seus apoiadores: enquanto no primeiro turno a apuração da corrida presidencial levou quatro dias para o CNE divulgar o resultado oficial, agora o faz em somente 20 minutos. Já na segunda-feira, dia 3, Lasso se mantinha na mesma posição. Moreno, por seu turno, passou a falar como presidente eleito e declarou que agora é hora de entendimento de todos e está disposto a fazer um governo de diálogo.

A evolução de votos entre o primeiro e o segundo turno significou um aumento da participação eleitoral de 167.719, ou 1,6, fato raro de acontecer em eleições com dois turnos em muitos países. O candidato oficial Lenin Moreno cresceu 1.315.148, isto é, 9,6%, enquanto o candidato da oposição, Guillermo Lasso, melhorou seu desempenho em 2.172.283, que significa extraordinários 81,9% mais votos. Por sua vez, a votação de nulos e brancos teve redução no turno definitivo.

PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Candidato oficial, Eleição presidencial, Guillermo Alberto Santiago Lasso Mendoza, Lenin Moreno Garces, Segundo turno, Rafael Vicente Correa Delgado



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ALTERAÇÃO NO COMANDO DO EXÉRCITO


Domingo, dia 5 de março de 2017, o ministro da Defesa, RICARDO Armando PATIÑO Aroca (62), nomeou novo comandante para o Exército do Equador após o general LUIS CASTRO ter feito declaração pública para que o resultado das eleições ocorridas em 19 de fevereiro, em primeiro turno, fossem respeitadas. O ministro entendeu que o militar feriu o princípio de não ingerência em assuntos políticos e decidiu substituí-lo pelo general de divisão EDISON NARVAEZ Rosero. O general demitido deu novas declarações no dia 6, durante entrevista concedida à imprensa do lado de fora da Academia Militar Eloy Alfaro, destacando que em determinado momento do dia das eleições, o Exército perdeu parte da custódia sobre o processo eleitoral, especificamente o transporte das urnas para a empresa privada contratada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para a presente eleição. Aproveitou a oportunidade para lançar críticas ao ministro da Defesa por ter feito declaração pública na noite do domingo anunciou a vitória do candidato da situação LENIN MORENO Garces (PAIS), o que não se verificou, ferindo a obrigatória neutralidade que o cargo exige. Finalmente disse que a Justiça analisará o evento e confia que a instituição esclareça se houve ou não fraude na eleição.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Comandante do Exército; Ex-comandante do Exercito; General Edison Narvaez Rosero; General Luis Castro; Ministro da Defesa; ministro Ricardo Patiño; Ricardo Patiño



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RESULTADO DO PRIMEIRO TURNO PRESIDENCIAL


Assita ao comentário em vídeo


No domingo, dia 19 de fevereiro de 2017, o Equador realizou o primeiro turno das eleições presidenciais e para renovação do Poder Legislativo. Mais de 12,5 milhões de eleitores estavam aptos a sufragar um dos oito 8 postulantes ao cargo de presidente da República e de sucessor do atual, Rafael Correa (53) (PAIS). O atual mandatário não concorreu a mais uma reeleição, embora pudesse segundo a Constituição do Equador, aprovada praticamente sob a sua liderança, com as modificações que ocorreram para atender seu eventual desejo. Sua desistência se deve a queda de popularidade do governo a partir do final de 2015 quando da queda das receitas decorrentes do Petróleo, tão importantes para o país, bem como o aumento do desemprego. Em seu lugar, concorre o vice-presidente Lenin Moreno Garcês (63) (PAIS), quem obteve a primeira colocação mas não conseguiu evitar o segundo turno.

Os resultados do primeiro turno são os seguintes de acordo com o boletim oficial do Concelho Nacional Eleitoral (CNE) de 22 de fevereiro de 2017, às 15hs21ms.:

Guillermo Lasso e Cynthia Viteri já haviam sido candidatos presidenciais em 2013 e 2006, respectivamente. Mas enquanto Lasso já obtivera um segundo lugar (22,87% dos válidos), sem contudo conseguir a realização do segundo turno, Viteri ficara em quinto (9,6% dos válidos).

E, a seguir, veja o resumo dos demais números das eleições destacando-se que os percentuais são obtidos sobre o eleitorado apto:

Na presente eleição, a abstenção eleitoral diminuiu em relação a 2013 quando alcançou extraordinários 32%, mas ainda assim é um número alto. Naquela oportunidade, o ausentismo poderia ser explicado pela altíssima popularidade do presidente Correa que parecia invencível aos olhos de grande parte do eleitorado, desestimulando a participação.


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RESULTADOS PARA A ASSEMBLEIA NACIONAL


No mesmo domingo, dia 19 de fevereiro de 2017, quando os eleitores equatorianos elegiam o candidato a presidente da República, faziam-no também para a Assembleia Nacional, Poder Legislativo do pais, a fim de escolher 137 parlamentares, cujas vagas (cadeiras) são divididas da seguinte maneira: 1) 15 nacionais, isto é, que são eleitos com votos dos eleitores de todo o território nacional; 2) 116 provinciais, ou seja, são os representantes eleitos pelas províncias do pais que totalizam 24; e, 3) seis 6 que são eleitos pelos equatorianos que vivem no estrangeiro.

Ao menos 15 agremiações pleitearam uma vaga no Poder Legislativo nacional, e os resultados dos três partidos e coligações mais votados distribuidos pela forma de eleição dos assembleistas são os seguintes, em ordem decrescente de votação em termos absolutos e percentuais (votos válidos), com base em boletim do Conselho Nacional Eleitoral divulgado no dia 23 de fevereiro de 2017 às 16hs16ms:

Considerando os votos dos candidatos que obtém votos em todo território com os provinciais, parece seguro que o partido da situação obteve a maioria relativa da Assembléia Nacional. Em caso de vitória do candidato da oposição a presidência da República, Guillermo Lasso, no segundo turno, ele deverá ter um governo de minoria parlamentar, em princípio.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Cyntia Viteri Jimenez; Eleições Gerais; Eleição para Assembleia Nacional; Eleição para Presidente da República; Guillermo Lasso; Lenin Moreno Garces; Primeiro Turno



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UM FRANCÊS NAS RELAÇÕES EXTERIORES


Nesta quinta-feira, 3 de março de 2016, Guillaume Jean Sebastien Long (39), até então ministro da Cultura e Patrimônio, assume o cargo de ministro das Relações Exteriores e Mobilidade Humana do governo do presidente Rafael Correa (53) em lugar de Ricardo Patiño (62), quem assume o cargo de ministro da Defesa. Long esteve à frente da Cultura por um ano e, antes disso, foi ministro Coordenador de Conhecimento e Talento Humano. O novo ministro nasceu em Paris, França, no ano de 1977, mas realizou sua educação superior em Londres, Grã-Bretanha, bem como possui nacionalidade britânica pelo lado de seu pai. Em Londres, ele obteve o título de PHD em Política Exterior pela Universidade de Londres e pela mesma instituição o bacharelado em ciência política. Graduou-se em História. É naturalizado equatoriano e milita politicamente no país ao menos desde 2009 pertencendo ao mesmo partido do presidente Correa, o Aliança Pais. Considera-se um socialista, mas tem uma visão crítica da forma pela qual o socialismo é compreendido, como, por exemplo, a ideia de que se deve ter uma arte oficial. Para quem acompanha a cena sul-americana é fácil perceber que é um sujeito de grande iniciativa e auto-confiança. Parece ser muito bem alinhado ao governo de Correa e a sua Revolução Cidadã.


LIBERADA PRIMEIRA PARCELA DO EMPRÉSTIMO

No final de fevereiro de 2016, o empréstimo realizado entre Equador e China, passando pela Petroequador, foi liberalmente liberado, conforme já se esperava desde a assinatura do contrato em janeiro, no valor de US$ 820 milhões, os quais foram registrados na conta Transferências e Doações de Capital. Nesta rubrica, segundo o ministro das Finanças, Fausto HERRERA constam os ingressos não permanentes, tais como os petroleiros.



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VENDA DE PETRÓLEO A CHINA E EMPRÉSTIMO


Na sexta-feira, dia 22 de janeiro de 2016, o ministro das Finanças, Fausto HERRERA, distribui um comunicado de imprensa informando que o Equador concluiu um empréstimo de US$ 970 milhões por cinco anos de prazo com o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC), os quais serão assim divididos: US$ 820 milhões liberados quase imediatamente e posteriormente (data não definida) os outros US$ 150 milhões e envolvem a estatal Petroecuador. Na oportunidade o jornal El Comércio perguntou a direção da Petroecuador sobre as condições desta operação a qual foi respondida por email afirmando que a mesma implica no "provisão de 76.320.000 barris com uma estrutura comercial em que se entrega petróleo cru a preço de mercado conforme o dia do carregamento. Disse ainda que os valores do faturamento de compra e venda do óleo entram da Petroecuador para a conta única do tesouro equatoriano.




INDICADORES


Parte dos indicadores aqui reproduzidos são obtidos a partir do órgão oficial de estatísticas do Equador a saber: INEC

A população do País, segundo o relógio demográfico do INEC apurada no dia 9 de fevereiro de 2021 às 16hs59ms local (Quito) e de Brasília é estimada em 17.434.115 indivíduos.


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COVID-19 NO EQUADOR


Pelo boletim epidemiológico semanal da Organização Mundial de Saúde (OMS) com dados enviados pelos países até o dia 31 de janeiro de 2021, a situação do Equador era de 249.779 casos confirmados e acumulados, 11.547 novos casos na última semana, 14.451 óbitos acumulados e 241 novos óbitos nos últimos sete (7) dias. Proporcionalizando os dados pela taxa de hum (1) milhão de habitantes e tendo por referência a população do relógio demográfico do Instituto Nacional de Estatísticas e Censos (INEC), as taxas são as seguintes: 14.327 de casos acumulados por milhão; 662 novos casos por milhão; 829 óbitos acumulados por milhão; e 13,82 novos óbitos por milhão de habitantes.


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TAGs: China, Empréstimo, Quito, Petroequador, presidente do Equador; Rafael Correa