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VIZCARRA: ERA PARA CAIR, MAS NÃO CAIU


Nesta sexta-feira, 18 de setembro de 2020, o plenário do Congresso Nacional(CN) votou pela rejeição ao processo de vacância moral do atual presidente da República MARTIN Alberto VIZCARRA Cornejo (56) em sessão que durou mais de 12 horas, considerando que o chefe de estado compareceu ao Parlamento (unicameral desde 1995) logo no início dos trabalhos a fim de fazer sua defesa frente a acusação que lhe era dirigida a partir do que havia encaminhado a comissão de fiscalização do Poder Legislativo, com a anuência do plenário. A rejeição da moção se deu pelo placar de 32 votos a favor da perda do cargo, 78 votos contrários e 15 abstenções em uma soma de 125 votantes dentre 130 congressistas, quando seriam necessários ao menos 87 votos. A julgar pelo resultado da sexta-feira anterior, 11 de setembro, havia risco real de que ele perdesse o mandato na atual deliberação. A fala presidencial foi previamente preparada e vazada em 13 itens, conquanto tenha havido momentos de improvisação. Vizcarra admitiu no decorrer de sua inquirição que a voz no áudio que gerou toda a polêmica na qual foi denunciado é a "sua", embora tenha enfatizado que a única verdade em toda esta situação foi a escuta clandestina de sua conversa a qual ele negou que houvesse solicitado que as então assessoras mentissem à comissão parlamentar. Arrematou esta parte da defesa dizendo: "Não vou entrar na análise de fundo do assunto. Devemos respeitar as instâncias. Desejamos que seja o Ministério Público o foro encarregado de chegar a fundo na investigação", destacando ainda que demonstrará "nesta instância, que meu comportamento foi sempre o correto e que não cometi nenhum ato ilegal". Seja enquanto esteve presente no recinto quanto depois de tê-lo deixado foi duramente tratado por grande parte dos parlamentares tanto que votaram pela vacância quanto alguns dos que rejeitaram. A mudança no comportamento de vários parlamentares no lapso de uma semana foi motivada por ao menos quatro (4) fatores: 1) notícias na imprensa demonstrando enriquecimento ilícito do presidente do CN, o congresista MANUEL Arturo MERINO Lama (59), e duro opositor do chefe de estado; 2) outras notícias na imprensa demonstrando que o presidente da Comissão de Fiscalização (CF), EDGAR Arnold ALARCON Tejada (59) tem vários processos judiciais contra sua pessoa; 3) a grave crise da pandemia que atinge o Peru com enorme impacto não é momento para cassar o mandato do presidente da República; e, 4) Vizcarra ainda conta com grande popularidade conquanto não tenha grande apoio no CN, mesmo entre as forças que tem interesse em sua permanência. O presidente da CN Merino é filiado ao histórico partido Ação Popular (AP), eleito para esta legislatura com 5.271 votos, foi eleito pela jurisdição de Tumbes, partido que teve grande importância histórica no país, mas há muito tempo se desgastou com várias denúncias de corrupção atingindo seus líderes. Ademais, a imprensa e parte dos meios da política entendem que Merino é efetivamente alguém que criou dificuldades para o atual presidente da República desde o início de seu governo. Durante a sessão desta sexta-feira, no momento reservado a que cada congressista se posicionasse ao microfone, a congressista MIRTHA Esther VÁZQUES Chuquilin (Frente Ampla), eleita pelo departamento de Cajamarca com 12.687 votos, fez importantes discurso em defesa do presidente Vizcarra lembrando que se o processo de vacância é um considerado de natureza política, isto não significa ser arbitrário e ferir a Constituição. Para além do que já havia sido noticiado na informação anterior, o grau de conflito político acabou por ter o nome da Marinha de Guerra envolvido quando a ex-assessora do presidente Vizcarra, Karem Alexandra Roca Luque, havia informado perante depoimento à Comissão de Fiscalização realizado no dia 7 de julho que o setor de inteligência desta força armada realizava escutas telefônicas de parlamentares e de outros funcionários públicos. Nesta sexta-feira, a Marinha divulgou nota oficial informando que é inverídica a afirmação da ex-assessora e que a mesma em carta notarial datada de 14 de setembro retrata-se afirmando que a afirmação de sua lavra não é fundada e que não desejou "causar dano a imagem e reputação da Marinha de Guerra do Peru".

Antes disso, na quinta-feira, 17 de setembro de 2020, o Tribunal Constitucional (TC) do Peru, integrado por sete (7) ministros, decidiu sobre uma ação cautelar impetrada pelo Poder Executivo N° 0002-2020-CC/TC, para barrar o processo de vacância moral contra o presidente Martin Vizcarra com duas (2) linhas de argumentação. Contudo, o TC, presidido por MARIANELLA Leonor LEDEZMA Narvaéz (57). O primeiro requeria que o processo era infundado e deveria ser barrado enquanto o segundo, admitindo que o primeiro não fosse suspenso, solicitava aumentar o número exigido para que o quorum de aprovação de vacância do cargo aumentasse dos atuais 87 (dois terços) para 104 (80%). A primeira decisão foi rejeitada por seis (6) votos contra um (1), enquanto o segundo foi rechaçado por quatro (4) votos contra três (3).

Na análise do cientista político Rui Tavares Maluf (61) o "atual presidente da CN, Manuel Merino, e o presidente da Comissão de Fiscalização foram claramente derrotados, não apenas pelo resultado numérico da sessão, o qual por si mesmo já é muito significativo, mas pelo conhecimento público que se deu no decorrer da semana os envolvendo em atos ao menos tão ou mais discutíveis que o do presidente da República". Mas Tavares Maluf sublinhou que isto não quer dizer tempos melhores para o presidente junto ao Parlamento e nem frente às denúncias que sofreu, as quais se encontram agora no âmbito do Ministério Público. Além disso, o próprio depoimento de sua ex-assessora e o recuo dela nas últimas horas revelam ao menos que ainda há muita coisa por se conhecer". Finalizou lembrando que segmento importante do Congresso Nacional (CN) tem atitude de muita desconfiança sobre o discurso básico de Martin Vizcarra que se diz um não político, passa a ideia de ser um paladino no combate à corrupção, e quem havia dissolvido o CN recentemente em um impasse com o mesmo levando a realização de eleições tampão. De qualquer forma, Tavares Maluf acredita que a situação atual no CN, depois da nova eleição, é menos ruim do que foi antes da dissolução.


Se preferir assista ao comentário gravado


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Congresso Nacioanal, escutas telefônicas, Ex-assessora Karem Roca, Marinha de Guerra, presidente do Congresso Manuel Merino, presidente da República Martin Vizcarra, presidente do Congresso Nacional, processo de Vacância Moral do cargo de presidente da República, professor Rui Tavares Maluf


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APROVADA MOÇÃO DE VACÂNCIA PRESIDENCIAL


Nesta sexta-feira, 11 de setembro de 2020, em Lima, o Congresso Nacional aprovou pelo placar de 65 votos a favor e 36 contrários e 24 abstenções em um total de 125 votantes moção de vacância do cargo para o presidente da República MARTIN Alberto VIZCARRA Cornejo (56) após ter vindo a público a divulgação de três (3) áudios nos quais presumidamente ouve-se a voz do chefe de estado falar com assessores a respeito da estratégia de defesa que se deveria adotar no caso das visitas ao Palácio Miraflores, sede do governo nacional, do cantor RICHARD CISNEROS, apelidado de Richard Swing, quem havia sido contratado pelo Ministério da Cultura. Teriam sido firmado nove (9) contratos do governo com Cisneros, sendo que haveria irregularidades em pelo menos sete (7) destes, os quais já vinham sendo investigados no âmbito do Parlamento com depoimentos já prestados por parte da assessoria. Porém, o motivo principal para a votação e aprovação da referida moção, que poderá levar ao impedimento do presidente, tem a ver com a dita estratégia presidencial captada pelos áudios na qual Vizcarra diz a sua assessoria que deverá dizer as autoridades de investigação sobre o número de visitas do cantor ao palácio, o que não corresponde a verdade. As visitas, segundo as assessoras, foram cinco (5), mas ele recomenda dizer duas (2) argumentando que haveria diferença no protocolo entre os pedidos de visitas e as que foram efetivamente realizadas. Os áudios vieram a público pelas mãos do congressita EDGAR Arnold ALARCÓN Tejada (59), partido União pelo Perú (UPP) e representante de Arequipa, quem é o atual presidente da Comissão de Fiscalização, e eleito com 46.673 votos. Apesar de iniciativa de Alarcón, a moção foi assinada por 31 parlamentares e o próximo passo será a votação no dia 18 de setembro, sexta-feira próxima, do pedido de impedimento em si. No entanto, para que o presidente perca o cargo o quorum de aprovação terá de ser de 87 votos favoráveis. A moção aprovada na sexta-feira requeria um mínimo de 52 votos favoráveis, o qual foi superado em 13 indicando uma tendência forte de oposição ao atual mandatário, a qual em parte se explica pela decisão do presidente tomada no ano passado.

O texto da moção 12102 diz o seguinte: Formar uma Comissão de Investigação Multipartidária, integrada por um representante de cada grupo parlamentar, que investigue a presunta responsabilidade penal do Presidente da República e outros, nos fatos (audios) dados a conhecer no Plenário do Congresso na data de 10 de setiembre de 2020, até o término de vinte (20) dias calendario.

Rui Tavares Maluf (61), cientista político, professor da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP afirma que o referido evento "vem se desenvolvendo basicamente desde o início do segundo trimestre deste ano, em meio a situação muito adversa devido aos altos índices de contaminação da pandemia da covid-19 no país, e sendo bem capitalizados pela oposição". A despeito desta consideração de Tavares Maluf, ele não dá como certo que o desfecho será a destituição do presidente pois ele ainda "não perdeu todo seu capital político no próprio Congresso Nacional, o qual teve renovação muito favorável à ele em consequência de seu combate à corrupção". Mas o analista brasileiro reconhece que sutis encaminhamentos políticos precipitados podem alterar muito rapidamente a percepção parlamentar e popular.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Áudios vazados, cientista político, Congresso da República do Peru, Congresso do Peru aprova moção de vacância do presidente, jornal El Comercio, FESPSP, Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, moção de vacância aprovada, presidente Martin Vizcarra, Rui Tavares Maluf


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FUJIMORISMO RECUA


Neste domingo, 26 de janeiro de 2020, os eleitores peruanos afluiram às urnas a fim de renovar o Congresso Nacional em consequência da dissolução desta casa pelo atual presidente da República MARTIN Alberto VIZCARRA Cornejo (56) em outubro passado. Até meados de quarta-feira, dia 29 de janeiro, 99,35% das atas eleitorais já haviam sido processadas e os resultados indicam significativo recuo do Fujimorismo, força política ligada ao ex-presidente ALBERTO FUJIMORI e à sua filha KEIKO Sofia FUJIMORI Higuchi (43) o qual está organizado no partido Fuerza Popular K. Tanto Fujimori pai quanto filha estão pagandao à Justiça delitos cometidos e Keiko retornou à prisão nesta quarta-feira. Mesmo com o recuo do Fujimorismo o Parlamento peruano carecerá de uma força partidária claramente predominante. Nenhuma agremiação obteve percentualmente votação muito acima de 10% dos votos válidos, o que é praticamente coisa alguma. Nada menos do que 21 partidos políticos concorreram e, aparentemente, todos elegeram algum parlamentar.

A seguir, P&D reproduz os dados obtidos diretamente da Oficina Nacional de Procesos Electorales (ONPE), embora tais informações serão mais trabalhadas nos próximos dias.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Alberto Fujimori, América do Sul, Eleições Congressuais, Eleições Legislativas, Ex-presidente Alberto Fujimori, Fujimorismo, Keiko Fujimori, presidente Martin Vizcarra


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DISSOLUÇÃO DO CONGRESSO E CONFLITO POLÍTICO


Nesta terça-feira, 1 de outubro de 2019, o presidente da República do Peru MARTIN Alberto VIZCARRA Cornejo (56) assinou a dissolução do Congresso Nacional (CN) (um ano e meio depois de ter tomado posse no cargo) após o mesmo ter votado a seu afastamento por até um ano por incapacitação temporária e feito empossar a vice-presidente MERCEDES Rosalba ARAOZ Fernández (58), quem acabou renunciando horas depois de o presidente ter assinado o ato em meio a várias manobras político-constitucionais entre os poderes executivo e legislativo. A decisão do presidente, mesmo não obtendo consenso entre os juristas, vários parlamentares e setores da imprensa, conta com previsão constitucional uma vez que a carta magna peruana define o sistema político do país como sendo um presidencialismo parlamentarizado com algumas semelhanças e diferenças com os da França e de Portugal. Isto significa que o presidente da República tem o poder de dissolver o Congresso convocando novas eleições depois de ter recusada duas (2) moções de confiança (MC) solicitadas ao Poder Legislativo. No entanto, o Congresso chegou a lhe aprovar as moções de confiança, mas não teria agido de forma a dar a sustentação mínima necessária que se pressupõe para o emprego de tal recurso. A MC é um instrumento típico de sistemas parlamentaristas utilizado sempre que há um impasse dificultando a aprovação de iniciativas do governo as quais o levam a solicitar dos parlamentares que se posicionem sobre os pilares básicos do funcionamento do governo. No caso em questão, o presidente Vizcarra alegou que o CN havia nomeado magistrados para a Suprema Corte que não tinham compromisso com o combate a corrupção e lá estariam para acobertar as investigações necessárias para o fortalecimento do regime democrático peruano. O chefe de estado peruano havia proposto antes disso a antecipação das eleições a fim de destravar o impasse coom o Congresso, o que ocorrerá agora, ou melhor, em janeiro de 2020, o que significa que o Parlamento ficará fechado cerca de três (3) meses. Vale destacar que ao se falar em corrupção no Peru no momento atual, isto envolve diretamente a relação da construtora brasileira Odebrecht. E nesta mesma semana em que os acontecimentos se deram (e não por coincidência) os investigadores do Ministério Público do Peru se encontravam em Curitiba (Brasil) para ouvir uma das figuras chaves que se encontra detido naquela cidade e quem foi responsável, supostamente, por entregar dinheiro para determinadas candidaturas presidenciais. O presidente também conta com elevado apoio popular segundo pesquisas de opinão recentemente divulgadas, girando em torno de 40%. De qualquer maneira, há várias dúvidas constitucionais que tendem a ser exploradas politicamente por situação e oposição.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - América do Sul, Antecipação das eleições, Congresso Nacional, Corrupção, Dissolução do Congresso do Peru, Moção de Confiança, Parlamento peruano, Peru, Presidente Martin Vizcarra, Vice-presidente Mercedes Araoz.


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GOVERNO URUGUAIO NEGA ASILO A EX-PRESIDENTE ALAN GARCIA


NOVO PRESIDENTE DA REPÚBLICA


MARTIN Alberto VIZCARRA Cornejo (55), engenheiro de profissão, primeiro vice-presidente da República, e embaixador no Canadá até ontem, tomou posse nesta sexta-feira, 23 de março de 2018, no cargo de presidente da República do Perú, em lugar de PEDRO PABLO KUZCYNSKI (PPK) (79) que apresentou sua renúncia ao Congresso Nacional na última quarta-feira, 21 de março, devido ao aumento da tensão interna e da paralisação de seu governo oriundos das denúncias do envolvimento de sua empresa com a empresa brasileira ODEBRECHT, à época em que ele era ministro do governo do então presidente ALEJANDRO Celestino TOLEDO Manrique (71) e, especialmente, após vídeo divulgado dias atrás ter supostamente comprovado que PPK conseguiu escpar do pedido de impeachment em dezembro graças à compra de votos da bancada liderada por KENJI FUJIMORI, filho do ex-presidente ALBERTO FUJIMORI FUJIMORI. O novo presidente, que completou 55 anos nesta quinta-feira, dia 22 de março, chegou a Lima no início da madrugada procedente de Toronto, Canadá, em um voo da Air Canada. Ao prestar juramento à Constituição no plenário do Congresso Nacional, no início da tarde, Vizcarra afirmou que seu ministério será completamente novo e também disse esperar que as diferenças partidárias possam ficar para trás. Na mesma sessão de juramento, Vizcarra esteve acompanhado da segunda vice-presidente, MERCEDEZ ARAOZ, uma vez que a Constituição Peruana prevê duas vice-presidências. Além das experiências político-administrativas mencionadas, o presidente empossado exerceu o cargo de Ministro dos Transportes por curto período e foi governador do departamento de Monquegua (2011-2014). As expectativas em relação ao novo governo estão divididas no Parlamento entre aqueles que exigiam a saída de PPK. Para alguns, Vizcarra deveria renunciar, para outros convocar novas eleições e depois renunciar e, finalmente, para outros permanecer até o fim do mandato da atual gestão, a saber 2021.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Embaixador no Canadá, Engenheiro, Ex-presidente da República, Martin Alberto Vizcarra Cornejo, Pedro Pablo Kuczynski, PPK, Vice-presidente da República


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PRESIDENTE MANTÉM O MANDATO


Na quinta-feira, 21 de dezembro de 2017, um (1) ano, quatro (4) meses e 26 dias depois de tomar posse, o presidente da República, Pedro Pablo Kuczynski (78) viveu o momento mais difícil de sua carreira pública ao se deparar com a enorme possibilidade de perder seu mandato devido à acusação de ter faltado a verdade no processo que envolve a empresa brasileira Odebrecht em práticas de corrupção com sua empresa Westfield Capital. Eram necessários 87 votos de acordo com a Constituição peruana para que fosse declarado a vacância do cargo em um dispositivo que permite o afastamento sumário do presidente. E isso não parecia nada difícil de ser alcançado uma vez que o Congresso Nacional é controlado majoritariamente pelo partido Fuerza Popular da ex-candidata presidencial KEIKO Sofia FUJIMORI Higuchi (42). Contudo, o resultado final ficou distante uma vez que a bancada fujimorista se dividiu e uma minoria da qual integra o filho mais jovem do ex-presidente ALBERTO Kenya Fujimori FUJIMORI (79), Kenji se posicionou contrário ao processo, em posição conflitante à de sua irmã Keiko. A razão para esta divisão de acordo com parlamentares foi a troca de interesses, a saber, para livrar o atual presidente do processo, a bancada da situação aceitaria votar a favor do pedido de indulto do ex-presidente Fujimori, que já foi protocolado no Parlamento. Era visível para quem acompanhou a sessão que levou quase o dia inteiro, pôde perceber a tensão na bancada da Fuerza Popular. Apesar de estar acompanhado de seu advogado, Pedro Pablo, que soube demonstrar tranquilidade, fez uso da palavra para se defender e alegou que na eventualidade de perder o mandato o derrotado seria o regime democrático peruano e não sua pessoa. Pediu serenidade e reflexão aos parlamentares e que levassem em conta que não há uma prova concreta de seu envolvimento.


PALAVRAS-CHAVES (TAGs): - Congresso Nacional, Alberto Fujimori, Deputado Kenji Fujimori, Empresa Odebrecht, Keiko Fujimori, Pedro Pablo Kuczniski, Ex-presidente da República, Odebrecht, Presidente da República do Peru



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POSSE DE KUCZYNSKI


Nesta quinta-feira, dia 28 de julho de 2016 (53 dias após o segundo turno das eleições), o candidato eleito Pedro Pablo Kucznski (77) tomou posse como presidente da República do Peru em sucessão a Ollanta Humala (54), que concluiu seu período presidencial. O novo presidente pôde sentir já no momento de sua posse no Congresso Nacional a dificuldade que enfrentará em um Parlamento no qual a situação será minoritária. Os membros da Fuerza Popular, que apoiaram a candidata Keiko Fujimori (41), vairam o novo chefe de Estado em mais de um momento. Em seu discurso, Kuczynski destacou seis (6) pontos que considera chaves para o sucesso de seu mandato, a saber: 1) Levar água e esgoto a todos os peruanos; 2) Serviços de ensino público de qualidade para aumentar a perspectiva dos jovens; 3) Prestar serviços de saúde pública de qualidade aos enfermos; 4) Formalizar as relações de trabalho o máximo possível; 5) Construir a infra-estrutura para o desenvolvimento; e 6) Livrar o país da corrupção e do delito. Ciente das dificuldades que poderá ter com os parlamentares, ele enfatizou esperar que frente a propostas simples e claras contará com a compreensão da instituição. O sistema político peruano é presidencial, embora ligeiramente parlamentarizado. O cotidiano da gestão é conduzido pelo presidente do Conselho de Ministros, o qual ficará a cargo de Fernando Zavala Lombardi (45), que é 32 anos mais jovem. Tal diferença não é mero acaso uma vez que o cotidiano de qualquer governo contemporâneo é complexo e desafiador, exigindo demais de suas autoridades, especialmente do seu governante. Zavala tem bastante afinidade com o presidente e longa convivência. Foi seu vice-ministro da Economia e Finanças na presidência de Alejandro Toledo e depois o sucecedeu no cargo. Além disso, tem grande experiência no setor privado. Kuczynski é casado em segundo matrimônio com Nancy Lange. Tem três filhas, sendo as duas primeiras de seu primeiro casamento com Jane Dudley Case e a terceira com sua atual esposa Nancy Lange.



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KUCZYNSKI VENCEU O IMPOSSÍVEL


Em 5 de junho de 2016, os peruanos voltaram às urnas 56 dias depois para escolher em segundo turno dentre os dois candidatos mais votados à presidente da República no primeiro turno. A vitória foi dada ao economista Pedro Pablo Kuczynski (77), concorrendo pelo Peruanos por el Cambio uma organização política de centro-esquerda contra Keiko Fujimori (41). Isso não seria nada demais não fosse o fato de Keiko ter sido a primeira colocada no primeiro turno com amplíssima vantagem sobre Kuczynski, tornando sua recuperação uma tarefa praticamente impossível. Mas a disputa no segundo turno provocou uma polarização gigantesca no país provocando uma dicotomia entre o "bem" e o "mal", pois Fujimori foi vista como a extensão de seu pai, o ex-presidente Alberto Fujimori (75), atualmente preso, quem se tornou um ditador embora tenha sido eleito pelo voto direto no pleito de 1990. Interessante que tal polarização tenha se dado com tanta força, pois Keiko já experimentara a situação de ser atacada na eleição de 2011, quando disputou a presidência pela primeira vez. Na época, porém, as atenções e preocupações maiores se voltavam para o favorito candidato Ollanta Humala, um oficial do exército, que confirmou nas urnas seu favoritismo. O próprio Kuzcynski disputou aquela eleição e obteve a terceira colocação, bem abaixo de Keiko. Embora a candidata deva a sua entrada na política e uma parte de sua carreira a seu pai, ela se tornou uma política com perfil próprio e procurou evitar que a campanha eleitoral se tornasse um plebiscito a favor ou contra seu pai. No primeiro turno ela teve êxito, mas não no segundo.

De tão disputado o pleito, a vitória improvável de Kuczynski se verificou por diferença de somente 42.497 em um comparecimento às urnas de 18.335.385 eleitores. Ou seja, tal diferença representa 0,232% deste universo e 0,249% entre os dois. A evolução de votos de Kuzcynski do primeiro para o segundo turno foi de espantosos 5.363.141 eleitores, ou 166,11%, enquanto a de Keiko de 2.434.132, ou 39,80%, o que também não é pouco. Um fenômeno se observou nesta eleição, qual seja, uma brusca queda dos votos brancos e nulos no segundo turno e apenas um pequeno aumento da abstenção.

Resultados do Segundo Turno da Eleição Presidencial
CANDIDATO PARTIDO VOTOS % VAL % COMP % ELEIT
Pedro Pablo Kuczynski Peruanos por el Cambio 8.591.802 50,12 46,86 37,52
Keiko Fujimori Fuerza Popular 8.549.205 49,88 46,63 37,33
Votos Nominais 17.141.007 100 93,49 74,85
Votos em Branco 149.476 0,82 0,65
Votos Nulos 1.044.902 5,70 4,56
COMPARECIMENTO 18.335.385 100 80,06
Abstenção 4.566.569 19,94
ELEITORADO APTO 22.901.954 100

Legendas- Val é Valídos; Comp é Comparecimento e Eleit é Eleitorado Apto a votar



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KEIKO SAI NA FRENTE NO PRIMEIRO TURNO

Em 10 de abril de 2016, realizou-se as eleições gerais no Peru com o primeiro turno das presidenciais e renovação do Poder Legislativo. A candidata Keiko Fujimori 41, Partido Força Popular, obteve a primeira colocação em uma disputa na qual concorreram 10 candidatos, dois (2) dos quais ex-presidentes da República, a saber: Alan Garcia, APRA, que governou o país em duas oportunidades (2006-2011; 1985-1990) e Alejandro Toledo (2001-2006). Keiko, que disputa a Presidência pela segunda vez consecutiva, obteve uma votação muito superior a do segundo colocado, Pedro Pablo Kuczynski, fato que se explica, provavelmente, por Keiko concentrar os votos de uma campo popular conservador, enquanto quase todos os demais dividiram os votos do eleitorado do centro a esquerda, mas sem que qualquer um conseguisse empolgar o eleitorado. O bom resultado de Keiko contribui para que a Força Popular tenha feito a maior bancada no Congresso Nacional (unicameral) de 130 membros, elegendo 71 deputados (54,62%). No Peru, a eleição parlamentar é proporcional de lista fechada, ou seja, os candidatos do partido são ordenados a partir da decisão da convenção, permitindo ao eleitor saber qual a hierarquia em que seu candidato se encontra na lista e, assim, dando maior previsibilidade ao processo eleitoral. O segundo colocado Kuczynski levou seu partido - Mudemos o Peru - também a segunda colocação assegurando 20 cadeiras (15,38%), embora com um desempenho bem mais modesto, dividindo este número com a Frente para Justiça, que contou com a deputada Verónika Mendoza (35) como candidata presidencial. Na hipótesde de Keiko vencer o segundo turno da eleição presidencial, ela contará com maior facilidade para governar por seu partido ter obtido maioria absoluta, situação bem diferente para Kuczynski que terá precisará contar com grande habilidade para articular uma coalizão com os demais partidos e, ainda, abrir uma fissura entre os fujimoristas.

Primeiro Turno das Eleições Gerais no Perú
CANDIDATO PARTIDO VOTOS % VÁL % COMP % ELEIT
Keiko Fujimori Fuerza Peru 6.115.073 39,86 36,64 26,70
Pedro Pablo Kuczynski Peruanos por el Cambio 3.228.661 21,05 17,23 14,10
Verónika Mendoza Frente Unida 2.874.940 18,74 15,35 12,55
Alfredo Barnachea Ação Popular 1.069.360 6,97 4,78 4,67
Alan Garcia Perez Alianza Popular 894.878 5,83 4,78 3,91
Gregorio Santos Democracia Directa 613.173 4,00 3,27 2,68
Fernando Olivera Frente Esperanza 203.103 1,32 1,08 0,89
Alejandro Toledo Peru Possible 200.012 1,30 1,07 0,87
Miguel Hilario Progredindo Peru 78.870 0,49 0,40 0,33
Antero Flores Partido da Ordem 65.673 0,43 0,35 0,29
Votos Nominais Não procede 15.340.743 100
Votos em Branco Não procede 2.225.449 11,89 9,72
Votos Nulos Não procede 1.168.538 6,24 5,10
COMPARECIMENTO Não procede 18.734.130 81,20 100
Abstenção Não procede 4.167.824 18,20
ELEITORADO APTO Não procede 22.901.954 100

Legendas- Val é Valídos; Comp é Comparecimento e Eleit é Eleitorado Apto a votar


AINDA A ERA FUJIMORI

O ex-presidente do Peru, Alberto Fujimori, continua na prisão em cumprimento da pena judicial a que foi submetido. Mas algumas coisas relativas aos aspectos mais obscuros de seu governo continuam incomodando a sociedade, especialmente quando estas passam pelo nome de seu ex-homem forte Vladimiro Montesinos, também condenado pela Justiça. Nos últimos dias veio a público que um operador de Montesinos, Oscar López Meneses goza de proteção policial, que lhe foi outorgada pelo atual governo, mas sem que isso fosse comunicado à sociedade. Devido à informação ter vindo à público através de matérias jornalísticas, o atual Ministro do Interior, Wilfredo Pedraza , em 13 de novembro de 2013, comunicou ao presidente do Congresso Nacional, Freddy Ortála sua disposição de comparecer perante o Parlamento nesta quinta-feira, dia 14, a fim de esclarecer o assunto


PRESIDENTE HUMALA RECEBE A PRESIDENTE DO BRASIL

Nessa segunda-feira, 11 de novembro de 2013, no Palácio do Governo, o presidente do Peru, Ollanta Humala (51), reuniu-se com a presidente do Brasil, Dilma Rousseff (65) quando completa-se 10 anos da chamada Aliança Estratégica firmada entre os dois países. Os dois chefes de estado estiveram acompanhados de seus respectivos ministro das Relações Exteriores, e na oportunidade vários convênios foram firmados. Um dos convênios assinados está na área de telecomunicações e prevê o desenvolvimento o "roaming" fronteiriço. Outro convênio se refere a cooperação no setor de recursos hídricos. Em nota divulgada pelo portal do Ministério das Relações Exteriores do Peru, informa-se que Humala e Rousseff "examinaram os mais importantes componentes da relação bilateral e suas enormes potencialidades, destacando a vontade de utilizar plenamente os eixos de integração e desenvolvimento que conectam ambos os países, dar um maior impulso ao comércio bilateral através de facilidades de acesso ao mercado brasileiro, e por em marcha uma ampla agenda de cooperação em políticas sociais, ciência e tecnologia, energia, segurança e defesa, desenvolvimento sustentável dos espaços da fronteira amazônica. No entendimento de Processo & Decisãoparece factível afirmar que faltou desse encontro um balanço objetivo do que se obteve ao longo desses 10 anos, ou seja, baseado em números nas várias áreas nas quais já haviam acordos firmados, números esses que fossem acompanhados da situação anterior a essa década. Parece difícil acreditar com base nas dificuldades encontradas pelo governo brasileiro que boa parte desse convênio será transformado em realidade em um futuro próximo.


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TAGs: América do Sul; Peru; Brasil; Relações Bilaterais; Aliança Estratégica; Keiko Fujimori; presidente da República; Ollanta Humala; Pedro Pablo Kuzcynski; Dilma Rousseff; Alberto Fujimori, Vladimiro Montesinos, Oscar López Meneses.