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E SOBRE O EQUADOR



EQUADOR

Bandeira do Equador


MARIA ALEJANDRA É A VICE-PRESIDENTE


Nesta sexta-feira, 17 de julho de 2020, a Assembleia Nacional (AN) aprovou o nome da próxima vice-presidente da República uma vez que a função havia ficado vaga desde 7 deste mês em decorrência da renúnica do então ocupante da função OTTO SONNENHOLZNER (37). O nome da nova vice MARIA ALEJANDRA MUÑOZ Seminario (41) saiu de uma lista tríplice enviada pelo presidente da República LENIN Boltaire MORENO Garcês (67) ao Parlamento que a escolheu pelo placar de 75 votos pela indicação, 22 contrários a sua escolha e 38 abstenções. Para alguns analistas, a escolha dela foi uma supresa pois muitos apostavam no nome da ministra de Governo MARIA PAULA ROMO. Maria Alejandra é natural de Guayaquil, casada há 20 anos, tem quatro (4) filhos e é católica praticante. Graduou-se em ciências sociais e política (1998), e também é formada em direito com especialização em direito empresarial e tributário da Universidade de Especialidades Espirito Santo do Equador. No mesmo ano em que se formou em direito ela recebeu o título de Advogada dos Tribunais e Juizados da República do Equador. E ainda teve a oportunidade de lecionar nesta mesma universidade durante os anos de 2007 a 2009 na cátedra de direito administrativo. Está no serviço público desde os 23 anos de idade e até ter seu nome colocado na lista presidencial respondia pela diretoria do Serviço Nacional de Aduana (SENAE) desde 2018, além de ter realizado outros breves cursos de especialização. A partir de agora a nova vice-presidente receberá US$ 2.434,50 por mês pelo exercício da função.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs) - Assembleia Nacional, Ex-diretora do Serviço Nacional de Aduana, SENAE, Vice-presidente da República, Maria Alejandra Muñoz


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VICE-PRESIDENTE RENUNCIA AO CARGO


Na manhã de terça-feira, 7 de julho de 2020, o vice-presidente da República OTTO SONNENHOLZNER (37) comunicou a partir da Secretaria Geral da Presidência, valendo-se dos meios de comunicação à disposição, a sua renuncia a função na qual se encontrava desde 11 de dezembro de 2018, tendo como titular o presidente da República LENIN Boltaire MORENO Garcês (67). Sonnenholzner que foi o segundo a ocupar a função, em lugar de MARIA ALENDRA VICUÑA, imprimiu um grande ritmo de trabalho com grande estímulo inicial do presidente Moreno e ganhou destaque a partir deste ano, quando teve início a pandemia da covid-19, e procurou estar presente em todas situações desafiadoras uma vez que o governo passou a ser muito criticado devido ao enorme número de casos com óbitos muito rápidos e incapacidade dos serviços públicos de recolher corpos das vítimas. O então vice-presidente funcionou como espécie de primeiro-ministro do governo Moreno. Em sua fala de despedida, que se constituiu em largo balanço de suas realizações, declarou não se intimidar com as críticas que lhe foram dirigidas e não atua fazendo cálculos políticos. "O único cálculo que faço que sempre fiz é somar ações para multiplicar resultados". No balanço que fez de sua vice-presidência ele aproveitou a oportunidade do comunicado para fazer forte discurso de conteúdo político no qual não poupou críticas ao populismo que vigeu no país durante os anos da presidência de RAFAEL Vicente CORREA Delgado, mas sem citar diretamente a pessoa do ex-mandatário. Destacou que o populismo traz sensação de conforto e segurança por prazo curto, mas alicerçado em bases falsas, e enfatizou ser jovem e ter "apenas 37 anos", algo que tem sinal ambivalente, pois se pode significar inexperiência (não é bem o seu caso), também quer dizer novos hábitos e não ter relação com a "velha política". Fez questão de repetir em diversos momentos de sua fala a palavra "corrupção" como um mal que afligiu o país, conquanto se reportasse ao período anterior ao atual presidente. "Ser honesto no público e no particular será sempre o melhor negócio" declarou. Também deixou claro, mas sem usar a palavra, que deixava a vice-presidência para se ocupar da candidatura a presidência sem que qualquer possa acusá-lo de uso indevido de recursos públicos para sua campanha. Não passou desapercebido a imprensa equatoriana que a mensagem de Otto Sonnenholzner foi muito bem montada como peça inicial de uma candidatura presidencial, tornando-se, assim, o primeiro candidato conhecido a sucessão do presidente Moreno que se realizará apenas em fevereiro de 2021. Otto Sonneholzner, que vem de uma família empresarial ligada ao setor de radiodifusão, é formado em ciências sociais pela Universidade de Munich (Alemanha) com pós-graduação em economia pela Schiller International Universtiy. O próximo vice-presidente da República deverá ser formalizado no sábado, 18 de julho, escolhido de uma lista tríplice preparada pelo presidente da República uma vez que este é o procedimento constitucional.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs) - Anuncia renúncia ao cargo de vice-presidente; Otto Sonneholzner; ex-vice-presidente do Equador; presidente Lenin Moreno; renuncia ao cargo de vice-presidente;


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MORENO NEGOCIA COM INDÍGENAS E RECUA


No domingo, 13 de outubro de 2019, o presidente LENIN MORENO Garcês (65), negociou diretamente com os dirigentes da Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE) e decidiu cancelar o decreto 888 pelo qual punha fim aos subsídios dos combustíveis e gerou fortíssima reação política de vários setores da sociedade, levando o presidente a transferir provisoriamente a sede do governo para Guayaquil e adotar o toque de recolher em Quito. O presidente salientou ao final da tratativa que preferiu a paz do que a manutenção de um quadro de conflito social no país, mas enfatizou a grande necessidade de o estado equatoriano proceder a reforma a fim de que possa recuperar a capacidade de investimento e de crescimento da economia. Já pela manhã da segunda-feira, dia 14 de outubro de 2019, por seu twitter oficial, o presidente da República afirmou que Se expedirá um novo decreto que nos assegure que os recurso a quem realmente os necessite. Basicamente o artigo 1o do novo decreto afirma que o 888 de 1 de outubro de 2019 fica "sem efeito", enquanto o artigo 2o determina que se proceda a "elaboração imediata de um novo decreto executivo que permita uma política de subsídios de combustíveis, com um enfoque integral, com critérios de racionalização, focalização, e setorialização, que previna que estes não se destinem ao de pessoas de maiores recursos econômicos, nem a contrabandistas de combustíveis". A pergunta que deve ser feita neste breve texto do decreto, acrescido somente de duas disposições transitórias, é a capacidade que seu governo terá de efetivamente fazer um necessário ajuste do estado e ao mesmo tempo manter a política de subsídios. Até pelo menos três dias antes da negociação, o presidente afirmava peremptoriamente que não recuaria de sua decisão. Com esta rápida mudança, mesmo que afirmando que o fazia para a paz, há o risco de que ele perca sua autoridade.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Cancelamento de decreto, CONAIE, Negociação, presidente Lenin Moreno, Subsidio de combustíveis.


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PRESIDENTE DECRETA TOQUE DE RECOLHER EM QUITO


Neste sábado, 12 de outubro de 2019, o presidente LENIN MORENO Garcês (65), desde a cidade de Guayaquil para onde transferiu a sede do governo enquanto durar o Estado de exceção, determinou o Toque de recolher em Quito, capital do país, devido a continuação e violência dos disturbios que se espalharam pela cidade em protesto contra as medidas econômicas adotadas pelo governo nacional transformando-se em atos de vandalismo. O pretexto do descontentamento das medidas econômicas foi basicamente as que puseram fim ao corte de subsídios ao preço dos combustíveis. Moreno anunciou a decisão por meio de uma mensagem transmitida em cadeia nacional de rádio, televisão, e mídias digitais para todo o pais e na oportunidade acrescentou sua disposição de conversar diretamente com a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE), cujo envolvimento direto com os protestos deram aos mesmos a dimensão que alcançou. No entanto, em sua mensagem o presidente da República afirmou que a violência tem a participação direta de narcotraficantes e "correistas", isto é, de adeptos do ex-presidente RAFAEL Vicente CORREA Delgado (55), antigo aliado do presidente e maior responsável por sua eleição, quem se encontra atualmente vivendo na Bélgica, terra de sua esposa. Ao fazer a transmissão de sua mensagem, o presidente estava ladeado por dois ministros civis fato este que parecia revelar uma preocupação deliberada a fim de afastar as críticas de opostiores de que seu governo se tornou refém dos militares uma vez que ao decretar o estado de exceção a garantia da ordem nas áreas públicas está quase integralmente sob a responsabilidade das Forças Armadas, bem como o governo contaria com pouco apoio político. No entendimento do cientista político Rui Tavares Maluf (60), professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo FESPSP, "os próximos dias serão decisivos para se conhecer a real força da institucionalidade democrática no país e do próprio governo uma vez que o presidente Moreno disse enfaticamente mais de uma vez que não recuaria nem um passo de suas medidas. Do lado oposto, a CONAIE e outros setores da oposição afirmaram que não se desmobilizariam enquanto o governo não cancelasse as medidas que tomou. Caso o governo recue das medidas principais, as quais deu tanta ênfase, será um duro golpe para a continuação de seu governo. A favor do presidente, é preciso destacar que seu governo teve início com a consulta popular que aprovou o fim da reeleição dos presidentes da República, fato revelador de seu desapego pessoal ao cargo, o que talvez lhe permita tomar medidas duras que outros relutariam muito ou nem mesmo cogitariam. É preciso aguardar".


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Cientista político Rui Tavares Maluf, Equador, Ex-presidente Rafael Correa, FESPSP, Guayaquil, Mensagem do presidente da República, Presidente Lenin Moreno, Professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, Quito, Toque de recolher em Quito



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PRESIDENTE MORENO PÕE FIM A SUBSÍDIO


Na noite de 2 de outubro de 2019, quarta-feira, em Quito, o presidente da República, LENIN MORENO Garcês (65), determinou o fim do subsídio dos combustíveis e outras medidas econômicas (como a demissão de servidores públicos) a fim de recuperar a capacidade do estado ecuatoriano. O novo preço dos combustíveis entra em vigência às 0horas desta quinta-feira, 3 de outubro de 2019, fazendo com que o galão do diesel americano passe de US$ 1,03 para USS$ 2,30 e o da gasolina comum de US$ 1,85 para US$ 2,40 O petróleo se tornou já havia alguns anos um dos principais produtos do país e serviu para financiar vários serviços públicos relacionados à mobilidade da população durante os anos do governo do então presidente RAFAEL Vicente CORREA Delgado (55), embora a partir de 2017 os recursos proventientes desta fonte de divisa começaram a cair signficiativamente abalando as finanças públicas nacionais. De acordo com a previsão do governo, o tesouro poderá arrecadar cerca de US$ 3 milhões com a adoção de tais medidas. Grande parte das medidas deverá ser aprovada pelo Congresso Nacional para permanecer em vigor. Todavia, haverá reação a sua implementação por parte da sociedade. Nesta mesma noite, a Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador (CONAIE) já anunciou por meio de seu comitê executivo que se mobilizará para impedir que tal escolha se viabilize. A entidade afirma que realizará grande manifestação sobre a capital do país e se dirigirá ao Poder Legislativo com a intenção de levar seu protesto. Além da queda da arrecadação, o país vem sofrendo o impacto da entrada de milhares de venezuelanos que deixam o país a fim de escapar das agruras do regime do ditador NICOLAS MADURO Morus (55).


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - América do Sul, CONAIE, Confederação de Nacionalidades Indígens do Equador, Equador, Ex-presidente Rafael Correa, Fim do subsídio à gasolina, Presidente Lenin Moreno, Subsídio à gasolina



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VITÓRIA DO 'SIM' NA CONSULTA POPULAR


Neste domingo, 4 de fevereiro de 2018, 74,8% dos eleitores equatorianos compareceram às urnas para se manifestarem sobre consulta popular convocada pelo governo nacional sobre sete (7) questões e assinalarem SIM caso concordadessem ou NÃO caso discordassem. O governo do presidente da República LENIN MORENO Garcês (64) obteve grande vitória com resultados todos positivos para o SIM o que representou a derrota do ex-aliado e ex-presidente da República RAFAEL Vicente CORREA Delgado (54). Correa fez campanha aberta pelo NÃO. As propostas do SIM contaram com o apoio de adversários do atual presidente, tais como o ex-concorrente à presidência da República, GUILLERMO Alberto Santiago LASSO Mendoza (62) (CREO) e o prefeito de Guayaquil, JAIME NEBOT, Partido Social Cristão (PSC). Dentre os itens da consulta, um dos que gerou maior conflito durante a campanha foi o que vedava a reeleição presidencial indefinidamente. Com sua aprovação por mais de 60% dos eleitores, o ex-presidente Rafael Correa não tem mais como se candidatr ao cargo e tal possibilidade constitucional era uma novidade na atual Constituição do Equador. Outro item era muito retórico e dificilmente poderia ter um resultado negativo. Este foi o caso do item sobre estar de acordo em penalizar os atos de corrupção o qual obtinha na apuração parcial mais de 74% da aprovação. Assim, estes itens necessitarão de votação na Assembleia Nacional por meio de modificações constitucionais e legislativas. Ao saber dos resultados oficiais o presidente Moreno fez uma declaração televisiva cumprimentando a todos equatorianos, incluindo os que votaram pelo NÃO, destacando que o ato de votar é em si mesmo uma forma de dialogar e defender a democracia. Em suas palavras, a democracia triunfou nitidamente com este resultado e lembrou que faz muito tempo que o país não contava com uma causa nacional para se posicionar. Por outro lado, será necessário saber como ficará a base congressual do presidente em consequência da perda de parlamentares de seu partido Alianza País que apoiam o ex-presidente Correa. Seu governo contará com o apoio de seus antigos adversários políticos que o apoiaram na consulta popular? Estas respostas ainda não estão dadas e exigirão situações concretas para se possa conhecê-las.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Consulta popular; Sete itens; Ex-presidente Rafael Correa; Presidente Lenin Moreno; Veto à reeleição indefinida



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EX-PRESIDENTE CORREA DEIXA ALIANZA PAIS


Na terça-feira, 16 de janeiro de 2018, o ex-presidente da República RAFAEL Vicente CORREA Delgado (54) se desfiliou do partido ALIANZA PAIS do qual foi um dos principais fundadores por não conseguir retomar seu controle político após o atual presidente da República LENIN MORENO Garcês (64) tomar posse. Sua decisão materializou o rompimento político com o atual mandatário e ex-aliado. Seu gesto ocorreu logo após a ratificação pelo Tribunal Contencioso Eleitoral (TCE) ter ratificado o controle da direção do partido pela ala política que apoia Moreno. O tribunal decidiu a partir de um recurso da deputada GABRIELA RIVADENEIRA que é correligionária de Correa. Outra grande fratura entre os dois líderes é a convocação de uma consulta popular a ser realizada no dia 4 de fevereiro, quando o eleitorado decidirá se apoia ou não a limitação de mandatos presidenciais a dois. Correa havia conseguido incluir na Constituição vigente o direito a reeleição indefinida do presidente da República e Moreno defende a restrição. Nas eleições gerais de 2017, o ALIANZA PAÍS obteve 74 das 137 cadeiras, ou seja 54% do total. Com a dissidência, esta maioria tende a diminuir ligeiramente, mas ainda assim o governo não deverá perder a maioria de acordo com avaliações dos analistas locais.


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LEGISLATIVO ELEGE NOVO VICE-PRESIDENTE


No sábado, 6 de janeiro de 2018, os deputados da Assembleia Nacional, reunidos em sessão extraordinária sob a presidência do deputado JORGE SERRANO Salgado, elegeram a MARIA ALEJANDRA VICUÑA (39) como nova vice-presidente da República em lugar de JORGE GLASS (48), que se encontra preso acusado de corrupção. Vicuña obteve 70 votos a favor de seu nome, 17 nulos e brancos, sendo que 19 parlamentares se abstiveram, totalizando 106 presentes de um total de 137, ou seja 77,4% dos legisladores estiveram presentes. O nome da agora vice-presidente era uma (1) de três (3) possibilidades apresentadas pelo atual presidente da República, LENIN MORENO Garcês (64) à apreciação do Assembleia Nacional. As outras duas (2) propostas eram das ministras das Relações Exteriores, MARIA FERNANDA ESPINOSA e da Justiça, ROSANA ALVARADO. Maria Alejandra é natural de Guayaquil, maior cidade do País, no ano de 1978. No governo do antecessor de Moreno ela foi ministra do Desenvolvimento Urbano e Habitação e também foi deputada nacional por dois mandatos consecutivos, eleita pelo departamento de Guaias. No mesmo dia da eleição de Vicuña, os parlamentares formalizaram a destituição de Glass da vice-presidência.



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VICE JORGE GLAS PRESO


Na terça-feira, 3 de outubro de 2017, o vice-presidente do Equador, JORGE David GLAS Espinel (48) ingressou na prisão ao norte de Quito proveniente de Guayaquil, onde foi detido na segunda-feira, por acusação de comandar uma rede de suborno envolvendo a empresa brasileira Odebrecht, o que ele enfaticamente nega. A prisão foi autorizada pela Corte Nacional de Justiça em forma cautelar. O tio de Glass, Ricardo Rivera também foi preso ao lado do sobrinho suspeito da mesma acusação. Quando ficou sabendo da ordem de prisão contra sua pessoa, o vice-presidente disse que a aceitava embora sob "protesto". A detenção do vice-presidente se dá em meio ao crescimento do conflito entre o atual presidente LENIN MORENO Garcês (64) e o ex-presidente RAFAEL CORREA Delgado.


MORENO ASSUME A PRESIDÊNCIA


Nesta quarta-feira, 24 de maio de 2017, LENIN MORENO Garcês (63) (Alianza País), de esquerda, tomou posse como presidente do Equador para governá-lo pelos próximos cinco (5) anos, substituindo ao presidente RAFAEL CORREA Delgado (54) (Alianza Pais). O ministério do novo presidente é composto de 28 integrantes divididos entre ministros e secretários, sendo que grande parte deles ocupou cargos no governo do ex-presidente Correa. Algumas das pastas mais sensíveis serão ocupadas pelas seguintes pessoas: CARLOS ALBERTO DE LA TORRE Munõz (46), ministro da Economia e Finanças , ex-assessor da gerência geral do Banco Central do Equador (2016-2017) MARIA FERNANDA ESPINOSA Garcês (52), ministra das Relações Exteriores e Mobilidade Humana, que já foi titular da pasta; MIGUEL ANGEL CARVAJAL Aguirre (57), ministro da Defesa, ex-deputado nacional e ex-vice-ministro de Desenvolvimento Rural. Diferentemente de seu antecessor, Moreno encontrará um país com mais dificuldades na atividade econômica as quais se manifestam na redução do preço do petróleo (o país é produtor) e nas receitas do tesouro. Como é esperado em todo e qualquer dia da posse de um presidente, o discurso do novo presidente foi otimista, revelando disposição para que todos os gastos importantes do governo sejam antecipados por amplas consultas à cidadania de sorte a que a administração não faça despesas que não sejam condizentes com as reais necessidades da população. Em relação ao dolar norte-americano, que é a moeda corrente do país, ele afirmou em seu discurso que "vamos sustentar a dolarização. Para isso iremos impulsionar todas as políticas e atividades que permitam somar dolares ao nosso país. Não teremos uma moeda paralela". A razão deste discurso se deveu as críticas recebidas pelo uso da moeda norte-americana e pelo forte mercado paralelo que haveria no Equador. Também no campo da economia, Moreno destacou que "fortalecerá a inserção internacional" do país. Marcando um estilo próprio, Lenin Moreno disse que não manterá a prestação de contas semanal que seu colega e antecessor fazia ao país, exigida pela Constituição, mas que descobrirá uma forma de respeitar a Carta Magna. A cerimônica de posse tinha previsto a presença de 11 presidentes da região, de acordo com o diário Ultimas Notícias, entre os quais o aliado presidente da Venezuela, Nicolas Maduro (55), que desmarcou sua viagem no último momento devido a tensão política vivida no país. Os mandatários que já se encontravam no país para a cerimônia eram os do Bolivia, Chile, Colombia, Costa Rica, Honduras, e Peru. O ex-presidente Rafael Correa viverá por algum tempo na Bélgica, pais de sua esposa, e no discurso de despedida admitiu que poderá voltar a disputar a presidência.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): América do Sul, Diário Últimas Notícias, Equador, Lenin Moreno Garcês, Ministério, Rafael Correa Delgado, presidente da República, ex-presidente da República, posse do novo presidente


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CANDIDATO OFICIAL VENCE SOB CONTESTAÇÃO


No domingo, 2 de abril de 2017, realizou-se o segundo turno da eleição presidencial no Equador 42 dias após a realização do primeiro turno quando o eleitorado também escolheu os membros do Poder Legislativo em nível nacional e provincial. O candidato oficial, LENIN MORENO Garcês (63), apoiado pelo presidente RAFAEL CORREA (53), venceu o candidato da oposição GUILLERMO Alberto Santiago LASSO Mendoza (61). Veja a seguir os resultados oficiais divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) representando em 99,33 :

  • Lenin Moreno (PAIS) - 5.052.095, 51,16%

  • Guillermo Lasso (CREO) - 4.822.062, 48,97%

  • VOTOS NOMINAIS - 9.847.157, 100

  • Brancos - 69.719

  • Nulos - 670.707

  • COMPARECIMENTO - 10.616.205

  • Abstenção - 2.177.540

  • ELEITORADO TOTAL 12.816.698

FONTE: Conselho Nacional Eleitoral do Equador (CNE)

Observação: a soma dos votos nominais, brancos e nulos não coincide com a informação oficial do CNE. A soma seria 10.587.583

Algumas das pesquisas de boca de urna davam vitória de Lasso por 53% dos votos válidos. Pesquisas erram, especialmente quando há grande competição e também flutuação na reta final. Resultados apertados podem ser considerados normais em princípio. Porém, o ambiente no Equador é muito tenso e de baixíssima confiança nas instituições, haja visto a conduta do presidente Rafael Correa sobre a imprensa e seus diretores, aprovando legislação durissima em relação aos orgãos de comunicação. Assim, o candidato da oopsição não reconheceu a derrota e afirmou oficialmente que se valerá de todas as vias políticas e jurídicas para que o voto popular seja respeitado. Disse mais aos seus apoiadores: enquanto no primeiro turno a apuração da corrida presidencial levou quatro dias para o CNE divulgar o resultado oficial, agora o faz em somente 20 minutos. Já na segunda-feira, dia 3, Lasso se mantinha na mesma posição. Moreno, por seu turno, passou a falar como presidente eleito e declarou que agora é hora de entendimento de todos e está disposto a fazer um governo de diálogo.

A evolução de votos entre o primeiro e o segundo turno significou um aumento da participação eleitoral de 167.719, ou 1,6, fato raro de acontecer em eleições com dois turnos em muitos países. O candidato oficial Lenin Moreno cresceu 1.315.148, isto é, 9,6%, enquanto o candidato da oposição, Guillermo Lasso, melhorou seu desempenho em 2.172.283, que significa extraordinários 81,9% mais votos. Por sua vez, a votação de nulos e brancos teve redução no turno definitivo.

PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Candidato oficial, Eleição presidencial, Guillermo Alberto Santiago Lasso Mendoza, Lenin Moreno Garces, Segundo turno, Rafael Vicente Correa Delgado


ALTERAÇÃO NO COMANDO DO EXÉRCITO


Domingo, dia 5 de março de 2017, o ministro da Defesa, RICARDO Armando PATIÑO Aroca (62), nomeou novo comandante para o Exército do Equador após o general LUIS CASTRO ter feito declaração pública para que o resultado das eleições ocorridas em 19 de fevereiro, em primeiro turno, fossem respeitadas. O ministro entendeu que o militar feriu o princípio de não ingerência em assuntos políticos e decidiu substituí-lo pelo general de divisão EDISON NARVAEZ Rosero. O general demitido deu novas declarações no dia 6, durante entrevista concedida à imprensa do lado de fora da Academia Militar Eloy Alfaro, destacando que em determinado momento do dia das eleições, o Exército perdeu parte da custódia sobre o processo eleitoral, especificamente o transporte das urnas para a empresa privada contratada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) para a presente eleição. Aproveitou a oportunidade para lançar críticas ao ministro da Defesa por ter feito declaração pública na noite do domingo anunciou a vitória do candidato da situação LENIN MORENO Garces (PAIS), o que não se verificou, ferindo a obrigatória neutralidade que o cargo exige. Finalmente disse que a Justiça analisará o evento e confia que a instituição esclareça se houve ou não fraude na eleição.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Comandante do Exército; Ex-comandante do Exercito; General Edison Narvaez Rosero; General Luis Castro; Ministro da Defesa; ministro Ricardo Patiño; Ricardo Patiño


RESULTADO DO PRIMEIRO TURNO PRESIDENCIAL


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No domingo, dia 19 de fevereiro de 2017, o Equador realizou o primeiro turno das eleições presidenciais e para renovação do Poder Legislativo. Mais de 12,5 milhões de eleitores estavam aptos a sufragar um dos oito 8 postulantes ao cargo de presidente da República e de sucessor do atual, Rafael Correa (53) (PAIS). O atual mandatário não concorreu a mais uma reeleição, embora pudesse segundo a Constituição do Equador, aprovada praticamente sob a sua liderança, com as modificações que ocorreram para atender seu eventual desejo. Sua desistência se deve a queda de popularidade do governo a partir do final de 2015 quando da queda das receitas decorrentes do Petróleo, tão importantes para o país, bem como o aumento do desemprego. Em seu lugar, concorre o vice-presidente Lenin Moreno Garcês (63) (PAIS), quem obteve a primeira colocação mas não conseguiu evitar o segundo turno.

Os resultados do primeiro turno são os seguintes de acordo com o boletim oficial do Concelho Nacional Eleitoral (CNE) de 22 de fevereiro de 2017, às 15hs21ms.:

  • Lenin Moreno Garcês - (PAIS) - 3.676.711 (39,33%);

  • Guillermo Alberto Lasso Mendoza - (CREO) 2.632.367 (28,16%);

  • Cyntia Viteri Jimenez - (LA 6) - 1.519.282 (16,25%);

  • Paco Moncayo Gallegos - (ID) - 630.964 (06,75%);

  • Abdala Bucarán Pulley - (Fuerz EC) - 448.479 (04,80%);

  • Ivan Espinel Molina - (Fuerza) - 297.387 (03,18%);

  • Patricio Zuqilanda Duque - (PSP 3) - 71.984 (00,77%);

  • Washington Pesántez Muñoz - (UE) - 70.620 (00,76%);

  • VOTOS DE TODOS CANDIDATOS - 9.347.794(100,00%);

Guillermo Lasso e Cynthia Viteri já haviam sido candidatos presidenciais em 2013 e 2006, respectivamente. Mas enquanto Lasso já obtivera um segundo lugar (22,87% dos válidos), sem contudo conseguir a realização do segundo turno, Viteri ficara em quinto (9,6% dos válidos).

E, a seguir, veja o resumo dos demais números das eleições destacando-se que os percentuais são obtidos sobre o eleitorado apto:

  • Votos em Branco - 282.819 ( 2,23%);

  • Votos Nulos - 782.955 ( 5,76%);

  • COMPARECIMENTO ÀS URNAS - 10.359.568 (81,79%);

  • Abstenção - 2.306.905 (18,21%);

  • ELEITORADO APTO - 12.665.663(100,00%)

Na presente eleição, a abstenção eleitoral diminuiu em relação a 2013 quando alcançou extraordinários 32%, mas ainda assim é um número alto. Naquela oportunidade, o ausentismo poderia ser explicado pela altíssima popularidade do presidente Correa que parecia invencível aos olhos de grande parte do eleitorado, desestimulando a participação.


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RESULTADOS PARA A ASSEMBLEIA NACIONAL


No mesmo domingo, dia 19 de fevereiro de 2017, quando os eleitores equatorianos elegiam o candidato a presidente da República, faziam-no também para a Assembleia Nacional, Poder Legislativo do pais, a fim de escolher 137 parlamentares, cujas vagas (cadeiras) são divididas da seguinte maneira: 1) 15 nacionais, isto é, que são eleitos com votos dos eleitores de todo o território nacional; 2) 116 provinciais, ou seja, são os representantes eleitos pelas províncias do pais que totalizam 24; e, 3) seis 6 que são eleitos pelos equatorianos que vivem no estrangeiro.

Ao menos 15 agremiações pleitearam uma vaga no Poder Legislativo nacional, e os resultados dos três partidos e coligações mais votados distribuidos pela forma de eleição dos assembleistas são os seguintes, em ordem decrescente de votação em termos absolutos e percentuais (votos válidos), com base em boletim do Conselho Nacional Eleitoral divulgado no dia 23 de fevereiro de 2017 às 16hs16ms:


  • Movimento Alianza País-Patria Soberana - 3.592.362, (39,00%);

  • Alianza Creo-Suma - - 1.886.838, (20,48%);

  • Partido Social Cristão (PSC) - 1.393.980, (15,13%);

Considerando os votos dos candidatos que obtém votos em todo território com os provinciais, parece seguro que o partido da situação obteve a maioria relativa da Assembléia Nacional. Em caso de vitória do candidato da oposição a presidência da República, Guillermo Lasso, no segundo turno, ele deverá ter um governo de minoria parlamentar, em princípio.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): Cyntia Viteri Jimenez; Eleições Gerais; Eleição para Assembleia Nacional; Eleição para Presidente da República; Guillermo Lasso; Lenin Moreno Garces; Primeiro Turno


UM FRANCÊS NAS RELAÇÕES EXTERIORES


Nesta quinta-feira, 3 de março de 2016, Guillaume Jean Sebastien Long (39), até então ministro da Cultura e Patrimônio, assume o cargo de ministro das Relações Exteriores e Mobilidade Humana do governo do presidente Rafael Correa (53) em lugar de Ricardo Patiño (62), quem assume o cargo de ministro da Defesa. Long esteve à frente da Cultura por um ano e, antes disso, foi ministro Coordenador de Conhecimento e Talento Humano. O novo ministro nasceu em Paris, França, no ano de 1977, mas realizou sua educação superior em Londres, Grã-Bretanha, bem como possui nacionalidade britânica pelo lado de seu pai. Em Londres, ele obteve o título de PHD em Política Exterior pela Universidade de Londres e pela mesma instituição o bacharelado em ciência política. Graduou-se em História. É naturalizado equatoriano e milita politicamente no país ao menos desde 2009 pertencendo ao mesmo partido do presidente Correa, o Aliança Pais. Considera-se um socialista, mas tem uma visão crítica da forma pela qual o socialismo é compreendido, como, por exemplo, a ideia de que se deve ter uma arte oficial. Para quem acompanha a cena sul-americana é fácil perceber que é um sujeito de grande iniciativa e auto-confiança. Parece ser muito bem alinhado ao governo de Correa e a sua Revolução Cidadã.


LIBERADA PRIMEIRA PARCELA DO EMPRÉSTIMO

No final de fevereiro de 2016, o empréstimo realizado entre Equador e China, passando pela Petroequador, foi liberalmente liberado, conforme já se esperava desde a assinatura do contrato em janeiro, no valor de US$ 820 milhões, os quais foram registrados na conta Transferências e Doações de Capital. Nesta rubrica, segundo o ministro das Finanças, Fausto HERRERA constam os ingressos não permanentes, tais como os petroleiros.


VENDA DE PETRÓLEO A CHINA E EMPRÉSTIMO


Na sexta-feira, dia 22 de janeiro de 2016, o ministro das Finanças, Fausto HERRERA, distribui um comunicado de imprensa informando que o Equador concluiu um empréstimo de US$ 970 milhões por cinco anos de prazo com o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC), os quais serão assim divididos: US$ 820 milhões liberados quase imediatamente e posteriormente (data não definida) os outros US$ 150 milhões e envolvem a estatal Petroecuador. Na oportunidade o jornal El Comércio perguntou a direção da Petroecuador sobre as condições desta operação a qual foi respondida por email afirmando que a mesma implica no "provisão de 76.320.000 barris com uma estrutura comercial em que se entrega petróleo cru a preço de mercado conforme o dia do carregamento. Disse ainda que os valores do faturamento de compra e venda do óleo entram da Petroecuador para a conta única do tesouro equatoriano.


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